Notas iniciais
Boa Leitura.

O amanhecer em Son foi bem agitado, a equipe de Orochi corria aos quatro cantos do vilarejo avisando que havia crescido um espinheiro ao leste, nos arredores, todos achavam que tinha alguma coisa a ver com um mutante, o espinheiro era enorme e denso com grossos galhos retorcidos cheios de espinhos pontudos, impenetrável.

Mishiro ficou cuidando do vilarejo e Orochi partiu para o castelo, uma ameaça daquelas devia ser comunicada ao rei, por enquanto as ordens eram apenas que se mantivessem longe daquela área. Ao meio– dia todos do vilarejo conseguiam ver o enorme espinheiro ao longe se estendendo cada vez mais, era preocupante pra todos. Todos exceto, claro...

— Mãe, acha mesmo que é um mutante?

— Pelo tamanho eu diria que sim, e talvez esse seja bem forte...Tenho medo do que pode acontecer.

As duas lavavam a louça do almoço.

— Eu não acho que ele vá nos atacar...Até agora não tem motivo nenhum pra isso. – Nanami parou e olhou para a filha depois desse comentário de Yuna.

— Yuna, querida, eles são monstros, tudo que querem é ferir os outros, não precisam de motivos.

Yuna assentiu, mesmo que discordasse, ela sempre achou que mutantes eram pessoas iguais a eles, não podiam ser monstros só porque tinham habilidades especiais, pelo contrário, ter poderes parecia tão legal, eles podiam ser heróis se não se descontrolassem facilmente e saíssem irritados por aí causando problemas...Precisavam só de...Apoio e paciencia. Mas só ela pensava desse jeito.

Mais Tarde...

— Mãe! Vou na casa da Yuri!

Yuna disse e saiu, mas na verdade ela não ia a casa da amiga, estava curiosa e queria saber mais sobre o espinheiro, não era como se ela fosse de mentir para os pais mas sabia que se dissesse a verdade eles a chamariam de louca, iriam a trancar no quarto.

A verdade é que ela via algo de diferente naquele espinheiro e estava cansada de olhar pela janela do quarto, resolveu ir até lá. Com muito esforço para não ser vista ela conseguiu sair do vilarejo e rapidamente chegou até o espinheiro.

Não tinha folhas e nem parecia ter raiz, eram somente galhos escuros retorcidos cheios de espinhos longos e pontudos, não sabia dizer se eram venenosos mas toda vez que tocava em uma parte do galho ele parecia recuar, porém se apertasse a casca do galho ao invés disso ele avançava e os espinhos tornavam– se maiores. Ela deu um risinho com a constatação, era interessante.

Observando mais um pouco os galhos ela percebeu que alguns haviam crescido tanto que se racharam e das rachaduras escorria sangue. Então ela teve pena, pena do pobre espinheiro que sangrava...Porque aquilo? Quem era o mutante daquilo e porque sangra...? Como entrar lá?!

Eram muitas as coisas que queria saber mas já estava tarde então resolveu voltar pra casa, daria um jeito de aparecer por lá novamente. Pelo menos já tinha certeza que aquilo de diferente que via no espinheiro era tristeza, não era raiva ou ódio como se podia notar nos outros mutantes, era tristeza, sofrimento, o espinheiro chorava lágrimas de sangue...Era poético.

Voltou pra casa sem levantar suspeitas, jantou com seus pais e foi para o quarto, para da janela observar o espinheiro, enquanto toda Son tremia de medo.

Notas finais
Kissus da tia Yunnie