Um dia de Sorte, Pedro Lanza
39 Capítulo 39
Notas iniciais
- E ai e ai? – disse a gui vindo em minha direção
- Calma fiz o exame de sangue agora, tem que esperar mais um pouco.
- Mais o medico não adiantou nada? – Perguntou a micka.
- Não ele fez algumas perguntas e anotou no papel mais não disse nada.
- Ai thali que nervosismo.
- Eu sei gui eu sei mais calma vai dar tudo certo.
- Thali você quer ter esse filho? – disse a micka olhando para minha barriga
- Que filho mirella? Eu não estou grávida.
- Poxa thali mais você sabe que pode sim estar! E se você tiver mesmo você vai ter o bebe né?
- Micka, o pai da criança no mínimo vai querer ficar o mais longe possível do bebe, eu sou nova tenho sonhos e você sabe! Não estou preparada pra isso.
- Olha só escuta uma coisa, o Pedro NUNCA iria negar esse filho eu tenho certeza e você thali por mais que tenha sonhos tem que cuidar dessa criança sim, não pense em fazer besteira, por favor. – disse a gui
- Gente chega desse assunto eu já disse que não tem filho nenhum eu devo estar com virose vocês vão ver. – eu falei mais nervosa.
- Então ta né – disse as duas.
Fiquei aguardando o resultado, foi uma das coisas mais ansiosas que fiz na minha vida, a cada minuto que passava minha barriga dava um embrulho qualquer mínima ação de alguma enfermeira me deixava nervosa, minhas mãos soavam era uma sensação de tensão extrema até que a porta do consultório do médico se abriu novamente e mais uma vez eu escutei “Thalita Cristina” dessa vez levantei mais sem sorrisos só uma afeição de ansiedade. O médico me mandou sentar e pegou um envelope branco e sorrindo me entregou.
- Vá em frente. – ele disse esperançoso me entregando o exame.
- Obrigada – eu respondi engolindo o choro.
Abri o envelope e me deparei com aquele papel branco cheio de coisas escritas, li atentamente cada palavra sem ao menos espiar a ultima que era a que contava... Logo mais cheguei ao pé da folha e estava lá “Positivo”.
- Não pode ser não pode ser. – falei baixinho passando a mão sobre a cabeça.
- Minha filha você vai ter uma criança fique feliz. – disse o médico ‘velhinho’ tirando seus óculos e colocando a mão envelhecida sobre a mesa.
- Eu não quero essa criança. – eu falei e lagrimas escorreram.
- Jovem, existem coisas que acontecem em nossas vidas que agente nunca imaginou que poderia acontecer mais se aconteceu foi porque Deus quis assim, o destino –quando ele disse isso chorei mais ainda, pois me lembrei do Pedro- separa cada coisa pra gente que na hora parece uma provação mais depois percebemos que é apenas um presente que veio para nos iluminar.
- Eu sei doutor muito obrigado. – enxuguei minhas lagrimas e sai com o papel na mão, as meninas me olharam com cara de curiosas e pegaram o envelope da minha mão, e diferente de mim elas já foram ler diretamente o resultado, a micka ficou quieta deu um pequeno sorriso mais acho que ficou bem preocupada comigo já a gui correu pra me abraçar e ficou dando gritinhos e dizendo “vou ser titia”.
Bom voltei pra casa conversando com elas no carro eu já estava mais tranqüila, mesmo assim só de pensar que logo mais alguns meses eu estaria com um filho ou filha e pior sem um pai me dava um aperto no coração, cheguei em casa e minha mãe já estava lá e me perguntou de onde eu estava chegando... Sem cerimônias eu contei TUDO para a minha mãe que também ficou muito abalada com a noticia mais me deu todo o apoio do mundo, todo o que eu precisava... Claro que levei bronca, mais fiquei quieta, pois ela estava certa, ela me deu alguns conselhos básicos até chegar no assunto que eu não queria tocar naquele momento que era “E o Pedro sabe?” e eu disse pra ela que ele não sabia e nem iria ficar sabendo, mais minha mãe teimosa como eu me convenceu a falar com ele, eu não queria que ele voltasse e muito menos que sustentasse a criança, do Pedro na boa eu não queria nem dinheiro, somente que um dia ele de o carinho que meu filho merece. Subi pro meu quarto e olhei o twitter dele, a uns 20 minutos ele twitou que estava indo para a praia, eu pensei em o ligar, mas lembrei do endereço e das palavras dele “toma, talvez um dia você precise” e me dei conta que aquele era o momento que eu iria precisar, peguei o papel e no meio dele veio a aliança eu nem me dei conta mais mesmo assim guardei no bolso, peguei minha bolsa, meu celular e a chave do carro dei um beijo na testa da minha mãe e falei que iria fazer o que é certo.
Eu estava no meio do caminho e decidi ligar o radio pra me acalmar, e não sei o porquê mais o radio ligou em uma estação que eu nunca gostei e nunca tive vontade de escutar, quando eu estava quase trocando de estação, só falta meio centímetro pra isso começou um plantão que me interessou e dizia assim
“Acidente gravíssimo na serra do mar nesse momento deixa feridos”
Fale com o autor