Um Simples Sorriso.
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Kagome estava no parque desde aquela tarde. Era como se estivesse em um mundo novo, o sol da tarde em sua pele, as vozes de crianças brincando os casais passeando de mãos dadas, agora novamente no mundo real ela se sentia fora de seu mundo, mundo tão pequeno como o quarto de hospital em que o mais longe que já fora era até o jardim.
Olhando a sua volta as varias pessoas ali uma delas lhe chamou a atenção, um largo sorriso apareceu em seus lábios enquanto se pos a andar até aquele rapaz que lhe comprará uma promessa.
Inuyasha estava dando a ultima volta pelo parque quando ouviu uma doce voz familiar, ele parou abruptamente e se virou, e qual foi sua surpresa ao ver Kagome lhe acenando com um largo sorriso no rosto e ele teve que confessar que se ela não houvesse esbarrado em um casal enquanto corria em sua direção ele teria achado que estava tendo uma visão.
-não é que era você mesmo. –Kagome parou em sua frente, colocando as mãos no joelho ofegante. –por um momento eu pensei que tinha me enganado já que você não respondia quando eu comecei a chamá-lo.
-acho que isso foi causado pela minha surpresa. –Inuyasha a encarava num misto de surpresa e incredulidade, nas ultimas semanas ele vinha se perguntando se a veria outra vez, ao mesmo tempo em que se recriminava por isso e agora ela estava ali na sua frente, mas uma vez ela entrará em sua vida de repente sem lhe dar a chance de se preparar.
-eu também fiquei surpresa. –disse rindo, e foi com desagrado que Inuyasha percebeu que sentia falta dessa risada. –você vem sempre aqui? Eu venho sempre desde que sai do hospital...
-por que você não me avisou? –foi tudo que conseguiu dizer para fazê-la parar de falar, Kagome o encarou por um minuto pega de surpresa. –por que não me avisou que tinha recebido alta. –ele conseguiu recuperar o controle sobre si mesmo, rever-la assim der repente o pegará de surpresa, mas agora já estava no controle e se ela achava que agiria como se nada tivesse acontecido estava muito enganada.
-por quê? –ela o encarava como se a resposta fosse obvia. –mas você não foi me visitar uma única vez e eu nem tinha seu telefone, como iria avisá-lo. –teve vontade de estrangulá-la, claro que ela estava certa, mas mesmo assim queria estrangulá-la.
-esquece. –disse dando um longo suspiro, depois se virou e começou a ir embora.
-você já vai?
-já. –disse simplesmente sem para.
-mas nós acabamos de nos reencontrar... por que não saímos pra conversar um pouco. –disse indo atrás dele. –já sei, por que você não vai jantar lá em casa?
-eu não janto na casa de estranhos.
-como assim estranho... somos amigos não é?
-isso é coisa da sua cabeça. –Kagome parou vendo-o se afastar, não era de desistir fácil e dessa vez não seria diferente.
-você não pode me deixar assim. –gritou abruptamente, Inuyasha parou e se virou a encarando surpreso, algumas pessoas que passavam param para vê-los. –depois de todos os momentos que passamos juntos, todas as vezes que eu ia vê-lo. –conforme ela continuava mais pessoas paravam para ver a cena. –quando você foi embora prometeu me visitar e agora que finalmente nós reencontramos você vai simplesmente me deixar? –Inuyasha percebeu os olhares de censura em sua direção, rapidamente ele foi em direção a Kagome.
-o que você esta fazendo? –perguntou irritado.
-o que foi, eu disse alguma mentira?
-por que você esta gritando, não vê que estão todos olhando?
-mas você estava tão longe, se eu não gritasse você não me ouviria. –disse em um tom inocente.
-você realmente não tem jeito. –ele a segurou pelo pulso firmemente. –onde você mora?
-hã? –Inuyasha não sabia se aquela expressão confusa era seria ou mais uma de suas encenações, mas ele tinha que confessar que sentia vontade de estrangulá-la ao mesmo tempo em que queria abraçá-la. -você me convidou para jantar não foi, diga logo onde é sua casa antes que eu mude de idéia.
-serio? –o entusiasmo dela o contagiou. Antes que ele pudesse responder ela o puxou pelo parque, enquanto eram observados por olhares surpresos e alguns divertidos.
Inuyasha não reconhecia a si mesmo, desde que chegara a casa de Kagome se sentia como um adolescente na casa dos pais da namorada, mas tinha que confessar que era uma casa agradável e agora conseguia entender um pouco o jeito infantil e desinibido da garota, pois era assim que seus pais a tratavam, como uma criança que precisava ser cuidada, e no fundo ele tinha um pouco de inveja. Desde a morte de seus pais quando ele tinha dezessete anos se afastou de todos, principalmente sua família, talvez isso o tenha feito se tornar o que é hoje uma pessoa que não se importa com nada nem ninguém, seus relacionamento sempre terminavam por falta de interesse de sua parte, e agora lá estava ele na casa daquela garota que aparecerá der repente em sua vida, como será que ela conseguia isso.
-já ia esquecendo. –Kagome se levantou rapidamente da mesa indo até a sala, alguns minutos depois voltou com uma pequena caixa. –mas tarde podemos revelar as fotos que eu tirei hoje.
-foram muitas? –perguntou seu pai pegando a pequena caixa.
-varias. –comentou animada.
-e você Inuyasha gosta de fotografia? –foi a mãe de Kagome quem perguntou, o modo como lhe sorria o fez lembrar sua mãe.
-meu pai gostava, ele me ensinou alguma coisa, mas confesso que não lembro de muitas, mas tem uma coisa que ele me ensinou que eu nunca esqueci.
-o que? –perguntou Kagome curiosa.
-que as fotografias são as melhores lembranças possíveis, e que são elas que contaram nossa historia quando não estivermos mais aqui. –se fez um breve silencio e Inuyasha se perguntava se tinha dito algo errado.
-seu pai era realmente incrível. –disse Kagome quebrando o silêncio, a sinceridade em sua voz mexeu com ele de uma maneira que naquele momento ele não entendeu.
Depois disso o jantar ocorreu tranqüila mente.
-venha nos visitar mais vezes Inuyasha. –o pai de Kagome se aproximou abraçado a sua mulher, ele apenas acenou e saiu junto a Kagome.
-viu não foi tão ruim ter vindo.
-eu sei, não precisa ficar falando toda hora.
-obrigada. — parou de frente para ele. –por ter vindo.
-por que isso foi apenas um... –ele não conseguiu terminara frase ao ver o rosto de Kagome ganhar uma coloração pálida e der repente ela caiu de joelho bem na sua frente. –o que aconteceu? –sua voz saiu um pouco mais alto do que ele queria, mas não se importou. –Kagome. –ela estava com os olhos fechados e respirava com dificuldade. –eu vou chamar seus pais. –quando ele ia levantar sentiu ela segurando seu braço.
-não é nada Inuyasha, acho que comi demais. –disse tentando forçar um sorriso, no qual falhou miseravelmente.
-isso é serio Kagome.
-eu sei. –ela respirou profundamente. –eu estou bem, não foi nada de mais. –ele sabia que não adiantaria discutir.
-tudo bem então. –disse ajudando-a a se levantar. –é melhor você entrar eu posso ir sozinho pegar um táxi.
-você vai voltar? –o receio nos olhos dela despertou nele um sentimento de proteção.
-claro. –afirmou e para sua surpresa ele estava sendo bem sincero.
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