Um Verdadeiro Monstro

26 ...Fatos - Parte 1


Notas iniciais
Heyg!! Cade aquela galerinha boa dos reviews?

Virando na direção do seu rosto pálido, demonstrei medo.

Finalmente ela ergueu os olhos do chão e falou em voz baixa: ...Vamos entrar

Entramos devagar com os punhos firmes nas facas de pontas em riste.

Tudo em profunda quietute. Tudo calmo. As únicas presenças de vida era o som de nossas respirações e o bater dos ventos na porta frágil de madeira.

Sua casa aparentava ser confortável. O chão era de madeira espessa de uma cor profundamente marrom. Sobre o chão, era forrado um tapate felpudo de uma cor morta que nem sabia que existia. A Tv, antiga e desligada. Suas pratileiras de estrultura firme exibia retratos e diplomas.

Me aproximei devagar para xeretar um dos seus retrados mas meu pulso foi puxando pela moça. "Sem distrações." Cochichou olhando em volta da sala. "Certo..." Desviei minha atenção dos objetos.

O silêncio era pertubador.

— Inacreditável ele não estar presente! — Resmunguei em voz alta sem querer. Até ouvir um barulho de algo caindo atrás de mim. Girei a cabeça com uma velocidade de alguém morto de pânico, era só a moça que esbarrara num móvel e tinha derrubado uma jarra de flores pequenas.

— Moça!! — Fitei ela com os olhos saltados.

— ...Epa — Ela se jogou no chão e colocou tudo no lugar com as mãos nervosas para não deixar rastros.

Continuamos andando pela casa e nos batemos com a entrada de um corredor comprido com aspecto de túnel. Nele, exibia entradas, portas e mais quadros de diplomas e certificados.

— Esse monstro sem coração aparenta ser inteligente não? — Disse a mulher andando na minha frente observando os quadros e molduras caminhando a uma entrada que parecia ser a de uma cozinha.

— Cozinha! — Corri de um modo exausto, porém passando da sua frente.

A mochila pesava em minhas costas e a larguei no chão encostada na porta.

A cozinha era simpática. Um visual daquelas cozinhas que vemos em comerciais de batedeiras de confeiteiros. Não era surpresa ver uma torradeira sobre o prata brilhante da pia de lava-louças e bem ao lado da torneira, com possíveis chances de ser queimada. Igual ao meu sonho... Pensei.

Me lancei num salto próximo ao armário abrindo-o e vasculhando tudo o que tinha. "Pão-de-meeeell..."

— Isso é tão errado... — Bufou a moça soprando uma mecha do seu negro cabelo e encostando na parede ao lado da porta.

— Mmññ... — Tentei respondê-la de boca cheia — MmMmM...Você acha isso errado?! — Apontei os pães doces que mordi para ela e continuei. — Ele mata metade da cidade inteira, segundo meu amigo Fritz, e você acha que roubar doce da casa dele é errado!??!

Ele virou o rosto pensativa e começou a rir de si mesma. N-U-N-C-A imaginei um sorriso saindo de seu rosto sério e triste. Fiquei até contente em vê-la sorrir.

— Passa esse pão-de-mel pra cá. — Disse caminhando em minha direção parecendo ter muita fome também.

As facas que Vincent armazenava na gaveta de talheres era do tipo nunca visto antes. "Parecem ser úteis" Guardei-as nos bolsos da saia e do casaco.

— Vou continuar andando pela casa. Ele estanto ou não estando aqui... Uma hora tem que aparecer...

Saí da cozinha enquanto a mulher foi andando em direção ao quarto atenta.

Explorando tudo a minha volta, percebi que Vincent tinha bom gosto para decorações. "Um porão..?" Acabo de me deparar com uma portinha pequena a baixo de uma escada que leva ao sotão.

Volta e meia eu já estava vasculhando as caixas antigas do porão. Era frio e muito úmido devido aos canos no teto que respingavam em minha roupa.

Uma caixinha de música, um estilete, um livro... Retratos...

Mas estes não se encontravam nas caixas, se encontravam perto de um fogão antigo com a portinha aberta exibindo não muito nitidamente as fotos. Cobertas pelo entulho de carvões e brasas secas quebradiças.

Me aproximando devagar dos retratos pequenos e aparência desgastante, pude perceber claramente as imagens. Soprei a fuligem preta.

Era Vincent, com um terno fino e com os cabelos arrumados para trás, e ao seu lado, uma mulher de branco com um véu sedoso e vestido longo com pérolas reluzentes.

"...Um casamento?..Ele é casado?"

Forcei os olhos para ver melhor a imagem e os cabelos da mulher eram negros e escondiam metade de sua face. Pele igualmente clara. No verso da foto estava escrito a caneta — provavelmente escrito a pena — Vincent e... O nome estava apagado, não tinha nenhum rastro. A foto estava queimada. Meus olhos se encheram de lágrimas, eles estavam ardendo.

Atrás da foto havia um papel colado e quase queimado também. Lia-se: Registro De Divórcio. A data era anos depois após o ano do casamento. Queria não admitir,mas fiquei consolada ao ler "Divórcio".

O mais espantoso foi ver outro retrato quase queimado também, dele com uma criança de colo em seus braços. "Caro Filho" Li o verso da foto. Pela expressão, Vincent estava mais a vontade com o filho do que com a própria esposa. Mas... Por que queimaria a foto em que ele está com o seu filho? Onde está o nome dessa mulher? Argh, são tantas perguntas para poucas respostas.

Outra folha de papel: Querido filho, eu o amo muito. E mais uma foto dos dois quase derretida por chamas com traços antigos.

— Gabriely! — A voz da moça me chamava lá de cima.

— Já estou indo!! — Gritei de volta.

Subi segurando a fotografia dos dois em meus braços.

Ao chegar no quarto de onde a moça me gritara, haveria coisas a mais para serem descobertas...

Notas finais
Desculpem a demora :') Fico ressentida por demorar de postar novos cptls. Posso ter poucos comentadores, mas tenho mais de 1mil e chegando à 2mil leitores brilhantes, e tenho medo de ficarem cansados e chateados por causa dos hiatos ;-;