Um Insuportável solitário

53 Capítulo 53- Solitário


Notas iniciais
Boa leitura! ;)

Minha intenção jamais era transformar a vida de alguém em um inferno, minha intenção jamais era fazer minhas filhas infelizes muito pelo contrário, minha missão era fazer sorrir a todo instante e cuida para que nada pudessem machucá-las. Porém mal eu sabia que o causador dessa dor de cabeça toda era eu.

Depois de Alícia ter sido ''costurada" nos dois pulsos e recebido uma grande parde de doação de sangue, Alícia estava no quarto em recuperação enquanto eu aguardava o médico na sala de espera que ele havia pedido. Olivia e as meninas faziam companhia a Alícia que ainda dormia tranquilamente.

eu sentava e me levantava o tempo todo, respirava fundo todas vezes e piscava rápido de mais quando o nervosismo voltava co tudo, bebi quase a água todo do bebedouro que ficava no canto da sala quando o médico Silva entrou por aquelas abençoadas portas.

– Graças a Deus! Estava já tento um troço! — Resmungo e ele acena de leve com a cabeça.

– Onde está a senhora sua esposa? — Pede ele e digo que está no quarto e ele vai chamá-la e questão de segundos eles estão de volta e Olivia se recusa a ficar ao meu lado.

– Sim. — Diz Olivia ao cruzar os braço ao olhar para ele.

– Bem, geralmente quando alguém chega aqui com os pulsos cortados isso significa algo mais delicado de se lidar. — Ele começa ao escolher as palavras seguintes. — Muitos dizem que simplesmente morrendo acabariam seus problemas.

Olivia acena outra vez com a cabeça e descruza e cruza os braços duas verzes impaciente. Ela odeia médicos e hospitais.

– E a julgar pelo estado em que encontrei a filha de vocês, receio que a partir de agora devemos ir com calma com ela.

– Ok. Poderia ser mais claro? — Pede Olivia mexendo com as mãos impaciente.

E só então reparo que minha adorável esposa está com um short jeans escuro curto, uma regata branca e chinelos laranja e com o avental de sua pintura todo sujo.

Desde quando ela voltara a pintar? Será que Fabiana tem alguma coisa haver com isso?

– Então você quer dizer que procuremos um psicologo para Alícia? — Diz Olivia me trazendo de volta a realidade.

– Ela não vai aceitar! — Digo e eles olham para mim. — Alícia sempre foi fechada, não ser depois que cortou os pulsos ela era querer contar seus problemas a uma pessoa desconhecida.

– É nossa única opção! — Diz Olivia me olhando de cara feia.

Mais uma vez sou distraído com a imagem de Olivia com aquela roupa e memórias do passado me tomam mais uma vez e balanço de leve minha cabeça e vejo Olivia apertando a mão do médico e se retirando.

– Bem, — Ele começa ao me olhar. — O que ajudaria também é distanciar sua filha do que lhe causou isso, apenas por um tempo. Até ela se erguer um pouco e depois lhe fazer voltar para encarar as coisas. Nem sempre na vida podemos deixar de lado o que nos afeta ou mata por dentro. — Ele lança-me um sorriso triste e acena a cabeça e devolvo o aceno e sento no pequeno sofá outra vez carregado de pensamentos e sentimentos.

***

Após três dias em que Alícia ficara no hospital com Olivia, finalmente hoje quase dez horas da noite minha princesa põe os pés em casa, porém não dirige o olhar para mim, Guilherme assim que a vê corre em sua direção e a enche de beijos e diz que ela é a pessoa mais cabeça de vento que ele conheceu em toda sua vida e a ajuda a subir as escadas e suas irmãs os seguem.

Sinto aquele olhar familiar em mim e logo meus olhos estão sobre a mulher da minha vida que me fez dormir no sofá esses dias em que não esteve em casa e suponho que ficará assim até que ela me perdoe de coração, ou seja, ficarei um bom tempo com dor na coluna.

– Kaik...

– Antes que você diz, quero que me ouça! — Digo cortando-a e ela revira os olhos.

– Mas...

– Escute! — Me apresso em dizer e pego duas passagens aéreas e seus olhos caem sobre os papéis em minhas mãos. — Fiquei pensando em alguma outra opção. Lembro-me que um dia uma menina e disse que tudo na vida tem um jeito, mesmo que nos pareça que temos apenas uma opção.

