Um Verdadeiro Monstro

32 O Que Será De Nós Agora?


Notas iniciais
Vocês não sabem o quanto eu me sinto péssima por deixarem esperando :')

Pai, era ele.

Conversamos demais. Demais mesmo. Longas conversas. Não pude imaginar.

Mas, o inimaginável, foi o que eu achei na cozinha. Sim.

Após aquelas cartas de:

Quente

Grito

Bolo

Eu pude finalmente chegar na conclusão... De que haveria alguma coisa no fogão. "Quente,bolo."

Foi um ato, que eu jamais repetiria. Minha amiga mais velha estava lá... Queimada, com partes em decomposição e insetos rastejantes em sua boca rasgada.

— D-Dona Mih...

Era a única coisa que pude dizer, pois tudo ficou girando e só senti meu corpo batendo no chão. Tudo ficou escuro...

" Após algum tempo conversando no salão, os três adultos se questionam da demora do banho da menina no vestiário antigo. Miranda pega o atalho pela cozinha e se depara com o corpo de sua amiga desacordado no chão. A mulher grita pelos rapazes e sem demorar, carregam ela para um lugar para que possam fazer algo que ajude. A adolescente é carregada para o salão. Em cima de uma bancada alta a deitaram com cuidado.

Vocês olham ela pra mim? — Disse Miranda com os olhos preocupados para os dois homens. Ela pegara o casaco escuro com o capuz que a própria Gabi a presenteou, para molhá-lo na torneira no banheiro da cozinha alguns corredores à frente.

Fritz fez "sim" com a cabeça, mas Jeremy voltava com os olhos nas portas de entrada.

— Fritz pode ficar com ela. Eu vejo que barulho é esse que vem da saída de emergência... — Disse ele com os olhos fixos na distante porta sacando sua arma silenciosamente.

Sobraram somente os dois no local. O ruivo olhava o relógio que batia 22:56 da noite. "O tempo aqui passa rápido." Pensou Fritz.

Ele olhou para o rosto desmaiado de sua amiga, e, não estava mais o mesmo desde que a reencontrou na casa do assassino. Fritz se lembrava do dia em que a conheceu, mas nunca, jamais imaginava que o homem que costumava ligar para ajudá-lo no emprego estaria ligando para ela também, de acordo com as conversas que teve com Miranda, também não pensaria que o homem com quem ela dançava naquela noite, era o mais procurado entre; guardas, policiais, delegados, juízes e inclusive ele mesmo.

Os pensamentos do sardento são interrompidos por um som agudo de caixinha de música.

— Quem está aí? — Levantou-se do banco ao lado da bancada vizualizando cada canto de onde estava.

O som estava fraco. Estava vindo da saída de emergência. Depois, um grito estridente.

— Jeremy!? — Fritz descarregou sua arma e foi direto à saída. Mesmo Gabi não podendo ouvi-lo, Fritz disse que iria voltar.

O som era enganador. Manipulou os ouvidos do rapaz o direcionando até um cômodo distante do salão.

Sobretudo, o som da suave música voltou a soar melancólicamente onde a garota estava deitada."

Eu ouvi um breve som vindo de um lugar distante. Mas estava tudo escuro.

Só então percebi que estava desacordada.

Abri meus olhos devagar. Minhas pesadas pálbebras se ergueram e a música foi ficando cada vez mais forte, grave e alta.

— Q...Quem está aí? — Perguntei com a voz enfraquecida. Minha cabeça estava latejando. Meu corpo pesado. Dores físicas mescladas com sentimentos profundos e deprimentes.

A marionete se aproximou planando com o seu ar sombrio e assustador na minha frente. Não consigo distinguir de qual direção ela surgiu.

— Gabriely...

— Puppet! — Me espantei em alto tom.

O fantasma continuou a falar.

— Gabriely, as almas das crianças...

— Puppet, por elas eu luto com quem for. Mas eu matei o assassino.

— Não é isso... Elas continuam vagando pela pizzaria.

Abri a boca automaticamente surpresa. Fiquei minutos sem falar nada. Com o olhos saltados olhando para o "nada" pensando em turbilhões de coisas.

— C-como assim??

A voz sombrosa do fantasma suou como um canto melancólico e vazio.

— Eu não sei...

— N-não P-Puppet... — Falei com os olhos já começando a embasar. — E-eu fiz de tudo! M-matei...Su... Suportei as do...

Puppet interrompeu o meu gaguejamento.

— Não sei o que aconteceu. É como se... A morte dele não significasse nada!

— NÃO! — Gritei alto. — Significa sim! Significou muito pra mim. Para você, para as crianças, para a justiça.

— Eu não tenho escolha.

O fantasma ergueu os seus compridos braços causando uma enorme descarga elétrica no local.

As luzes acendiam e apagavam, outras, de tamanha energia, surpreendentemente

estouraram.

Rugidos estavam vindo de todos os cantos do local.

Fiquei com cala-frios ao ouvir gritos desesperados no corredor.

A iluminação no salão ficou vermelha.

— Puppet... O que v-você vai fazer..? — Perguntei temendo com a destruição.