Um Olhar

1 PRÓLOGO


Notas iniciais
Começa aqui uma longa jornada. *-*
Aceito recomendações nesta e na anterior, e não aceito que um capítulo seja lido sem que receba reviews ao seu término.
Fiquei o mês todo pensando em coisas legais para escrever aqui e agora não consigo pensar em nada. =/
Tenso.

Tudo que eu tinha era uma carta; mais nada.

Não bastava ser algo lacônico, tinha que estar cheia de enigmas!

Por que Nick faria isso? Na verdade, por que se abandona alguém que ama? Isso cria em mim algumas dúvidas. Será que ele não me ama mais? – Tento não pensar nesta possibilidade...

Tudo isso me faz pensar coisas hediondas sobre o que aconteceu depois que desmaiei naquele dia. Mas ele me deixou uma carta e isso significa algo. Tem que significar. Tudo que passamos não pode ser em vão. O que eu sentir é verdadeiro, e sei que nele também era.

Os dias depois daquele foram ficando cada vez mais vazios. Eu estava só. Passei a dedicar todo o meu tempo em uma coisa: decifrar aquela carta.

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No começo eu não entendi nada. Não sabia o que fazer com aquelas palavras dispersas, quase todas sem sentido ao que parecia. Pensei em mandar para um profissional, mas Nick provavelmente queria que só eu visse aquilo. Até porque não se mostra mensagens codificadas, é por isso que são codificadas! Assim só o verdadeiro destinatário consegue lê-la. Neste caso, eu.

Depois de dias olhando com circunspecção e zelo, encontrei a primeira pista do que estava por vir. O poema era um acróstico. Onde a primeira letra de cada verso forma uma palavra. Essa era a chave.

A carta tinha que ser trabalhada em português!

Fiquei pasma com minha primeira descoberta e sabia que havia muito mais.

De alguma forma ele sabia de minha familiaridade com o português. Fiz um curso de 4 anos da quinta língua mais falada do mundo. Mas nunca contei pra ele. Como ele poderia saber?

Será que aquilo que ouvi Jerom dizer era verdade? Algo sobre Nick absorver mentes com um toque; milhares de mentes nele que poderiam tomar o controle...

Não. É impossível. Continuei vasculhando as entrelinhas da carta. Cada detalhe; focando naqueles que faziam menos sentido pra mim. Por exemplo, aquela coisa dele ter dezoito coisas pra me dizer, etc. Não fazia menor sentido. Foi aí que percebi o que ele queria com isso. Estava escrito mais embaixo:

“Esses números...”

Os números estavam lá por um motivo.

“Tenho dezoito coisas para te falar, mas só vou lhe dizer duas, pois são mais de nove horas. Exatamente seis para as dez”.

18, 2, 9, 6 e 10. Não significavam nada pra mim. Dias se passaram e eu não sabia o que fazer com eles. Havia pesquisado e tentado achar um padrão ou coisa do tipo. Nada. Então tentei fazer algo que já havia feito com a versão do poema em inglês. Localizar as letras dos respectivos números no poema.

A décima oitava letra: “S”. A segunda: “A”. E assim por diante até obter a palavra SATOR. No começo achei que estava errada sobre essa possibilidade de substituição, mas depois que pesquisei sobre esse nome, comecei a achar que estava no caminho certo.

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O quadrado de Sator é formado por cinco palavras latinas que dão origem a um dos palíndromos mais conhecidos. Ou seja, lendo da direita para a esquerda ou da esquerda para direita se obtém a mesma palavra. E nesta incrível combinação também pode ser lido de cima pra baixo ou de baixo pra cima que nada muda.

O quadrado mágico, como é mais conhecido, pode ser visto em diversas partes da Europa em paredes antigas, pinturas, etc. Era famoso por difundir na Europa o estudo de palíndromos e anagramas. Mas o que ele significava? Achei que isso fosse apenas uma coincidência. Mas a carta dizia que não:

“Lembre-se que o nosso amor vai e vem e continua o mesmo.”

Era mais que coincidência, com certeza. Mas o quadrado não parecia significar nada depois de meses tentando descobrir algo. Comecei a pensar que fosse uma dica de como prosseguir. Foi então que comecei a tentar anagramas e palíndromos, em todas as palavras e versos do poema. Nada. A esperança começava a se desbotar e eu achei que tinha errado em algum lugar.

Que merda Nick, não podia facilitar um pouco?

Foi então que deixei de lado o poema e desconfiei da última frase que também era um tanto o quanto suspeita:

“Panic, apparatus via Aura claim.”

Em português: “Pânico, aparelho através de reivindicação Aura”.

Tentei encontrar primeiro um anagrama na frase em português. Nada. Então, quase em desespero, procurei um anagrama na mesma frase, porém, em inglês. Pareceu confuso de início até eu perceber que, ao embaralhar das letras, formaria uma resposta em português. E agora tinha certeza que havia conseguido. Pois a mensagem decodificada me dava não só o lugar, mas também a hora e o dia.

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Vá para Paris na última capicua.

Eu já estava tão familiarizada com essas coisas de anagrama e palíndromos que nem precisei pesquisar sobre capicua. Já sabia que era um palíndromo de números. Ou seja, números cujo reverso é ele mesmo. Tipo: 11, 313 e 45254. Também já estava ciente que existiam capicuas com datas. Ocorreu uma em 2011 em 11/02/2011. Mas a mensagem dizia a última, e eu ainda viverei para ver outras. Em 2012 ocorrerão quatro capicuas e depois disso, só após alguns séculos.

A data indicada na carta com certeza era em 2012. Mas qual dia? Óbvio, a última capicua. Que dava exatamente num dia que haverá um solstício. E o título do poema, em latim, me dava a certeza de que eu cheguei ao lugar certo. Solis die. Dia do sol. Um dia misterioso e de muita polêmica gerada pela civilização Maia.

Às 21h:02min do dia 21 de Dezembro de 2012.

Às 21:02 de 21/12/2012

21.02.21.12.2012

210221122012. Tanto da direita pra esquerda ou da esquerda pra direita; exatamente igual. Consegui!

O fim do mundo precisa ser adiado!

Notas finais
Recomendo: X De Samantha escrita por vickydsw
reviews.
;)
=*