Um Insuportável solitário
43 Capítulo 43 - Complicados quando crescem!
Notas iniciais
Seria egoísmo meu dizer que não aguento mais ficar sozinha nessa casa tão grande?
Eu sei que há cavalos, porcos, patos, boi, vacas, galinhas e entre outros, mas nenhum deles me faz tamanha companhia como meus quatro filhos e um marido que perdeu a noção da vida ao longo do tempo. Não que eu esteja reclamando, eu sempre quis que Kaik voltasse a ser o que ele era antes, o que ele era quando era criança. Aquela pessoa maravilhosa que não existia tempo ruim.
E hoje ele é assim, não só ele como Larisa e Louise. Guilherme nem tanto, pois pegou a responsabilidade da parte de sua mãe ou do avô pai de Kaik. Alícia é tão séria que não sei a quem ela puxou talvez minha sogra, pois minha família inteira não é assim como ela.
Suspiro mai uma vez e viro a pagina do livro que nem se quer presto atenção, as folhas acima de mim balançam fazendo um barulho relaxante e alguns animais se comunicam dizendo que não estou sozinha, mas ainda sim me sinto no completo silencio. Porém isso acaba quando ouço a caminhonete se aproximando fazendo aquele barulho de buzina irritante. A paz que eu estava não querendo mais, a quero de volta desesperadamente.
– Ô MANHÊÊÊÊ! — Grita-me Louise e ouço a risada escandalosa de Larisa.
Essas duas terei aquele trabalho que nenhum pai deseja e nem seu inimigo.
– Head in the clouds Got no weight on my shoulders I should be wiser And realize that I've got! — Canta Larisa toda risonha e isso me provoca um sorriso.
Fecho meu livro e me levanto e me aproximo, Larisa e Louise saem do carro cantando e dançando uma música que desconheço, ela se aproximam de mim me rodeando e me olhando até que ficam a minha frente e começam a fazer uma coreografia onde mexe o quadril e os braços e fazem caras sensuais e vejo Guilherme rir balançando a cabeça e me beija a testa e entra em casa. Alícia como sempre desce do carro com os livros nas mãos e com a sua famosa cara de poucos amigos e bufa revirando os olhos ao passar por mim.
– Dormiu comigo? — Digo quando a vejo parar na pequena escada, ela volta e beija-me a bochecha e refaz seu caminho.
E Louise me chama a atenção quando começa a cantar um rep;
– It's Iggy Iggz What you got? Smart money bettin' I'll be better off without you In no time I'll be forgettin' all about you You sayin' that you know, but I really, really doubt you Understand my life is easy When I ain't around you Iggy Iggy, too biggie to be here stressi...
E Larisa continua;
– I'm thinkin' I love the thought of you More than I love your presence And the best thing now is probably for you to exit I let you go, let you back I finally learned my lesson No half-steppin' Either you want it or you just playin' I'm listenin' to you knowin' I can't believe what you're sayin' There's a million you's baby boo So don't be dumb I got 99 problems but you won't be one Like what!
E então elas andam de costas cantando uma parte lenta e fazendo carão e eu só obsevo, quando elas chegam a pequena varanda começam a fazer a outra coreografia que julgo ser o refrão e começam a gritar e rir ao mesmo tempo e apenas assisto e então elas terminas de costas para mim apenas com a cabeça virada me olhando.
– UAL! LINDAS! LINDAAAS! — Grito pra elas batendo palmas e elas agradecem ao cruzar suas mãos e abaixarem a cabeça.
– Agora simbora! Estou morrendo de fome! — Resmunga Louise ao alisar sua barriga. — O que tem hoje pro almoço?
– Só pensa em comida! — Larisa revira os olhos.
– Bife a milanesa...
– PELAS BARBAS DE MERLIN! — Grita Larisa entrando toda desesperada e sua irmã lhe segue.
Suspiro e rio de minhas meninas. Tão parecida comigo e com o pai.
Assim que entro vejo Guilherme colocando os pratos nas menos e as meninas os copos e os talheres. Eles estão em uma conversa sadia e quando seu celular de Guilherme toca, é aquela briga outra vez para ver quem vai atender e mandar a sua cunhada para o espaço, porém hoje Guigui foi mais rápido e fora para fora atender.
– Vocês precisam parar com isso. – Digo ao me aproximar.
– Ele não vê que ela quer roubá-lo de nós? – Questiona Larisa indignada ao sentar na cadeira.
– Ele está cego! – Louise cruza os braços.
– ela é uma boa pessoa, meninas. Só lhe deem uma chance! – Sorrio para elas que nega a cabeça.
– Vovó também não foi com a cara dela. – comenta Larisa.
– A avó de vocês é ciumenta com todo mundo. – rio.
