Um Verdadeiro Monstro
38 ...Minutos Decisivos...
Notas iniciais
Parecia que uma breve brisa suave de alívio e paz soprava sobre mim.
Mas, eu... eu não posso me esquecer do que ficou para trás...
Não tão rápido...
Queria que alguém me entendesse, que se colocasse no meu lugar para poder compreender a pressão que sinto, compreender o medo e todas as minhas torturas físicas e psicológicas que tive durante toda essa jornada.
Perdi amigos, apanhei, vi pessoas morrerem, matei pessoas para sobreviver.
E muito mais, não quero nem prosseguir, vou chorar de novo.
Fiquei a tarde toda em casa com a pressão de dizer ou não dizer a verdade sobre os pais das crianças, seria muito choro e muitas explicações, mas era algo que eu precisava enfrentar.
Poderia... Até passar pela rua do Sr.Dickens e dar de cara com a pizzaria do outro lado... totalmente em funcionamento!
Coloquei minha cabeça na vidraça que não sei como estava consertada para espiar.
Para o meu espanto, falando sério, estava realmente do jeito que estava antes dos desastres começarem: completamente normal!
"Impossível!"
Foi aí que evitei entrar, mas forcei minha visão piscando e esfregando os olhos para enxergar melhor os animatronics que por ventura estavam funcionando.
"Não pode ser..."
As crianças brincavam com os robôs, mas ninguém havia reparado de que dentro das estremidades estavam... estavam saindo restos de corpo... pele e sangue.
Saí de lá as pressas de volta para a minha casa.
Não sei... isso me fez desistir justo quando eu iria contar a verdade?
Fiquei trancada a tarde toda no quarto sentada no chão olhando para a chave enferrujada que prendia-se na porta.
Até minha mãe ligar. De início tomei um susto, mas desci as escadas correndo como se ela fosse minha única salvação, ou esperança de me curar dessa enfermidade horrível.
Foi uma longa conversa, porém deixei ela confusa após ela perguntar:
— Está tudo bem com você Gabi? Como estão as coisas aí? — Perguntava ela do outro lado da linha com sua voz de veludo.
Fiquei muda, não falei nada.
Senti lágrimas queimando ao escorrerem dos meus olhos e comecei a chorar muito alto, não pude conter meus soluços, perdi meu controle.
— Gabi?? Gabi, que foi?! — Minha pobre mãe, não sabia de nada e ficou preocupada, deu para ver isso na mudança do seu tom de voz.
Antes de responder, a linha foi cortada e outra chamada surgiu no telefone.
— A-alô... Mãe...
— Filha... — Era a voz sombria do fantasma do meu pai.
Uma onda de arrepios tomou conta do meu corpo depois de subir minha espinha e congelar todos os meus ossos.
— Vamos filha, eu juro pela sua mãe que isso tudo vai acabar de vez, mas quero que saiba... Purple Guy está vivo. Precisamos de você. Eu preciso... Por favor... Essa mulher de olhos azuis que te disse que era gerente da FazBear's é a ex-esposa do Vincent. Ela irá matar todas as pessoas que estão presentes aqui... Inclusive, os pais das cinco crianças.
— Não...
— As informações que obtive sobre ela é que, está matando as crianças por pura vingança, ela não sabe que o Purp...
— Que... O... Purple Guy... E-está... vivo?!
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