Um Insuportável solitário
8 Capítulo 8- Jogar para descobrir a verdade.
Notas iniciais
E a família Gandra e Maldonato estava aqui em peso.
E sempre aquele falatório que me deixava meio perdido. Olivia tinha se dado bem com toda a família e minhas tias como sempre diziam que fazíamos um belo casal, e Olivia em vez de dar uma resposta como piadinha ou algo do tipo, apenas ria e balançava a cabeça, mas eu sabia que era algo vazio. Que sua mente não estava ali e começo a reparar como mamãe e Kath haviam me falado.
Eu estava na mesa como sempre com meus tios mais velhos que sempre conversavam sobre as mesmas coisas. Advocacia, já que era o trabalho da família. Depois de alguns minutos apenas ouvindo sem dizer uma palavra se quer, me levanto e vou para o final do quintal que é enorme onde ficam algumas arvores e depois que eu fora abandonado por Lúcia, adorava ficar escondido lá, porém hoje eu tenho companhia.
– Alguém anda confuso? – Diz meu padrinho Pietro.
– Talvez. – Dou um sorriso morto ao dar de ombros. – Como sabe, Cael me abandonou para viver seu lado paternal! – Rio de leve e ele também.
– E como você está sobre isso tudo? – Pede ele calmamente.
– Um pouco atolado! Mas consigo me virar! – Olho pra ele e depois me perco nas arvores.
– Kaik! – Ele me chama e coloca suas mãos em meus ombros e me olha nos olhos. – Não devemos nos prender ao passado para sempre...
– Tio...
– Hey, não acabei! – Ele diz sério e me calo. – Eu sei que você ainda ama Lúcia, sei que você pode ter um suposto filho e sei que Olivia está caidinha por você e não quer admitir e você ai tão cego que não consegue enxergar a pessoa maravilhosa que tem como “amiga”! – Ele faz aspas com os dedos na ultima palavra e reviro meus olhos.
– Olivia não está caidinha por mim! – Resmungo e começamos a andar em meio as arvores. – Ela só me entende como ninguém e eu a ela. – Dou de ombros. – E nós não damos certo juntos! E como você disse – me viro pra ele – eu ainda amo Lúcia!
– Vocês já tentaram alguma vez?- Ele arqueia as sobrancelhas e pisco par de vezes surpreso ao virar pra ele. — Filho! – Ele suspira e me segura outra vez pelos ombros. – Só não quero que você se prenda a isso e seja infeliz para o resto da vida. – ele dá um sorrio morto. – Você pode perder outra chance de ser feliz com a pessoa que lhe ama!
Respiro fundo e fecho meus olhos e logo o encaro outra vez.
– Ah! Achei você! – Diz minha ta Ana. – Pensa que vai fugir do serviço? Está muito enganado! – Ela o puxa pelo braço. – Te devolvo depois, Kaik! – Ela grita e fico sozinho em meio à arvores.
Respiro fundo mais uma vez e vou adentrando em meio as arvores e as imagens de quando eu e Lúcia ficávamos aqui me invadem.
– Duvido você me pegar! – Ela me grita em meio as arvores. – Duvido!
– Pare com isso Lúcia, está escuro. – Resmungo com medo.
Nunca gostei de escuros.
– Pare de ser uma mariquinha, Kaik! – Ela zomba. – Prometo que se você me pegar terá uma recompensa!
– Não! agora saia daí! – Grito.
– Venha me pegar meu bebê! – Diz manhosa e meu parceiro fica ativo querendo brincar.
– Não, seu bebê tem medo de entrar aí, agora caia fora Lúcia! – Digo com raiva.
Silencio.
– Dloga! Pô isso que odeio esculo, odeio, odeio! – Resmungo entrando em meio as arvores e não coneguindo enxergar. – Anjinha, pol favô, volta. Você sabe que tenho medo.
Silencio.
– Calaca! Anjinha, eu te peço...
– Te peguei! – ela sussurra em meu ouvido e coloca as duas mãos em meu parceiro e meu coração para de bater.
