Notas iniciais
GENTE! NÃO DESAPARECE PFV HEN?? :D

Escondi minha cabeça com os braços.
Isso aconteceu mesmo?

Num relance, lembro do dia em que nos conhecemos.

— Não,não não... — Me neguei a acreditar que perdi mais amigos no caminho.

"O que eu vou fazer... O que eu vou fazer...O.. que...Fritz... Jeremy...

Encostei a cabeça na perna da mesa de controle.

Estou cansada de tanto chorar, não sei como ainda me resta mais lágrimas pra derrubar no chão.
Eu quero logo morrer aqui. Por que não me matou... Por que estão morrendo todos antes de mim? É um

fardo assistir a morte dos outros.

Levanto-me devagar apoiando na mesa, c os olhos inchados de tanto chorar, evito olhar para a tela.
Estou dividida entre duas decisões completamente definitivas:

Lutar e sair viva dessa pizzaria, com o contra de ter sequelas das lembranças e dores do passado aqui... Viver normalmente como se eu não tivesse conhecido a Dona Mih... Minha melhor amiga de 42 anos que seria minha madrinha. Como se eu nunca conhecesse os rapazes, que me protegeram e prometeram se libertar desse pesadelo comigo, além de me ajudarem com alertas e informações. Como ficaria Miranda? Será que ela vai mesmo se superar do trauma da morte do filho? Como ela iria reagir se eu contasse sobre a morte dos rapazes? Foram eles que a encorajaram sobre isso tudo... Eles sempre me ajudaram e me davam conselhos...

Ai, e os pais das crianças!? Não gosto de imaginar de dizer para todos que eles não estavsm na colônia de férias... mas sim, mortos desde o Parabéns.

A segunda decisão seria morrer...

Mas eu não posso enlouquecer agora. Minha única chance de escolher tomar responsabilidade de tudo isso, é sair viva daqui com a Miranda!

Levento-me e percebo que estou trancada após vários apertões na maçaneta.

"Gabriely estava trancada na sala de controle, começou a surtar e bater com todas as forças na porta. Era em vão.

No andar de baixo da pizzaria, tudo continuava em plena escuridão.
Somente os animatronics andavam por aí procurando algo para atacar.

O escuro é rasgado por uma linha reta e luminosa de uma lanterna. Passos firmes pisam o chão e quem carrega a luz se assusta com os rugidos dos robôs.

— Quem...Quem está aí? Gabriely!? — Miranda ergueu o braço e girou mirando as luzes para todos os lados devagar, procurando ela e os rapazes

A última aparição da mulher foi quando Gabi estava desmaiada e ela saiu para molhar seu casaco para por na cabeça dela.
Ela demorou um pouco, pois no meio do caminho faltou energia. Agora está aflita porque não consegue achar o salão que a havia deixado com os meninos.

— Garotos? Vocês estão aqui?

Pobre mulher, andava para o lado e para o outro e se assustava com a presença das máquinas ambulantes que podiam morde-la a qualquer momento.

De repente, a luz acendeu de onde ela estava, pôde ver que estava no meio de um salão de festas de aniversário.
Seus ouvidos foram surpreendidos por uma calma melodia de sininhos.

— Essa música... — Murmurou enquanto

abaixava a lanterna.

A melodia vinha de uma caixinha de música com brocas que rolavam suavemente, uma espécie de instrumental de uma canção de ninar.

O coração quebrantado de Miranda foi tocado pelo som, preenchendo o vazio que habitava no peito.
Ela conhecia essa música, muito familiar, uma cantiga de família. Com um leve sussurro a mulher pálida começou a cantar.
Sua voz foi se encaixando na instrumental, uma voz suave que lembrava ao bater de sinos.

O som foi aumentando e sem explicação do seu surgimento, Puppet cantava em voz baixa junto com a moça saindo da escuridão de outro salão. Levitando e se aproximando da moça, sua voz sombria ecoava pelas paredes do

local.

A marionete também haveria uma lembrança daquela canção.

As duas vozes encantadoras mescladas num som de sinos, uma sombria e intensa e outra suave e calma.

Miranda caiu de joelhos ao ver a marionete se aproximando e cantando junto a ela.
Uma gota de lágrima caiu de um dos olhos da mulher enquanto cantava. Parecia que estava vendo um anjo.

A doce canção parou, e o silêncio de significados tomou o reinado do salão.

— F-filho... — Chorou enquanto passava a mão na máscara obscura do fantasma.
Na visão de qualquer um, podia-se

ver que ninguém reconheceria uma criança pequena e inocente na imagem de um fantasma temível e repugnante. Porém, ela sentiu em seu coração, que seu filho estava lá o tempo todo...
Estava emocionada, todos esses anos de pânico pós morte, jamais imaginaria que seu filho seria um espírito vingador do bem.

Puppet, olhava para sua mãe, como uma criança que havia chorado por muito tempo a espera de sua mãe na saída de uma escola.

— Mãe...

A luz se apagou do nada, a marionete sentiu o corpo de sua mãe caindo no chão. Foi em poucos segundos, a luz acendeu de modo fraco e piscando.

Miranda estava um uma marca de quatro arranhões na cabeça, seus

olhos estavam abertos, porém sem vida.
Puppet olhou para frente surpreso e diante dele, estava outro fantasma.
Seu corpo transparente translúcido, seus olhos escarlates e seus dentes pontudos...

— Nightmare... — Sussurrou a marionete com fúria.

Segurou o corpo da mãe que estava mole com os seus braços e olhou-a com uma fenda no coração que jamais esqueceria.

— NIGHTMARE!!!

Seu grito quebrou todos os vidros de todos os andares, foi um estridente rugido que soou como uma ventania colocando tudo o que havia preso no chão, desprendido e suspenso no ar.