Notas iniciais
HA DEZ MIL ANOS...EU FINALMENTE TIVE TEMPO DE ESCREVER... Tava cm sdd, aproveiti a noiti do choro huehue......

Tudo o que eu ouvi na conversa daquela tarde, eu anotei. Aquilo tudo, não parecia nem um tipo de doença mental, parecia verdade, parecia pesadelo... Parecia real.

É como se... Como dizer? Você está dormindo em seu silencioso quarto no escuro da sombreada noite. Você se cobre com aquele lençol pesado que sempre tira do armário quando tem frio. Enfim, deita e fecha as palpebras.
... E sente, que além de você, há mais alguém respirando.

Há mais alguém vivo lá dentro.
Há mais alguém enxergando.
Há alguém TE observando.

O que esse "alguém" quer fazer com você?
Por que essa "coisa" está ali?

Sem saber nada, nem o porquê, você grita.

— Devia ser psicóloga. — Murmurou o cara do telefone após ter dito isso a ele.

Eu pedi para ele me orientar até a Safe Room. Lá talvez eu acharia dentes dos animatronics para ganhar bônus e mais informações extras.
Ele disse que só me ajudaria a achar dentes por tédio, e esse lugar seria na Safe Room.

— Em qual corredor é essa tal Safe..?

Parada observando a entrada dos 6 corredores, apoiei a mão na cintura esperando a resposta.

— Corredor quatro. — Riu maliciosamente.

— Mas...

Fiquei observando calada a entrada do corredor quatro. Vincent disse que não me queria lá.

— "Mas" o que? — Exclamou a voz do telefone.

Talvez não seja tão perigoso... Afinal, só está sujo não?

— Qual é o problema??

— Meu amigo disse que é para meu bem que eu não fosse ao corredor quatro.

Pondo a mão em minha barriga enfaixada que provavelmente Vincent tinha amarrado no local do forte golpe que levei. Se ele me disse que lá não é para mim, imagine se algo bem pior acontecesse comigo como aquela noite com o Bonnie?

— É lá onde está os dentes. — Disse a voz séria. — Aproveite, essa é a única colher de chá que dou.

passos pequenos em direção ao corredor quatro. Olhei para trás para ver se alguém poderia ver eu entrando. Ninguém, afinal a FazBear's está fechada faz tempo, e só tem eu e Vincent para investigar (Coisa que só nós planejamos fazer, sem ninguém) e tomar conta.

Comecei a andar naquele escuro frio do corredor. Era cumprido e largo. As luzes do teto estavam quebradas e outras, apagadas.

Vi até o próprio Ballon Boy que dizia "Hi" e "Hello" toda hora, de vez em quando, até dava umas risadas. Em sua mão, carregava balões para as crianças pegarem em eventos festivos.

Segui em frente e me deparei com Bonnie caído em frente a uma porta enferrujada com cadeados dourados antigos. A placa prateada manchada de pó e sujeira "Safe Room".

— Está trancada. — Cochichei com um pouco de reseio.

— Pfff... Arrombe.

Não daria para destruir aquela porta. Eu aproveitei e peguei um dos dentes de Bonnie.

— Peguei um dente! — Falei para ele otimista.

— Nossa, que emocionante... — Falou sarcástico. — Bem, te darei uma informação valiosa desta sala como bônus.

Fiquei atenta para as informações.

— Safe Room é uma sala onde animatronis são guardados depois do show. Entretanto, há animatronics em que os funcionários podem se vestir, como o Golden Freddy e o SpringBonnie. Os funcionários usavam esta sala para se vestir também. O traje usável do animatronic era um tanto complicado. O endoesqueleto de metal do traje tinha de ser encaichado no corpo perfeitamente, caso contrário, o funcionário seria multilado até a morte.

— Oh céus... — Tampei a boca chocada.

— E muitas vezes, para se vestirem, precisavam de ajuda de alguém exper...

— GABRIELY! — O grito surpreso de Vincent interrompeu a minha ligação.

" Ahh...Estou ferrada..."

— M-Mas o que você ta fazendo aqui?!

Caminhando com passos largos , tanto assustados quanto raivosos ele chegou a minha frente com braços cruzados.

