Notas iniciais
HEY O NYAH VOLTOU (PALMAS, PALMAS) !! Capítulo dedicado a Viic Soares pela linda recomendação, espero que goste flor !! Nos vemos nas notas finais !! Boa leitura

‘’O tempo está passando muito mais rápido do que eu
E eu estou começando a me arrepender de não gastar
tudo isso com você’’

~Nickelback~

Percy POV’s

Meu mundo acaba de despencar para um abismo sem fim. Onde existia um coração batendo, agora tudo que resta é apenas um buraco sendo invadido pela escuridão e pelo frio.

Observei Annabeth se separar de Will, esse que tinha um enorme sorriso estampado no rosto. A menina me encara, e seus lábios formam o meu nome em apenas um sussurro. Escondo minhas mãos nos bolsos da frente do casaco e abaixo a cabeça a fim de passar. Percebo os olhares sobre mim, e forço um sorriso.

– Não temos mais nada Chase, então nada lhe impede de ficar se atracando com qualquer um.

E segui reto sem olhar para os rostos de quem um dia foram meus amigos. Como eu já havia dito, alguma coisa mudou dentro de mim, eu não era mais o mesmo Percy de antes. Não compensava mais lutar por um amor que já não era mais correspondido, Annabeth fez sua escolha, por mais que me machucasse eu tinha que esquece-la.

Peguei meu celular, na caixa de mensagens ainda estava o último ‘’Eu te amo’’ que Annabeth havia me mandado há alguns meses atrás, toda noite antes de dormir eu o relia e tentava encontrar alguma esperança para tê-la novamente em meus braços. Limpei uma lágrima solitária que escorria pela minha face.

Não demorou muito para chegar no meu destino, peguei algumas tulipas rosas que cresciam perto do muro branco que cercava o local. Caminhei entre a grama, até chegar em uma placa arredondada feita de cimento com os dizeres ‘’ Sally Jackson, amada esposa e adorável mãe’’, me sentei na grama verde de frente para a placa.

– Oi mãe – disse levantando as flores que eu havia pegado – Trouxe as suas flores prediletas.

Esperei seu abraço aconchegante me apertando, mas tudo que senti foi o vento gelado e alguns vestígios de neve batendo em meu rosto.

– Perdi Annabeth mãe – olhei para o céu de onde os pequenos floquinhos de neve caiam – Eu não tenho mais ninguém.

Fiquei em silêncio ouvindo o farfalhar dos galhos das árvores, observei a fumaça branca que saia quando eu expirava.

– Poseidon nem me dirige a palavra agora – rir – Tudo porque Mattew me obrigou a fazer aquilo.

Brinquei com a neve que tinha se aglomerado ao meu lado. Pensei no quão sozinho eu estava. Faltava um mês para começar novamente os estudos, um ano para encontrar alguma faculdade, e a pergunta que me rodeava: Será que aguento até lá? E pela primeira vez em anos, senti uma enorme vontade de colocar um cigarro em minha boca. A leve brisa trouxe o aroma das tulipas até meu nariz.

– Sinto sua falta mamãe.

Não demorei muito ali, esfreguei minhas mãos absorvendo um fraco calor e levantei-me. No caminho de volta para casa encontro Rachel. Seu cabelo antes longo agora curto, o vermelho mais intenso, fazendo-o brilhar na luz do dia, ela carregava algumas sacolas de compras nas mãos. Tentei passar despercebido, mas a ruiva percebeu.

– Você poderia me ajudar – pediu, sua voz havia mudado, não era mais tão irritante, observei seu rosto e as sardas avermelhadas que antes tinham ali, havia quase desaparecidos.

– Hã...sabe preciso ir – menti. Rachel já havia me causado problemas demais, ela sorriu fraco, um sorriso doce até, o que me estranhou.

– Ora Percy é rapidinho – tinha alguma coisa diferente em seu olhar que me fez ceder, peguei metade das sacolas e a segui.

Fomos o caminho todo em um silêncio perturbador, me sentia na obrigação de puxar assunto, mas não tinha nenhum em vista. Alguns instantes depois, paramos em frente a uma pequena casa. Rachel tirou as chaves da bolsa e abriu o portão.

O quintal era pequeno, porém muito bonito. A casinha era cercada de grama perfeitamente aparada, tinha uma árvore frutífera perto do muro bege que cercava o lote, e nela um balanço pendurado. Segui a ruiva pelo caminho de cascalhos que dava para a porta de madeira, Rachel a abriu e entrou comigo logo atrás.

