Um Insuportável solitário

9 Capítulo 9 - Meu anjo particular


Notas iniciais
Então... preparadas? *0* Boa leitura!

Um mês tinha se passado e eu esta focado no trabalho, tinha me esquecido que eu tinha pais, irmãos, uma família. Mas depois que eu ganhei uma encomenda com um sapatinho de bebê e dizendo que eu devia fazer o teste mais rápido possível pedi para uns amigos mais próximos para que pudesse investigar a vida de Lúcia e assim foi feito e agora estou em meu escritório já tarde da noite encarando esse pequeno relatório sobre a vida da mulher que me abandonara sem mais nem menos.

Por fim, abro e começo a ler, algumas coisas eu pulo, pois eu estive presente, mas a partir do momento em que vejo que ela morou dois anos na Grécia começo a me interessar ainda mais. Porém sou interrompido por uma ligação e reviro meus olhos ao soltar a respiração.

– Gandra!- Digo com raiva.

– Meu filho! Como você está? – Pede minha mãe. – Eu sei que deve estar ocupado agora pelo horário e seu tom de voz, mas a mamãe está muito preocupada com você. Diga-me que está bem!

– Estou bem, mamãe. – Suspiro. – Prometo ir domingo passar o dia com vocês, mas agora preciso desligar.

– Tudo bem, meu filho. Qualquer coisa nos ligue!

– Pode deixa!

– Boa noite filho!

– Mãe...

– Diga meu amor! – Ela diz carinhosa.

– Eu te amo! – Sussurro.

– Eu também te amo meu amor. – Ela diz emocionada. – E te amo muito! Muito, de verdade verdadeira!

Rio de leve ao lembrar-me de Kath ter inventado isso.

– Também te amo de verdade verdadeira!

Desligamos e o sorriso está colado em meu rosto e quando meus olhos caem sobre as folhas em minhas mãos, procuro seu endereço e olho a hora. Quase onze da noite!

Perfeito!

Souza para em frente à casa da maldita Lúcia. Ela é bem simples, toda de madeira como ela sempre me falara que queria, e ela finalmente conseguiu, sem mim. Era em forma de triangulo como eu e meu irmão costumava chamar. As pontas dos telhados se encontravam em cima e terminavam no chão, era um pouco grande e totalmente charmosa como ela.

Respiro fundo algumas vezes ao encarar a casa e me imaginar dentro dela com minha esposa e meu filho, porém sou interrompido quando alguém abre a porta da frente e dela sai quem eu tanto queria encontrar. Sem perder temo, saio do carro controlando todas minhas emoções e tento o máximo não transparecer nada.

Ela segura uma sacola negra de lixo e quando seu olhar sobe encontrando o meu ela fica parada feito estátua e minha respiração fica presa, porém me obrigo a andar em sua direção e quando vejo já estamos cara a cara.

– Bonita casa! – Comento ainda olhando pra ela que nada diz. – Toda de madeira, deve ser ainda mais bonita por dentro.

– O-obrigada! – Ela diz com a voz sufocada.

Seus cabelos meio cacheados e loiros me deixam ainda mais enfeitiçado, seus olhos azuis nos meus caramelados fazem uma combinação perfeita. Tão perfeita que saiu um guri branco como vela, a minha cara de olhos azuis.

– Mãe, olha o que eu fiz! – Grita o menino vindo pelo corredor e meus olhos vão para o garoto que está vestido com uma camisa listrada vermelha e branca, calça jeans e meias e cabelos todo bagunçado como os meus. – Oi! – Ele diz pra mim quando fica ao lado da mãe. – Você é amigo da mamãe?

– Já pra dentro Guilherme! – Ela diz grossa. – Agora!

– Mas quem é ele? – Ele aponta pra mim.

– Sou Kaik! – Digo sorridente e quando vou me abaixar para ficar do tamanho dele, ela entra em minha frente.

– Fica longe de meu filho! – Ela diz séria e levanto meu olhar pra ela ao levanto devagar.

– Diga a verdade! – Peço baixinho pra ela. – Foi por causa dele que você foi embora! Que você não tinha conhecido ninguém

– Cala a boca! – Ela rosna e protege nosso filho. – Já para dentro, querido. A mamãe precisa resolver uma coisa! – Ela se vira e o empurra para dentro.

– Não, eu vou ficar! – Ele diz ficando os pés no chão. – Ele é o moço daquelas fotos que você não me deixa ver!

– Para dentro agora Guilherme! – Ela quase grita e o menino fecha a cara e dá as costas batendo o pé e entra. – Agora você quer dar o fora daqui, por favor! – Suplica ela pra mim.

– Por que está tão nervosa? – Peço ao olhar em seus lindos olhos azuis. – Ele é meu filho não é? Como teve coragem Lúcia? Como teve?

– Kaik...

– Você achava que eu não me responsabilizaria se me contasse? – Peço com a voz sofrida.

Merda! Emoções a amostra!

– Achas que sou um moleque? Pelo amor de Deus Lúcia! – Dou um passo para trás e passo as mãos nos cabelos. – Eu fiquei minha vida toda pensando no real motivo de você ter me abandonado!

– Eu não te abandonei! – Ela diz ao segurar as lagrimas.

– Oh! Não? – Peço incrédulo. – Foi o que então?

– Eu... eu...

– Você o que Lúcia? – Seguro seus braços e nossos lábios ficam a centímetros de distancia.

