Um Insuportável solitário

45 Capítulo 45 - Quem nunca ficou de coração partido?


Notas iniciais
Então, estou sendo bem rápida dessa vez. não?! *0* kkkkk' Boa leitura, minhas jovens! :)

Na hora da saída lá estava eu escondida mai suma vez e minha irmãs saíram e papai abre os braços todo sorridente e observo seus movimentos e vejo que ele pergunta por mim ao olhar para dentro e depois para minhas irmãs e fecha a cara, ele as beija nos cabelos e sei que ele está prestes a entrar na escola e me escondo na porta do banheiro que está meio aberta e saio correndo assim que o vejo entrar na secretaria.

– Rápido! — Diz Louise rindo de nervosismo.

– Souza, eu sei que você é um cara legal então não precisa se preocupar. chego antes das seis. fechado? — Olho pra ele que acena com a cabeça rindo.

– Senhorita, só tenha cuidado! — ele me avisa e o abraço rápido.

– Vejo vocês em casa! — Mando beijos para elas e corro em direção a rua de trás e encontro Maicon encostado na parede com uma perna no chão. puxo sua mão enquanto corro e ele toma um susto, mas corre comigo.

– Seu pai? — Pede ele já rindo.

– Perguntas depois! — Digo já sentindo a falta de ar.

– Não para, para! — ele me puxa e me viro em seus braços. — Me dê sua bombinha!

– Não... pre... ci... so! — Digo com dificuldade e ele tira a mochila de minhas costas e caça a bombinha e logo consigo respirar melhor.

– Precisa tomar mais cuidado! — Ele me olha nos olhos e logo os desvio.

– Vamos para um lugar onde meu pai não nos veja ou ele solta o zoológico em cima de mim!

– Não seria em mim? — Pede ele ao arquear uma sobrancelha o deixando ainda mais charmoso.

– Hey! vamos logo! — Encaixo meu braço no dele e fomos a um restaurante e sentamos em uma mesa escondida e pedimos nosso almoço.

A sensação de ele ter tomado conta de mim, do modo em como ele me tratar agora depois de tudo ter terminado de uma maneira que todas as meninas pedem a Deus para que não aconteça com elas, meu coração bate amolecido por tais atitudes porém me lembro de suas palavras que quebraram meu coração que um dia fora tão vermelhinho cheios de amor.

Suspiro baixinho ao pensar que isso é uma grande loucura. sentar em um restaurante e olhar para cara de um cara que partiu seu coração, porém eu sinto e tenho a necessidade de saber o que realmente ouve da boca dele, pois ouvir por terceiro é pior ainda.

– Suas crises têm aumentado? — Pede ele e olho em seus olhos castanhos escuros.

– Não, só quando me movimento muito junto com algum tipo de emoção forte. — Dou de ombros. — como agora fugindo do meu pai!

– Ele vai te por de castigo! — Ele diz com preocupação e sorrio.

– Já estou, e mesmo que não estivesse eu não me importaria. — Dou de ombros. — Agora me diz o que tem para me dizer pois ainda tenho muita coisa pra fazer!

– Por favor! eu te imploro Alícia, o seu perdão! — Ele juntas as mãos na mesa como se tivesse orando e isso faz com que meu coração dá uma ou duas batidas apartadas.

Então ele realmente me traiu!

– Não acredita no que os outros dizem, sabem que podem...

– Eles não disseram nada mais que a verdade! — Digo com um sorriso triste.

Ficamos em silencio por alguns instantes até que a garçonete nos traz nosso almoço e vejo meu delicioso macarrão ao molho branco que agora não tenho tanta fome assim.

– Dois sucos de laranja por favor! — Pede ele e encaro minha comida. — Não vai comer?

– Vou. — Digo baixinho.

Comemos em silencio, meu celular tocou algumas vezes até que coloquei no silencioso e ele fez o mesmo já que sua mãe controla seus passos. Assim que terminamos ele me chamou para irmos ao parque onde tudo começou e lá será onde terminaremos de vez.

Há algumas crianças brincando e algumas mães conversando sobre suas rotinas enquanto eu observo tudo com amor. No banco perto dos balanços eu e Maicon demos nosso primeiro beijo, no balanço onde ele ficou com a bunda agarrada que me proporcionou boa risadas quando eu pensava que meu mundo estava acabado.

São lembranças que guardarei para sempre em meu coração com o desejo de revivê-las.

– Lembra de quando...

– Você me traiu não foi? — Peço de uma vez bem baixinho, mas sei que ele me ouviu.

ele solta a respiração e morde os lábios e quando os solta acena que sim com a cabeça.

– O fiz. — Ele coça a cabeça. — Mas dizer que estou arrependido não vai adiantar...

– Me provar também não! — Olho em seus olhos e ele morde outra vez os lábio agora com raiva.

– Não sei onde eu estava com a cabeça quando aceitei! — Ele puxa os curtos cabelos cacheados. — Eu lutei tanto pra te ter, eu chutei a bunda de cada vagabundo que tentava te cercar só ter você. Só pra você ser apenas minha e agora te perdi! — Ele me encara e ficamos a centímetros de distancia. — Me diz que ainda temos uma chance!