– Cala! – Respiro com dificuldade e a puxo pela mão saindo dentre as arvores e ela cai na gargalhada.
– Nunca mais faça isso!
– Medroso! – Zomba ela me agarrando pelo pescoço.
– Sim, muito medloso! – Concordo e a arrasto para a casa da arvore.
– Hum... você sabia que fica muito sexy falando assim, elado? – Pede ela com um sorriso malisioco lindo.
– Tarada! – Rio e ela me agarra pelo pescoço e nos entregamos a um beijo quente e apaixonante.
– Alguém perdido? – Pede Olivia e me dando um susto.
– Cacete! – Coloco a mão no coração. – Odeio quando faz isso!
– A menininha está assustada? – Ela zomba.
– Não. – Me viro pra ela com um sorriso malicioso me aproximando e ficamos a centímetros de distancia.
Hora de jogar!
– Estou excitado! – Sussurro e sinto sua respiração ficar intensa.
– Já disse que seu papinho pra me comer não cola! – Sussurra ao levantar uma sobrancelha.
– Mas eu não citei você! – Pisco e passo para ela. – Me referi aquela morena do elevador! Ela anda mexendo com meus pensamentos e meu parceiro! – Rio e a deixo sozinha, mas antes a ouço soltar alguns palavrões e lá vamos nós.
Sinal 1! Ela está ficando com ciúmes!
Ao sair das arvores, vejo mamãe e Kath arrumando a mesa e me aproximo mal contendo um sorriso discreto.
– Vocês têm razão! – Digo com as mãos no bolso da calça e as encaro.
– Sobre? – Pede mamãe já rindo.
– Eu sabia! – Diz Kath.
– Vim me despedir, hora de partir! – Sorrio e Kath balança a cabeça em negação com um lindo sorriso no rosto.
– Mas já? Você mal ficou aqui conosco! – Pede mamãe.
– Mas eu dormir de ontem pra hoje aqui! – Arregalo os olhos.
– Bem, adoraria passar o dia aqui, mas preciso ir para minha casa! – Diz Olivia em seu drama teatral e minha mãe sorri para ela.
– Ótimo, te dou uma caro...
– Não precisa, chamei um taxi. – Ela dá de ombro e se despede de minha mãe e minha irmã e em seguida de minha família e sai feito um furacão.
– Então. – Diz Kath ficando ao meu lado e encarando a porta que Olivia passara feito um bicho. – Digamos que essa ai sabe jogar e já descobriu que você está desconfiado. – Ela dá de ombros. – Agora será duelos de titãs! — Ela ri e mamãe a acompanha. – Que começa o jogo!
– Aposto que ela ganha! – Diz mamãe ficando ao meu outro lado.
– Aposto contra! – Diz minha irmã e reviro meus olhos. — Quem vencer vira escrava de papai por uma semana! – Propôs Kath e mamãe cai na gargalhada.
– Isso não conta!
– Por quê? – Pede ela ao cruzar os braços. — Já sou escrava dele e de você desde que pari. Então não rola. – Ela arqueia as sobrancelhas e cruzo meus braços.
– Ok. Então o que acha de aturar papai falar de Gabriela? – Propos. – Aposto que ele vai adorar ter um ombro amigo!
– Apostado! – Mamãe e Kath apertam as mãos. – Prepare-se, minha pontinha, você será o saco de pancada de seu pai! – Mamãe sai rindo ao levar alguns pratos na mão.
– Ela está ciente de que acaba de perder a aposta? – Ela aponta pra mamãe e olha pra mim.
– Eu não sei de nada. Deixa-me fora dessa! – Beijo sua testa. – Estou indo.
– Ok. Boa viagem, garanhão! – Ela aperta minha bunda e levo um susto e ela ri ao piscar pra mim.
– Estranha! – Digo ao olhar pra ela e ela faz focinho de bichinho e enrugo a testa.
As vezes acho que Kath nunca irá crescer.
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