Um Verdadeiro Monstro
14 O Jogo Da Vida - Parte I
Eu arrumei minha mochila azul escura.
Coloquei lanterna,filmadora,água,faca...
Qualquer um se perguntaria, porque uma garota gentil como eu guardaria uma faca na mochila?
Eu responderia...
"Não sei."
E ainda estou levando mais uma para amarrar na coxa de baixo da calça jeans.
Afinal, depois do telefonema de ontem tudo pode acontecer. Peguei as fotos que tinha revelado no dia em que conheci Kelly e Vicent.
Eu Sorri olhando para as fotos, estávamos todos de maria-chiquinha nessa e Joy e Vicent seguravam uma torrada na boca. Outra, era comigo e todas as crianças dançando e olhando para a câmera na festa.
O número da mamãe e a música salva no celular, Time Of Dying.
Peguei a mochila e fui andando para FazBear's.
Passei pelas calçadas assoviando e olharam os cartazes dos postes e murus.
Um desses cartazes me chamou atenção.
— "Ele está de volta". — Li o cartaz que era quase igual ao cartaz que achei na sala do Golden Freddy. Só que ele era atual.
"E pensar que encontrar ele depende de mim..." Suspirei ansiosa e nervosa.
Mas o bom, é que posso descobrir quem é o cara do telefone.
Algo terrível e inesperado interrompeu minha leitura, um homem com uma faca esbarrou em mim. Ele estava suado e estava correndo de alguém.
Ele me ignorou e seguiu em frente correndo mais rápido ainda. Deixando cair outro cartaz. Peguei,e escrito estava "Crianças Desaparecidas" Me afastei do local e entrei num beco ao lado de um restaurante para ler em segurança.
— "Ainda não foram encontradas, desaparecidas nesta semana"...
"Tililim... Tililim..."
— Moço do Telefone?
— Garota, você gosta de brincar certo?
— O que quer dizer com isso? — Apertei o artigo.
— Hoje nós vamos fazer um jogo. Do qual o vencedor é o que sobrevive. Ou você morre, ou os seus queridos adversários perdem a vida e oportunidades de sobreviver.
— Você é louco!
— Você quer viver? Me ouça.
Desliguei o telefone estressada. Ele até me ajudou, mas brincar com vidas? Pra mim era demais.
Alguém puxou meu pé, fez eu tropeçar e cair de bruços.
" Estou sendo arrastada!! " Era só o que eu podia pensar.
Eu virei minha cabeça para ver quem estava fazendo isso e vi um rosto sorridente saindo de um homem com cabelo preto e olhos castanhos.
Eu tentei gritar , mas ele pisoteou meu rosto e corria de costas me arrastando para o mais profundo e escuro lugar do beco.
Eu me levantei com raiva ( e com muito medo ) para me defender e ele pegou uma barra de ferro de algum lugar jogada no chão.
Eu corri para longe do beco, porém ao virar tinha sacos de lixo bem atrás de mim. Cai, e o desespero de sentir ele se aproximando era múltiplo.
Me virei e chutei seu rosto, ele foi pra trás. Aproveitei e puxei a faca da minha calça.
— A-afaste-se... — Tremi minhas mãos com medo apontando a faca para ele.
Ele não me ouviu e Insistiu em me bater com a barra.
Deu um golpe no meu rosto e fez eu enxergar tudo embasado. E depois saiu sangue da minha boca, o golpe foi tão forte que era milagre eu ainda ter dentes.
— Me deixa em paz! — Gritei arranhando o pulso dele com a faca.
Ele ignorou o corte e lançou mais um golpe descontrolado em mim. Dessa vez foi na cabeça.
Eu andei tonteada pra cima dele com o sangue sujando meu rosto. Estava tudo claro e sua imagem estava desfocada e minúscula.
"Preciso...Me defender..." Pensei ainda muito tonta.
Fiquei com muito medo de desmaiar e acontecer algo comigo. Tive que lutar com a tontura e focar para onde a barra seria lançada novamente.
A barra começou a girar e ir na direção da minha testa.
Abaixei e enterrei a faca em sua barriga.
"Des...cul...pe-me..." Retirei a faca depois de milésimos segundos.
Ao vê-lo caindo em minha visão sem foco e que perdia a luz, percebi que saia sangue da minha testa, ele com certeza me golpeou enquanto o enfiei a faca. Ele desabou no chão morto e eu caí desmaiada ao seu lado. O rosto caído no chão frio e cheio de pedras. E o sangue duplo espalhado.
Ficou salgado ao cair uma gota de lágrima minha antes de fechar os olhos devagar e ficar inconsciente.
Depois fui despertada com o toque do celular. Com os olhos ainda pesados e fechados, peguei-o e coloquei no viva-voz.
— O jogo só está começando, pequena Biely. Considere isso uma versão Demo de treinamento. Não gostei da sua atitude na vez que te liguei, você tem que se manter viva e trazer a mim o assassino sem coração, queira ou não.
— Por que não liga para a polícia... É uma vergonha depender de uma jovem inocente como eu. — Falei de um jeito lento e grogue.
— Você pode conseguir por que ele está perto de você.
Abri os olhos um pouco tonta e fitei para o cadáver do meu lado. Estava com duas moscas voando acima do seu rosto que tinha linha de expressões enfurecidas.
Pus a mão em minha cabeça.
— Quando isso tudo vai acabar... — Fiquei preocupada.
— Você sabe, quando este criminoso pagar pelos seus atos.
Ele desligou deixando-me refletir atirada no chão com um "suposto adversário" desse tal jogo.
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