Notas iniciais
Yey! Mais um capítulo. Acho que finalmente consegui me acertar com a caixa de edição do Nyah! Yey duplo! Boa leitura! (Daftookami)

Capítulo: 7

Havia urgência. Havia desejo. Havia prazer e... Dor.

E foi exatamente isso e mais uma mistura de sentimentos em ebulição que fez Shun arregalar os olhos ao ter a boca e o corpo tomado com tanta luxúria. Com tanta... Paixão.

Quase engasgou quando o membro do italiano adentrou seu corpo trêmulo, que protestou contraindo-se violentamente. Sentiu uma ardência em seu ânus pela abrupta penetração, fazendo com que lágrimas cálidas se formassem em meus olhos incrédulos, enquanto o seu corpo se contorcia embaixo de... Giovanni?

Ah... Era um nome muito bonito! Infelizmente, sua boca estava sendo devorada pelo italiano, que abafava seus gemidos.

Os corpos de ambos estavam interligados naquele momento, mas o menor movimento do italiano causava dor ao oriental. Shun arqueou a coluna no colchão, tentando soltar os pulsos de suas mãos.

Doía... Muito!

Algo mais quente preenchia-o por dentro. Seria possível que ele tivesse gozado tão rápido assim?! Shun estreitou os olhos, fazendo duas ou três lágrimas deslizarem por meu rosto afogueado. Sentiu um fio de saliva percorrer seu queixo por entre o beijo avassalador que os consumia.

Máscara da Morte, por sua vez, ignorava o desespero do mais novo amante.

Apertado, demasiadamente apertado. Assim era o garoto que se contraíra todo no instante em que a ponta do pênis passou pelo primeiro anel. A entrada havia sido bastante lubrificada, Shun estava claramente desejoso por um toque mais íntimo e essa já não era sua primeira experiência. Então, por que aquela resistência agora? O corpo do oriental simplesmente travara com a investida inicial de Giovanni.

Giovanni...” – Máscara ainda não acreditava que havia revelado o nome logo na primeira indagação. Temeridade é uma das piores fraquezas que um homem pode ter, e o italiano fora precipitado e inconsequente ao soltar a informação tão facilmente para alguém que claramente não era digno de confiança. Mas a racionalidade fugiu-lhe, como parecia fugir-lhe sempre que estava próximo àquele garoto.

Por quê? O que esse menino tinha que mexia tanto com ele? E, por que este se mostrava novamente arredio e relutante, se há minutos atrás seu corpo implorava que o tomasse? Será que era tão grande assim que o oriental não conseguia suportá-lo? Impossível! Já se relacionara com mulheres muito mais frágeis e menores que Shun e nunca tivera problemas quanto a isso.

Verdade; mulheres e homens são dois seres completamente diferentes. Mas também transara com um bom número de homens e todos o aceitaram de bom grado. Então, por que com Shun era diferente se teve todos os cuidados para que a penetração acontecesse de forma suportável e tranquila?

Sim, existia a dor. Existiria sempre, pelo menos nas estocadas iniciais; então, o prazer surgiria aos poucos até se tornar alucinante, fazendo o amante explodir em êxtase.

Máscara sabia que era doloroso a princípio, só não entendia por que o garoto não estava cooperando. Shun debatia-se na cama como se quisesse fugir, tencionando mais seus músculos e dificultando a penetração. Pensou em falar para que o japonês ficasse calmo e relaxasse, mas sentiu-se hipócrita ao pensar naquilo; afinal, falar é fácil. Então, preferiu manter a boca colada a de Shun, beijando-o com paixão, tentando tranquilizá-lo com suas carícias enquanto as mãos tentavam mantê-lo fixo no lugar.

Será que Shun não entendia que quanto mais se mexesse, mais iria doer? Que quanto mais demorasse a penetrá-lo, mais custaria ao seu corpo se acostumar com o volume dentro de si? Se já havia feito aquilo antes por que se mostrava tão tenso? Não tomara todos os cuidados para que a investida inicial fosse o mais suave possível? Giovanni não havia se preocupado em excitar o japonês, lubrificá-lo e prepará-lo com os dedos? Não podia ser um problema apenas de ‘encaixe’.

A mente do italiano divagava, nublada pelos sentidos que afloravam em contato com o garoto.