Ela morde os lábios e sei que está prestes a chorar.

– Então e pensei que se eu sou o causador disso tudo, se minha filha me odeia como diz. — Dou de ombros triste ao olhar para o chão pro alguns instantes e volto a olhar minha linda mulher. — Por que não mandá-la para um lugar que ela tanto ama para se recuperar? Para se erguer um pouco e depois enfrentar essa bagaça toda? — Dou um sorriso leve e ela solta uma leve risada entre as lagrimas que descem.

Penso em dar um passo em sua direção, mas acabo me paralisando depois de três passos ao pensar que Olivia pode muito bem me agredir ou gritar comigo, então coloco as passagens na mesa e a olho mais uma vez.

– Comprei duas passagens de ida para Grécia, sem previsão de volta. Já falei com seus pais e eles concordaram. — digo baixinho e ignoro as batidas dolorosas de meu coração. — Não ligarei a todo momento para saber como vocês estão, mas gostaria que me ligasse ou mandasse e-mail dizendo que chegaram bem e que estão bem ao longo dos dias.

Ela apenas intercala o olhar de mim para as passagens e depois solta a respiração e quando vai dizer alguma coisa eu me apresso em dizer.

– As passagens são ara amanhã a noite. Souza levará vocês e quando quiserem voltar para casa ligue para ele que arranjará tudo.

Ficamos longos minutos em silencio e esperei cada minuto até que ela pisca par de vezes e respira fundo umas duas vezes.

– Vou falar com Alícia. — Ela simplesmente diz e sobre as escadas me abandonando na sala meio escura e silenciosa.

***

Dia um

Fui a escola das meninas resolver a questões de faltas, e sobre o atestado de Alícia e punições entre outra coisas. Depois de chegar em casa um pouco depois do almoço vejo Nina com uma assistente que me ajudaria nos dias em que Olivia estivesse fora, até que as meninas gostaram dela então assim foi feito. A tarde a casa ficou em silencio então resolvi tomar conta dos cavalos, do estábulo e o resto da fazendo onde Zilo a quem cuidava dos animais. Levamos um tempo para dar conta de tudo e assim que voltar para casa percebi que estava fedendo a porco, galinha e a cocô de pato. Larisa e Louise estavam penduradas ao telefone falando com alguém que não sei, mas também não me importei, estava cansado de mais para pegar no pé delas e logo fui para meu banheiro tomar um banho relaxante e depois dormir, onde levei par de tempo pelo simples fato de não ter minha mulher ao meu lado, então agarrei seu travesseiro e fechei meus olhos sentindo seu cheiro.

Dia dois

Acordei logo cedo e fiz o café da manhã das meninas e tomamos em silencio e elas logo se despediram de mim e mai suma vez fiquei sozinho na casa, a não ser por Olga, a menina que Nina me trouxera para ajudar na casa. Sem saber o que fazer mais uma vez e louco de vontade de ligar para minhas meninas, tento me controlar e me vejo dentro do estábulo onde as memórias de minhas filhas correndo em meio ao bichos me faz dar uma leve risada. Mais uma vez me vejo alimentando os animar e vejo que Amélia está renha e isso me causa certa felicidade, teremos novos bichinhos na fazenda e isso não costuma acontecer com frequência.

– Essa ai já deve estar para ganhar! — Comenta Zilo ao fazer carinho nela.

– Já tem tudo preparado para ela? — Peço ao acariciá-la também.

– Sim, já tem alguns dias que separei tudo e avisei ao veterinário Severino, ele disse que assim que ela começar a sentir as contrações para ligarmos para ele.

– Ótimo, as meninas vão adorar saber! — Sorrio, porém ele morre quando lembro-me de Alícia.

– Pena que a bolinha um não estará aqui para ver Amélia dar seus bezerrinhos.

– Sim, é! — dou de ombros tentando não pensar na dor que sinto ao não ter minhas pérolas por perto. — Mas me avise se algo acontecer de diferente, quero estar presente.

– Sim, senhor! — Ele sorri para mim e saio do estábulo.

Na hora do almoço as meninas entram desesperada para o telefone que toca, nem me atrevo a atender quando esses dois furacões estão a espera de um telefonema, ninguém sobreviver se entrar em seus caminhos.