A casa também não era muito grande, mas com certeza era aconchegante. Passamos pela sala e atravessamos um minúsculo corredor. A ruiva entrou em um cômodo.

– Pode colocar aqui – disse apontando para a cama de solteiro perto da janela, e assim eu fiz.

– Quem mora aqui? – quis saber, Rachel olhou para baixo e fingiu mexer nas unhas.

– Eu – não consegui processar a informação. Ela era Rachel Elizabeth Dare , a menina minada e que sempre esnobou os outros para conseguir o que quer, aquela que vivia falando que era rica e tals, mas para tanta lábia agora ela não parecia tão importante assim. Rachel deve ter percebido minha cara de confusão, pois soltou uma risadinha sem graça.

– Algumas coisas mudaram Percy – disse – Estou morando com meus avós agora.

Eu queria saber o motivo dessa mudança, mas tudo que conseguir processar era o cheiro de biscoito vindo de algum lugar da casa, ouvir meu estômago roncar.

– Desculpe – pedi envergonhado. Rachel apenas riu e saiu me puxando.

– Vem, vovó está fazendo meus biscoitos preferidos.

***

A vó de Rachel era um doce de pessoa. Ela parecia àquelas vozinhas de filmes com o cabelo grisalho e um avental cor de rosa. Usava óculos de grau e seu sorriso era meigo.

– Rachel sempre foi sapeca – contava dona Joaquina – Quando tinha três anos ela adorava desfilar somente de calcinha pela casa.

– Vovó – a ruiva repreendeu mais vermelha que seu cabelo, porém Rachel também estava rindo, assim como eu. Dona Joaquina abraçou a neta.

– É bom recordar fatos que marcaram nossa vida querida – a ruiva beijou-lhe a bochecha. Fiquei impressionado diante de tal gesto de carinho. Nunca pensei que Rachel tivesse um lado assim, e isso me deixou surpreso.

– Sua vó tem razão Rachel – falei bebendo um gole do meu chocolate quente – É bom lembrar de coisas que nos fizeram feliz.

Rachel me estudou, seus olhos me analisando como se tentasse me desvendar, mas no final apenas sorriu. Passei o que restou do dia ali, e percebi que desde a morte de minha mãe eu não me sentia tão bem assim.

Despedi de dona Joaquina, essa que me sufocou em um abraço e distribui vários beijos em meu rosto, me fazendo prometer que voltaria ali.

– Obrigada – agradeci quando já estava lá fora. Rachel ergueu a sobrancelha – Há muito tempo eu não me sentia tão bem como me senti aqui.

Ela estalou os dedos, e encarou os pés.

– Percy, eu sei que... o que fiz pra você e Annabeth ano passado não foi a coisa certa e... eu queria saber... se... a gente sabe...

Rachel engasgou com as palavras. Sorri sabendo o que ela queria me dizer.

– Claro – respondi – Vamos começar de novo.

A ruiva respirou aliviada, percebi seus músculos relaxando, ela estendeu a mão e eu a apertei. Já escurecia quando voltava para casa, a neve ainda caia em pequenos floquinhos. Parei em frente minha porta, e por impulso olhei para a varanda do quarto de Annabeth, novamente a imagem do beijo dela com Will vieram a minha cabeça e senti como se meu coração tivesse sido encubado em gelo.

Pensei em Rachel, o jeito que ela tratou a avó, o jeito que me recebeu, que pediu desculpas. Sorri me lembrando desse dia. Foi ai que percebi que talvez eu não fosse o único que tivesse mudado ali.

Notas finais
Hey seus lindos, que saudades !! Serião vey, pensei que fosse morrer de saudades de vcs hehehe' Mas enfim, finalmente o Nyah voltou, já não era sem tempo. E aqui estou eu novamente torrando a paciência de vcs hehe' Eu já falei que tava com saudades né, pois é eu tava com saudades hehe' (ignore-me, tomei leite de burra hoje) Agora pretendo voltar as postagens normalmente (sim, batam palmas) !! Pra quem acompanha a minha outras fics, elas serão atualizadas essa semana ainda, assim que eu terminar de responder os reviews atrasados, só estou procurando tempo pra isso !! E GENTE, ALGUÉM VIU ''EM CHAMAS'' ?? QUASE DEI UM TRECO NA SALA DO CINEMA !! SERIÃO QUE FILME PERFEITO CARA !! Enfim me deixem reviews, recomendações, MP's hehe' Beijos gatos e gatas Karol Oliveira