Um Verdadeiro Monstro
21 O Puppet...
Notas iniciais
— Joy... — Examinei com os olhos cheios d'água para o animatronic de Chica sangrento.
Sua cabeça estava deslocada,pele gélida e seus lábios estavam roxos.
— Nãonãonãonão... — Tentei me conter passando a mão na testa,começando a ficar tensa.
Saí da sala correndo para chamar ajuda, mas as portas e as janelas estavam trancadas! Eu estava presa! Voltei correndo para a Safe Room dizendo coisas consoladoras a mim mesma e liguei para a ambulância...Polícia... NADA RESPONDIA! "O QUE VOU FAZER!"
"Não...Isso não está acontecendo..." Observei seu corpo e fui guiada para o interior da máquina da qual, endoesqueletos de metal perfuravam o corpo sem cor e sem vida. "Não...Não..." Lágrimas rolaram de meus olhos e eu estava tentando manter o controle, estava tentando não surtar.
"J-Joy...Não faz isso comigo Joy...Não faz isso comigo amiga!" Apoiei minhas mãos nos ombros do animatronic e sacudi de leve com a esperança vã de desperta-la.
— Joy! Não faça isso! F-fala comigo J-Joy...Fala comigo!!
Seu corpo frio se sacudia sem vida.
"NÃO! NÃO! Isso não é verdade! NÃO É!!" Berrei. "FALA COMIGO JOY!! FALA COMIGO!!!" Comecei a ficar ofegante e minhas mãos desesperadas e sujas de sangue não paravam de balançar o corpo.
"FALA COMIGO JOY!!! FALA! NÃO ME DEIXE SOZINHA!! NÃO DEIXE SUA IRMÃ KELLY SOZINHA! F-Fala...Co...migo...
Minha cabeça caí rapidamente no peito do animatronic. Soluçando e gritando muito.
— Veja os outros... — Falou o maldito Cara Do Telefone sem ter um minímo de empatia.
Me afastei devagar de Joy e vi...
Os corpos dos garotos...
Sinais de hematomas,arranhões...Socos,sinais de esfaqueamento,furos que provavelmente aparentavam ser de tiros. Eu, estava tão torturada,quanto as crianças.
— E VOCÊ NÃO FEZ NADA! — Gritei revoltada e engasgando em lágrimas — A QUE PONTO CHEGUEI! OLHA SÓ ISSO!
— ... — Um breve silêncio dele tomou conta do local.
— RESPONDA!! — Gritei rouca prrdendo a voz. — ERA PARA TER ME MATADO!! AS CRIANÇAS NÃO TINHAM NADA A VER!!
Ele não respondeu,nem emitiu nenhum som.
— Cara Do Telefone! Me mate! Purple Guy! Me mate! Seja o que for! Eu quero morrer agora!
Caí no chão gelado e fiquei socando o solo desesperada.
Foram 3 horas de choro,suspiros e gritos. Fiquei encostada num canto da escura sala uns centímetros das crianças.
Abraçando as pernas e escondendo o rosto abatido nos joelhos enquanto me balançava vagarosamente para frente e para trás psicótica. Ouvi um suave e distante som de caixinha de música.
— QUEM ESTÁ AÍ!? — Gritei perdendo a voz e sendo tomada por um susto tremendo.
Forcei meus ouvidos para tentar distinguir de onde viera.
O som suave tornou a ficar mais alto e mais próximo, minhas mãos foram erguidas e esconderam meus ouvidos automaticamente.
Então o som suave de brocas sendo roladas...O natural music box estava cada vez com o volume mais alto, mais alto, mais alto...
Tentei saber de onde vinha,olhava para os lados desesperada, porém, não saía do lugar onde eu estava.
O barulho veio-me a cabeça e fez doer meus ouvidos! "PARA! PARA!" Me contorcia e tentava gritar mais alto, nem conseguia me ouvir direito.
Depois... O som parou. O frio e o silêncio reinaram novamente. Um silêncio pertubador e suspeito.
Fui surpreendida por longos minutos por um ser fantasmagórico.
Uma marionete com o rosto pálido máscarado com linhas púrpuras e escuras atrás dos olhos aparentando serem lágrimas. Seu corpo, magro comprido e preto. Tinha listras brancas nos antebraços e em seu peito guardava botões claros.
