Notas iniciais
TROLLEI VCS!! BEM! Primeiramente, ME DESCULPEM A DEMORA, saibam que pra mim, terminar esta fic não está sendo fácil. N achamos um último e formulado cap na nossa mente assim do nada :D Mas prometo q o outro será o último ;u; E tbm...putz, qnd eu estava olhando os primeiros capitulos eu fiquei tipo "QUE PORCARIA EH ESSA" Com o tempo tbm irei enriquecer mais as coisas pobres q eu escrevia antigamente e corrigir os ifinitos erros. :v Bem Aproveitem ♥ Amu vcs :*

"Meu sangue se espalhava pelo chão sem parar.
Caída, enfim, em meio aos vidros...Aos tiros... E ao fogo...
Só ouço o som da ambulância preso na minha cabeça. Tocando e tocando, sem parar."

— GABRIELY!

Sacudo minha cabeça ao ouvir a voz do meu pai. Ele ainda estava na linha, e eu entrando em devaneios.

— Eu não tenho mais força... — Respondi depois de longos minutos.

De onde eu tiraria força? Aquele assassino está vivo, a ex-mulher dele está revoltada querendo matar os pais das crianças, e eu nem se quer fiz o que Puppet me pediu... Aquela maníaca gerente da FazBear's... fazendo o funcionamento prolongar sem se importar com os cadáveres na Safe Room... É uma monstra igual ao ex-marido, um par perfeito de loucos!
A essa altura, acho demais para mim...

— Se você não ir... Outras pessoas vão morr...

— CHEGA PAI! — Interrompi ele.- Estou CAN-SA-DA disso! Frustrada com isso tudo!! Desde o dia em que você me ligou...desde que essa pizzaria abriu... — Eu estava começando a chorar. — Minha vida foi ceifada! Não vou ter força pra suportar mais momentos assim.

— Mas iss...

— NÃO!

Joguei o telefone no chão com toda a raiva liberada pelos meus músculos .
Respirando e respirando, já não sabia o que fazer.
Corri para o quarto e vesti um grande casaco marrom. Revirei as gavetas com os dedos descontrolados à procura de dinheiro. "Preciso de calmantes..." Estava a ponto de suar frio de tanto nervosismo ao procurar pelos trocados. A gaveta soltou da cabeceira e caiu em meus pés.

Peguei o dinheiro, enfiei nos bolsos da minha saia jeans marinho e saí em disparada para qualquer farmácia.


A rua estava escura e as folhas perambulantes das árvores projetavam sombras estranhas no chão devido a luz fraca e alaranjada do poste.
As nuvens eram como um cobertor grosso e acinzentado que cobria todo o céu. Minuto a minuto, uma trovoada rangia nas alturas e vibrava todo o lugar de tão intensa.
Estava caminhando com o capuz do grande casaco ocultando minha cabeça e com as mãos no bolso. Só faltavam poucos instantes até me empanturrar de remédios.

"Boa noite e seja bem-vinda." disse uma funcionária sorridente da farmácia enquanto eu entrava fazendo barulho com a porta de vidro.
Não a respondi pois não tinha escutado sua saudação, mas percebi isso depois que continuei a andar pelas prateleiras e ouvi-la resmungar tristemente a meu respeito.

O lugar era amplo com um espaço favorável e fresco, o que me faz sentir um pouco segura. Infelizmente não é o mesmo que minhas pernas e mãos respondiam, elas ainda estão tremendo demais.
Cheguei na sessão de remédios dos quais eu os considerava mais forte, desde os anti-depressivos até os infinitos comprimidos de diazepam. Tinha também remédios de pressão, tontura, e alguns com muitos outros nomes complicados com fortes efeitos.
Dei um sorriso pequeno, estava sorrindo feito uma criança ao olhar para doces. Parecia que minha saída seria cada dose daqueles medicamentos, mesmo sem orientação, o efeito deles em mim seria muito

satisfatório.

Comecei a contar quantos deles levaria.
"Dois...quatro...seis..."
Couberam oito caixas de; comprimidos, pílulas, gotas, cartelas... e alguns nem sabia quais eram, mas minha intenção era consumir todos.

Ao virar para a direção do corredor da outra sessão, vislumbrei uma imagem da qual eu rejeitara incessantemente na minha cabeça. Algo que, me faria com toda a força acreditar que estou ficando louca, mas não... É totalmente real!!

