Um Insuportável solitário
37 Capítulo 37 - Três vezes amor
Notas iniciais
– Há quanto tempo elas estão lá dentro? – Pede Isa sentada no sofá.
– Não sei, cheguei agora! – Diz Kath ao sentar do seu lado com brigadeiro na colher.
– Mais ou menos meia hora! – Diz Cael olhando o relógio.
– Tomara que depois dessa conversa Gabriela tome jeito, ô menina minada! – Comenta Kath ao revirar os olhos.
– Olha quem fala! – Digo. – Se não fosse por Milena você seria mimada até hoje!
– Eita! – Ela arregala os olhos pra mim. – O que eu fiz pra você hoje?
– Ah, para de graça! – Digo ao fazer uma careta.
– Quem é o garotão do titio, quem é? – Diz Cael babando por Eithor. – Ah, é você, meu Thor!
– Thor? – Pede Isa ao enrugar a testa.
– É! – Ele sorri pra ela. – Todas as crianças desta família tem um apelido! Eu e Kaik não tivemos só pelo fato de termos os nomes...
– Furacões indomáveis um e dois! – Diz Isa e cai na gargalhada junto com Kath e fecho a cara.
– Continuando... Isadora, a chamamos de Isa, A Katherine de Kath, a Milena de Mimi, Guilherme de Guigui, Emanuel de Manu, mesmo eu achando ofensivo ao meu filho já que ele é homem e o apelido é feminino.
– Nada haver! – Isadora sorri. – Manu é sensual! Imagina quando ele crescer, o quanto de corações que ele vai conquistar!
– Manu não é nada feminino Cael! – Digo.
– É sim. – ele diz com a cara fechada e depois sorri para Eithor. – Eithor também não gosta. Não é Eithor! Garotão do titio. Cadê o garotão do titio? Aquiiii!
– Tinha me esquecido o quanto Cael é estranho com bebês! – Diz Kath fazendo uma careta e indo pra cozinha.
– PAI! Ô PAI! – Grita-me Guilherme correndo em minha direção a todo vapor.
– Ei! Ei! Fale baixo seu primo está dormindo. – digo e ele acena com a cabeça e está com a respiração ofegante.
– Onde está Emanuel, Guilherme? – Pede Cael.
– Com a Milena e a vovó lá fora! – Ele diz apontando para a varanda e agora olha pra mim. – Eu posso ir com a vovó no restaurante da bisa? Em? Em? Em? Por favorzinho!
Ele junta uma mão na outra e pisca par de vezes. Um charme muito antigo que eu meus irmãos usávamos para conseguir o que quisermos de nossos pais
O feitiço vira contra o feiticeiro!
– Pode. – Sorrio pra ele que volta correndo.
– Kaik, responsável, pai, maduro e sendo chantageado por uma criança cujo ser seu filho. – Comenta Isa rindo. – Isso é muita coisa pra minha cabeça. Vou tomar um banho, fica com Eithor por enquanto Cael.
– Humm... Vamos aprontar todas com o titio, vamos? Ah, mais que coisa gostosa! – Cael entra em um mundo paralelo ao se levantar e fico sozinho na sala.
Quando me permito pensar no rumo que minha vida está tomando, uma Gabi de olhos vermelhos de tanto chorar sai da sala e assim que seus olhos me encontram, ela corre em minha direção se jogando em meu colo e me apertando forte.
– Me desculpa! – Ela diz entre o choro. – Me desculpa, me desculpa!
– Não precisa se desculpar, meu amor. – Digo carinhoso e acaricio os cabelos ruivos de minha irmã caçula e mimada.
– Eu só queria ter atenção de todo mundo, me sentia sozinha. – Ela soluça.
– Hey, você nunca estará sozinha. – Acaricio seu rosto e seco suas lagrimas.
– Mas me disseram que sempre serei sozinha! – Ela volta a chorar.
– Hey, quem disse isso não conhece a sua família, que somos nós e agora o Eithor está ai para ser seu bonequinho. E em breve mais um. – Sorrio e ela acena com a cabeça. – Não importa o que dizem por ai, você sempre será minha irmã, irmãs de Kath, Cael, Patrique e Isa. Sempre será filha do Leonardo e Giovana. Não precisa ter o mesmo sangue para sermos da mesma família. Pois família são aqueles que criam! Entende isso? Você é uma Maldonato Gandra e não se fala mais isso!
– Eu te amo tanto! – Ela me agarra elo pescoço outra vez.
– Eu também te amo muito caçulinha. – Digo sorrindo ao acariciar seus cabelos e vejo papai e Olivia saírem da sala.
...
– Lana, você pode me trazer o relatório da reunião de ontem? Preciso rever algumas coias. – Digo quando pego o telefone.
– Sim, senhor! – ela diz.
Depois de ter tirando umas férias bem grandes, cá estou eu trancado nesse escritório há algumas horas vendo plantas de casas, relatórios de projetos de não sei mais o que Cael me pediu para ver, analisando alguns casos e entre outras coisas.
Olivia hoje está completando quatro meses e sua barriga está enorme e toda vez que me lembro, meus lábios moldam em um enorme sorriso que faz meu coração bater com tamanha alegria. A minha vontade agora é de largar tudo e todos e me trancar no quarto com minha menina barriguda até o nascimento do nosso bebê.
Meu coração pede uma menina, mas Olivia quer um menino por ser mais pratico de arrumar e entre outras coisas. Eu já sou especialista já que tive três irmãs e já arrumei todas elas e confesso que eu gostava, só quando elas estavam de bom humor, quando elas estavam enjoadas eu dava para Cael arrumá-las, só ele tinha o poder de mantê-las calmas. Deve ser a tal coisa de ser irmão mais velho.
