Um Insuportável solitário

2 Capítulo 2- Uma amiga tão louca, desorientada e desequilibrada


Notas iniciais
Boa leitura! *0*

Hoje a minha mente estava trabalhando a mil, precisava de um descanso, de uma distração. Ontem o dia foi uma merda. Meu pai almoçara comigo junto com Milena, ela sim fez o almoço ficar mais leve, pois meu pai marcava esses almoços para puxar a minha orelha por eu não estar mais presente. Minha mãe é a que mais sente minha falta, segundo ela quando eu era um pontinho que mal falava, eu vivia correndo atrás dela e chorando com medo de que ela morresse das vezes que ela passava mal e hoje mal ligo para saber como ela está.

Não me leve a mal, eu não sou um filho desnaturado, é que meu irmão resolveu abandonar temporariamente (o que está durando há quase três anos) o trabalho e jogando tudo em minha mão para viver o grande momento da vida dele.

Ser pai!

Eu também quero, não agora. Talvez daqui á alguns anos, quem sabe uns dez anos? Tenho vinte e sete anos. Estou jovem!

Assim que saí da empresa, fui direto para casa com mais trabalho e terminei tarde e hoje estou aqui mais uma vez cedo com a cara no trabalho.

– Senhor. – Diz minha secretaria.

– Diga!

– Visita para o senhor! – Ela diz.

– E quem é? – Peço ao apoiar os cotovelos na mesa e cruzar minhas mãos servindo de apoio para meu queixo. – Que eu lembre, não tenho nenhuma visita marcada para hoje.

– Sou eu, meu jovem! – Diz Olivia.

Olivia é minha amiga desde a faculdade e ela é a única que consegue não sei como invadir um prédio cercado por seguranças e tudo mais. Ela é meio baixinha, porém com curvas, cabelos meio lisos e castanhos, olhos negros. Rosto lindo e com um sorriso que faria qualquer pessoa se render aos seus pés, menos eu.

Eu e ela somos apenas bons amigos e nunca rolou nada entre nós, até porque ela sempre foi apaixonada pelo namoradinho de escola que vivem terminando e voltando até hoje e nunca tomam a poha de uma atitude pra acabar com essa putaria.

– Então, te passarei o programa de hoje! – Ela sorri e abaixa seus óculos ray-ban pretos e pisca para mim e o coloca no lugar,

Ela veste uma calça de couro preta um pouco justa e uma blusa vermelha quadriculada e all star preto. Cabelos bagunçados e posso apostar que está maquiada a essa hora.

– Sabe que não faço nada que não...

– Ah! Disso? – Ela levanta o tablete e vem em minha direção ficando ao meu lado e coloca na minha agenda. – Oh! Olha que sorte a minha? Tenho horário com você esse final de semana! – Ela diz falsamente surpresa e pega o tablet de novo. – Então, meu jovem. Sexta, sábado e domingo você é todo meu! – Ela me lança um sorriso malicioso e respiro fundo ao coçar meus olhos.

– Olivia...

– Nada de Olivia! – Ela resmunga e senta na ponta de minha mesa. – Já fiquei duas semanas sem noticias suas e você seu pilantra, puto, cafajeste... não me deu um sinal de vida! – Ela me dá um tapa na cabeça e se levanta e andando em volta do escritório olhando a grande fotografia de minha família. – Sabe! Em todos esses anos de amizade, nunca conhecer os Gandra’s! – Ela dá de ombros.

– Aonde quer chegar? – Peço duvidoso.

– Sexta balada! – Ela diz de costas pra mim e alisa o rosto de minha irmã Kath e depois de Isa. – Elas se parecem bastante com sua mãe que por sinal é muito linda! – Ela alisa o rosto de meu pai e sem seguida me encara e meu irmão na foto. – Sabe! Realmente não conseguiria reconhecer vocês dois! – Ela ri. – Barbaridade! Se eu tivesse uma irmã gêmea eu aprontaria com ela e com todos!

– Olivia! – A chamo impaciente.

– Oh, sim! – Ela se vira pra mim e bate uma mão na outra. – Sábado eu ainda estou em duvida!

– Duvida? – Arqueio minhas sobrancelhas. – Olivia Soares em duvida? Essa é nova!

– Divida entre despedida de solteiro ou irmos ao clube onde Izake abril ontem! – Ela dá de ombros e me olha sorrindo.

– De quem é essa despedida de solteiro e... você é mulher! – Aponto pra ela que nega com a cabeça.

– I daí? – Ela abaixa os óculos e me encara. – Isso nunca foi impedimento pra eu ir às despedidas de nossos colegas e não vai ser nessa que serei barrada!

– Ok! – Levanto minhas mãos em paz. – E quem é esse Izake?

– Então! – Ela levanta os óculos e bate uma mão na outra e me lança aquele sorriso que quer alguma coisa e vem em minha direção. – Izake pouxa! Como assim você não se lembra do querido Izake? – Ela diz irônica e fecho a cara quando ela senta em meu colo.

– Não, eu não lembro! — A encaro e ela levanta os óculos na cabeça.

– Então, assim! – Ela tomba a cabeça para um lado. – A gente se conhecer quase há um mês...

– Não me diga que ele é um de seus casos? – Nego com a cabeça e ela quem fecha a cara.