— Des... Desculpa e-e-eu... — Eu estou é enrolada. Estou dividida, conto ou não conto do que descobri.

— Eu não falei que era perigoso! — Seu olhar estava tão firme quanto a voz.

— N-Não tinha o q-que se preocupar... A porta está trancada...

— Fui eu que tranquei... — Falou baixo, mas tão baixo, que não pude escuta-lo.

— O que disse?

Ele repetiu, mas baixo ainda. E eu mandava falar alto várias vezes , mas as respostas sempre vinham na mesma altura. Silenciosa.

Ele pos as mãos em minhas costas e foi me orientando até a saída do corredor.

Chegando lá, na janela o tempo já se mostrava escuro. Enrolada em pensamentos eu ajeitava meu casaco vermelho escuro e me aprontava para voltar para casa.

— Tenho que ir. — Falei com a cabeça baixa com os cabelos escondendo meu rosto.

— Espera. — Falou Vincent.

Eu estava a ponto de abrir a porta e olhei para trás. Olhava para ele com o rosto escondido.

O jovem se aproximou de mim, deixando-me encostada na porta.

— Minha ideia deu um pouco certo... — Cochichou ele sem eu entender a miníma do que estava falando.

— Que ideia?.. — Perguntei desapoiando-me da porta e tendo postura.

— A de enganar a dor... — Chochichou mais baixo ainda.

— Hã..? — Falei baixo.

Dando um impulso com a cabeça, Vincent me atacou com um beijo forte. Foi tão rápido o gesto que fez com que eu batesse com a cabeça na porta de leve e me reencostei nela de volta. Preensando-me , ele passeava com as mãos nos meus ombros e depois me agarrou com os braços.

Eu não acreditava no que estava acontecendo e com os olhos abertos eu via as luzes dando curtos circuitos. Fechei os olhos e abracei-o também.

....................

Sentada na minha cama reprogramando meu robô despertador e olhando para o celular na cômoda, eu ainda pensava no que tinha acontecido mais cedo na pizzaria. Estava nervosa e nem passara pela cabeça as lembranças do que tinha acontecido antes. Já o depois, tinhámos ficados calados. Eu estava completamente imóvel e ele sorria inocentemente. Foi difícil darmos passos para caminhos diferentes depois de sair da pizzaria e minhas pernas tremiam e... "Afe... Detesto assuntos assim... Vou pensar em outra coisa que é mais produtivo" Pensei tentando esquecer e me sossegar para dormir.

E mais uma vez. O telefone toca.

— Bu! — Disse agora a voz animada.- Está pronta para entrar na Safe Room?

— Como?

— Sim, eu deixei a pizzaria aberta, e não pude deixar escapar, você vai entrar pra Safe Room.

— Por um momento neste dia, pensei que "não me daria mais colher de chá" , não foi? — Disse desconfiada olhando para o mini robô que nas horas batia 23:49.

— Sim,mas é diferente, hoje quero me divertir. E você precisa ir para lá.

— No meio da madrugada? Escondida?

— Exatamente... — A voz soou baixo.

Com o capuz negro escondendo meu rosto e a mochila nas costas com todo o possível necessário dentro dela, observava a porta. "Está mesmo destrancada" abri a porta ecoando o som do sino dentro do local frio e silencioso, me sentia falta a atmosfera festiva que eu costumava ver distantes semanas atrás.

— Vá em frente. — Disse o Cara Do Telefone.

Entrei no corredor quatro. Bonnie não estava mais jogado em frente a porta. Já a porta... Estava arrombada... Seus cadeados despedaçados. E tinha marcas pequenas de sangue na placa escrita.

Entrei tremendo devagar. O lugar estava um gelo. Atmosfera fúnebre, chão tão gelado quanto as correntes que sustentavam animatronics antigos.

Passando a lanterna nos robôs eu via...
sangue.

— O que é isso!?

A cabeça de Chica estava arrancada do corpo. Estava ensanguentada. Do buraco do pescoço saiam fios loiros... Pontas de um cabelo sedoso e dourado.

Agachei e examinei o cabelo. Com uma fungada de nariz profunda e olhos caídos, desesperados e enxarcados d'água, eu engasguei com as palavras.

— J-Joy..?

Notas finais
Seria uma pena se... A fic estivesse chegando ao fim :')