– Mamãe! mamãe! — Choraminga Louise. — Que saudades, quando você volta? — Ouve-se um silencio e a vejo deixar os ombros caírem em desanimo. — Por que mamãe? Sentimos sua falta!

– Deixe-me falar com ela! Você já conversou de mais com ela ontem!

Fecho meu jornal, pois sei que a gritaria estar por vir e vou para o quintal de trás sentando-me em uma das cadeiras de madeira e retorno a minha leitura porém sou interrompido outra vez.

– Mamãe no telefone! — Diz Louise ao estender o telefone o pego.

– Sim. — Digo com medo na voz.

– Desculpe não ligar quando chegamos, sabe como são meus pais. — Diz Olivia com a voz um pouco alegre.

– Sim, sei como são. — Sorrio d eleve ao me lembrar dele. — E como está Alícia?

– Meu irmão foi levá-la ao morro. Não pse preocupe, nada exaustivo. Uma caminha de leve no meio do mato vai ser bom para ela.

– Sei que vai. — Sussurro.

Ficamos em silencio por alguns instantes até que ela o quebra.

– Espero que não esteja dormindo na minha cama. — Ela brinca e solto uma risada leve.

– Você não eta aqui, então me sinto próximo dormindo no seu lado da nossa cama. — sorrio ao olhar para o rio a minha frente.

Ela abre a boca algumas vezes para falar alguma coisa, mas logo a fecha depois de soltar a respiração algumas vezes e sorrio ainda mais.

– Preciso desligar, vou ajudar minha mãe com o meu quarto.

– Ok, eu te amo. — sussurro com medo de que o mundo descubro o meu sentimento mais puro.

– Eu também te amo seu bobo, mas ainda estou revoltada com seu comportamento e quando voltarmos teremos a conversa séria que nunca tivemos em toda nossa vida!

– Eu sei. — Cochicho.

– Agora tenho que desligar, te amo muito.

– Também te amo muito.

ela desliga o telefone e mais uma vez me sinto sozinho, porém as meninas aparecem na porta da cozinha como se tivessem medo de se aproximar. Faço sinal com mão para que se aproximem e elas sentam em meu colo me agarrando pelo pescoço.

– Não acham que estão grandes de mais para ficarem no meu colo? — Digo rindo e ao mesmo tempo tentando respirar já que as duas estão ficando pesadas.

– Queremos saber como o senhor está! — Pede Louise doce como sempre.

– Não adianta mentir para nós, sabemos muito bem que o senhor não consegue viver sem a nossa mãe! — Larisa beija-me a testa e sorrio para elas.

– Ok, a verdade então. — Dou de ombros e olhando para elas que senta na mesa de frente para mim. — Estou destruído por dentro por não ter percebi o quão idiota eu fui com vocês quatro, que fiquei tão obcecado com o trabalho com medo de não faltar nada a vocês. Me perdoem por sempre estar ausente e de repente grudar no pés de vocês e obrigar a fazer as coisas da fazenda...

– Sim,, eu quebrei uma unha papai. — Louise diz com dor no coração sorrio para ela.

– Me desculpa princesa. — Aliso seus dedos lindos. — Mas papai ficou com medo de tudo dar errado, tive medo de aconteceu alguma coisa com vocês e meu coração para de bater quando algo é relacionado a Alícia.

– mas papai, Alícia é forte! — Comenta Larisa.

– Vocês todas são, mas para mim serão sempre minhas princesas que dependerão de mim. E minha preocupação é mais voltada para Alícia pelo fato de ter asma, mas não pense que não me preocupo com vocês. Estão muito enganadas!

– Nós sabemos papai. — Louise revira os olhos.

– Vocês me perdoam? — Peço ao olhar para elas.

Elas se entreolham por um bom tempo e meu coração bate ansioso e faço aquela carinha que elas fazem para mim quando estão me pedindo as coisas que sempre acabo dizendo sim e quando elas me encaram outra vez Larisa ri e Louise bufa ao jogar a franja para o lado.

– Claro que a gente te perdoa! — Dia Louise se jogando em meu colo e em seguida Larisa.

– Até por que, quem irá nos dar presentes? — Questiona Larisa e caio na gargalhada.

Notas finais
Então, quero saber o que estão achando! SINCERIDADEEEEEE! Viu, consegui postar um hoje! O próximo sem previsão meus amores.... Então bjs, bjs e até mais! S2''