Me afastei apressada e berrando assustada. Pedi para a coisa se distanciar de mim.
— Shh... — Sua voz suou como um sussurro e era tão suave quanto seu modo de flutuar.
A figura assustadora se aproximou de mim e agaichou na minha frente
— Gabriely Nessa Menezes... Nós precisamos de você. —
Eu tirei as mãos da frente dos meus olhos assustada e observei melhor.
— N-Nós..? — Solucei.
— Sim... — Sorriu com êxito a criatura assustadora.
— N-Nós q-quem...
O máscarado olhou para o lado de onde atirados estava os corpos. Eu quase virei os olhos por curiosidade, mas desviei o olhar pois não aguentaria rever a cena dos cadáveres inocentes de novo.
De onde os corpos estavam, saíram cinco criaturas flutuantes, brilhantes e tranparentes. Ficaram todas em nossa volta, inclusive do ser. Pisquei os olhos várias vezes, não pude acreditar? Não acreditava no que via...
As cinco crianças; Joy,Cameron,Jonathas,Lucas e Pedro. Estavam reunidas perto do ser flutuante. Suas roupas eram brancas e suas peles e cabelos... Pálidos e reluzentes. No lugar de seus olhos — que costumavam brilhar quando vivos — Estavam um par de buracos escuros e fundos, que jorravam lágrimas pesadas e negras.
– NÃO CONFIE N-NESSA MARIONETE!! — Disse o cara no telefone aínda ligado no viva-voz. A marionete olhou para o aparelho no chão com uma expressão fria. Moveu um dos dedos esguios e fez o telefone ser arrastado para fora da sala com uma força sobre-humana. Depois ergueu o braço e fez a porta bater. Fiquei impressionada e depois voltei meus olhos para as crianças.— C-CRIANÇAS!! N-NÃO ESTOU V-VENDO ISSO... — Saltei.
— Somos nós, somos nós que precisamos de você Gabi... — Lucas fitou-me com os olhos escuros.
— Você precisa nos vingar Gabriely! Você tem de vingar nossa morte! — Jonathas cerrou os punhos pálidos.
Saltei com os braços estendidos.
— CRIANÇAS! EU... — Não contive, já não havia lágrimas para derramar. — Eu amo vocês!! — Falei perdendo a voz.
— Nós... Nós também... — Sorriu Joy olhando para mim derramando lágrimas cor preto forte.
"Eu farei de tudo por vocês! Irei vingar vocês!"
— Esse era o propósito que saberíamos com toda a certeza do mundo que você iria aceitar.Libertará as almas presas das crianças! — Sorriu a marionete esperançosa.
— Eu as vingarei... Não importa o que eu devo fazer! Só... — A emoção interna não deixou eu completar a frase, caí no choro novamente.
Senti a mão gélida da marionete apoiada em minha cabeça e as mãos flutuantes das crianças em mim, elas se aproximaram me consolando.
— S-Só me digam quem f-fez essa atrocidade com vocês... E eu matarei... — Falei tentando fazer de minha voz firme.
— Gabi... Eu tenho de falar a verdade... Eu...Foi... F-Foi... — Joy abaixou a cabeça com expressão triste e uniu as mãos no peito.
— "Foiii..." ??? — Cameron encarou Joy para ela continuar.
Joy virou o rosto.
— Foi o Vicent Gabriely. Ele é o Purple Guy! E é ele a quem você deve matar! — Atirou Pedro, que por muito tempo não falava.
Meu rosto ficou sem expressão.
Fiquei sem reação.
— Estamos contando com você!
— Dependemos de você!!
— Saberemos que irá nos vingar!
— Sim! Você faria de tudo por nós!
— Nós te amamos Gabriely!!
Eu respirei fundo. Jamais imaginaria que... Sonhos seriam destruídos pela pessoa da qual estaria apaixonada.
— Você foi ingênua demais Gabi... — Disse a marionete.
Eu não respondi. Movi meus lábios mas não saiu nenhum som. Estava paralisada em choque extremo.
— Eu entendo o que você sente. Olhe para NÓS! — A marionete apontou com o braços magro para as crianças. — Todos nós perdemos pessoas que amavámos... Você não será a única.
— N-Não s-serei a única... — Finalmente respondi.
Ok, irei fazer meu melhor.
— A propósito, me chamo Puppet.
— Muito prazer.
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