Um Insuportável solitário

23 Capítulo 23 - Destabilizado


Notas iniciais
Boa leitura!

Eu nem tive tempo para pensar em qualquer outra coisa quando passei pelo restaurante do hotel e vi Lucia acertar a cabeça de Olivia na mesa. a raiva tomou conta de mim, mas quando vi que Olivia não tinha revidado nem nada, apenas tinha parado do mesmo jeito que tinha ficado, meu coração bateu acelerado e eu logo corri para ajudá-la.

No caminho para o hospital onde minha mão fora atrás comigo, ela apenas alisava minhas costas enquanto eu chorava feito uma criança ao encarar minha Olivia deitada desacordada em uma maca. Assim quando entramos no hospital, logo somos atendidos e nossa entrada é barrada. De começo eu grito, soco portas, pego qualquer enfermeiro pela gola da camisa, mas sou detido quando Cael me agarra por trás e me leva para a sala de espera.

E aqui estou eu mofando ao andar de um lado ara o outro com as mãos no bolso.

Deus! faça com que minha Olivia, esteja bem. Que nada de ruim aconteça com ela. Eu prometo que estarei por perto dela sempre, estarei cuidando-a, dando tudo que ela precisar. Que a amarei conforme a Tua vontade. Farei tudo, tudo por ela se o Senhor me trazê-la de volta. POR FAVOR, POR FAVOR!

– Kaik! — Lúcia me chama baixinho e meus olhos estão nos seus.

– Fora! — Digo curto e grosso. — Eu quero você fora daqui agora! Não só do hospital, mas como do hotel, do meu apartamento, da minha vida. Você está me entendendo Lúcia? — Fecho a cara.

– Você quer me ouvir...

– Ouvir o que? — Peço perdendo a paciência e meu irmão fica ao meu lado. — Eu vi o que você fez, eu vi você colocando essas suas mãos podres na cabeça da minha Olivia, eu vi você a alfinetando. Eu vejo como você trata Olivia. — A raiva sobe dentro de mim. — Eu quero você longe de todos, até de Guilherme!

– Não! — Ela quase grita.

– Vamos ver! — Passo as mãos em meus cabelos. — Se acontecer alguma coisa com Olivia, eu juro por Deus que moverei céus e terras para tirar Guilherme de você! Sua louca! — A empurro devagar para o lado. — Agora saia daqui! Você não é bem vinda!

E mais uma vez ando de lá para cá e ninguém aparece ara nos dar notícia. Nenhuma se quer.

Meus pais e meus irmãos estão aqui, menos minha cunhada Briana que está no hotel com as crianças. Kath está toda hora perguntando se Isa está sentindo alguma coisa, ou fome e é fato de Isa dizer que está com uma fomezinha que na verdade comeria um elefante se deixar. Cael está no telefone falando com alguém e mamãe está me observando o tempo todo enquanto papai alisa seus cabelos.

Me encosto na parede e me perco no branco a minha frente, na verdade todo o hospital é branco. Olivia detestaria, ou amaria. detestaria por ser branco, sem vida e amaria pois ela poderia pintar tudo do jeito que ela gosta. assim como ela fez com seu quarto em meu apartamento, no banheiro e alguns rabiscos na cozinha. Ainda bem que consegui mantê-la longe de meu quarto até hoje ou lá seria um carnaval.

Lembro-me das exposições que Olivia fizera, cada uma em estado diferente e lá estava eu em toda só para dar a moral, pois se eu não fosse ela seria capaz de me buscar. E olha que é verdade.

Uma de suas exposições fora em uma sexta no estado de São Paulo, bem perto de onde moramos. eu estava muito atarefado mesmo sendo em uma sexta, Cael estava fora resolvendo outras coisas da empresa e eu tinha ficado para resolver as coisas mais rápidas. meu celular estava tocando o tempo todo e eu havia colocado-o em modo silencioso para não me tirar do foco.

Quando finalmente fico em silencio, a secretaria de meu irmão entra em minha sala alegando que eu preciso analisar os documentos que meu irmão acabara de enviar a ela e mais uma vez me atolo de trabalho.

Abro meu e-mail e vejo alguns emails de meu irmão e vejo uma pilha de relatórios para analisar e tudo para amanhã a tarde.

quem ele pensa que é? Ele está se vingando por eu ter deixado-o na mão sábado passado por ter ido a boate e ficado dois dias sem trabalhar? Que injusto!

perco a noção do tempo lendo os relatório quando minha porta é arrombada por nada mais e nada menos do que uma Olivia Hedi muito, muito, mas muito furiosa.

