Um Insuportável solitário

32 Capítulo 32 - Bloqueada... outra vez?


Notas iniciais
Boa leitura!

Carícias! Muitas e lentas carícias que sinto em minhas costas.

Onde estou mesmo? Ah, sim! Na casa dos bisavós de Kaik.

Na verdade estou na cama dele e agarrada a algo duro e muito quente, porém gostoso. Ouço algo batendo como um coração e às vezes vem um vento quente em meu rosto e gosto de tudo isso.

– Sei que está acordada. – Ele diz baixinho e sinto minhas bochechas esquentarem.

Ela alisa meus cabelos e me aninho ainda mais e sorrio boba. Agarro ainda mais seu tronco e ele solta uma leve risada.

– Seria estranho eu dizer que te amo? – Peço baixinho sem abrir meus olhos.

– Não. – Ele diz com um sorriso na voz.

– Eu acho que eu te amo. – Digo como uma menininha com medo de dizer a verdade. Levanto meu rosto e nos olhamos nos olhos. Ele alisa meus cabelos tirando mechas teimosas que teimam em cair em meus olhos. – Acho que te amo desde o momento em que nos esbarramos. Quando você com essa cara de anjinho falso!

– Anjinho falso? – Ele ri e me dá um selinho.

– Sim, todo esse jeitinho de menino inocente, mas não passava de um tarado maníaco! – Digo ao alisar sua testa até sua boca.

– Não foi bem isso que você me dizia enquanto eu te amava! – Ele me da outro selinho e minhas bochechas queimam outra vez. – Linda quando cora.

– Hum. – Digo envergonhada e escondo meu rosto em seu pescoço.

– Sabe... Olivia, eu sabia que você tinha um puta corpão, mas meu Deus...

– O que? – Peço com certo temor na voz ao olhá-lo com cara de safado ao morder os lábios, logo sorrio. – Safado!

– Olivia, você é gostosa pra cacete! – Ele diz lambendo os lábios e me dá crise de risos. – Não sei como não consegui te ver desse jeito!

Paro de rir.

– Talvez fosse pelo fato de você estar com uma piranha a cada noite! – Dou de ombros e deito em seu peito outra vez.

– Por favor, não estrague o clima. – Ele diz baixinho e volta a mexer em meus cabelos. – Tenho uma ideia melhor!

E antes que eu diga mais alguma coisa, ele me ataca e me entrego por inteira a esse homem que tanto amo.

...

Depois de termos nos amados varias e varias vezes pela manhã, descemos apenas na hora do almoço e logo em seguida ficamos dando voltas de cavalo pela fazenda e depois fomos até a cidade onde havia algum tipo de feira, ou sei lá o que. Kaik me dissera que era o resto da festa que eles vendiam no dia seguinte fazendo uma feira.

Kaik como sempre parava em cada barraca para falar com alguém e eu andava alguns passos atrás apenas observando tudo ao meu redor. Eu estava vestindo calça jeans, blusão quadriculado preta com branca, tênis All star, cabelos soltos ao vento e sem maquiagem e sem meus queridos óculos. Já Kaik estava com uma bermuda cargo escura, blusa de manga branca e seus cabelos divinamente bagunçados.

Ele era só sorrisos com todos, brincadeiras eram sempre presentes, abraços e beijos em bochechas eram distribuídos e as vezes a risada saia de meus lábio com suas palhaçadas com as pessoas que o retribuíam.

Cruzo meus braços ao vê-lo conversar com uma senhora que estava lhe vendendo milho. Depois de alguns minutos observando conversar com a senhora ele aponta para mim e a sehora me olha e em seguida ele me chama e me aproximo.

– Olha Tia Judy, minha noiva não é mais bonita pessoalmente? – Pede ele para a senhora que sorri simpática.

– Não era ela ontem dando um show na dança? – Ela diz sorridente e aceno com a cabeça envergonha.

– Meus pés que digam! – Brinca Kaik e eles riem.

Eles entram mais uma vez em uma conversa e minha mente aproveita para viajar em meu trabalho.

No caminho da volta fique no silencio pensando em como contar a Kaik que estou indo morar em Paris por um bom e longo tempo. Em como ele vai reagir.

Casar!

Trabalho longe!

Por um longo, longo, loongo tempo!

Kaik tem toda uma vida aqui, não só no trabalho mas como sua família e posso ter certeza de que Lúcia não deixará Guilherme ir conosco e Kaik não irá abandoná-lo depois de ter perdido anos de sua vida.

Então que merda vou fazer agora?

– Tão quieta! – Ele me tira de meus pensamentos.

– Telas! – Digo automaticamente.

– Hum... sem inspiração? – Ele pede.

– Não, pensando apenas em telas brancas! – Digo quando entramos no celeiro.

Desço de Caramelo e o coloco dentro de sua cela e Kaik coloca o outro ao lado e me segue com suas sacolas de comidas.

– Pensei que não iam voltar mais! – Comenta vovô na pequena escada de madeira de frente pra porta.

– Kaik parava pra falar com cada pessoa da barraca de comida. – Aponto para o mesmo e continuo a andar.

– Alguém com ciúmes? – Pede Kaik rindo.

