Notas iniciais
Mais um cap o/ Essa fic não vai ter dia certo pra postagem dos capítulos mas vou tentar colocar tudo aqui o mais rápido que der xD Boa Leitura!

No dia seguinte Orochi voltou com alguns poucos soldados e equipamentos que o rei havia fornecido para se protegerem enquanto o conselho decidiria o que seria feito do espinheiro. Enquanto Mishiro e seu pai organizavam reuniões para acalmar a população do vilarejo e pensar e um medida de segurança duas pestinhas conversavam...

— VOCÊ O QUE!?! – Exclamou Yuri surpresa.

— Calma! Não foi horrível, eu ainda estou viva não estou?

— Eu não acredito que você foi até lá! VocÊ enlouqueceu? Não morreu mas poderia ter morrido!!

Yuna deu um risinho com a irritação da amiga e continuou.

— Sem exageros, enfim, eu descobri que o mutante está triste...Acho que não vai nos atacar se não mexermos com ele. – Yuri arregalou os olhos.

— V– Você falou com ele!! Você foi no templo? O ferimento no seu braço te contaminou!! Temos que avisar Mishiro!! – Ela dizia desesperada e Yuna riu a puxando pelo braço.

— Eu não falei com ele.

Yuri torceu o nariz.

— Não?

— Não! E você não pode contar NADA a Mishiro e nem a ninguém entendeu? Nada!

A menina considerou por segundos e depois fez um carão colocando as mãos na cintura.

— E como você sabe que o mutante está triste se não falou com ele? Está me deixando confusa, conte logo tudo de uma vez!

— Eu conto tudo se você prometer que não vai contar nada a ninguém! Muito menos ao Mishiro.

Yuri bufou e resmungou, concordando, então Yuna contou tudo que havia descoberto, que não era muito aliás, mas que achava super empolgante.

— Está dizendo que se nós apenas tocarmos naqueles galhos e pedirmos pra ele ir embora, ele vai? – Yuri disse incrédula e Yuna gaguejou.

— Não...Q– Quer dizer...Não sei...Talvez...

— Isso é loucura!! Não é assim que essas criaturas funcionam! – Yuna riu.

— Ah é? E como eles funcionam hein?

Silêncio. Ambas riram.

— Tá bom! Tá bom! Você pode ter razão, mas ainda sim é perigoso ir lá sozinha!

— E quem disse que vou sozinha?

Yuri torceu o nariz resmungando um "não" quando sua mãe entrou na cozinha com um cesto que tinha trazido da feira. A mãe de Yuri era uma senhora de aparência jovem, viúva, tinha os cabelos médios loiros e os olhos castanhos, seu nome era Zarina e ela era costureira, aliás, a melhor de todo o vilarejo.

— Ah, Olá tia Zarina! Estamos indo dar uma volta! – Yuna exclamou puxando a amiga porta à fora antes que a mesma pudesse dizer qualquer coisa, a senhora apenas sorriu e gritou:

— Voltem antes do entardecer!

Relutante, Yuri foi com Yuna até o espinheiro. Quando chegaram lá Yuna teve a "brilhante" ideia de tentar entrar lá dentro.

— Yuna!! Você vai se machucar!

— Eu vou tomar cuidado...

Yuri bateu o pé no chão de braços cruzados.

— Nós nem devíamos ter vindo aqui! Vamos voltar! E se nós formos pegas?

Yuna colocou o dedo indicador nos lábios, sinal que pedia silêncio.

— Se você não ficar quieta aí é que seremos pegas mesmo!

— Mas e se esses espinhos tiverem veneno!? Ou pior!! E se– Yuna interrompeu.

— Se você não quer vir apenas fique aí e me avise se alguém estiver vindo. – Disse com confiança e se enfiou cuidadosamente por entre os galhos do espinheiro.

Era meio difícil se movimentar e tinha de tocar nos galhos com o máximo de cuidado para que eles em demasiado se afastassem, vez ou outra alguns espinhos se enroscavam levemente em seu cabelo ou em sua roupa mas até agora, de algum jeito ainda não tinha se machucado.

Em um descuido deu um pequeno tropeço e se agarrou forte a uma extremidade, os espinhos dos galhos a sua volta se alongaram chegando mais perto de sua pele e ela recolheu a mão cuidadosamente, ofegante, assustada, estava ensanguentada com o sangue do espinheiro, passou a mão na roupa e prosseguiu lentamente.

— T– Tem alguém aí?

Silêncio.

— E– Eu não quero machucar ninguém...Moro no vilarejo aqui perto.

Silêncio.

Os espinhos em demasiado se recolheram e ela continuou adentrando, vagarosamente, tocando levemente alguns galhos que se recolhiam dando passagem a ela. Mais um descuido e se arranhou, por instantes teve um medo lascivo de que aqueles espinhos fossem realmente venenosos, pensou em voltar mas já tinha ido longe demais, continuou calmamente até que se fez soar uma voz masculina.

— Vá embora.

E depois silêncio. Os galhos não se mexeram mais e se tornou impossível continuar, ela gritou algumas vezes mas ninguém respondeu. Quando os galhos voltaram a se afastar ela prosseguiu até sair...No mesmo lugar por onde tinha entrado.

— Nossa, finalmente, já estava ficando preocupada! – Disse Yuri avaliando a amiga com os olhos, ela parecia desnorteada, como se não soubesse o que tinha acontecido.

— Você encontrou alguma coisa?

— N– Não...Ué eu...Pensei que...

Yuri bufou, tudo só ficava cada vez mais confuso.

— Aff! Vamos pra casa!

Ela exclamou puxando Yuna pelo braço, não tinha notado o arranhão na perna dela.

O resto do dia correu normalmente mas a noite Yuna começou a arder em febre. Os espinhos eram venenosos. Ela ficou gelada e a perna que tinha arranhado inchou, vez ou outra sentia picadas em seu corpo e a garganta seca, teve pesadelos a noite toda e mal conseguiu dormir, apesar de tudo isso não chamou seus pais, ninguém podia saber onde ela tinha ido.

Notas finais
Kissus da tia Yunnie