Um Verdadeiro Monstro

31 O Passado Do Cara Do Telefone


Notas iniciais
Gente, vocês Nã-o-imaginam o quanto precisa de cabeças a bater para bolar uma fic com vários núcleos de mistério! Olhe só? Estou terminando o ano ainda com essa fic. Sim me dediquei muito a ela e espero q entendam minha situação. PERAE, FELIZ NATAL!!!!

A revelação do seu nome foi algo tão lindo quanto a exibição de sua nova aurea positiva e alegre.
Miranda me abraçou forte e Fritz e Jeremy se aproximaram pensando no que fariam com o corpo jogado no chão.

Já estavámos novamente na FazBear's que desde o aniversário, permanece fechada somente com o acesso à entrada de modo brutal. A mulher e os dois rapazes estavam conversando numa das mesas no salão número 4 de frente para o palco vazio e posteres dos animatronics colados em paredes. Estavámos todos esperando algum sinal de Puppet em relação a morte do Vincent.
Eu estava tomando banho num vestiário antigo dos funcionários bem nos fundos do estabelecimento. Um local que estranhamente não foi desenhado na planta pelos arquitetos.
As torneiras eram enferrujadas e as estalagem dos chuveiros tão antigas quanto os cuidados do piso. Termino meu banho esfumaçado vestindo uma camiseta de cores frias e minha saia de bolsos úteis. "Puppet...Crianças...Onde estão vocês?" Cochichei nervosa para mim mesma limpando minha imagem borrada no espelho.
O vestiário dava caminho para o corredor 3 e para um atalho curto até a cozinha. Era lá onde deixei meu celular, então ignorei o caminho do corredor e caminhei direto a cozinha.

— Meu celular. — Estava em cima da pia decorada a granito brilhante.

Encostei-me na pia com as mãos apoiadas nela ignorando o aparelho. Meu coração foi preenchido pelo vazio de uma tristeza repentina, curvei a cabeça triste tentando conter o choro.

— Foram tantas

mortes...

"As crianças, o filho de Miranda, o Vi..."

Abaixei minha cabeça para enganar um possível impulso de desespero.

Acabo de tomar um susto forte com o barulho do toque do celular.

— Meu deus... — Aproximo minha mão trêmula lentamente para atendê-lo. Há quanto tempo não havia recebido ligações.

Não prestei atenção no número que estava me ligando e atendi ligeiramente. Uma voz diferente, uma voz familiar, fez meus olhos saltarem e um grito firme sair dos meus pulmões.

— MÃE!!!! ALÔ! MÃE, É VOCÊ?!

— Filha! Eu estou com muitas saudades suas, filha. O que aconteceu? Desde o dia da minha viajem não consegui falar com você, a linha estava péssima! Eu espero que você esteja bem e segura com minha ausência. Você está bem Bibi?

Olhei para os lados da cozinha com um ar triste e pesado. Dentro de mim, eu sentia um profundo pesar. Depois olhei para o meu braço do qual estava a facada que levei hoje a tarde. Não queria preocupar minha mãe.

— Sim. — Forcei minha voz para parecer firme e segura. — Está tudo bem.

— Eu estou muito feliz de ouvir sua voz de novo querida...


— Eu também estou mãe... — Choraminguei abrançando o celular com as mãos.

Depois de uma longa conversa eu desliguei e pude perceber que uma breve esperança brotou no meu peito.
O telefone tocou novamente.

— Alô?

Mais outra voz que não costumo a ouvir faz dias.

— Como é que você tem a coragem de me ligar depois de tudo que aconteceu! — Rangi com os dentes.

Ele ficou em silêncio por alguns minutos e

depois respondeu:

— Não é coragem. Eu tive que ligar.

— Desculpa, eu não estou mais fazendo favores pra você. Devo vinganças às crianças. E eu nunca entendi o porquê que você queria tanto que eu caçasse o Purple Guy pra você umas semanas atrás. Ele matou algum entequerido seu pra você me causar tantos problemas??!

A linha ficou muda, ou a ligação caiu, eu não sei. Mas o silêncio tomou conta da ligação e nenhuma resposta me veio. Apenas chiados de vez em quando.

— Ele... — Eu estava distraída de tando esperar uma resposta que me assustei com ele respondendo agora.

Sua voz saiu como um sussurro vazio e rouco, muito apavorante.

— ...Ele me matou

Fiquei imóvel, senti o celular deslizar das minhas mãos e se espatifar no chão. O choque foi tão grande que fez com que eu ficasse paralisada na mesma posição. Rosto sem expressão, suor frio e arrepios na nuca.
O celular ficou em modo viva-voz ao bater a tela contra o chão. A voz continuou a falar.

— É um assunto pessoal do qual eu não posso lidar... Eu estou morto. Foi há tempos, e-eu só queria me vingar também...

Permaneci petrificada feito estátua sem dar respostas com o queixo totalmente caído.

— Foi numa década em que eu trabalhava aqui, nesta cozinha em que você está de cozinheiro e atendente. Eu era um homem solidário com uma empatia maior que o normal. Sempre me tocava a palavra "ajudar". Eu dava oportunidades de emprego para jovens. E um desses jovens, se chamava Vincent. Era um menino normal de 16 anos... Mas com o tempo, ele aprensentou crises de raiva e violentas impulsividades em momentos frustrantes. Eu sempre apoiava minha mão em seus ombros e dizia para ele ficar com calma. Afinal, ele era meu aprendiz favorito. Estava estudando para fazer parte da policia.

Um dia, eu estava ajustando a foto de minha filha próxima ao fogão, o que chamou a atenção dele. Com os olhos arregalados, ouvia silenciosamente e muita atenta a história dele.

— Me incomodava o jeito que ele olhava para o retrato da minha filha. "Hey cara, fique tranquilo e volte a fazer o que estava fazendo, minha filhota só tem apenas 6 anos." Dizia eu para ele. Bem, isso não passava de um mero detalhe referente às coisas absurdas que ele fez. Sempre conversavámos e eu dava conselhos...

Ele parou de falar por um momento.

— P-Por favor... — Minha voz saiu fraca. — ...C-Continue

— Meses a frente, aconteceu...

— O que aconteceu..?

— Eu me lembro como se fosse ontem. Eu estava levando os pratos dos clientes direto para a pia para poder lavá-los.

Me afastei da pia assustada.

— E ele veio passou por perto de mim sem cumprimentar. Perguntei se ele estava bem e ele respondeu, disse que estava nervoso. Eu pedi para se acalmar como sempre faço, mas dessa vez foi diferente. Ele não me deu ouvidos. Seus olhos sumiram e foram preenchidos por um puro vazio branco reluzente. Seus cabelos, sua pele, tudo numa tonalidade estranhamente roxa. E então, só pude sentir o metal gélido da lâmina fria de uma faca perfurando meu torax.

Caí de joelhos.

— Deixei minha mulher antes de morrer... Um erro cruel, pois eu ainda a amava. Deixei uma filha também... Desde então, me arrependo por ter deixado minha família. Veja o que me tornei! Um homem que se importava com os outros, agora um morto ganancioso apostando cada preço a pagar por vingança. Rondar por essa pizzaria é algo deprimente. Tanto quanto minhas vítimas que através de chamadas minhas as protegi de perigos e as ensinei a se defenderem... Minha voz falha nos ruídos desse antigo telefone, não é nada mais do que de um fantasma rancoroso...

— Pai...

Notas finais
Aaa mdssss só de pensar q ainda falta ummm tiquinho mais pra acabar cm essa tão cansável fic :33#