– Não. – Digo curta e grossa e passo por vovô.

Passo direto par o quarto e fecho a porta ao começar a ficar com raiva, porém não escuto aquele barulho satisfatório de porta se chocando, em vez disso sinto uma mão forte em meu braço e olhos caramelados nos meus.

– Não sou adivinha, mas sei que não tem nada haver com o que aconteceu na feira. – Ele diz carinhoso.

– Não é nada! – Tiro meu braço com força e vou até uma de minhas malas a procura de algum papel.

Eu sempre levo papel comigo aonde eu for, mas agora cadê esse maldito papel?

– Então porque está assim? – Pede ele atrás de mim.

– Já disse que não é nada, só preciso da porcaria de um papel em branco. Preciso pintar! – Digo ao revirar minha mala.

– Aqui, você deixou na mesa ontem. – Ele me entrega minha pasta com meus giz de cera e papéis. – Vou ver se meu bisavô precisa de ajuda com alguma coisa. – Ele beija-me a testa e me olha nos olhos. – Seja o que for, vamos resolver juntos. Ok?

Vamos? Juntos?

Oh, meu Deus! O que eu faço agora?

Ficamos alguns segundo nos encarando e logo sinto suas mãos em meu rosto me segurando firme e sinto seus deliciosos lábios nos meus. Primeiro ela me beija com carinho em seguida é como se o mundo dependesse disso e me deixa ali parada feito uma retardada ao encarar a porta fechada.

– Ok, um dia ele me mata! – Digo com dificuldade e respiro fundo.

Posso dizer que passei horas olhando para a folha branca a minha frente no chão. Nada vem, nem se quer uma letra para poder começar um desenho. Minha mente não está bloqueada. Ideias, eu tenho de montão, porém a inquietação de ter um casamento à frente e uma ótima oportunidade de trabalhar em uma das melhoras galerias em Paris, me deixa sem saber o que fazer.

Aliso meus cabelos pela milésima vez e por fim desisto e deito no chão e encaro o teto todo de madeira e ouço a porta ser aberta. Kaik deita ao meu lado e cruza seus dedos nos meus e meu coração bate calmo.

Como uma pessoa tem o poder de acalmar um coração?

– O que atormenta minha garota? – Pede ele baixinho olhando para o teto.

Tão fofo quando ele me chama de “minha garota” ou algo relacionado. Estou vendo lado fofos de um cara que nunca tinha visto.

– Estou preocupada. – Sussurro.

– Com o que? – Pele alisa meus dedos e fecho meus olhos.

– Você me pediu em casamento. – Digo ao deixar uma lagrima cair e me viro pra ele e nos encaramos.

– Então é isso que está deixando minha Olivia assim? – Ele alisa meus cabelos e dá um selinho. – Você não quer casar? – Pede ele meio triste.

– Não é isso. – Dou um sorriso triste. – É que... pouxa! – Me levanto e começo a andar de um lado e para o outro. – Eu sempre quis me casar com você, isso era o meu maior sonho até eu... até eu conseguir um emprego e Paris! – Deixo meus ombros caírem. – Está tudo certo lá, só tenho alguns meses aqui no Brasil e depois vou ficar por lá e se tudo der certo, morarei por lá... definitivamente.

– Hey, eu já entendi, entendi tudo! – Ele se levanta e me abara e me aninho em seus braços. – E você não acha que pensei em tudo?

Pisco ar de vezes surpresa e olho para ele.

– Eu viro a dona de casa e você sai pra trabalhar. Resolvido! – Ele lança aquele sorriso sapeca.

– Kaik... estou falando sério! – Resmungo ao sair de seus braços, porém ele me puxa outra vez.

– Nunca estive falando tão sério em toda minha vida. – Ele disse sério. – Olivia, eu pedi você em casamento porque quero viver ao seu lado daqui pra frente, criar uma família seja onde for. Se seu sonho está em Paris, vamos para lá. Se está na China... vamos também. Não me importo. Estando com você, vou para qualquer lugar do mundo. – Ele morde de leve meus lábios.

– Mas e Guilherme? – Peço. – Não quero que você fique longe logo agora que você descobriu...

– Estou quase ganhando a guarda dele! – Ele diz com um sorrisão e arregalo meus olhos.

– Está louco Kaik? – Digo quase gritando e me afasto. – Ele precisa da mãe dele!

– Já ficou muito tempo com ela...

– Não interessa, você não pode assim tirar um filho de uma mãe, sem mais nem menos...

– ELA QUASE TE MATOU! – Ele grita e levo baita de um susto. – Desculpe, desculpe! Desculpe!

Ele se aproxima de mim me abraçando forte.

– Eu não quis gritar com você, me desculpa. – ele me enche de beijos e fico sem reação. – Não se preocupe, querida. Está tudo arranjado.

Está tudo arranjado? O que está arranjado?

Por que sinto que Kaik esta treta?

Notas finais
Tá pequeno eu sei, mas estou ficando sem tempo e por enquanto está dando só pra fazer isso meus amores. E tem mais um capitulo pronto, se forem boazinhas posto ainda hoje! *0* kkkkkk' Me dizem o que estão achando e o que vocês querem que aconteça. bjs, bjs e até breve! S2''