Um Insuportável solitário

4 Capítulo 4 - Cachos dourados


Notas iniciais
Então, bora ler? Boa leitura!! *0*

A boate estava lotada do jeito que Olivia adora, e eu odeio. Porém sempre ficamos na área vip onde há pessoas mais civilizadas e não fica assim tão cheia. Estou vestido em uma camisa polo preta, calça jeans e sapatênis pretos e meus cabelos estão todos arrepiados. Olivia está usando um vestido preto um pouco justo, porém dando mais vida ao seu corpo não chegando a ser vulgar, seus cabelos soltos e bagunçados, maquiagem forte e linda, e nos pés um sapato tão alto que a deixou quase do meu tamanho e fez com que seu ficante morresse de amores.

O ambiente está bom, agradável até, mas eu não estou com cabeça para curtir e sim meus pensamentos estão voltados para aquela linda morena dançando sensualmente naquela sala. Posso jurar que aquela dança era para mim, aqueles olhares, os movimentos...

– Alguém está saindo de orbita outra vez! – Resmunga Olivia ao sentar ao meu lado no sofázinho vermelho. – Desembucha meu chuchu!

– Já disse que odeio quando me chama de chuchu? – Fecho minha cara para ela e tomo um gole de minha bebida.

– Sim. – Ela disse lindamente e mexe nos cabelos. – E eu odeio quando você fica com essa cara de cu pra mim quando estamos em um dos seus lugares preferidos e você caga pra isso!

– Não estou com cabeça! Já disse! – Reviro meus olhos.

– Foda-se! – Ela diz ao arquear as sobrancelhas e faz uma cara de deboche que me irrita. – Esse final de semana você é meu seu cretino. E vamos nos divertir que você está precisando! – Ela se levanta puxando minha mão para ir com ela.

– Estou precisando de outra coisa, isso sim! – Digo ao deixar minha bebida na mesa.

– Quantas vezes tenho que dizer que esse papinho pra me comer não cola? – Ela ri e fomos para a pista de dança. – Você não faz o meu tipo, chuchu! – Ela diz fazendo um bico e apertando minhas bochechas.

– E você é gorda de mais pra mim! – Zombo e ela dá de ombros e começa a dançar.

Olivia dança como ninguém, até porque ela é professora de dança e adoro vê-la dançar, é algo que eu sempre quis, porém meu corpo me impede. Sou pior do que uma minhoca no sal morrendo. Meus lábios se formam em um sorriso ao vê-la que já está agarrada ao seu ficante e sou largado.

Acho que hoje eu terminarei sozinho.

Balanço minha cabeça e vou até o bar pedir uma bebida.

– Uma caipirinha, por favor. – Peço. – Sem açúcar.

– Pode deixar! – Diz a menina.

Ela deve ter mais ou menos dezenove anos, alta, branca, cabelos pretos e lisos na altura da cintura, olhos castanhos e olhos bem escuros. E linda.

Ela prepara minha bebida e resolvo esperar ao sentar no banco e me perco ao vê-la preparar minha bebida e logo está em minhas mãos.

– Obrigado! – Digo e termino tudo em duas goladas.

– Uou! Alguém hoje quer festejar! – ela diz rindo. – Mais uma?

– Por favor! – Digo ao respirar fundo e lhe entregar o copo. – Bem forte!

– Deixa comigo man! – Ela pisca e volta a fazer minha bebida.

E o resto da noite foi assim, acabei fazendo amizade com a menina cujo nome era Lúcia.

Punf! Tinha que ser, toda Lúcia não presta.

E eu disse isso em sua cara e ela caiu na gargalhada dizendo que nem todas, mas eu sou do contra. Já sofri por uma Lúcia.

Depois de algumas horas, Olivia me encontra no bar e fecha a cara pra mim e eu apenas fecho os olhos sorrindo e dou de ombros e escuto sua risada.

– Ok, a festa acabou parceiro! – Ela diz encaixando o braço no meu e me levantando. – Então você é a responsável de embebedar meu amigo? Hum?

– Ele quem pedia! – Lúcia levanta as mãos em defesa.

– Olhivia! – Digo meio embolado. – Essa é minha nova amiga Lúxia! Viu? Lúxia é nome delha!

E caio na gargalhada.

– Ok. Já entendi porque você ficou aqui! – Ela me olha sério. – Acabou a farra jovem!