Nego com a cabeça e prendo o choro.

– Desculpa, mas não. — Entorto a boca em nervosismo e ela dá um passo para trás. — Espero que respeite minha decisão, assim como decidi a sua quando resolveu me largar!

– Eu... entendo sua decisão, mas não a aceito e você vai ser minha custe o que custar! — Ele diz baixinha ainda me olhando.

Sorrio de lado e dou as costas louca para chorar, mas ainda consigo me segurar o máximo e quando viro a esquina vejo o carro de Souza e logo ele sabre a porta para mim.

– Sempre nos lugares certos. — Sussurro quando entramos.

– Para casa senhorita? — Pede ele.

– Não, vamos enfrentar a fera por favor! – Deixo meu corpo cair no banco e fecho meus olhos.

***

– Posso saber aonde você estava? — Pede meu pai irritado assim que entro em seu escritório.

– Vindo para cá. — Digo curta e grossa e ele levanta as sobrancelhas surpreso.

– Não me interessa o que tenha acontecido com você para chegar a esse comportamento comigo. Mas você vai deixá-lo de lado por algumas horas enquanto estiver aqui comigo. Entendido Alícia? — Pede ele me olhando sério e o encaro do mesmo jeito.

– Sim, senhor! — Cruzo minhas mãos nas costas. — O que temos para hoje?

– Você vai comigo para Nova Iorque esse final de semana! — Ele diz ao mexer em alguns papéis e arregalo meus olhos.

Um final de semana com meu pai não vai rolar! Não vai mesmo. É nesse final de semana que vai começar as lutas na escola. Como vou dizer a ele que não vou poder ir?

– O que foi? — Ele agora me analisa. — Está se sentindo bem?

Por um instante percebo uma preocupação, porém é logo substituída por aquela velha e chata cara impassível.

– Perfei...tamente bem! — Digo baixinho e acenando com a cabeça.

Como sempre sento em minha mesa do outro lado da sala de meu pai onde ele se encontra perdido no mar de papéis em sua mesa enquanto a minha tem apenas três folhas. Há também fotos de minhas irmãs, minha mãe e meus queridos avós, pais de minha mãe que moram na Grécia e só vem ao Brasil somente duas vezes por ano.

O dia passa rápido e quando dou por mim estou sozinha na sala e meu pai entra dizendo que Souza já está nos esperando e esperamos o elevador chegar, assim que chega entramos e ficamo naquele silencio e papai se remexe disfarçadamente e sei que ele quer me falar alguma coisa.

– Sua mãe conversou comigo. — Começa ele e continua a olhar para a porta.

– Sim, ela o fez! — Digo sem emoção na voz.

– Ela me disse que você estava ficando sufocada. — Agora ele me olha preocupado. — Eu te sufoca Bolinha um?

Bolinha um? Ele voltou a me chamar pelo apelido? Oh, não! Mudanças de humor do Senhor Gandra outra vez não!

– Tive uns dias cansativos, não é nada. — Me limito a falar.

– Sabe que se tiver algum problema você vai falar pro papai, não é? — Agora o olho nos olhos iguais aos meus e solto a respiração e aceno levemente a cabeça em positivo e ele lança aquele sorriso feliz. — Eu te amo, meu amor! E sempre farei o meu melhor para ver o seu bem!

Ele beija-me a testa e alisa meus cabelos.

Seria essa uma ótima oportunidade para pedi-lo que me deixasse a lutar?

– Você sabe de algum evento que terá na escola para suas irmãs me pedirem minha assinatura? — Pede ao enrugar a testa quando as porta se abrem e nego com a cabeça.

– Que eu saiba não. — Dou de ombros e meu coração dispara quando ele me olha nos olhos. — Deve ser alguma coisa de dança ou música. Essas coisas que só Louise e Larisa gostam!

– É! — Ele acena com a cabeça e ajeita a gravata. — Vamos, hoje todos nós vamos jantar fora!

– Vamos? — Enrugo minha testa.

– Sim! — Ele sorri como o coringa e logo me vem uma foto antiga de papai junto com meus tios em um parque.

– Posso ficar em casa? — Faço cara de cachorro pidão enquanto ele nega com a cabeça e saca seu celular e disca pra alguém.

– Aló? Mô! — Ele diz animado e depois deixa seus ombros caírem e revira os olhos. — Já estamos chegando!

Saímos na entrada do prédio e avito Souza.

– Vamos pra casa, sua mãe já fez a janta e Valéria está lá!

– Então vamos antes que suas filhas matem a garota! — Levanto minhas mãos pro céu e rio ao imaginar mama~e desesperada ao controlar minhas irmãs.

Notas finais
Espero que tenham gostado e me contem TUUUUUUDOOOOO! Aquele relatório que só vocês sabem fazer. Não me importo de vier grandão, leio cada palavra, cada letra de coração. kkkk' Interajam comigo minhas Thucas! Bjs, bjs e até breve! ô/