– Levanta esse cú daí AGORA! — Berra ela e me assusto ficando de pé automaticamente.

– Você está uma hora, dezessete minutos e... — Ela olha pra seu relógio. — Dez segundos atrasados.

– Olivia...

– Nada de Olivia! — Ela rita outra vez e já coloco meu paletó.

– Ok! Já estou colocando minha roupa. — Pego minha pasta. — E pegando minha pasta. Já podemos ir!

– Muito bom, muito bom! — Ela alisa os cabelos em nervosismo. — Vamos que o helicóptero está nos esperando lá em cima!

– Helicóptero? — Peço ao enrugar a testa.

– Minha exposição se não se lembra é em São Paulo, QUERIDO! — Ela diz perdendo a paciência. — E você está atrasado!

E assim voamos de helicóptero até São Paulo para sua exposição que ela abandonou no meio para me buscar e algumas pessoas vem me cumprimentar e me desejar parabéns.

Parabéns?! Parabéns pelo o que?

Enrugo a testa e pergunto a Olivia pelo que eles estão me parabenizando e ela diz que é por um quadro que ela fez de mim e ela me leva até ele.

Realmente ficou muito bom, o desenho começam de meu topete todo bagunçado e termina no final de minha boca que revela um sorriso irônico, meus olhos são pura diversão e treta como Diz Olivia. Aliso o quadro com as pontas de meus dedos e vejo cada detalhe bem feio e olho para ela que sorri envergonhadamente e segurando as mãos atras nas costas.

– Por isso que eu queria que viesse! — Ela dá de ombros. — Queria que você visse esse desenho que fiz! — Ela pede baixinho e fica ao meu lado. — Você gostou?

Tombo minha cabeça para o lado com um pequeno sorriso em meus lábios e analiso o quadro outra vez e me perco em meus olhos. Caramelados iguais ao de meu pai, cabelos loiros iguais ao do meu avô, pai de minha mãe. O sorriso de minha mãe com toda certeza e o temperamento é uma mistura sem fim de meus pais como todos dizem.

– Acha que vai ficar bonito na sala do meu apartamento? — Imito o sorriso do quadro.

– Oh, não! — Ela ri e me abraça forte. — Você não vai me comer com essa carinha de safado!

Por que ela sempre diz que estou com a intenção de comê-la? Não há a hipótese de eu querer amá-la? Mais que coisa!

– Parentes de Olivia Hedi! — Diz uma voz ao fundo que logo me trás a realidade.

– Eu! — Me levanto do chão rapidamente e me aproximo do médico. — Dou parente mais próximo, a família dela está na Grécia!

– Seu nome? — Pede ele.

– Kaik Gandra! — Digo nervoso e aliso meus cabelos.

– Senhor, eu quero que você fique calmo...

– Já estou ficando nervoso porque você está me pedindo para ficar calmo! — Digo rápido de mais e me concentro em não trocar as letras e nem gaguejar.

Desde quando eu gaguejo?

Meus pais logo ficam ao eu lado e cada um segura minha mão.

– A Olivia passa bem e está acordada! — Ele sorri e respiro aliviado. — Porém ela perdeu a memória. Então quero que seja muito cauteloso, há pessoas que ela não lembra, e ela acordou chamando Antônio. O senhor sabe quem é para contatarmos?

– Sim, é... é o pai dela! — Digo me afastando e respirando com dificuldade. — Eu... eu já liguei, ele estão vindo plá cá!

Peldeu a memólia? Então qué dizê que ela não se lembla de mim? Dos momentos que passamos? De nossas lisadas? De nossas bligas que telminalam no sofá vendo um filme de comédia com muita pipoca e chocolate? De quando eu a peltubava quando ela estava tliste?

– Oh, dloga! — Choro baixinho e sento no chão outra vez e me entrego ao choro.

Notas finais
Sei que prometi um ontem ,as aqui está ele e hoje sem falta postarei mais um. EM QUE VAI TORCER PRO NOSSO BRASIL? HUM? HUM? Relaxem que já estou escrevendo outro! ;) E quem gostou, ou amou, ou odiou vai fazer aquele lindo relatório pra mim. né?! kkkkk' E vocês querem um ponto de vista de quem? hum hum? toda idéia é bem vinda! então até mais tarde. Bjs, bjs! S2''