Um dia de Sorte, Pedro Lanza
38 Capítulo 38
Sempre fui muito orgulhosa, mas dessa vez a saudade e a preocupação falaram mais alto, liguei pro Pedro ele não atendeu, eu fiquei magoada obvio mais depois de alguns minutos ele retornou, foi uma conversa fria pra ambas as partes.
Inicio da Ligação
-Oi – atendi friamente.
-Oi, quer falar alguma coisa comigo?
-Nada de importante, mas tenho que falar pessoalmente. Teria como passar aqui em casa amanhã?
-Eu vou pra praia a tarde então passo ai de manhã pode ser?
- Uhum.
-Você não quer adiantar nada?
-No momento não.
- Então ta amanhã passo ai.
- Ta tchau – falei com voz chorosa
Final da Ligação.
Deitei a cabeça no travesseiro respirei fundo e mais uma vez sob toda essa pressão chorei, acabei dormindo de tanto chorar, acordei no dia seguinte com a campanhinha tocando, ela tocou umas 5 vezes acho que minha mãe não estava em casa, levantei correndo e dei uma olhada pela sacada vi que era o Pedro e gritei lá de cima que já estava descendo, escovei os dentes e penteei o cabelo rapidamente passei um base super rápido pra disfarçar a cara de choro por causa da noite passada, troquei de roupa em 1 min. no maximo, e desci correndo, abri o portão só o disse ‘oi’ sem mais ações ou palavras, ele parecia estar triste e nervoso ao mesmo tempo, o chamei para o quarto e seriamente sentei na cama.
-Pedro eu só quero saber uma coisa, ta tudo acabado mesmo? — ele encarou o chão por segundos, e com a voz rouca e chorosa –como sempre quando ele segura o choro- ele disse;
- Se pra você ta tudo acabado então acho que só tenho que concordar.
- Então ta bom, tchau – eu falei abrindo a portão do quarto e fazendo sinal para ele sair.
Ele se levantou e foi em direção a porta, mas antes disse tirando um pequeno papel de seu bolso “toma, talvez um dia você precise” e juntamente ao papel tinha a nossa aliança, na verdade a dele. Apenas abaixei a cabeça e peguei o papel e a aliança e o acompanhei até o portão num silencio absoluto, ele saiu então decidi abrir o papel pra ver o que tinha escrito “se um dia você quiser dar mais uma chance pra nós dois é só me procurar” e em baixo tinha o endereço da casa de praia onde ele iria passar a final de semana, eu fiquei pensando e porque justamente ele deu o endereço de lá se ele só iria passar 1 ou 2 dias no maximo? Não entendi, mais enfim fiquei um tempo olhando a aliança e aquelas palavras, aquela letra, os nossos nomes juntos... Chorei mais uma vez! Meu celular tocou era a Gui...
Inicio da Ligação
- Oi amiga – eu disse ainda com voz de choro.
- Oi amor, que foi ta chorando?
- Não amiga.
- Hum sei –ela resmungou- então vamos ao médico daqui a pouco né?
- Gui eu não quero
- Mais você vai moçinha, nos encontramos 14h00 na casa da micka ta?
- Ta bom, tchau
- Tchau.
Fim da Ligação
Arrumei-me fui tomar café e vi que tinha um bilhete da minha mãe dizendo que saiu cedo pra fazer umas comprar pra ela, arrumei a casa pensando em tudo o que tinha acontecido nas ultimas 2 semanas, realmente as coisas ruins aconteceram tão rápido quanto as boas... medonho as voltas que a vida da! 13h30 eu troquei de roupa, encarei minha afeição de nervosismo no espelho e exclamei “calma, ta tudo bem vai ficar tudo bem, eu não estou grávida! Eu não estou!” peguei minha bolsa e desci, encontrei com as meninas na hora marcada, elas entraram no carro também apresentando nervosismo, evitamos falar do assunto antes do tempo, chegando ao consultório, preencheram minha fixa e fiquei na sala de espera com as meninas aguardando para ser chamada, trocamos olhares tensos até ouvir a voz da enfermeira “Thalita Cristina” levantei dei um leve sorriso nervoso para as meninas e entrei na sala o médico me cumprimentou deu um sorriso e me perguntou o motivo de eu estar ali, eu falei que estava sentindo um mal estar constante e vomitava tudo o que comia e antes de fazer o exame ele fez algumas perguntas... Depois fiz o exame de sangue e fui encontrar as meninas que estavam lá fora.
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