"Por que deixei ele sozinho na multidão?" Eu caminhei pelas pessoas olhando para o chão. "Vou pedir desculpas..."
Me viro para trás e caminho até onde eu o tinha deixado,mas,ele não estava mais lá.
— Vicent? — Ele evaporou do local.
Eu me virei de volta e me esbarrei no Jeremy que estava bem atrás de mim.
— Gabriely! — Sorriu.
— Oi de novo Jeremy... — Sorri e me abaixei para ver se deixei cair o cartaz no chão. — Oh,não...
— O que houve?
Eu tinha deixado o cartaz com o Vicent! Como eu pude me esquecer?
— Perdeu alguma parada?
— Mais ou menos Jeremy, mais ou menos...
Ele coçou a cabeça olhando para eu me levantar.
— Quer dançar?
Olhei para a janela e vi que ainda estava cedo.
— Ok.
— Então, que braços são esses? — O moreno se espantou com a quantidade de curativos enquanto dançavámos.
— Eu sou atrapalhada.
— Ata.
Ficamos dançando por alguns minutos até chegar a hora de voltar para casa.
— Jeremy, eu tenho que ir!
— Mas você ainda não conheceu o Fritz! — Ele apontou para um cara encostado no balcão com um copo de refri. Caminhamos até esse Fritz e o cumprimentei. Pela longa conversa que tivemos, descobri que ele era ex-guarda noturno da FazBear's.
E que também tem um amigo misterioso que conversava com ele pelo telefone e que o orientava no horário de trabalho.
— Conhece um tal de Purple Guy, Fritz?
— Vish. — O ruivo olhou para seu copo quase vazio. — Esse cara era da pesada.
— Realmente. Ele era muito procurado uma época atrás. — Falou Jeremy.
— O que ele fazia?
— Ele fez coisas inumeras! Incêndio,mortes,furtos...
Eu tampei a boca impressionada em quanto Fritz dava continuidade a lista de coisas ruins que esse tal criminoso fez.
— Houve uma época... — Fritz bebeu um gole do refrigerante para dar suspense. — Em que esse cara estava a solta e rondeava a rua dessa pizzaria. Na verdade, essa pizzaria é bem antiga.
— Eu me lembro! — Falou Jeremy sentado numa cadeira da bancada e me chamando para sentar também. — O cara do telefone nos informou muito bem dele!
— Sim, chegou um dia aí, em que ele disse que esse Purple Guy trabalhava aqui.
— Hen!? — Sentei na cadeira surpresa.
— Isso mesmo! — Completou Fritz. — Ele nos dizia o caminho que deveriámos percorrer para não sermos achados por ele.
— Nossa... E o que aconteceu com ele depois? Ele ta vivo até hoje?
— Dizem que ele morreu incendiado,outros, que se suicidou.-Falou Dona Mih que dava tapinhas nas minhas costas.- Hora de ir para casa Gabi, sua mãe vai te ligar daqui a uma hora.
— Ah! É mesmo! Ela já deve ter chegado no local de trabalho. — Me virei para Fritz e Jeremy. — Foi um prazer!
Eles me cumprimentaram e fui para casa.

Eu estava sentada no enorme sofá vermelho da minha casa esperando a hora passar para atender minha mãe.
Assobiei, fiquei cantarolando, e nada. De repente levo um susto com o toque.
Levantei correndo pra atender.
— Oi mãe! Que saudade!
— Alô...Alô? — A voz era masculina.
— Mãe?
— Gabriely Nessa?
— S-sim. — Deveria ser o chefe dela, não sei...
— Gabriely, você corre um grande perigo. — A voz ficou estranha.
— Q-quem está falando?
— Eu sou o cara do telefone... — Ele parou para respirar uns minutos, parecia nervoso. Depois retomou a ligação. — Não volte para a Fazbear's nunca mais.
"Como nunca mais? Amanhã é o aniversário das crianças!"
— Moço, eu não estou entendendo...

" Tu...Tu...Tu..."