– Ela é chata e ponto! – Louise dá de ombros.
– Mas lembrem-se de ser educada com ela! – Aviso. – Ou o pai de vocês não vai gostar de saber nada, nada o jeito que vocês estão tratando a menina.
– Papai disse que também não gosta dela. – Entrega Larisa baixinho e olhando em todos os cantos.
– Mas não é motivo para destratar a menina! – Digo.
– Mas se ela fizer nosso irmão sofrer? – Pede Louise.
– Ai é com o irmão de vocês oras! Que coisa vocês hoje! – Me levanto.
Alícia passa por nós e pega uma maçã e vai para o quintal de trás ao mesmo tempo que Guilherme entra na cozinha e se esbarram, mas ela nem lhe dá ouvidos quando ele lhe pede desculpas. Ele sorri para mim e sorriso para ele, porém seu sorriso morre quando duas meninas de braços cruzados lhe encaram de cara feia.
– Que coisa! – Ele revira os olhos.
– O que aconteceu com Alícia? – peço.
– Ah mamãe, a bolinha numero um está tendo algum tipo de crise! – Louise balança a cabeça de leve.
– Crise? Crise de que? – Peço.
– Vai entender a bolinha um? – Larisa dá de ombros.
– Talvez ela discutiu com aluem na sala outra vez! – Guilherme diz ao mexer no seu celular de novo.
– Vou conversar com ela! – Digo indo para o quintal de trás.
– BOA SORTE! – Gritaram os três da janela e fecho a cara para eles que se escondem.
Avisto minha bolinha um de frente para o lago com as mãos no bolso de sua calça jeans.
– Muito bem. – Suspiro ao ficar ao seu lado. – Direto ao ponto, sem rodeios. O que está acontecendo com a bolinha um?
– Alícia mãe! – Ela resmunga de cara fecha para mim. – Meu nome é Alícia! Que coisa!
– Ok, então esse é o problema? Não te chamarem pelo nome? – A encaro.
– Não! – ela diz baixinho. – Só estou com a cabeça cheia!
– Uma menina de apenas quinze anos de abeca cheia? – Ironizo e ela me olha ainda mais com a cara fechada.
– Sabe, as vezes penso que estou em um manicômio! – Ela di contendo a raiva na voz.
– Modere suas palavras. – Aviso e ela se freia.
– Só estou cansada! – Suspira. – Cansada de papai me chamar pra ficar na empresa com ele pra aprende como administrar uma empresa, cansada de minhas irmãs gritarem coisas fúteis o tempo todo, dançam, cantam como se o mundo fosse apenas isso. apenas diversão! Estou cansada de ser a controlada enquanto meus irmãos podem fazer o que quiser! Quando querem! – ele diz frustrada ao jogar os braços pra cima e depois deixá-los cair ao lado de seu corpo. – estou cansada, de cabeça cheia por coisas que tenho feito não darem certo!
Ela fica em silencio e mais uma vê encara o rio e cruza os braços.
– tio Cael tem dois filhos e eles podem muito bem comandar a empresa. – Ela diz baixinho. – Papai tem o Guilherme, ele tem qualquer pessoa apta para esse cargo, e por incrível que parece ninguém o quer! – Ela tomba a cabeça para um lado demonstrando seu tédio. – A senhora sabe que não é isso que quero!
– você quer que eu converse com seu pai? – Digo e ela me olha com um brilho de esperança, mas que dura pouco.
– Ouvi uma vez ele dizendo que nem a senhora o murada de ideia a respeito de eu ser a sucessora. – Ela dá de ombros. – Não sou disso, mas não pude deixar de ouvir quando ele citou meu nome. Desculpa! – Ela dá um sorriso morto.
– Vejo que hoje você está mais perturbada do que qualquer outro dia. – Observo e ela acena com a cabeça. – O que aconteceu? Seu pai lhe ligou outra vez?
– Ele me disse que em alguns meses ele fará aquela festa em que me apresentará como a nova dona! – Ela diz triste e pisco par de vezes surpresa.
Então! Eu sabia que kaik faria uma festa dessas assim como seu pai fez para ele e eu irmão, porém eu não estava ciente de que estaria tão próxima e ainda mais sendo para Alícia que sempre demonstrou que nunca quis tal cargo, mas faz um excelente trabalho quando fica na empresa com pai.
– Ok.
– Não ficou sabendo? – Ela pede irônica. – É pela sua cara acho que não!
– EI VOCÊS DUAS! – Grita Kaik todo sorridente da porta e ele em nossa direção.
– Ah, não! – Alícia resmunga e antes que eu faça alguma coisa ela sai andando e corre em direção onde os cavalos estão.
Ótimo! Hoje ela chega só de madrugada!
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