Uns metros antes do caixa, havia um homem alto com cabelos caídos nos ombros.

— Não... Não pode ser.

O homem em meio ao silêncio da pacífica farmácia, devia ter escutado minhas palavras, e curioso, girou os olhos para a minha direção.

— Não... Não... — Sem perceber, minha voz saiu com o tom elevado, provocando olhares curiosos, embora a farmácia estivesse com poucas pessoas.

O homem cedeu a curiosidade e virou o rosto para o lugar de onde eu estava.

"O-Os olhos, a f-fisionomia da face... "

Comecei a tremer instantaneamente. Calafrios vibravam da minha coluna até a nuca.
"Com licença, você está bem?" Uma mulher de meia idade com uma cestinha com xaropes perguntou na prateleira ao lado.

— VOCÊ! É VOCÊ! — Comecei a gritar provocando a atenção de todos a minha volta.

Incrível, agora não podia ficar pior... aquele monstro que deveria estar morto está bem à minha frente.

— EU VOU TE MATAR! EU VOU TE MATAR!!

Saí do controle e as pessoas que me assistiam curiosas ficavam perplexas a cada grito e chilique meu.
Ele começou a ficar

assustado e eu soltei meus remédios no chão e parti pra cima dele.
Todos começaram a gritar e pude ouvir gente ligando para a polícia.
Eu agarrei minhas mãos em seu pescoço e comecei a sacodir, gritando e o xingando de diversos palavrões.
"Moça, por favor, pare!"
Gritava a mulher do caixa com sua voz nervosa. Gritaram todos para parar, mas eu os ignorava ferindo-o mais com as minhas unhas.

Ele gritou com desesperado e tossindo com os olhos vermelhos. Estava ficando sem ar e falava com dificuldade:
— Por favor... Por favor, eu não tenho muito dinheiro para a senhora... — Ele tossiu. — Mas eu só peço que pare, p-por fav...

Parou de falar tossindo muito forte depois que o soltei.
Quando eu dei uns passos para trás e o olhei fixamente ainda nervosa, percebi que...
Eu tinha enforcado um idoso...

Todos olharam incrédulos para mim. Estou num meio de uma roda de pessoas pasmas com expressões desaprovadoras. Isso é muito vergonhoso.
O homem que na verdade era um senhor alto com cabelos quebradiços e com olheiras escuras que demonstravam cansaço, massageou o pescoço tossindo sem olhar para mim.
Era impossível eu poder dar alguma justificativa naquele momento. Fiquei receosa. Peguei minhas caixas de remédio, joguei o dinheiro na mesa do caixa e saí correndo em direção a porta.
Com as mãos trêmulas de tanto nervoso de estar agindo tão rapidamente com as pessoas me olhando, tive dificuldade para abrir a porta e ao abrir vi que chovia intensamente.

— Espere! Mas e a receita?! — Uma

outra funcionária levantou do caixa me chamando.

Não possuía nenhuma receita ou atestado e para não me envergonhar mais, corri para fora mesmo com aquela chuva que congelava as pernas de qualquer um.


Meus passos eram largos e eu dava saltos para me distanciar mais. Eu estava correndo tão descontroladamente que caía algumas caixinhas no caminho.
Não sabia para onde eu estava indo, mesmo assim eu não parava de correr.

Tropecei num cimento quebrado que estava bem no meio da calçada e bati com os joelhos no chão. Não foi um tombinho, eu bati com toda a força e era sorte eu não ter caído por cima dos vidros que estavam logo a frente.
Olho para minhas mãos — uma visão meio embasada por uma lágrima de dor — vejo que só restou uma cartela. Rasgo o embrulho de alumínio e mastigo três comprimidos, puros. Depois coloco mais dois na minha boca. "Quero que o efeito seja rápido..." dizia um lado meu, e do outro dizia "O que estou fazendo?" Porém parei de ouvir esse lado há algum tempo.

— Com licença...

Me assustei depois de ouvir alguém falar no deserto daquele lugar. Ergui minha cabeça e me deparei com o olhar profundo e ao mesmo tempo relaxado de uma garotinha de vestido longo até os pés. Seus cabelos eram como trombetas lisas encaracoladas num tom de mel que descia até a cintura.

— B-Boa noite? — A menina estava com um guarda-chuva azul escuro e a chuva forte o pesava.