E se fosse tudo... Fingimento?

E se Shun estivesse ali somente para espioná-lo a mando do irmão e o seduzia de propósito para arrancar-lhe informações? Fazia sentido o menino resistir agora que seu jogo de sedução fora longe demais.

Pensamentos obscuros tomaram a mente do italiano em um momento que não fora feito para o exercício do raciocínio e, perdido neles, não percebia que aumentava a intensidade das estocadas e da pressão que exercia sobre os pulsos do oriental. Paixão, desejo e certa dose de revolta tomaram suas ações, e Máscara abusou do corpo do outro de uma forma que não intentava fazer a princípio.

Foi um pequenino ato de violência que o tirou de seu torpor.

Shun colocou as pernas ao redor da cintura do moreno para que este parasse de se mover e mordeu seu lábio inferior com força, fazendo-lhe um pequeno machucado. Máscara apartou o beijo e o japonês retrucou, tremendo como uma vara de bambu ao vento, quase sem fôlego:

– Dói? – o oriental perguntou com a voz rouca e um pouco irritada. — Pois saiba que não se compara com a dor que estou sentindo agora... — mais lágrimas desceram por seu rosto, enquanto suas mãos apertavam os ombros do italiano. — Baka!!! — gritou frustrado.

Máscara afastou-se do garoto que o empurrava pelos ombros e o fitava com mágoa; o rosto vermelho e banhado em lágrimas.

Estava chorando? Quando foi que começou a chorar que não percebi?” – engoliu em seco e sentiu o coração apertar. De repente as dúvidas sobre a honestidade daquele ato esvaneceram de sua consciência e nela só restou o peso de suas próprias ações.

Estava machucando-o... Estava machucando-o de verdade.

Saiu de Shun imediatamente, escorregando o membro para fora do canal judiado pelas estocadas. E qual foi a sua surpresa ao vê-lo banhado em sangue! O líquido quente e rubro escorria pelas nádegas do garoto, empapando o lençol numa quantidade que assustou o italiano.

Ah, bambino... você disse que tinha feito isso antes” – o italiano cerrou os olhos com força.

Nunca fora sua intenção que as coisas tomassem aquele rumo. Queria proporcionar prazer, não dor, ao japonês que xingava-o a plenos pulmões. Não sabia o significado daquela palavra, mas reconheceu o tom de voz. Foi o mesmo que Shun usara ao chamar o mafioso de monstro depois que este quase o afogara na banheira. A diferença era que agora o oriental falava em sua língua natal, com muito mais veemência e, quiçá, ódio. A diferença era que, agora, Máscara se arrependia de seus atos.

– Perdonami, bambino... Perdonami... — não sabia o que fazer além de pedir perdão.

Shun soltara um silvo de dor quando Giovanni retirou-se do seu canal e trincou os dentes, retendo o ar em seus pulmões. Empurrou para trás e esfregou os pulsos nos olhos vermelhos pelo choro.

E pensar que... Que...

Olhou, espantado, para o rubi que tingia o lençol branco. A raiva sufocada no peito.

Como podia ter sido tão ingênuo?! Ali não era seu lugar! Nunca foi! Devia estar louco por se sentir atraído pelo italiano. Agora escutava as palavras de Giovanni pedindo perdão.

Perdão?! Tinha vontade de dar uns tapas nele, mas sabia que, em termos de força física, ele o superava.

Trouxe os joelhos para perto do peito. O sangue ainda fluía livre entre suas pernas, embora em menor quantidade.

– É bom consertar o estrago que fez Giovanni! É sua responsabilidade cuidar de mim agora, entendeu? — sua voz saiu um tanto autoritária e quase não se reconheceu ao fazer essa demanda que não aceitava objeções. Se ele se sentia culpado, o mínimo que poderia fazer era tratar de si naquele momento. Parecia justo, não?

Realmente, aquilo era um estrago e tanto. Máscara não entendia por que Shun havia sangrado tanto com uma simples penetração.

– Io... — a voz saiu fraca e relutante — Não queria te machucar... — fez menção de tocá-lo, mas recuou a mão antes que as pontas dos dedos tocassem o braço do oriental.

