Um Verdadeiro Monstro

23 Cooperação E Seus Preços


Notas iniciais
Yeah! Novos personagens Estão por vir!

"Não acredito..." Observei a mulher se afastando do vidro e apoiei minha mão na testa nostálgica.

— Essa...Essa era aquela mulher com o rosto escondido que me machucou naquele dia?!

Pousei os meus olhos em meus sapatos com manchas de sangue e refleti nas imagens que passavam como flashs em minha mente.
Ela dizia desesperadamente "Meu filho!" — Oh... — Eu não acredito... Agora eu entendi, coitada.

Meus pensamentos foram interrompidos por cacos finos de vidro sendo lançados no meu rosto.

— O-Olá... — A mulher tinha estraçalhado a janela da qual sacrifiquei os punhos usando somente um pedaço de maneira solta e seca. Sua voz era insegura, era fria e trêmula, ecoava tristemente.

— Muito obrigada! — Exclamei com os olhos acesos.

Ela passou a mão no para-peito de madeira retirando o resto do vidro, se debruçou e entrou na pizzaria.
Seus olhos cansados...Sua pele cor lua pálida... O que essa figura desorientada quer comigo?

— Há um tempo eu te observava entrando e saindo daqui... — Olhou para os lados e falou preocupada. — Mas ver sangue na janela já era demais.

— V-Você ficou... Preocupada? Comigo?

— Sim... — Seus cabelos descuidados caíram escondendo seus olhos negros.

Mesmo assim. Eu tinha muito o que saber sobre ela. Não posso esquecer do que falei no mesmo dia em que disse que ela era traumatizada. Agora sim, sei o motivo.

— P-Por favor... S-saia daqui... — Disse ela agarrando minha mão fazendo carinho nas partes inchadas.

Pedi para a moça se acalmar. Sentei-me em uma mesa e pedi para ela sentar também. Contei toda a história a ela. Detalhe,por,detalhe. Seja o que ela for, sinto que há algo em que eu possa aprender com ela. Oh sim. E disse também sobre o Vincent. Eu disse que ele tinha feito. A moça disse que o conhecia, mas não desconfiava dele, ela ficou de queixo caído ao saber que ele era o Purple Guy.

— ...E, no mesmo dia em que ele me beijou, foi o mesmo dia em que eu soube o seu verdadeiro tipo de pessoa.

"Você caiu em uma armadilha terrível menina..." Disse ela.

Quando eu cheguei na parte em que a alma das crianças só seriam libertadas com a morte do assassino, a pobre moça pálida se pôs a chorar.

Ela me contou que havia se divorciado há algum tempo. Seu filho chorava constantemente para todo lugar que fosse. Ela já consultou psicológos, porém nada adiantava, nada tirava as lágrimas dos olhos do pobre menino E para passar mais tempo com seu filho pensando em coisas positivas, ela decidiu passar um dia na FazBear's com a tentativa de alegra-lo. Diz ela, que esse foi o pior dia de sua vida e que daí, seu jeito de viver mudou. Depois do assassinato dele, ela vagava por aí desorientada, abalada e insegura.

— Acredito que Purple Guy tenha matado o seu filho moça...

— É... — Disse ela fungando o nariz.

Sua expressão mudou. Seu semblante pareceu determinado. A moça com o capuz escondendo o rosto, ergueu a cabeça e disse:

— Eu vou te ajudar a se vingar!

"Hã?" Fiquei espantada e preocupada. Ela parecia frágil, cansada e fisicamente desnutrida.

— Eu vou te ajudar Gabriely! Se analisar bem,pode ver que eu também faço parte disso! Tenho todo o direito.

— Sua ajuda vai ser muito bem-vinda... — Sorri para ela, todavia, um coração em pedaços cheio de perdas.

Ela sorriu também para mim.

— Vou achar algo que possa ser útil! — Disse ela se levantando.

A moça se levantou apressada andando até a janela quebrada.

— Oh...

— Algum problema? — Levantei-me devagar vigiando-a de costas paradas subitamente.
Uma parada instantânea por longos segundos fizeram surgir perguntas em minha cabeça. Ela virou a cabeça lentamente para mim com os olhos arregalados fixados nos meus. Seus lábios tremiam ao dizer:

— Gabriely...A janela está montada...

Notas finais
Oi geeent! Queria saber o que vocês acharam desse novo rumo! Vocês acham que precisam desconfiar dela? Quem é seu filho... etc. Coloquem seus comentários.