Fiquei sem ter o que responder. Em minha boca ainda estava o comprimido mastigado e não queria me envergonhar

do jeito que estava caída no chão, com o rosto estranho e cabelos bagunçados.

— Você precisa... Você precisa de ajuda?.. — Seus olhos castanhos escuros fitaram os meus de forma ainda mais fixa.

Nenhuma resposta era dita além do som do meu silêncio.

Eu estava realmente enxergando agora o que estava fazendo, ou o que eu ainda ia fazer.
Me envenenar com tantos remédios seria um suicídio, o que eu queria, porém por um lado eu...

Ah...

Estou tão confusa...

— Moça?

Comecei a chorar subitamente, minhas mãos voltaram a tremer e os calafrios ... e por um instante podia jurar ter ouvido centenas de vozes na minha cabeça.

— N-Não...E-Eu...

A menina se agachou ao meu lado, parecia preocupada pela expressão que fez ao me ver chorar.

— Tudo bem... — A criança apoiou uma das mãos no meu ombro. — Você não está sozinha, posso te ajudar se quiser.

Há quanto tempo eu não escuto alguém dizer isso para mim? Parecia uma brincadeira, ou que eu esteja tendo alguma alucinação.

— Moça? Posso ajudar? — Perguntou novamente depois que fiquei um tempo sem responder.

— Não... Não acredito que possa me ajudar... — Eu estava ficando sem voz por causa do frio e da chuva. Meu casaco era grosso e quente, mas a noite estava realmente um polo norte.

Ela ficou constrangida depois do que falei, todavia o que faria uma criança para me ajudar numa situação em que estou?

— Desculpe. Mas você está sendo muito generosa. — Tentei sorrir me desculpando e tirando a mão dela do meu ombro em sinal de recusa.

A menina ficou um tempo quieta e depois, mais uma vez penetrou o olhar castanho de seus olhos em mim novamente.

— D-Desculpe... Poderia ao menos me contar qual é o problema e... — Enquanto ela falava de um jeito enrolado com sua voz suave de criança obediente, eu tentava enxugar as minhas lágrimas, elas não paravam de cair -...E acho que contar para alguém já ajudaria. Né?

Achei a vontade da garotinha algo inocente e bondoso.
Jamais imaginei que alguém sentaria ao meu lado nessa chuva fortíssima que estava.

Contei metade da história, mas não tudo. Na verdade cortei as partes em que continham sangue e desespero e adaptei uma história mais aceitável para uma criança entender.

— Então por que não vai para a pizzaria?? É o que tem que fazer! — Opinou impressionada depois de ouvir minha narração.

— Não posso... — Suspirei com uma dor que rasgava minha garganta.

— Mas eles precisam de você... — Grunhiu com uma voz mais fininha e baixa.

Ela dizendo isso com tanta ingenuidade e brilho nos olhos, fazia-me lembrar do jeito das cinco crianças no dia em que brinquei com elas. Senti um aperto no coração depois dessa frase.

— Eu irei com você. — Estendeu sua mão de leve para mim.

Achei perigoso, era melhor deixá-la onde estava, porém realmente preciso de coragem. Não posso deixar aquele incidente acontecer e se eu morrer tentando, foi porque mesmo assim, eu lutei de verdade até morrer, e isso é consolador.

Segurei firme a delicada mão dela e percorremos a rua, rumo a porta do lugar.

Meu coração estava disparado, era capaz de me fazer ouvi-lo.
Perguntava-me para mim mesma, "Por que ainda estou nessa situação" , mas eu era consolada ao lembrar que esse poderia ser o fim.

Ou talvez...

...O meu fim


Sem perceber, já estávamos em frente a porta da FazBear's. Sinto uma tontura na cabeça. "Deve ser o comprimento que mastiguei"

— Vamos? — A garotinha virou a cabeça para minha direção ainda com sua mão agarrada na minha.

Seu olhar de criança meiga me fascinava e ao mesmo tempo apertava meu peito de dor.

— S-sim...E-Eu... — Desviei-me de seus olhos que transmitiam consolo e um tanto perturbáveis e fixei minha visão turva e quase embaçada para a porta.

Encostei meus dedos na maçaneta. Eu não parava de olhar para a porta, e por mais e mais minutos em que ficasse ali... eu não teria feito ação alguma.

"O que eu faço..."

Engoli em seco com o medo tomando conta de cada canto e partículas do meu ser.

Notas finais
:')