Um Insuportável solitário

44 Capítulo 44 - Treta passada de geração em geração


Notas iniciais
Então, boa leitura!

Sentir o vento nos cabelos é a melhor sensação que alguém pode ter na vida tirando o fato de estar cavalgando. eu comecei com meus cinco anos e não parei mais, meu pai quem me ensinou. Na verdade meu pai me ensinou bastante coisa e desde então não parou mais querendo me transformar em sua marionete.

Alícia faz aquilo, Alícia faz isso, mais séria, não brinque tanto e isso e aquilo!

A droga é que nem sou a mais velha, esse posto é de Guilherme que está noivo de uma menina muito simpática que minhas queridas e irmãs e minha vó muito enciumada não gostam da menina. papai diz que gosta outra ora diz que não, e minha mãe fica na duvida, mas sei que gosta da menina.

Mais uma vez respiro fundo ao fechar os olhos e Guelza relincha baixinho e rapidamente abro meus olhos e vejo tudo escuro, porém nós já sabemos o caminho de có e então votamos para casa no silencio. Levei minha Guelza até o estábulo e a coloquei dentro de sua área separada das outras e voltei para dentro de casa na ponta dos pés, mas uma luz de um abajur maldito se ascendo e vi meu pai sentado no sofá de pernas cruzados e com uma cara feia.

Outra vez esporro não! Resmungo para mim mesma e contenho em revirar os olhos, bufar ou qualquer outra coisa do tipo.

– O que eu já falei sobre sair durante a semana a noite? — Pede irritado.

Será que mamãe conversou com ele?

– Estava com Guelza! — Digo baixinho.

– Não me importa com quem estava, você tem responsabilidades! — Ele fecha ainda mais a cara e enrugo minha testa.

Será que esqueci de fazer alguma coisa?

– Posso saber o motivo de sua irritação comigo? — Peço moderando meu tom de voz.

– Você se comportando como uma menininha já é o suficiente! — Ele se levanta e se aproxima de mim. — Está de castigo...

– Pai!

– Até que eu veja que você está se comportando como tal! — ele me olha no fundo dos olhos e me deixa sozinha na sala.

Fecho minhas mãos em punhos e solto a respiração pelo nariz e controlo minhas lagrimas que tentam com muita força descer pelo eu rosto, mas logo as seco quando ouço a porta da sala se abrir revelando um Guilherme meio tonto e com um sorriso de coringa. Não sei porque mas a mãe sempre me disse que guilherme é uma cópia igualzinha de meu pai,até mesmo com todos os defeitos.

– O que cê tá assim, bolinha um? — Pede ele sorrindo ao fechar a porta e deixa um soluço escapar. — Papai carrancudo de novo?

Aceno com a cabeça e deixo escapar que meu lábios se formem um sorris pequeno.

– Fica axim não! — Ele cambaleia até chegar ao meu lado e coloca um braço em meu ombro e me olha nos olhos. — Ele também foi axim comigo! — Ele aponta para si mesmo e faz uma careta engraçada. — Entendo porque você não quer aquilo que papai chama de trabalho. — Ele me solta e se joga no sofá de qualquer jeito e me olha. — Se eu fosse você aceitava a proposta de treinar luta na escola! — Ele soluça e arregalo meu olhos.

Corri até ficar ao seu lado e sento no chão e o sacudo quando o vejo fechar os olhos.

– Como ficou sabendo disso? — Peço baixinho e ele sorri ainda de olhos fechados.

– Sei e tudo que acontece com vocês naquela escola! — Ele soluça outra vez e fecha s olhos ficando com o corpo imóvel.

Balanço minha cabeça e deixo mais um sorriso escapar, vou até seu quarto e pego seu cobertor e volto pra sala e o cubro e beijo sua testa.

– Você é uma pessoa incrível, meu irmão. — Sorrio mais uma vez e acaricio seu rosto. — Espero que nunca me abandone.

Ouço seu celular tocar e ele nem se meche, a foto de Valéria aparece na tela e mordo o canto dos meu lábios pensando se devo ou não atender, por fim atendo.

– Oi. — Digo baixinho.

– Alícia?

– Sim.

– Oh, graças a Deus! — Ela diz aliviada. — Me diz que esse louco está bem!