– Eu quero que vá embora! – Sussurra ao deixar uma lagrima cair.

– Não, eu não vou! – A puxo mais para mim. – Não depois de ter te achado depois de tanto anos! Você é minha Lúcia, sempre será minha! – Sussurro.

Grande merda! A emoção está me dominando!

Minha vontade é de arrastá-la para dentro do meu quarto e trancá-la dentro do meu quarto e fazer loucuras de amor acumulada, mas há tantas perguntas, há tantas dúvidas e ainda há Guilherme. Agora não sou apenas eu e ela, e sim, nós. Uma família.

Tudo que eu pedi a Deus!

– Vamos fazer o exame de sangue! – Ordeno.

– O que? – Ela se afasta e arregala os olhos e eu coloco a mão no bolso de minhas calças. – Eu não quero fa...

– Não lhe dei uma opção! – Digo sério e fecho minha cara. – Amanhã, às duas da tarde!

– Eu não vou a lugar nenhum! – Ela diz contrariada.

– Exame de sangue? – Pede o menino aparecendo outra vez.

Esse menino aparece do nada! Realmente é meu filho!

– Pra que vocês vão fazer exame de sangue? Você está doente, mãe?

– Já falei pra você entrar Guilherme! – Grita com o menino que cruza os braços e respira fundo.

– Eu não vou entrar em lugar nenhum! – Diz. – Você nunca me tratou assim! Está escondendo alguma coisa, mãe?

Mais que menino esperto é esse?

– Olhe como você fala comigo, garoto...

– Você está estranha! O que está acontecendo? – Pede ele se aproximando e ficando ao lado dela.

– Você de...

– Você tem pai, Guilherme? – Peço e ele me encara.

– Pra que quer saber? – Ele me ataca.

Dou de ombros.

– Talvez eu possa ser seu pai!

– Se você realmente fosse meu pai não largaria minha mãe! – Ele agora ataca todo seu veneno pra mim.

– Talvez se sua mãe não me dessa a estúpida desculpa de ter encontrado outra pessoa e sumido do mapa por anos, eu saberia da sua existência! – Digo calmamente olhando para Lúcia.

– Mamãe? – Ele agora olha pra ela.

– Isso é mentira...

– Pelo amor de Deus Lúcia! – Reviro meus olhos. – Vamos fazer o exame amanhã e vamos ver quem estará mentindo!

– Mas minha mãe disse que você não me queria, por isso que ela foi embora! — O menino controla o choro.

– Então foi isso que ela te contou? – Rio sem humor ao balançar a minha cabeça. – Então, não vou falar nada. Não quero que você veja sua mãe como a vilã da história, há pessoas que pode te contar! E não sou seu inimigo.

– Minha mãe me ensinou a não ter e ser inimigo de ninguém! – Ele me encara.

Mais que menino mais abusado e esperto!

– Ensinou certo! – Dou um sorriso discreto. – Então, você topa fazer o exame?

O menino nada diz, apenas me analisa, me olha nos olhos o tempo todo e é exatamente igual a mim quando eu era criança.

– Se você for meu pai? – Pede ele.

– Guilherme! – Lúcia o chama.

– A senhora não vai mais me negar ao saber do meu pai! – Ele diz com raiva ao olhar pra ela e se volta para mim.

– Bem, você vai poder conhecer seus avós, seus tios, seus primos, seus bisavós! – Digo já sorrindo quando ele abre um sorrisão.

– Eu tenho bisavós? – Pede ele super animado.

– Tem. – Rio de sua reação.

– A gente pode fazer esse exame agora? – Pede ele.

– Hãm... essa hora já está fechado! – Sorrio para sua animação.

Ficamos nos encarando por alguns minutos e meu celular toca e o ignoro.

– Seu celular, não vai atender? – Pede o garoto.

– Não é importante! – Dou de ombros.

– Mas quando alguém liga essa hora pode ser importante! – Ele diz apontando para mim. – Atende, a gente se vê amanhã! – Ele sorri e pisca para mim. – Boa noite!

– Boa noite! – Sorrio.

Ele me dá as costas e entra e Lúcia me fuzila com os olhos, mas não dou a mínima pra ela. Meus olhos estão seguindo o garotinho atrevido que segue para dentro de casa. Ele para na porta se vira e me dá tchau e meu peito bate de alegria e retribuo o gesto e ele entra.

– Você não vai tê-lo, ele é meu! – Ela diz com raiva.

– Boa noite Lúcia. – Digo sem olhá-la e dou as costas e entro no carro. – Pro meu apartamento, Souza!

– Sim, senhor! – Ele diz e arranca com o carro.

Notas finais
A parada é o seguinte... O QUE FOI AQUILO DE TRÊS RECOMENDAÇÕES DE UMA VEZ????????????? É MUITA FELICIDADE PARA MEU CORAÇÃO!!!! Então, quero agradecer de coração pelas TRÊS recomendações, fizeram o meu dia, meu final de semana!!! Muito obrigada LittleQueen, Myle e leticia 1864!!! Os nossos insuportáveis são conhecidos através de suas recomendações, e fico muito feliz por isso! Vocês não sabem a felicidade no peito ao ver que suas histórias são reconhecida pelas pessoas e elas dizem que "amam", "adoram" e etc. Me deixa explodindo de alegria e quem sabe se "Insuportável" não vira o livro de verdade? hum? hum?? Então, vou parar por aqui que já ta ficando grande! kkkkk Bjs, bjs! S2' s2' s2'