Um Verdadeiro Monstro
16 I Noite
No dia seguinte, às 3:45 da tarde, eu estava sentada numa mesinha redonda com Vicent lendo a planta da FazBear's.
– É. E eu acho que ele deve estar em alguma dessas salas. — Disse ele olhando para o mapa.
– Não está aqui perto dessas salas? Aqui diz que inclui fios de alta tensão e telefônicos, e fica ao lado dessas duas salas no fim do corredor quatro...
– Gabriely, não quero você no corredor quatro. É para o seu próprio bem. — Ele sorriu para mim.
– O que tem de ruim no corredor quatro Vicent?
– Eu disse, é para o seu próprio bem. — Disse ele ainda sorrindo, mas falando agora num tom sério.
– Tá..Bom...
Fiquei olhando para os corredores e depois para o palco. Os animatronics estavam guardados em uma sala. Fez eu me lembrar do Golden Freddy.
– Vicent, se o Golden Freddy mordeu a cabeça de uma criança... Porque ele estava ligado no dia do aniversário das crianças? Isso não seria perigoso? E o que tem de tão perigoso na sala quatro! Se nesse dia ele levou as crianças para brincar lá?
Ele ficou olhando para a mesa com uma expressão mais séria ainda. Estava pensativo, e pensava tanto que seus lábios moviam a cada palavra pensada em sua mente. Tudo isso em voz baixa.
– Lá está sujo, e além disso... — Olhou para mim. — Os fios foram colocados lá pouco tempo. E... Não se preocupe com o Golden Freddy. Ele está bem ajustado.
– Pode me chamar de Biely... — Falei baixo pensando no apelido que o Cara Do Telefone tinha me dado.
– Ok, Biely. — Ele riu baixinho.
Ele tinha álibi , um álibi muito forte pelo visto. Tirando a parte do tal "Biely" Estou ficando louca, ou estou começando a suspeitar de que ele é o telefonista misterioso?!
Mas como poderia ser se durante minha ligação ele estava de mãos vazias? "Hmm..."
– Biely? — Ele olhou para mim com uma expressão estranha, provavelmente eu fiquei parada pensando por muito tempo pela visão de quem me vê pelo lado de fora.
– Ah? Quê?...
– Vamos achá-lo!
– Certo!
Passamos o dia inteiro entrando de sala em sala. Evitando salas. Sendo barrados por salas trancadas...
Quando eu olhei para o relógio vi que eram 22:03. "Nossa! O tempo passou voando!" Eu fiquei investigando o lugar esse tempo todo?
– Vicent, já está ficando tarde e eu tenho que ir... — Falei olhando para a janela.
– Vai embora sem comer? Venha, a Dona Mih deixou algumas coisas aqui.
Fomos para a cozinha e encontramos várias caixas e dentro delas tinha comida. Ficamos lá mais alguns minutos conversando. Eu conversei sobre meu pai ter se divorciado com a minha mãe e ter desaparecido e ele por trabalhar sempre sozinho e não ter presença de parentes.
Depois sai da cozinha e fui para o banheiro do corredor três pentear meu cabelo e ajeitar minha roupa para voltar pra casa. Evitei o banheiro do qual fiquei presa e fui a outro. Eram 00:00 Noite e da janelinha do banheiro mostrava as luzes da noite e as estrelas do céu que eram vistas dificilmente com os vidros pequenos.
Ouvi sons de risadinhas.
– Vi... Você tá aí..?
Depois passos pesados e lentos vinheram em direção a porta do banheiro.
– Vicent... P-por que não está me respondendo? — Estou começando a achar que não era ele.
As risadas aumentaram e estavam se aproximando ainda mais, eu estava começando a temer de horror. O que poderia acontecer..? Eu preparei minha faca que eu tinha guardado.
"Toc. Toc"
Batidas suaves bateram na porta e as risadas ficaram mais altas.
– EU NÃO VOU ABRIR!! — Gritei assustada.
– Hã? Tudo bem então. Eu te espero.
Abri a porta devagar e vi por uma parte aberta com um olho só.
– Ahh... Desculpa, você me assustou... — Abri a porta toda.
– Que?
– Você me assustou.
– Hããã??
– VOCÊ ME ASSUSTOOU!!!
Ele tirou dois fones brancos dos ouvidos.
– O que você disse?
– Nada... — Escondi a faca.
– Não vê que está tarde? Eu vim te esperar aqui para te levar pra casa. — Falou ele desligando o volume das risadas de um vídeo em que ele estava assistindo no seu celular.
"Urrfaa..." Bufei mentalmente, pensando que eu seria vítima de algo perigoso de novo.
– Vamos?
– Sim.
Estávamos saindo do corredor quando algo pesado pulou em cima dele rosnando.
– O QUE É ISSO!! — Olhei assustada com o coração quase saindo pra fora.
– Tira ele de cima de mim!! Me ajuda!
Ei fiquei olhando a figura em cima dele.
"Freddy?"
Vicent tirou uma arma de sua camisa e fez ela deslizar em minha direção.
– Atira nessa coisa!! — Falou ele tentando sair do chão e se protegendo das paradas que Freddy dava em sua cabeça.
– M-mas...E se eu acerta em você sem querer..?
– Atira! — Disse ele sendo arranhado.
Mirei bem na cabeça de Freddy e atirei. Quando ele parou dei vários tiros em suas costas.
– Obrigado. — Falou ele ofegante e tirando o peso morto das contas.
– O-o-o que f-foi isso V-Vicent... — Tremi enquanto ele apoiou uma das mãos em minha cabeça e com a outra tirava a arma da minha mão.
Ele olhou sério para Freddy com os circuitos e fios saindo faíscas.
– E-Eu não sei...- Ele colocou a mão na testa. — Estou ouvindo vozes...
– Aonde?! — Olhei em volta com medo. Olhei para todos os lados possíveis.
– Na minha cabeça...
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