Um Insuportável solitário
54 Capítulo 54 - Mais dois integrantes
Notas iniciais
Dia três
Acordei com dores na coluna assim que me sento naquele sofá duro feito pedra e ouço as risadas das meninas sobre algo que pouco me importa e elas beijam minha testa e alisam meu cabelo me desejando bom dia e sorrio para elas ainda de olhos fechados. Desfaço minha cama no sofá e subo para quarto lentamente e tomo um banho quente e deixo que meus pensamentos me levem para minha esposa e minha filha que está praticamente do outro lado do mundo se recuperando sem mim.
Sem mim!
Solta a respiração parecendo um cavalo e logo termino meu banho e visto uma bermuda cargo preta e uma blusa de manga verde musgo e deixou meus cabelos bagunçados, passo o perfume que minha querida Olivia me dera em nosso ultimo aniversario de casamento e desço para a cozinha e vejo as meninas no telefone histéricas e sei que estão falando com Olivia.
– Diga que lhes mandei um oi. — Digo baixinho.
– Um oi? — Louise resmunga baixinho para mim.
– Sim? — Faço cara de confuso e ela faz uma leve careta ao mexer as mãos e se vira de costas e vou para a cozinha. — Bom dia Olga!
– Bom dia senhor. — Ela sorri educadamente. — O café já está pronto.
– Obrigado, vou esperar as meninas.
– Ah! Elas já tomaram senhor.
– Oh, sim. — Digo desapontado por ela não ter me esperado.
– Estamos indo papai. — Larisa grita da porta da sala.
– Souza irá nos levar. Está tudo bem? — Louise me abraça elo pescoço me dando um beijo na bochecha e faço que sim com a cabeça e nos encaramos. — Sei que o senhor não está bem, mas vejo que não está tão mal!
Apenas sorrio para minha linda e preocupada bolinha três.
– Tenha um bom dia. Eu te amo. — Ela sussurra em meu ouvido.
– Tenham boa aula e amo vocês! — Digo pra ela que pisca pra mim.
– VAMOS LOGO LOLO! — Gira Larisa lá de fora.
– JÁ ESTOU INDO, QUE COISA! — Ela resmunga alto e mais uma vez estou sozinho.
Depois de eu ter tomado café da manhã sozinho, resolvi dar uma passada na empresa. Minha entrada logo foi liberada e Cristina anunciou a minha chegada ao Cael que logo me liberou a entrada e assim que pus os pés em sua sala o encontro vindo em minha direção de braços abertos e com um sorriso de coringa.
– Quem é vivo sempre aparece, não? — Pede ele rindo de leve e me aperta.
– Cael... Cael! — Digo com dificuldade e ele me solta, porém me segura pelos braços.
– Mariquinha desde sempre! — Ele me zomba e cruza os braços. — Mas então, o que devo a honra de sua visita?
– Oi tio! — Diz Emanuel ao se levantar e sorrio para ele.
– Não sabia que estava aqui tampinha. — Lhe puxo para um abraço e logo o solto.
– Papai quiz que eu passasse o dia com ele. — Ele dá de ombros. — Sabe em como ele é carente de minha presençã.
– Quer fazer serão? — Cael o olha com as sobrancelhas erqguidas.
– Adoro passar o tempo com papai, aqui na empresa é tao legal! — Ele diz com um sorriso forçado. Ele olha o relógio e bate uma mão na outra e nos olha com a cara de pau. — Que pena, terei que deixá-los, tenho uma palestra agora. Fiquem a vontade! — Ele diz como se nós fossemos as visitas e sai rapidamente fechando a porta atrás de si.
– Sarcástico igual a mãe! — Cael revira os olhos e rio.
Pelo menos ele tem um e Flávia não é tão sarcástica assim e eu tenho três que estão naquela fase que todo mundo adora e um quase sendo pai.
– O pai não era não, né? — Olho para ele.
– Isso era fase... mas me conta. O que faz aqui? Por que não me ligou?
– Vim apenas para passa o tempo. — Dou de ombros.
– Hum... passar o tempo...
– Vim apenas visitar, agora tenho que ir. -Digo dando as costas.
– Para onde você vai maluco! — Ele me grita.
– Visitar as loucas de suas irãs e os seus pais! — Fecho a porta.
Saindo de lá vou direto ver que Kath na livraria onde está super lotada e apenas lhe dou um abraço forte e um beijo gostoso em sua bochecha e loo encontro Milena carregando os livros para lá e para cá e ela me grita em meio as pessoas sem se importar com quem a olhe. Demos um abraço de urso que eu tanto sentia falta e ela me promete que aparecerá em minha casa em alguns dias para me ver e comer bolo de cenoura e dioque Amélia está para ter bezerrinhos e ela pira de vez me obrigando a ligar para ela assim que ela começar a sentir as dores. Passo na casa de Isa onde sou recebido com um grito agudo e depois um choro.
Até parece que volte de uma viagem longa.
Mas Isa é dramática e carente de atenção de todos então lhe dou um desconto. Lá encontro meus pais e Parique conversando com meu cunhado Luccas, Thor devia estar no trabalho ou em algum outro lugar. Minha visita aqui saiu bem demorada já que eu queria chegar a tempo de almoçar com minha meninas e dou graças a Deus quando meu celular toca e Zilo me diz que Amélia está quase dando a luz e desligo me despedindo das pessoas. Volto a livraria para chamar Milena que em varrida e Kath a libera sem pensar em duas vezes.
Ela sabe que é importante para sua filha essas coisas já que Milena tem o dom de cuidar de animais, não é atoa que escolheu a faculdade de veterinária.