O menino estava de lado, abraçado às próprias pernas; Máscara pensou que a última coisa que ele iria querer no momento seria um toque seu. Então, puxou o lençol vagarosamente e cobriu o corpo trêmulo até a altura dos ombros.

– Non se preocupe, io non vou mais te tocar.

Saiu da cama, o corpo nu e o membro ainda rijo coberto de sangue como uma arma branca que acabara de esfaquear seu inimigo. Tentou limpar aquilo com a mão mesmo, mas o movimento só fizera o membro reagir. Estava no auge da excitação quando deixara o corpo de Shun e clamava por alívio. Sacudiu a cabeça, não iria fazer aquilo enquanto Shun se contorcia de dor na cama. Dirigiu-se até a cômoda e pegou o celular.

Io vou chamar um médico para você — avisou antes de discar o número, como se devesse algum tipo de satisfação para o japonês.

Médico? – Shun levantou a cabeça repentinamente ao ouvi-lo falar essa palavra. Se seu rosto estava quente pelo constrangimento e a raiva de agora a pouco, todo sentimento se esvaiu quase que instantaneamente. Poderia dizer que seu sangue tinha gelado no momento.

Médico? – Repetiu novamente a mesma palavra em sua mente.

"Não!"– ouviu outra voz falar. — "Você não pode ir ao médico e sabe disso. Quer que aquilo aconteça novamente?"

Não soube dizer como teve forças para levantar da cama. Mesmo aos tropeços e com uma dor insuportável no meio das nádegas alcançou o braço do canceriano. Pegou o celular dele e o jogou na cama. As pernas trêmulas praticamente não se sustentavam em si e foi preciso que se apoiasse em seus braços. Máscara amparou o garoto pela cintura, evitando que este caísse no chão.

– Não preciso de nenhum médico! — disse de supetão com um desespero crescente em seu âmago.

Não podia... Não devia ver nenhum médico. De jeito nenhum!

– V-você pode cuidar de mim? Não é, Gianni?! — perguntou mais uma vez olhando-o em expectativa, com o rosto marcado pelas lágrimas.

"Mas o que é isso?"– O mafioso estava perplexo. Como sua noite virara de ponta cabeça em questão de minutos? Shun estava totalmente transtornado: o corpo trêmulo agarrava-se ao seu, o medo tomava seus olhos superando a raiva que sentia pelo mafioso.

Giovanni engoliu seco. No que fora se meter?

E o pior não era isso. Por que sentia a necessidade de ajudá-lo?

O mafioso acomodou melhor o garoto em seus braços e olhou para o sangue escorrido pelas pernas esguias; praticamente seco. Claramente não era uma hemorragia, apenas um ferimento superficial. Aquela área era permeada por inúmeros vasinhos finos e frágeis, mas sua eventual ruptura não correspondia a qualquer risco à vida. O médico era dispensável.

Va bene, sem médicos — então o mais velho pensou no que deveria fazer. — Acho que é melhor... Limparmos isso. Venha, eu te levo pro banheiro.

Shun foi conduzido ao lavabo pelo italiano; seus braços dando-lhe o apoio e a proteção necessária para manter-se de pé. O garoto suspirou, aliviado, quando soube que não precisaria mais ver o médico. Foi uma espécie de calmante apaziguador em seu corpo e libertou sua mente da tensão que sentia. Sequer havia percebido a libido ainda desperta do italiano. O cansaço começava a tomar conta de si.

O italiano colocou o garoto dentro da banheira, posicionando-o um pouco de lado, e abriu a pequena ducha conectada à torneira. Deixou que a água morna banhasse o corpo do oriental, levando o sangue pelo ralo. Pegou um pouco de sabão líquido, fazendo espuma na palma da mão.

– Eu tenho que limpar... Posso? — mirou o mais novo, pedindo permissão para tocá-lo naquele lugar.

O oriental era tratado com extremo cuidado e gentileza pelo mafioso que, focado em se redimir com o amante, não se dera ao trabalho de vestir sequer um roupão. O corpo nu ainda conservava a incômoda ereção.