– Está sim! está capotado no sofá, acabei de cobri-lo. Não deve acordar tão cedo!

– Obrigada, se não for um abuso, você poderia acordá-lo quando você for para a escola. ele vai acabar perdendo a hora amanhã! — Ela diz.

– Pode deixar que o acordo sim.

– Obrigada meu anjo. e boa noite

– Boa noite!

Desligo o celular e coloco pra despertar as cinco da manhã, a hora que ele sempre acorda. Beijo mai suma vez sua testa e subo para meu quarto e vejo minhas irmãs dormindo como pedra e vou até o banheiro e tomo um rápido banho e me jogo em minha cama que protesta contra meu peso e sei que isso não incomodará elas e assim me entrego ao sono que custa a chegar.

Como sempre depois de ter cavalgado, eu não havia me libertado toda tenção se meu corpo e o aperto de meu coração e quando deu cinco da manhã me levantei e acordei meu irmão que resmungava algumas coisas achando que era nossa mãe e quando ele me viu, sorriu de um jeito fofo e bagunçou meus cabelos e foi para o banheiro. Sento no sofá e me enrolo com sua coberta e fico olhando para a televisão desligada no silencio até que ouço mamãe descendo as escadas bocejando e se enrolando em seu aconchegante roupão de ceda vermelho.

– Vai acabar ficando com olheiras, meu amor. — Ela faz um coque bagunçado em seus lindos cabelos escuros e grandes e beija minha testa. — Se arrume, já preparei o café.

– Ok.

– Bom dia meu amor.

– Bom dia. — Sussurro e me levanto indo para meu quarto one vejo minhas duas irmãs se arrumando calmamente.

– Bom dia flor do dia! — Canta Louise ao se maquiar.

– Bom dia bolinha um! — Larisa sorri para mim quando entra no banheiro. — Passou a noite fora? — Questiona. — Sortuda essa garota!

– Passei a noite em casa. — Dou de ombros ao sentar em minha cama. — Depois fiquei na sala pra acordar Guigui.

– Ele chegou bêbado outra vez? — Pede Louise preocupada.

– Deve ter brigado com a lambisgoia da namorada dele. — Larisa fecha a cara ao voltar para o quarto.

– Querem parar com isso? — Reviro meus olhos. — Valéria é uma ótima pessoa, e olha que sou chata para gostar das pessoas. E se eu gosto dela acho digno vocês darem uma chance a ela. — Me levanto e pego meu uniforme. calça jeans e a blusa da escola. — Ela cuida do nosso irmão como a mamãe!

– Você vai de calça de novo? — Pede Larisa.

– De tudo que falei você prestou atenção só na roupa que peguei? — Olha pra ela ao enrugar minha testa.

– Você só vai pra escola de calça quando está irritada ou sem paciência com alguém ou alguma coisa! — Ela dá de ombros.

– Ótimo! — Sorrio com ironia. — Se sabem do meu mal humor, nada de me pentelhar. ok?!

– Não posso fazer nada se você hoje está azeda! — Larisa dá de ombros.

– De novo! — Louise balança a cabeça.

Bufo e reviro meus olhos e vou para o banheiro onde tomo um banho rápido e já me vejo pronta. Calça jeans, blusa azul marinho com o emblema da escola, all star preto, cabelo solto e sem maquiagem já que tenho alergia e não posso usar qualquer uma como minhas irmãs.

Quando desço todos estão na cozinha tomando café da manhã e vejo que só há lugar ao lado de meu pai e reviro meus olhos, mas mesmo assim me sento e dou bom dia a todos que me respondem animado e entram em suas conversas. Tomo meu café em silencio e com os pensamentos na escola sobre trabalhos que preciso fazer e do tempo livre que terei para me dedicar a luta.

– Sorriso de manhã? — Comenta Guigui e todos me olham.

– Você não deveria estar a caminho da faculdade? — Lanço um sorriso irônico para ele que me corresponde com o mesmo sorriso e acena com a cabeça.

– Sim, estou indo. — Ele se levanta e beija os cabelos de cada um e me olha. — Acho que teremos um bom dia hoje!

– Sim, teremos! — Aceno com a cabeça e a atenção de papai está sobre mim e sei que ele está tramando aluma coisa pra estragar meu dia.

– Então, bom dia a todos e nos vemos a noite! — Guigui manda beijo para todos e se vai.