Assim que chegamos a fazendo Larisa e Louise correm em minha direção quando saio do carro.
– O que está acontecendo? — Pede a curiosa da Larisa.
– Amélia está tendo bizerrinhos! — Digo todo bobo.
– Milena! — Louise junta uma mão nas outra e sorri toda boba.
– Oi meu amor! — Milena diz animada.
– Senhor, senhor! — Diz Zilo agitado. — Está nascendo, está nascendo!
E todos corremos até o galpão onde Amélia está separada para ter seus bezerrinhos, o veterinário Severino já está ao seu lugar preparando Amélia.
– Muito bem, quem vai ser minha assistente? — Pede ele.
– Fico muito bem assistindo! — Larisa diz ao fazer uma cara de nojo.
– Eu posso? Estou estudando para ser veterinária. — Diz Milena toda emolgada.
– Claro, venha cá! — Ele a chama e começa a lhe dar instruções.
– Vou dar apoio moral! — Larisa vai até a frente de Amélia que está deitada e lhe faz carinhos na cabeça.
Minhas filhas nunca reclamaram em morar em uma casa onde velhos moraram e aina mais em uma fazenda. Alícia sempre gostou de mato, animais, correr por ai pelo morro e voltar horas depois, Larisa já gostava de ficar na rede perto da arvore olhando para onde quer que fosse, já Louise a mais delicada das três, sempre gostou de tirar fotos da fazenda, de tudo mais, até da palha a criatura gostava. Dizia que queria guardar cada lugar nas fotos caso sua memória esquecesse para quando ela fosse estudar moda em Paris.
E mais uma vez Paris está no meu caminho, mas dessa vez não vou prender nenhuma de minhas bolinhas.
Louise depois de algum tempo volta com sua câmera e lá está ela registrando os momentos do parto do bezerrinho que nasceu horas depois. Todos ficamo bobos quando o bezerrinho balança a cabeça devagar parecendo estar cheirando alguma coisa e Severino enfia quase seu braço explicando a Milena que isso é o toque para ver se tem outro bezerrinho e ele diz animado que teremos mais um e vejo Zilo cuidar do primeiro bezerro.
Mais uma vez vimos aquela cabecinha sair e depois as patas e quando Milena pega o bezerrinho no colo Amélia coloca algumas coisas para fora e tento me controlar para não vomitar.
Não sou forte para tudo!
***
– Muito obrigado Dr. Severino! — Digo ao apertar sua mão.
– De nada. — Ele sorri. — Deixei as instruções com Zilo, voltarei depois de alguns dias, ligarei avisando-a de minha visita. E peça para que suas filhas não fique muito apegadas aos bezerrinhos, a Amélia pode querer defendê-los.
– Ok, avisarei a elas.
– Até mais ver! — Ele se despede.
– Até.
Ele entra em seu carro e parte e quando estou dando as costas vejo um garoto correr em sua bicicleta gritando meu nome e logo de minha filha.
Maicon para a pouco metros de mim e desce de sua bicicleta apoiando as mãos nos joelhos e recuperando a respiração.
– Sr... Kaik... preciso falar com sua filha! — Ele diz com a respiração pesada.
– Ela não está! — Lhe dou as costas.
– Por favor, Sr. Kaik. — Ele para a minha frente e o encaro. — É mentira daquela loca varrida. Eu não fiz nada com ela e sua filha precisa acreditar em mim. O pai da criança é Vitor, posso traz^-lo aqui para o senhor acreditar em mim. — Ele diz desesperado e solta a respiração ao cruzar meus braços.
– vá embora Maicon, ela não está!
Passo por ele e vou andando até o galpão onde vejo minhas filhas e Milena mimando os bezerrinhos.
– O que ele está fazendo aqui? — Pede Louise raivosa.
– Vá embora seu traidor! — Larisa rosna.
– Pelo amor de Deus! — Ele passa a mãos pelos cabelos desesperado. — Aquele filho não é meu!
– Vá embora, seu canalha! — Ordena Louise.
– Não, não vou sair daqui até falar com Alícia! — Diz com toda sua convicção e senta no chão cruzando os braços.
– Você namora minha filha as escondidas. — Começo ao falar lentamente quando pego o grande garfo para arrumar as palhas e tenho todos os olhares em mim. — Fere seus sentimentos, viram amiguinhos e ainda continua a ser amigo daquela garota estranha lá! — Aperto o garfo com raiva por ter mexido com os sentimentos de minha bolinha. — Pede minha ajuda para reconquistar a minha filha e depois fico sabendo que vai ser pai! — Aceno com a cabeça e ele dá passos para trás quando se levanta todo desajeitado. — E você acha que depois disso tudo... você acha que deixarei falar com a minha filha? HUM? HUM? — Faço cara de maniaco ao apontar o grande garfo em sua direção.
– Calma, não vim aqui paraaaaaaaa...
E ele não termina de falar, pois começo a correr em sua direção com o garfo e ele corre para sua bicicleta que monta nela feito um foguete e voa com ela para fora de minha propriedade.
– EU VOLTAREI! — Ele grita para os quatro ventos e prendo o riso.
– TENTA A SORTE! — Grito de volta.
Ouço a gritaria e a felicidade das meninas logo atrás e elas correm para mim.
– O tio colocou o zé pra fora como antigamente! — Comenta Milena nos fazendo rir.
– Realmente papai é da roça! — Ri Larisa.
– Papai é nosso herói roceiro! — Zomba Louise arrancando uma gargalhada minha e as abraço.
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