Shun desviou o olhar das partes baixas do moreno, antes que ele notasse que o estava encarando bem... Ali! Acabou vendo a excitação do outro e corou. Até que Giovanni perguntou se podia limpá-lo. Mordeu o lábio inferior observando a água dentro da banheira. Era loucura o que ia fazer. Talvez não estivesse mesmo em seu juízo perfeito. Encostou-se na beirada da banheira antes de falar baixinho:

– Entre, farei o mesmo por ti. M-mas eu só vou usar minha mão. Sei que também é doloroso ficar assim por muito tempo — virou o rosto, sem encará-lo. Estava vermelho como um tomate. Tinha certeza.

Aquilo surpreendeu Giovanni, que indagou a si mesmo se estava escutando direito. Shun estava se oferecendo para masturbá-lo?! Engoliu seco; seu falo pulsando ainda mais com a ideia. Queria; queria aquilo e muito mais. Contudo, realmente não entendia o motivo do japonês se propor a fazer aquilo; não depois de todo o drama que ocorrera no quarto.

– Pensei que me odiasse — comentou enquanto deslizava a mão ensaboada pelo bumbum macio, tocando com cuidado e suavidade a parte dolorida no intuito de limpar o ferimento.

– Estou com raiva por ter me machucado — admitiu contraindo-se quando os dedos do italiano tocaram sua entrada. O contato com o sabonete líquido causava uma leve ardência. Piscou um olho, fazendo uma careta de dor. Tentou relaxar.

Shun colocou um pouco do sabonete líquido nas mãos e esfregou a palma no falo ereto de Giovanni. A princípio, com certa timidez, em movimentos vagarosos e lânguidos, sem qualquer tipo de malícia, apenas para limpá-lo de seu sangue.

Não pode deixar de notar que ele realmente... Era grande! Era maior do que o seu, e isso o aborreceu um pouco.

Sua mão desceu para os testículos, sentindo o peso na palma da mão, acariciando-os levemente. Estava meio inseguro; sabia como se masturbar, mas não fazia ideia de como levá-lo ao clímax. Estava ao menos fazendo do jeito certo?

– A-assim está bom? — perguntou, concentrado em sua tarefa, sem olhá-lo no rosto.

Máscara mordia os lábios para segurar um gemido provocado pela mão do oriental em seu falo. Há pouco Shun se contorcera com o contato do sabonete no bumbum, obviamente estava ardendo, mas era necessário fazer uma boa limpeza no ferimento. Mas como Máscara iria limpá-lo com Shun tocando-o daquela maneira?! Era ao mesmo tempo tímido e provocante.

Bambino... — o garoto o tocava de uma forma quase curiosa, como se o examinasse. Seu toque era bom e sensual à sua maneira. — Assim está ótimo! — falou com a voz rouca.

Se Shun queria fazer aquilo, não iria impedi-lo.

–H-hum – o japonês balançou a cabeça em concordância, voltando a colocar a mão no membro ereto do italiano. A glande estava inchada, com uma aparência rubra, tal qual uma cereja madura. Deixou um dedo percorrer o orifício, sentindo sua textura e recebeu um pulsar em resposta. Afastou a mão por um segundo, voltando a fazer a mesma coisa e vendo um líquido perolado sair dali.

Piscou os olhos várias vezes. Mal o tocava. Isso era realmente o suficiente para satisfazê-lo? Imaginou que se masturbava e fechou sua mão no falo de Giovanni, em movimentos cadenciados. Então era assim que ele gemia quando estava excitado? Não conseguiu esconder um sorriso.

Interessante.

Giovanni parou a assepsia que fazia, pois não confiava no seu autocontrole tendo os dedos sobre a entrada de Shun enquanto o mesmo o tocava de maneira tão erótica. Observou o menino brincar com sua glande. Aquela falsa inocência o estava deixando louco! Gotículas de pré-gozo se acumulavam na ponta do pênis, o que pareceu intrigar o japonês. Máscara não conteve o gemido quando Shun fechou a mão em torno de seu falo, começando uma masturbação gostosa e ritmada. O garoto não era ruim naquilo; não mesmo!

Onde será que ele aprendera a tocar um homem daquela maneira?

Novamente pensamentos obscuros cruzavam a mente do italiano que, dessa vez, conseguiu espantá-los antes que os mesmos o dominassem. Voltou sua atenção apenas para o prazer que sentia. Gostava do jeito que era tocado e por quem era tocado. Não sabia explicar, mas lhe agradava a boa vontade do garoto em satisfazê-lo, mesmo que de uma maneira tão simples, tão restrita. Mas, devido às circunstâncias em que se encontrava, teria que contentar-se apenas com o prazer manual.

