Um Insuportável solitário

24 Capítulo 24 - Esquecido


Notas iniciais
Boooa leitura!! ô/

Quando Olivia está liberada para visitas, logo me pronuncio. A ansiedade de vê-la outra vez de beijá-la, de tê-la em meus braços, de olhar diretamente em seus olhos é maior que eu. Ajeito meus cabelos seco meus olhos que agora devem estar tão vermelhos de tanto que chorei, ajeito minha blusa de manga azul marinho e minha bermuda cargo verde musgo.

– Lembre-se querido! – Diz mamãe em meu ouvido. – Vá com calma, os médicos não sabem a partir de quando ela se lembra!

Apenas aceno com a cabeça e respiro fundo. Minha mão para na maçaneta e meu coração bate acelerado.

E se ela não me reconhecer? E se ela não se lembrar de mim? E se NUNCA mais ela se lembrar de mim?

Tudo será minha culpa!

Se eu não tivesse contado a ela antes! Se eu desde o primeiro dia em que a vi que a achei atraente, que ela fez meu coração bater vivo outra vez, que com ela eu imaginei um futuro onde eu poderia ser realmente feliz. Se ela soubesse em como me fez feliz todos esses anos, até mesmo depois dela ter se declarado naquele dia em meu apartamento. Em como me deixou confuso e ainda mais apaixonado pelo jeito descarado dela de ser.

Meu coração bate ainda mais acelerado e penso que vou ter um ataque quando sinto uma mão miúda em meu ombro.

– Relaxe querido. – Diz mamãe com sua voz suave. – Consigo ouvir tudo o que está pensando!

– Desculpa. – Sussurro derrotado quase chorando. – Eu acho que não consigo!

– claro que consegue! – Ela me encoraja.

– E se ela não se lembrar de mim? – Peço ao deixar uma lagrima cair. – E se ela me colocar para fora do quarto?

– Por mais que Olivia não bata bem da cabeça como você mesmo insiste em dizer, ela não seria capaz de fazer isso. – Mamãe acaricia meu rosto. – Ela provavelmente vai perguntar quem é você e o que vocês são!

– Será que se eu disse que ela é minha, ela vai acreditar? – Peço.

– Meu amor. – Ela ri de leve e beija-me a bochecha. – Não acho que ela vá deixar ser seduzida por um cara alto, forte, cabelos loiros, olhos caramelados e um sorris encantador que nos mostra encrenca na certa!

– Obrigado! – Sussurro.

Ela beija-me a testa e sorri e se afasta e respirando fundo mai suma vez abro a porta lentamente e a encontro sentada na cama olhando para a TV a sua frente e ela ri com algum programa que agora não dou a mínima.

Ela me olha e ajeita os cabelos e em seguida ajeita sua blusa e me olha com atenção.

Por breve instantes penso que Olivia poderia estar fingindo, mas ao vê-la assustada e nervosa por mexer seus dedos freneticamente, a ideia logo se vai.

– Oi. – Ela diz manhosa.

Completamente diferente da Olivia macho!

– Oi. – Não resisto e sorrio abertamente.

– Por que esse sorriso tão grande? – Pede ela me analisando.

– É que... é que você está bem! – Seco as lagrimas e solto uma risada. – Fiquei bastante preocupado.

– Vendo pelo seu desespero, vejo que somos íntimos. – Ela se ajeita na cama e me chama pra sentar ao seu lado.

– Podemos dizer que sim. — Digo baixinho.

– Oh, por favor! – Ela diz. – Não me diga que somos namorados ou algo do tipo?

– Hãm... – Coço minha cabeça. – Somos... melhore... melhores amigos! – Digo gaguejando.

– Oh, que bom! – Ela alisa os cabelos e pousa as aos no coração. – Sabe, eu lembro que tenho um namorado chamado Felipe! Você deve lembrar-se dele. – Ela agora sorri animada.

Felipe? Quem raios chamou Felipe pra droga dessa história?

– Na verdade! – Coço minha cabeça. – Não lembro não, pois você não nos apresentou. Você só... falava dele!

– Hum... nós somos só melhores amigos né? – Pede ela e aceno com a cabeça. – Então se somos melhores amigos, como eu nunca apresentei vocês? – Ela cruza os braços e olha para o teto.

Atitudes e modo de falar que Olivia nunca usou.

– Espero que não exista sentimentos! – Ela ri e pisco pra ela surpreso. – Pois isso seria um problema!

– Problema?

– É, problema! – Ela diz dando de ombros. – Porque o sentimento não seria recíproco! Sabe, eu posso te amar, mas não amar como amantes!

E meu coração se despedaça mais uma vez!