– Jovem? – Enrugo a testa e caio na gargalhada. – Sou jovem! EU SOU JOVEM! – Grito.

Olivia me tira de lá de dentro com muito sacrifício e eu apenas caio na gargalhada de tudo e logo na saída vejo Souza nos esperando e consigo ver um deslumbre de seu sorriso e sorrio pra ele também.

– Boa noite, Capithao Souza! – Bato continência e quase caio quando Olivia me solta. – Opa! – rio.

– Só o álcool mesmo pra fazer você voltar ao que era! – Comenta Olivia negando com a cabeça.

Olho pra ela e fecho a cara para ela, porém caio na gargalhada e algo me chama a atenção e meus olhos focam aqueles cabelos loiros e meio cacheados na altura dos ombros. Está usando um vestido de paetê rosa champanhe e saltos pretos e seu corpo é magro e branco e eu o reconheceria em qualquer lugar, até mesmo em uma guerra eu reconheceria aquela mulher.

Ou seria o efeito do álcool? Não, eu não sou de chagar ao ponto de criar que meus olhos querem ver.

Fico na torcida da mulher se virar para mim e ela o faz e meu coração bate acelerado. Seu sorriso é lindo, o vento fraco sopra seus cabelos para frente e ela entra em uma batalha com os fios que querem esconder seu rosto.

– Sempre o vento! – Ela diz animada e ri com mais duas meninas.

Elas entram em uma conversa animada e me bate uma a louca vontade de ir até lá e gritar com ela por ela ter me deixado por um motivo que eu sei que não é verdade e depois beijá-la e amá-la como ela deve ser.

– Vamos logo, que amanhã eu ainda trabalho! – Ela diz ao pegar algo na bolsa.

– Você quer dizer daqui a pouco! – Diz a outra mulher e elas andam em minha direção.

Elas riem de alguém coisa e andam em minha direção pela calçada e Olivia não está prestando atenção no que está acontecendo. Lúcia caça algo em sua bolsa e minha esperança é de que ela levanta seu olhar para mim, porém ela não o faz e meu coração bate magoado e decepcionado. Chego a levantar minha mão, porém ao lembrar de meu estado está um pouco alterado me impede, pois minha primeira atitude seria gritar e exigir explicações aqui no meio da rua e Olivia odeia escândalos principalmente de pessoas que já beberam.

Então eu abaixo minha mão e as fecho em punho e entro no carro e logo em seguida entra Olivia grudada em seu celular.

– Pro apartamento dele, Souza, por favor! – Diz ela distraída e me perco com o olhar no banco de couro da frente.

– Sim, senhorita! – Ele diz e partimos para casa.

Só percebo quando chegamos, quando Olivia me puxa para fora do carro e entramos no elevador quando chega em meu andar, ela abre a porta e entramos e em seguida ela tranca.

– Gostou da noite? – Pede ela ao me olhar e vou direto pra a cozinha preparar um café bem forte.

– Sim. – digo.

Pego o pó de café e coloco na cafeteira e a água e assisto o café ficar pronto.

– Ok. – Ela senta na mesa ao meu lado e larga o celular. – Isso tudo ai é por causa da Lúcia do bar?

– Quer café? – Desconverso.

– Então quem foi? – Questiona ela.

– Forte? Ou fraco? Pois o que eu estou fazendo é o forte, e dos bem forte para poder cortar o efeito do álcool. – Digo ainda olhando a cafeteira.

– Pode ser forte. Eu gosto quando você faz café! – Ela dá de ombros.

A minha única arma contra Olivia é o café, o bichinha viciada em café seja ele fraco ou forte.

Quando o café fica pronto, sirvo para mim e para ela que bebe ainda me olhando. Eu tomo o meu calmamente e quando termino ela suspira.

– O que você quer falar? – Digo dando um leve sorriso.

– Você está igual no dia em que te conheci. – Ela diz baixinho.

– Boa noite Olivia! – Levanto-me e beijo sua testa. – Durma agora que amanhã será agitado.

– Boa noite. – Ela diz com a voz bem baixinha.

Deixo minha caneca na pia e vou direto para meu quarto onde me jogo na cama e tento me entregar ao sono, mas as lembranças de Lúcia partindo meu coração me contaminam.

Notas finais
BORA COMENTAR MEU POUUUUUUUUUUUUUUUUVO!!! kkkkk' Então, vocês sumiram, pouxa! Me abandonaram! :((( Bjs, bjs! S2''