– Aposto que ele vai dar uma carona para aquela escrota! — Resmunga Louise cruzando os braços.

– Já falei pra dar uma chance a ela! — Termino de tomar meu café preto e quente.

– Desculpa, mas não resisto. — Ela mexe nos cabelos.

– Vamos que não quero me atrasar, tenho teste de biologia! — Me levanto e pego minha mochila.

– Hoje as levarei! — Papai diz ao fechar eu jornal e me olha.

– Oba! — Vibra Larisa e o agarra pelo pescoço.

– E depois vamos ao shopping? — Pede ela com um biquinho manhoso.

– Hoje o papai tem muita coisa pra resolver no escritório, mas outro dia quem sabe? — Ele sorri para ela que acena com a cabeça.

– Quando sair me avise que te buscarei Alícia, hoje vamos...

– Tenho planos. — digo ao colocar mais café.

– O que? — Ele diz ficando irritado.

– Já disse. — Me levanto com a caneca de meu café me minhas mãos. — Tenho planos. — Olho em seus olhos e o vejo ficar sério. — E pode deixar que vou de ônibus. Tenham um bom dia.

Saio pela porta da frente e vou andando um bom pedaço até o ponto e quando termino de tomar meu gostoso café, o coloco dentro de uma sacola de plastica que meu pai me ensinou e a guardo na mochila e tenho a sorte de ver o ônibus e faço o sinal. coloco meu fone de ouvido e quando dou por mim já estou na escola. Desço no ponto e vou andando distraidamente até que me esbarro em algo duro e forte.

– Hey, cuidado estranha! — Diz aquela voz que faz meu coração acelerar. — Eita! uma estranha bonita hoje! — Ele ri e me olha nos olhos. — Tudo bem?

Aceno com a cabeça e me solto de seus braços.

– Bom dia.

– Bom dia! — Ele sorri. — Preparada para o teste hoje?

– Claro, sempre! — Sorrio de lado disfarçadamente.

– Ah, me esqueci. — ele dá de ombros com uma careta linda. — Você é a Alícia Gandra Hedi!

Reviro meus olhos e saio andando. as vezes ter o Gandra no nome é tão chato e entediante. Algumas pessoas se aproveitam disso e outra se afastam e então eu prefiro fazer o básico. Ter pouco convívio com as pessoas de minha turma e escola, porém minhas irmas se deixar falam até com os mendigos, não as culpo eu até acho leal da parte delas não existir tempo ruim, pois na maior parte do tempo elas que me alegram e sou a pessoa mais sortuda do mundo em tê-las como irmãs e melhore amigas.

Entro em minha sala e sento no meio da sala e a sala logo lota e Maicon senta na ultima cadeira com seu grupinho, a professora chega já nos entregando o testo e sorrio maliciosamente sabendo que acabarei o testo em questão de segundos e quando me vejo já estou livre no corredor vazio.

Ajeito a mochila em meu ombro e vou para o ginásio onde ocorre as lutas e vejo o pessoal treinando e o professor gritando suas ordens. Sento na arquibancada assistindo e ele acena para mim quando vê já que sou a unica na arquibancada

– Venha cá Alícia! — Ele me grita e vou de bom grado. — Muito bem, vamos fazer os mesmos movimentos só que agora com um parceiro, escolha o seu e comecem!

Me aproximo e ele sai do tatame e me abraça feliz.

– Por que sinto que você vejo se juntar a nós? — Ele cruza os braços.

– Se você me disse que preciso apenas da assinatura de minha mãe!

– Sem chance Alícia! já te falei sobre isso! — ele nega com a cabeça e deixo meus ombros caírem.

– Mas meu pai nunca vai me deixar fazer uma coisa dessa! — Digo frustrada.

– Não posso fazer muita coisa por você bolinha um. — Ele apeta de leve meu ombro. — A oferta está de pé até amanhã! Me traga o papel que te dei assinado! Boa sorte!

– Valeu! — Digo desanimada.

Volto a andar pelo corredor em direção a biblioteca quando o desanimo me atinge. Papai nunca me deixaria lutar, ele sempre diz que lutas para mulher é uma ofensa já que elas são tão lindas e delicadas que o dever dos homens é cuidar e sempre protegê-las e não deixá-las fazer coisas estupidas como lutar. Mas vovó me contava suas histórias do tempo em que era lutadora, que tia Isa e Gabriela seguiam seus passos, mas pararam quando engravidaram, mas em meus planos não está nenhuma criança.

