Notas iniciais
Hey saudades de vcs !! Capítulo dedicado a linda AlanaJackson pela espetacular recomendação hehe' Espero que goste !!
Boa Leitura

‘’Existem muitas coisas que o tempo não pode apagar’’

~Evanescence~

Percy POV’s

Os primeiros raios da manhã invadiram meu quarto levando embora a escuridão que ali habitava. Resmunguei algo que nem mesmo eu entenderia e me levantei já que meu sono havia indo embora. Na escrivaninha se encontrava meu celular, peguei-o e o encarei, na esperança de ter alguma chamada de uma certa loira, mas ela ainda não ligou.

Parece que eu estava vivendo dentro de uma tempestade fria e cruel, onde os trovões destruíam cada vez mais os batimentos do meu coração. Talvez se minha mãe estivesse aqui, ela poderia me dizer o fazer, mas Sally não estava e eu andava sem rumo.

Depois do banho desci a escada, escutei minha barriga fazer um barulho estranho devido à fome. Já na cozinha encontro meu pai, tentando de toda forma fazer a cafeteira funcionar. Não conversamos igual antes, ambos havíamos nos fechado dentro do nosso próprio mundo. Aproximei-me a fim de ajudar.

- Pronto – disse apertando um simples botão verde, ele assentiu agradecido. Poseidon não falava, mas eu sabia que ele me culpava pela morte de minha mãe, aprendi a lidar com isso, não o julgando já que ele estava certo.

O reformatório tinha me mudado, de algum jeito me sentia mais frio e de certa forma até mais confiante. Aprendi a me virar, pois lá dentro você é por conta própria.

- Olha o temos aqui – debochou Lucca Bernad, o cara parecia um portão. Era alto e tão forte que as veias de seus bíceps estavam levantadas. Seus olhos castanhos faiscavam, como se fosse aprontar. No antebraço direito, tinha uma tatuagem de escorpião desenhada – Um novato.

Tentei passar, mas seu grupo me bloqueou, eles eram no total sete garotos, todos pareciam o incrível Huck.

- Me deixem em paz – falei novamente em uma tentativa de entrar no meu dormitório, mas a voz de Lucca me impede.

- Vamos da uma liçãozinha no filhinho de papai.

Depois daquilo senti uma pontada na cabeça apagando logo em seguida. Só fui despertar no dia seguinte com meu corpo dolorido e ensanguentado. Tinham me cortado com um canivete, não foi muito profundo, mas o bastante para causar uma dor quase insuportável.

Lembrar-me daquilo foi como se tivesse recebendo mil flechadas pelo corpo. Toquei uma cicatriz perto da minha costela fazendo minha pele se arrepiar no mesmo instante. Tudo que eu pensava diante das torturas, era que tinha que sobreviver. Sobreviver para voltar pra minha Annabeth, mas talvez esse esforço não tenha valido nada, pois pelo que vi, ela já tem um pretendente.

Sentados na mesa, eu e meu pai comíamos em silêncio. A cadeira ao seu lado estava vazia, mas ele nunca deixava ninguém sentar ali, no lugar de minha mãe. Era domingo, o Sol estava fraco, mas ainda nevava. Poseidon estava arrumado.

- Vai sair? – perguntei tentando quebrar o clima entre nós, porém meu pai nem me olhou e se levantou da cadeira terminado de beber seu café.

- Vou, chegarei tarde em casa – sua resposta foi curta e fria. Ouvi a porta sendo fechada e suspirei voltando a tomar meu solitário café.

Annabeth POV’s

Will, Bob e eu ficamos de encontrar o restante do pessoal na pracinha que tinha perto de casa. Solace e meu irmão estavam sentados no sofá engatados em um papo animado. Fiquei feliz em vê que ambos estavam se dando bem.

- Finalmente a Cinderela terminou de se arrumar – Will brincou fazendo Bob rir e lhe dar um tapa na cabeça. Coloquei o dedo do meio para ele.

- Annabeth Chase – repreendeu meu irmão – Que gesto feio.

Mas pelo seu tom de voz percebi que era brincadeira. Os loiros se posicionaram cada um de um lado da escada e fizeram um tipo de referência desajeitada.

- Vamos então princesa Chase – baguncei o cabelo de Bob e aceitei os braços dos dois meninos.