"Não faria mal se ele usasse a boca também"– pensou e logo se reprimiu por isso.

Shun dissera que usaria as mãos, somente elas. O mafioso não tinha do que reclamar, aquilo já estava bom demais. Bom demais...

– Hunmm... — gemeu; a voz profunda e rouca subindo de tom devido à acústica do banheiro. — Continue assim... — não pode evitar fazer uma carícia ao longo dos braços alvos do oriental, algo singelo, ainda assim uma forma de retribuição.

Não estava acostumado a receber prazer passivamente, sem dar algo em troca. Um beijo, uma carícia, um afago... Sempre fora assim com seus amantes, mesmo com os que eram pagos para lhe satisfazer. Gostava das reações que provocava em seus parceiros, de como os fazia entrar em êxtase, de que clamassem por seu corpo. Era isso que pretendia fazer com Shun, mas a contingência fizera tudo ir por água abaixo, como o sangue que escorrera pelo ralo da banheira. Agora só lhe restava receber um último agrado. Ainda assim, necessitava mostrar-se presente de alguma forma.

Shun evitava, a todo custo, olhar para Giovanni enquanto o masturbava ou provavelmente ficaria mais vermelho do que já estava. Posicionou-se na frente dele, entre suas pernas. Pelo visto estava fazendo do jeito certo, pois ele não conseguia esconder os próprios gemidos e... Não admitiria isso em voz alta, porém, a carícia deu-lhe mais confiança para prosseguir.

Franziu o cenho um tempo depois. Ele realmente era maior do que si. Não foi à toa que a penetração tinha sido dolorosa. Agora, porque ele tinha que ter sido tão afoito?! Será que o tal Afrodite aguentava tudo isso dentro dele sem sentir nenhuma dorzinha?

Engoliu em seco. Bem, isso devia ser o que se chamava profissional do sexo. O italiano tinha parado de tocá-lo e agora deleitava-se com o próprio prazer. Bom, seria estranho mesmo se ele ficasse com os dedos em seu traseiro.

Acabou se lembrando do tratamento que tinha recebido na banheira do quarto dele, no dia anterior. Tinha praticamente sofrido uma tentativa homicida de afogamento.

Apertou a base do pênis do canceriano com mais força, sem interromper a masturbação.

Aquilo tinha sido realmente desesperador. E tinha doído... Muito.

Nem se apercebeu que o canceriano se sobressaltou com seu gesto.

O italiano tinha lhe dado um tapa na cara.

Shun colocou a outra mão entre as pernas do moreno, puxando suavemente seus testículos pra cima, suas unhas percorrendo o períneo.

E o que mais irritava era que ele nem por uma vez tinha se desculpado por suas ações naquele dia.

Apesar de que... Ele pareceu realmente arrependido quando viu o sangue na cama, agora há pouco.

O oriental estava se mostrando bastante habilidoso com as mãos. Mas, de repente, o italiano percebeu uma mudança na intensidade da carícia: os dedos do garoto se fecharam com força ao redor de seu membro, sentiu uma pressão maior nos seus testículos e a unha roçando sua pele. Não era uma sensação ruim, pelo contrário: isso o excitou ainda mais. Entretanto, notara que a expressão facial do amante também mudara junto com a carícia. E se a intensidade progredisse daquela maneira...

"Você não pretende se vingar logo agora; não é bambino?" – pensou o mafioso, e, inevitavelmente, lembrou-se da guinada de comportamento que o japonês tivera na biblioteca, onde este o desafiou como se fosse outra pessoa.

Felizmente, para alívio do italiano, o toque suavizou novamente e a masturbação seguiu como antes; as mãos percorrendo seu falo com cuidado e agilidade. Máscara deixou a cabeça pender para trás e se entregou ao prazer sem mais restrições.

Shun diminuiu a pressão sobre o pênis dele e voltou a masturbá-lo mais rápido, dando especial atenção à glande rubra. O líquido pré-gozo derramando-se aos poucos em sua mão. Seus dedos se aventuraram mais para baixo e tocou a entrada dele. Foi o suficiente para Giovanni levantar os quadris, inquieto, para fora da linha d'água e finalmente gozar. O líquido perolado jorrando em seus dedos e respingando um pouco no seu queixo.