O desejo por luta corre por minhas veias de uma maneira estranha e vovó me disse que isso pode ser um dom junto com uma paixão pelo que quer fazer e se isso é o que eu realmente quero eu devo ir atras. Mas como conseguir se papai nunca vai me liberar sua assinatura?

Um estalo se faz em minha mente e logo paro meu corpo no meio do caminho e meus lábios se formam naquele sorriso malicioso que deixa mamãe de cabelos em pé.

Como não tinha pensado nisso antes?

Passei mais uma hora e meia trancada em uma sala assistindo aula chata de português e quando finalmente sou liberada alguém segura meu braços e me viro dando de cara com Maicon.

logo agora ele quer falar? mais que merda.

– Tudo bem? — Pede ele e aceno com a cabeça.

– Se não se importa, estou com pressa! — Dou um sorrisinho, mas logo o disfarço.

– Alícia, a gente precisa conversar! — Ele suplica baixinho.

– Sei que o que você tem a me dizer pode esperar. certo? — Peço ao sentir a raiva crescer em mim.

– Ok. Te encontro na hora da saída! — Enruga a testa e ajeita a mochila em suas costas e sai pisando duro.

Assim que encontro minhas irmãs sentadas em um banco cercada por meninas e meninas corro em sua direção e respiro com dificuldade e me controlo, vendo meu desespero, Larisa empurra seus colegas e logo vejo as duas ao meu lado.

– Meu Deus! está passando mal? — Pede Louise visivelmente desesperada.

– Por que correu? eu vi, não mente pra mim. — Briga Larisa. — Sabe que não pode essas coisas. onde está sua bombinha?

Aponto para a mochila e ela me entrega e posso respirar com facilidade outra vez.

– Agora nos conte o que acontece! — Larisa está de cara fecha apra mim e sorrio pra ela.

– Eita! Vem treta por ai! — Louise imita meu sorriso.

– Conta logo garota que está me deixando de cabelos em pé! — Larisa alia os cabelos.

– Vocês têm que arrumar a assinatura de papai pra mim! — Digo olhando pra elas.

– Já até sei para o que! — Larisa nega com a cabeça. — Sou contra!

– Não perguntei se você podem, eu estou ordenando! — A olho séria.

– Droga! — Resmunga Louise. — Odeio ser a bolinha três!

– Eu não vou fazer! Você está maluca! — Larisa ri sem humor para mim.

– Ou isso ou...

– Ok, ok! — ela diz contrariada. — Eu faço a droga da assinatura do papai! — Cruza os braços. — Mas se eu ver você tendo outra crise eu juro que soco tanto a sua cara que você nem vai mais precisar de usar a maldita bombinha!

– Cruzes! Desde quando você é sanguinária? — Questiona Louise ao fazer uma cara de espanto. — Eu apoio, e mesmo se você tiver uma crise estarei ali do seu ladinho pra te ajudar! — Louise me abraça apertado e me enche de beijos.

– Tá! Agora chega, preciso estudar! vejo você a noite! — Digo já andando.

– Aonde você vai? — Pede Larisa.

– Tenho algo pendente para resolver! — Digo olhando pra elas no momento que Maicn passa me encarando.

– Ahhh! Saquei! — Larisa acena com a cabeça.

– O que? — Louise olha par aos lados e depois que ela nota o jeito que Maicon me olha ela sorri maliciosamente. — Pode deixar que eu te cubro!

Aceno mais uma vez com a cabeça e sorrio para mim mesma. As vezes é tão bom se a irmã mais velha!

Notas finais
Então, nem demorei viu?! kkkk' Espero que tenham gostado. E quero falar sobre algo muito importante! Estou mudando um pouco meu jeito de escrita, tenho aprendido algumas coisas e estou testando se fica legal e quero saber SEMPRE o que vocês estão achando. Certo?! Bjs, bjs e não esqueçam de COMENTAR, RECOMENDAR E ME DAR SUGESTÃO! *0* Amo todas vocês!!! E sintam-se a vontade para conversar comigo. Adoro quando vocês interajam comigo! ô/ S2''