...

Olivia ficou no hospital por dois dias em observação e sua memória ainda não tinha voltado, com a chegada de seus pais e seu irmão, ela tem interagido ainda mais. Deles ela se lembra, agora de mim e qualquer coisa que aconteceu depois de nosso conhecimento ela não se lembra. O que me mata ainda mais.

Hoje é o dia da exposição de Olivia que ficou toda animada quando soube que pintava, até que ela se arriscou com alguns rabiscos quando lhe trouxe duas telas, o sorriso em seus lábios, o brilho em seus olhos, o jeito que ela se mexia quando pintava. O som gostoso e inocente que saia de sua boca quando fazia algo torto na tela.

Olivia teve alto no final do dia e aqui estou eu empurrando suas cadeiras de rodas e uma coisa que não mudou nada, foi o jeito tagarela de ser.

– Você não me disse quando nos conhecemos! – Ela comenta feliz.

– Na faculdade, onde você aprontava todas! – Comento rindo.

– Sério? Eu era barraqueira? – Pede rindo.

– Sim, e muito! – rio também e chegamos ao estacionamento e seu irmão sorri para nós.

– Vejo que minha formiga está muito feliz! – Comenta seu irmão.

– Não gosto muito de hospitais! – Ela dá de ombros. – Eu me lembro uma vez eu caí da pedra e mamãe me levou direto pro hospital e peguei baita de uma infecção e fiquei dias internada.

– Você ficou em observação porque ficou com febre, estava tendo reação alérgica! – Comenta seu irmão ao ajudá-la a entrar no carro.

– Hum... agora sim entendo porque senti tanto enjoo e depois fome! – Comenta divertida e rio ao colocar a mão no bolso.

– Bem, obrigado por tudo. – Ele aperta minha mão e minha visão fica turva.

Logo sei que vou chorar outra vez e me afasto e coço a garganta.

– Então. – Minha voz começa a ficar embargada. – Eu, tenho que ir, preciso ler alguns relatórios. – Dou um sorriso forçado. – Fiquei tempo de mais de férias.

– Entendo! – Ele diz sorrindo.

– Você vai a minha exposição hoje a noite! Não vai? – Pede ela ao colocar a cabeça na janela do jeito juvenil.

Dou uma leve risada e aliso meus cabelos.

– Claro, claro...

– É importante pra mim. Já que somos melhores amigos! – Ela pisca pra mim e volta a sentar direito.

Ele entra no carro e logo se vão e fico parado feito um idiota segurando a cadeira de rodas.

Respiro fundo e controlo minhas lagrimas, chega de chorar!

Volto para o hospital segurando a cadeira de rodas e pego um taxi e logo me encontro no hospital.

– E ai? – Pede Cael.

– Ela se lembrou de você? – Pede Kath animada.

– Ela sabe que você é o melhor amigo dela? – Isa fala de boca cheia.

– Ela sabe quem ele é! – Mamãe diz sorridente trazendo sua bandeja de suco de laranja.

Meu preferido, só pra me deixar feliz!

Ela distribui o suco e pego o meu e bebo sem vontade e eles me olham com expectatividade.

– Gente, ela não se lembra de mim, do maldito Felipe que está com os dias contados! – Digo com raiva. – Eu quase a perdi uma vez, não vou perdê-la outra vez!

Entramos em um silencio chato e respiro fundo e depois dou um grande gole em meu suco e tomo um susto que chego a me engasgar quando todos se explodem de alegria e começaram gritar e rir ao mesmo tempo e enrugo minha testa.

– Posso saber o motivo da felicidade? – Peço com a cara fechada. – Se não sabem, não estou tendo dias de glória!

– Alguém finalmente abriu os olhos e viu que Olivia é seu grande amor! – Resmunga Isa ao dar uma mordida em seu bolo de cenoura e me dá um tapa na testa.

– Demorou em irmão! – Ri Cael.

– Kaik sempre foi o mais lento! – Ri Kath.

– Isso não é verdade! – Digo manhoso e olha para minha mãe que abre os braços e tenho que disputar o abraço dela com meus três irmãos.

Notas finais
É! Não consegui postar esse ontem, porque o amado do meu noivo não quiz levar o note dele pq o dele te wifi e o meu não! :(( E não teve outra pro Brasil! O jeito é torcer pra Argentina! ô/ kkkkkk' Então, o que estão achando?! gostando, odiando? Então já estou escrevendo o outro e quando postar o outro, colocarei uma armadura, pois achoq ue vocês vão querer me matar! O.o kkkkk' então, o que acham de recomendar?! hum?! hum?! kkkk Bjw, bjs!! S2''