– Oras! Deixe-me terminar a história! – Ela bate de leve em meu ombro e aceno com a cabeça pra ela continuar.

E ela vai falando e falando e falando e... até que meu pai abre a porta e nos encara surpreso. Ele está com minha mãe que coloca as mãos na boca e Olivia nem se quer notou a presença de meus pais e tento em vão tirá-la do meu colo e a ela ainda me agarra pelo pescoço e continua falando até que quando ela vira o rosto e vê meus pais parados na porta.

Ela olha pra eles e depois olha pra grande fotografia na parede e em seguida pra eles.

– Barbaridade! – Ela diz super empolgada e sai do meu colo e vai em direção a eles. – E eu pensando que nunca teria a oportunidade de conhecer os famosos Gandra’s!

Meu pai fica atônico olhando dela para mim e me levanto ao ajeitar o botão de meu paletó e coço a garganta como um sinal para que Olivia cale a boca, porém ela não o faz.

Porque eu tive logo que ter uma amiga tão louca, desorientada, desequilibrada como Olivia?

– Ah! Olha que falta de educação de minha parte! – Ela sorri. – Prazer, Olivia! – Ela estende as mãos e aperta freneticamente as mãos de meus pais que ainda estão em choque. – Vou te falar em, você dois são lindos e gostosos pessoalmente! – Ela ri e mamãe logo tira a mão dela. – Não se preocupe, não curto mulheres! – Mamãe agora a olha com raios nos olhos. – E nem de homens bem mais velhos! – Ela olha para meu pai. – Sem ofensa! – Ela ri.

– Olivia, você não estava de saída para seu compromisso? – Peço.

Ela finge que não me escuta e fica olhando de meus pais para a fotografia.

– Olivia! – A chamo.

– O que você quer? – Ela fecha a cara ao me olhar.

Não digo nada, apenas aceno de leve para ela poder ir e em seguida olha para meus pais.

– Ah, saquei, saquei! – Ela diz rindo.

Respiro aliviado e ela finalmente vai embora!

Só que não!

– Eu e o filho de vocês não temos nada, nada mesmo! – Ela sorri lindamente. – Bem que ele tentou no inicio, mas eu não quis. Sabe como é! Ele se acha de mais! E também aqueles probleminhas de fala quando está nervoso!

– Olivia! – Digo impaciente e a seguro pelos os ombros. – Foi muito bom rever você...

– Rever é o cacete! Final de semana você é meu, seu mau caráter! Você me deve! – Ela diz aos gritos quando a expulso de minha sala e tranco a porta.

Respiro fundo e passo minhas mãos no cabelo nervoso e ouço uma risadinha de minha mãe. Ela adora um divertimento com a minha cara. Ela senta-se no sofá e logo papai senta.

– Desculpem-me por isso! – Digo e respiro fundo. – Ela não tomou os remédios dela hoje! – Dou um sorrisinho.

– Tem certeza que não há nada entre vocês dois? – Pede meu pai ao me olhar desconfiado.

– Eu gostei dela! – Comenta mamãe. – Lembra-me sua tia quando era mais nova!

– Ela é estranha, mas parece ser uma boa moça...

– Ok. – Digo sorrindo forçadamente. – O que devo a honra de ter a visita de vocês?

– Viemos pessoalmente lhe dizer que terá um almoço de domingo em família! – Comenta mamãe e meu coração gela.

A família não!

– Toda a família, como nos velhos tempos! – Papai anuncia animado.

Me fudi!

– Chame aquela menina... qual o nome dela mesmo? – Diz minha mãe.

– Olivia! – Diz papai.

Cruzo meus braços e encaro eles.

Estão falando sério mesmo? Sério de sério mesmo?

– O que foi querido? Está sentindo alguma coisa? – Pede minha mãe.

– Você tem andando estranho, meu filho. – Papai se levanta. – Algum problema com a empresa?

– Hãm, nada, nada! – Dou alguns passos para trás desviando da mão de meu pai em meu ombro e sento em minha mesa. – Querem alguma coisa? Uma bebida? Chá?

– Não, meu amor. Já estamos indo. – Mamãe sorri. – Vamos passar o dia com seu padrinho que por sinal não está gostando nada, nada de seu sumiço!

– Ligarei para ele mais tarde ainda hoje! – Prometo.

– Ok. Agora cuide-se querido. Amamos-te! – Diz mamãe vindo até mim e beijado-me as bochechas e depois me dando um abraço apertado.

– Se cuida, meu garoto! – Papai acena com a cabeça e faço o mesmo e eles saem da sala me deixando sozinho.

– Lana! Traga-me um whisky! Um whisky dos fortes, por favor. – Peço e em questão de segundos ela me traz e me deixa sozinho na sala. – E que comece a dor de cabeça!

Tomo tudo de uma vez sentindo aquilo queimar minha garganta e meto a cara no trabalho.

Notas finais
Então, quem já descobriu? Já dei duas dicas! *0* kkkkkk' Boa recomendar e comentar??? HUMMMMM!! Como posso prosseguir se você não participarem? hum? hum? hummm??? O próximo vai demorar um pouco, pois ainda estou terminando "Geração Insuportável" e quero me dedicar a essa. ok?! Então, bjs bjs!!