Um Verdadeiro Monstro

13 Duas Missões. Dois Objetivos Diferentes...


Eu acordei, mas não foi pelo alarme robozinho... Dessa vez eu acordei bastante calma.
O robô estava lá, bem do ladinho do armário. Devia estar quebrado...

Ou não...

Me levanto cansada e esfrego os olhos. "Ainda não está de manhã."

Abri as janelas do quarto e só tinha luzes alaranjadas e vermelhas dos postes da rua.

Ainda estava escuro e quando olhei para o relógio do pequeno robô, eram "3:02 a.m"

– Acordei cedo demais... — Resmunguei ligando meu celular para ligar para minha mãe.

Faz um tempo em que não conseguimos nos falar. O número dela está dando só caixa postal...

Sentei devagar no chão e abracei meus joelhos. "Mãe...Eu estou com tanta saudade de você. Desde que a senhora viajou,eu só me ferrei." Olhei para meus braços que já estavam virando pele novamente.

Uma lágrima pequena desceu do meu olho ao me lembrar do susto que levei ontem.
Depois disso, eu acho que agora tenho de temer qualquer coisa.

– N-não... — Falei para mim mesma limpando a lágrima indesejada.- Eu não posso ficar com medo, eu não vou ter medo!

Me levantei do chão e me deitei na cama para voltar a dormir. Provavelmente amanhã não vou fazer nada, então eu posso passar o dia com...

– Vicent... — Corei.

Ao falar o nome dele em voz baixa senti algo sendo jogado na minha janela.

Me levantei para ver se o vidro quebrou, afinal, era um dos mais frágeis. Abri a janele de lá de baixo não havia nenhum sinal de vida.

Debrucei-me no para-peito da janela e fiquei vigiando a noite.

E é aí em que um barulho rompe o divino silêncio da rua.

"Eu não morrerei, eu sobreviverei... Eu me sinto vivo, quando estou ao seu lado.
Eu não morrerei, esperarei por você.
Até a minha morte..."

– Time Of Dying!!? — Me levantei surpresa. — Quem está cantando Time Of Dying a essa hora na rua?

Examinei todo o lugar,e, de cima, não dava pra ver ninguém.
Então voltei a dormir.

Amanheceu e ao tomar café, maas umaa veez, recebo uma ligação do número desconhecido.

– Hm?
– Não diga "Hm". Você tem uma tarefa para ser feita para que tudo volte ao normal... — A voz me envolveu, era como se estivesse falando frente a frente com a pessoa da outra linha.

– Voltar... Ao normal?

– Sem ligações minhas,sem coisas estranhas, sem...feridas... Isso tudo,vai ter fim. Tem como acabar sabia? Quem sabe até te livrar do perigo que corre.

– Eu adoraria muito... — Pensei nos acidentes que levei ao longo desses dias.

– Quem sabe eu posso até fazer a linha da sua mãe voltar ao normal, e vocês voltarem a se comunicar normalmente...

Era ele a razão de nossos telefonemas serem cortados!

– Olha aqui moço, eu não sei como posso confiar em você.

– Pode começar a confiar. Pois eu vou te ajudar.

Essas palavras me fizeram lembrar das conversas com Jeremy e Fritz.

– O que eu preciso fazer?

– Você vai precisar matar Purple Guy e entrega-lo para mim. Esse assasino ainda está vivo... Ele merece ser punido pelos seus ifinitos e imperdoaveis atos.

– Ele ta vivo?! — Saltei da cadeira.

– Está! E você é a pessoa certa para atraí-lo...

Matar...Atraí-lo... Isso tá muito estranho.

– Eu não conseguiria matar alguém,moço do telefone. — Falei -E não entendo essa parte de "atrair".

– Ouça...Ouça bem... — Falou ele ameaçador.
Me aproximei mais as orelhas para ouvir.

– Quando você encontrá-lo... Você vai querer mata-lo. — Falou ele cochichando e depois gargalhando como se tivesse ouvido uma piada.E depois desligou.

Um tempo depois eu estava numa mesa da FazBear's conversando com Vicent.
A pizzaria só abriu para os funcionários limparem o palco e o chão da plateia. Dona Mih não veio e eu aproveitei o tempo para contar a Vicent o que aconteceu.

– Cara do Telefone? Matar Purple Guy? Tsc.Tsc... — Falou o jovem espantado. — O cara do Tefone, esse é o tipo de cara em que ainda mais uma garotinha como você, não pode confiar...

– Por...Por que? — Fiquei confusa agora. — Ele disse que iria me ajudar Vicent! E ele quer que Purple Guy morra! Isso não faz dele um aliado próximo?

– Não... — Ele se aproximou mais de mim. — Ele está manipulando você...

– Eu estou muito confusa agora.

– Quer passar um tempo comigo monitorando a pizzaria? Dados me dizem que ele está aqui mesmo! -Disse ele surpreso.

– Não seria ruim.

– Certo. Vamos achar esse tal cara do Telefone.

"Certo, vamos achar esse tal Purple Guy". Pensei.

Notas finais
Vishi... Embolou tudo agora nego.