- Uma vantagem de ser princesa, é que tenho dois príncipes bonitões ao meu lado.

(...)

- Poderíamos tomar sorvete – Thalia propôs enquanto tirava as crianças do balanço para sentar, meus olhos se reviram diante de tal ato.

- Primeiro: Está nevando punk e não acho uma boa tomar sorvete com esse tempo – disse – E segundo: Pare de atrapalhar as brincadeiras das criancinhas.

Luke soltou uma risada tão engraçada que também tive que rir.

- Você esqueceu que Thalia não teve infância?

A morena o fuzilou com seu olhar eletrizante fazendo um gesto obsceno com o braço.

- Vá se ferrar Luke, minha infância foi muito divertida.

Ouvi Nico pigarrear.

- Se divertido for torturar seus primos – ele fingiu pensar – É, acho que você teve uma infância muito divertida.

Thalia fez uma careta para o primo e o namorado.

- O cabeça de vento do Percy nunca reclamou – falou a morena, citar o nome do Percy me deixou desconfortada. Will me encarou e passou seu braço ao redor do meu ombro, levando-me mais para o aconchego do seu corpo.

- Claro que reclamava, mas você sempre foi cabeça dura demais pra escutar – Nico retrucou deixando a morena vermelha.

- Ei gente, que tal continuarmos pensamos o que devemos fazer? – Melina disse, tentando parar com a discussão, mas não adiantou.

- Sabe eu acho que você Nico, não foi torturado o bastante para calar essa boca de trapo sua – Thalia tinha levantado do balanço, e agora estava de frente ao Di Ângelo apontando seu dedo na cara do moreno.

Luke puxou a namorada, mas ela se soltou com facilidade do loiro.

- Parem vocês dois – pediu o Castellan.

- Percy era sempre o mais torturado e eu quase não batia em você.

Nico rir com sarcasmo.

- Mentirosa, você batia na gente por igual. Igual da vez que pegou meu biscoito e....

- Estão parecendo duas criançonas – meu irmão interviu ficando no meio dos dois. Vi ele fazendo um pequeno movimento na minha direção. Ambos pareceram se tocar de como eu me sentia.

- Oh, Annie, me desculpa loira – pediu mexendo no cabelo.

- Desculpa Annabeth, agimos como dois bebezões – uma risadinha fraca voa de minha boca.

- Gente, não tem problema, é só que... – deixei a frase morrer não sabendo como continuar.

- Você ainda não superou – Will completou, assenti agradecida por ter meu amigo ali.

- Eu tive uma ideia – Megan disse sorrindo e agachando. Todos olharam para ela desconfiados – Que tal reviver o tempo de criança e...

Megan jogou uma bola de neve que acertou o casaco de Luke.

- GUERRA DE BOLA DE NEVE – gritou o loiro pegando um monte de neve nas mãos e tacando na primeira pessoa que viu, no caso eu.

Deu pra imaginar o que veio a seguir. Sete adolescentes enlouquecidos, correndo pelo parque rindo igual um bando de hienas, jogando neve um no outro. Algumas pessoas que passavam por ali entraram na brincadeira, outras reclamavam do barulho e da criancice da gente.

A calçada continha partes escorregadias, e eu fui atraída logo para uma dessas partes. Não consegui o equilíbrio certo e acabei caindo em cima de Will rindo igual uma retardada.

- Desculpa – minha voz não passou de um sussurro. Nossos rostos estavam muito próximos, eu podia sentir a respiração fria e ofegante do loiro. Algo dentro de mim se agitou.

- Tudo bem – falou no mesmo tom de voz que o meu. Will umedeceu os lábios, fazendo minha concentração se voltar para aquela região. A essa altura eu já puxava o ar com certa dificuldade.

Meu movimento a seguir foi tão rápido que não pude processar direito. Quando minha mente clareou, apenas sentir minha boca contra a boca de Will, iniciando um beijo que fez as borboletas de meu estômago, novamente se agitarem.

Notas finais
MUAHAMUAHA Sim, sou má e eu gosto disso hehehe'
Enfim, me bateu uma saudade de vcs, acho que é carência kkk'
Me mandem reviews, recomendações, MP's hehe'
Beijos coisas fofas
Karol Oliveira