Mais velho apenas por três minutos, mas nessas horas eu passo a total responsabilidade para ele.
No final do dia, meu coração já batia acelerado de tanta ansiedade de chegar em meu apartamento e encontrar minha barrigudinha preferida onde sou recebido cheio de amor, abraço, beijos, risos...
– Oi amor! – Ela diz sorridente e com os braços para trás nas costas. – Como foi o trabalho hoje? Teve muitos casos? Muita perturbação ou muitas reuniões?
Esqueci-me de mencionar que Olivia ficou mais tagarela depois que ficou grávida. Meu pai me alertara sobre as mudanças de humor, só que até agora nada apareceu. Graças ao bom Deus!
– Oi amor. – Digo ao lhe dar um selinho e acaricio seu rosto quando deixo minha pasta no sofá. – Foi normal. Tive algumas reuniões e alguns casos, mas Cael ficou com a parte mais chata. E você? Como foi seu dia?
E preparemos os ouvidos!
– Na verdade foi bem entediante, mas depois que comecei a pintar relaxei! – Ela da de ombros e olho em seus olhos.
– E como foi no médico? – Peço e ela respira fundo.
– Ainda não conseguimos ver o sexo do bebê! – Ela diz meio triste e seguro seu rosto e lhe encho de beijinhos.
– Prometo que na próxima ultra estarei lá e nosso garotão aparecerá para nós. – Ela abre um lindo sorriso e me abraça.
– Espero que sim. – Ela diz manhosa e deita a cabeça em meu ombro e lhe faço carinhos.
Na hora do jantar, estão apenas eu e minha Olivia que apenas meche na comida e a observo.
Será que as mudanças de humor estão acontecendo?
Jantamos em silencio e depois quando fomos tomar um banho para nos deitarmos, Olivia me encara o tempo todo e fico incomodado. Termino de me vestir e ajeito meus cabelos e sento na ponta da cama e ela fico de pé ao lado da porta do closet.
– Quero te amostrar uma coisa! – Ela morde os lábios e meche nas mãos em nervosismo.
– Ok, o que tem para me mostrar? – A encaro e ela sorri abertamente e voa para dentro do closet e volta ainda mais serelepe.
Ela vem com três sapatinhos rosas.
Será que é pra eu escolher a diferença da cor outra vez? Lembro-me que ela me amostrou uma macacão branco e ou exatamente igual e me pediu para escolher um e quando eu disse que eram a mesma cor, o apartamento quase caiu, pois um era branco e o outro um branco escuro.
Vai entender a cabeça de uma grávida com os hormônios alterados?
Eu analiso os três sapatinho e depois olho pra ela que está com os lábios em um sorriso enorme e sorrio igual a ela.
– Hum... esse? – Peço ao apontar para o sapatinho do meio e ela nega com a cabeça. Droga, errei! – O outro? – Ela nega de novo com a cabeça quando eu aponto para o sapatinho da direita em seguida eu aponto para o da esquerda e ela nega mais uma vez e fico confuso. – Ah, amor! As opções acabaram!
– Não eram opções! – Ela diz rindo e coço minha cabeça.
– Não?
– Não. – Ela diz rindo. – Nossas bebês usarão os três sapatinhos! – Ela diz carinhosamente e acaricia meu rosto e arregalo meus olhos.
– O-oi? – Consigo dizer e pisco par de vezes.
– Três bebezinhos, amor. – Ela diz emocionada e vejo suas lágrimas descendo. – Você não gostou?
– N-não, não! Não é isso. – Seco seus olhos e a encaro. – Só fui pego de surpresa... três? Eu esperava dois, pelo fato de meus irmãos não terem gêmeos, mas trigêmeos é melhor ainda! – Agora sorriso. – Imagina a felicidade de Guilherme ao saber que vai ser irmão mais velhos de três irmãos. Meu Deus!
– Na verdade são três irmãs! – Ela diz ao alisar meu rosto.
TRES MENINAS?
– Como é? – Peço baixinho ao olhar pra ela que solta uma leve risada.
– É! Senhor, Kaik Gandra Maldonato! – Ela diz e me dá um selinho demorado. – Será papai de três menininhas super lindas e fofas.
– Menina? – Peço como todo o meu corpo em choque.
Menina? Logo três? Porque não duas?
– Ok, ok. – sorrio feliz e encaro minha menina. – Três meninas, elas são muito bem recebidas, as amarei com todo o meu amor... a gente já pode tirar elas daí? – Peço ao acariciar sua barriga quando ela senta em meu colo.
– Claro que não. – Ela ri. – Você quer que suas filhas nasçam deformadas?
– Não, não!
– Então espere um pouco, só mais um pouco! – Ela alisa todo o meu rosto. – Amor, eu tenho que te contar mais uma coisa, na verdade é mais um pedido.
– Sim. – digo sorrindo e ela ri.
– Mas eu nem disse o que queria!
– Eu faço tudo o que você quiser! – Dou um beijo em seu pescoço e o outro na ponta de seu nariz.
Ela me lança um sorriso malicioso e logo deita em cima de mim e logo começa com aquelas pequenas mãos taradas por todo o meu corpo, me beijando, mordendo arranhando e quando me animo ela levanta a cabeça e fica com o olhar perdido em algum lugar.
Ah, não! Isso de novo não!
– Isso ai! – Ela diz já se levantando toda desajeitada. – Bolo de chocolate com aquela cobertura que Nina fez hoje cedo. Hum! – Ela lambe os lábios e sai do quarto.
Continuo deitado na cama e reviro meus olhos.
– Tinha que ser Olivia! – Aliso meus cabelos e bufo.
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