Os gemidos do italiano cresceram à medida que o clímax se aproximou. E com o gozo veio também um dedinho muito maroto, que se aventurou a tocar a entrada do mafioso. Aquilo surpreendeu o italiano que, instintivamente, ergueu o quadril, fugindo do toque. Coincidentemente, ou não, ejaculou forte, liberando todo o seu prazer nas mãos do japonês e alguma coisa em seu rosto.

– Pelo visto gostou – comentou Shun, casualmente, ao ver uma expressão... Hummm... Satisfeito?!

Máscara não se lembrava de ter gozado tão intensamente apenas com uma punheta. Estava ofegante e seu corpo ainda sofria pequenos espasmos de prazer, como se houvesse feito sexo 'de verdade'.

– É... Gostei... – disse com um sorriso cínico no rosto.

Pegou a ducha e, com o jato de água morna, limpou o queixo sujo do oriental.

– Mas sem gracinhas da próxima vez... – riu, divertido.

– Não estou fazendo gracinhas. Estava te masturbando — disse, sem pensar, enquanto ele limpava seu rosto. Piscou os grandes olhos verdes, antes de inclinar a cabeça para o lado e abaixar a mão dentro da água.

Máscara riu e fechou a água, uma vez que ambos estavam limpos.

– Não estava falando disso e sim do seu dedinho curioso — falou divertido.

– Ah... Nunca fez isso? — perguntou, tentando conter seu embaraço, realmente sua mão havia deslizado até...

Bem, a culpa era do sabonete líquido.

– Vem. Enxugue-se que eu vou pegar um remédio para dor.

Não que Máscara da Morte nunca tivesse feito aquilo antes; também não estava dando uma de machão, mas imaginou a situação como sendo um tanto cômica.

O mafioso retirou a tampa que vedava o ralo, deixando a água escorrer e a banheira esvaziar. Levantou-se e alcançou um roupão, o qual abriu nas mãos, convidando Shun a vestir o tecido felpudo.

O oriental levantou-se e colocou o pé para fora da banheira, mas acabou se desequilibrando no chão liso e teve que se segurar em Giovanni para não cair no chão.

– Oahhhh!!!

Aquele menino era muito estabanado! Não fossem os reflexos apurados do mafioso, Shun teria se estatelado no chão. Giovanni agarrou o oriental pela cintura, impedindo a queda, mas isso causou uma nova aproximação entre os corpos nus.

Io já fiz muita coisa bambino... – respondeu, ao pé do ouvido do garoto que tinha a cabeça apoiada em seu ombro, a pergunta que havia ficado no ar.

Shun apoiou as palmas das duas mãos no peito forte e levantou a cabeça, ficando com o rosto a poucos centímetros do moreno.

As esmeraldas vagaram da boca do italiano até as suas safiras.

– Do que está falando? — perguntou baixinho, sentindo o contato das mãos dele em sua cintura.

– Do que estou falando? — riu cínico; aquele garoto era inacreditável! — Primeiro você quer dar uma de malandro; agora se faz de inocente? Pare de brincar com fogo, bambino... — falou, ainda com tom divertido na voz.

Sim, divertido. Por que não estaria? Havia acabado de gozar maravilhosamente e o oriental parecia ter voltado às boas com ele em fração de segundos.

O menino franziu o cenho.

"Ah... Giovanni... És tu quem brincas com fogo..."– a voz ressoou em sua mente.

O japonês levou sua mão direita aos cabelos pretos e o fez inclinar a cabeça para baixo, para que tivessem os olhos na mesma altura. Com a esquerda, acabou beliscando suavemente o mamilo esquerdo do canceriano antes de falar próximo aos lábios dele, quase como se fosse beijá-lo.

– Não sou malandro. Pare de falar comigo como se eu fosse um pirralho. Isso me irrita. — disse, para logo em seguida piscar novamente os olhos e sair do abraço dele. A visão meio turva. — Minha cabeça dói — acrescentou, sentindo uma leve tontura.

O que foi aquilo? Ou melhor... Quem foi aquele? – Máscara não sabia como nomeá-lo, mas tinha certeza de que aquela voz e olhar não eram de Shun. Eram do... Outro.

O mafioso cerrou os olhos e seu corpo todo ficou em alerta, em parte pelo beliscão no mamilo, mas logo o oriental voltou ao seu estado normal — se é que tinha algo de normal naquele garoto — e fraquejou em seus braços. Giovanni o envolveu no roupão e o carregou para o quarto.

Shun ajeitou o roupão e seguiu até a cama, sentando-se nela. Os cabelos respingando com o excesso de água.

– É melhor deitar-se e descansar. Fique aqui que eu vou buscar o remédio. Isso vai melhorar a dor de cabeça e a dor... Lá. – falou o mais velho enquanto deitava Shun na cama e o cobria com uma manta limpa.

– Ah? H-hum. — meneou a cabeça em concordância. Talvez devesse descansar.

O italiano vestiu uma calça de moletom cinza e uma camiseta branca, então foi até a dispensa buscar o comprimido. Não tardou a voltar com o remédio e um copo d'água.

– Isso deve fazer a dor passar.

O oriental moveu a cabeça, olhando o comprimido na mão do moreno. As gotas de água deslizando pelo cabelo úmido. Estendeu o braço.

"Tem certeza que vai tomar isso?"

Claro, por que não tomaria?

"Você vai..."

Não tenho porquê duvidar dele. Repetiu pra si mesmo, pegou o comprimido e colocou na boca, sorvendo um gole d'água.

– Arigatou – Shun disse baixinho com um sorriso.

– Quanto à cicatrização... Bem, acho que o ferimento vai acabar curando sozinho – o italiano falou, meio sem graça, mas não conseguiu conter a curiosidade: — Quando você fez isso antes... Não ficou assim? — queria saber se aquela havia sido a única experiência sexual traumática de Shun.

– Eh? – o oriental ficou meio atônito com a pergunta. — Não... Ranmaru... — preferiu se calar.

Ranmaru... Tinha saudades dele.

O mafioso cerrou os olhos ao ouvir aquele nome novamente. Pegou o copo e apoiou sobre a mesinha de cabeceira, fazendo um barulho alto.

– Ranmaru é seu namoradinho? – falou meio ácido, mas não chegou a ser agressivo.

Shun apertou as mãos.

– Ranmaru é... — não, era seu namorado, mas... — Ele é especial.

Alguém que não o havia julgado por suas origens; alguém que o havia aceitado como ele era.

– Hunf... Aposto que é um japonês de pau pequeno, por isso você não sofreu nada quando ele transou com você... — resmungou mais para si próprio do que para Shun, então foi até o armário pegar uma roupa para o oriental, que ainda estava com o roupão molhado.

– Por que está de mau-humor, Máscara? Essa tensão toda não pode ser por causa de testosterona acumulada. — fez questão de chamá-lo pelo apelido. Não gostava de sarcasmo. E falar mal de Ranmaru era algo que não iria aceitar.

Giovanni suspirou fundo, tentando se acalmar. Não sabia por que estava se sentindo desconfortável com aquilo. Não tinha nada a ver com os namoradinhos de Shun ou com qualquer outra coisa relacionada à sua vida pessoal. Não tinha porque descarregar no garoto uma frustração que era...

Era o que afinal? Por estava irritado com aquele tal de Ranmaru se Shun não significava nada para ele?

"Merda!"– pensou.

Sacudiu os fios enegrecidos e pegou a roupa no armário, entregando a Shun.

Scusa, mas é que estou acostumado a ver meus inimigos banhados em sangue; não meus amantes.

Shun corou absurdamente.

– Eu sou seu amante? Mas você disse que eu ia voltar pro Japão. Você quer que eu fique? É isso? — perguntou ansioso.

Ele poderia ficar na Itália com o canceriano. Tinha entendido direito ou era um mero desejo incerto de seu coração?

Notas finais
Então, o que acharam? Com certeza vocês não esperavam por isso. Eu com certeza não! XD Mas a virgo só joga essas batatas quentes pro Mask. Vocês não viram da missa a metade! Esperando ansiosa pelos comentários fervorosos de vocês. Bjsssssssssssssssss Vai ter mesmo muita batata quente pra assar, Layla! XD É esperar e conferir. rs Sim, queremos saber a opinião de vcs!!! o/