Um Insuportável solitário

52 Capítulo 52 - Se libertando


Notas iniciais
Então, se preparem, pois emoções fortes estão por vir! #novorumodahistória ;) Espero que gostem!

Nenhuma cor alegra fazia parte de meus novos e desastrosos quadros que depois de anos me arrisco a pintar alguma. Na verdade o que tenho sao apenas minhas mãos sujas de tanto que me revolto com meus quadros que nada sai ao meu agrado e para piorar a situação ouço uma gritaria vindo lá de baixo e abro a prquna janela do porão e vejo Kaik e Alícia discutindo mais uma vez.

Eles nunca se cansam?

Lavo minhas mãos repetidas vezes na bica da pequena pia ao lado da janela e as seco no meu avental e sigo para a origem das vozes.

– Eu quero é que o mundo se exploda! — Grita ALícia ao bater a porta do carro propositalmente! — Eu quero que esta merda toda me deixa em paz pelo menos uma vez em toda a minha vida! — Ela se revolta ao jogar a mochila no chao e a chutar para longe.

Larisa e Louise correm em minha direção quando desco as pequenas escadas.

– Pare já de se comportar como uma criança! — Ordena Kaik com a voz mais dura que já ouvira.

– Criança? Olha só quem fala! — Alícia solta uma risada irônica jogando seu corpo levemente para trás ao agarrar sua barriga e quando penso que ela terá uma crise, ela coloca as mãos na cintura e respira fundo. — Não venha me dizer que meu comportamento é de criança sendo que na minha idade você agia como tal.

– Olha como fala comigo! — Pede Kaik nervoso.

– Você era o rei da palhaçada, era descontraído, brincalhão, era... feliz! — Ela coloca os cabelos para trás.

– Pare de falar besteiras antes que eu faça uma coisa a qual eu me arrependa! — Ameaça ele e as meninas me abraçam.

– O que você vai fazer? — Ela abre os braços. — Transformar minha vida em um inferno? Escolha outra coisa, pois isso você já faz...

E suas palavras são cortadas quando vejo Kaik lhe dar um tapa no rosto e arregalo meus olhos.

Oi? Perdi alguma coisa?

– Entre agora eu eu baixo a mão em você agora mesmo. — Rosna ele para ela que coloca suas duas mãos no rosto.

– Eu te odeio. — Ela diz com a voz carregada de ódio.

– Alícia! — Encontro minha voz e pisco par de vezes. — Entre agora!

Ordeno ainda com a voz trêmula e insegura, as meninas vão até Alícia que ainda está olhando mortalmente para seu pai e sinto eu coração bater rapidamente. Quando elas passam por mim, Alícia abaixa a cabeça e elas entram em casa e Kaik anda de um lado para o outro passando as mãos pelos cabelos como se fosse arrancá-los.

– Kaik...

Ele levanta a mão como que não quisesse ser interrompido ou como se não quisesse falar.

– Pouco me importa se não quer ouvir, mas vai! — Cruzo meus braços.

Ele para abruptamente e me olha sério colocando as mãos na cintura e me encarando.

– Você por acado fez aquelas meninas sozinho? — Peço ao me controlar.

– Olívia, não é hora pra...

– Eu te fiz uma pergunta Kaik! — Respiro fundo.

Ele desvia o olhar de mim algumas vezes e depois respira fundo ao fechar os olhos e volta a me encarar quando coloca as mãos na cintura como se tivesse corrido uma maratona.

– Não.

– Então por que raios deu um tapa na Alícia? — Estalo meus pescoço duas vezes e estou prestes a me explodir.

– Ela disse...

– Ouvi muito bem o que ela disse, na verdade eu ouvi muito bem o que os dois disseram! — Me aproximo dois passos e apontando para ele. — Se você ousar encostar em minhas filhas outra vez você vai ser o que realmente é estar no inferno! — O ameaço com a voz dura. — Não ouse encostar um dedo se quer, ou eu mesmo me responsabilizo em quebrar cada parte do seu corpo!

Dou as costas e subo as escadinhas e logo me lembro de algo e paro na porta da sala.

– Pode dormir no sofá, ou no estábulo, ou em qualquer outro lugar, mas na MINHA cama você não dorme! Até que eu permita!

– MÃE! PAI! — Grita-nos Louise toda desesperada. — Alícia.. Alícia!

E antes que alguém faça ou diga alguma coisa, Kaik é o primeiro a voar para dentro de casa e logo estou atras indo para o quarto das meninas e vejo Larisa bater na porta charando pela irmã que a ignora.

– Ela não quer sair de lá! — Diz Larisa irritada. — E as vezes ela grita...

– Alícia! Abra essa porta! — Pede Kaik com preocupação na voz.

– NÃO! — Berra ela mais uma vez em pleno pulmões.

Ela soca a porta algumas vezes com gritos assustadores e depois meu coração para de bater quando vejo por de baixo da porta seus dedos sujos de sangue e com alguns fios de seu cabelo. Kaik enfurecido grita que irá abrir e ele chuta a porta como se a casa tivesse em chamas e vemos o banheiro todo quebrado, bagunçado e Alícia sentada em um canto da banheiro toda encolhida suja de sangue e...

– O QUE VOCÊ FEZ COM O SEU CABELO? — Pede Louise assustada.

Não temos tempo para se quer prestar atenção no cabelo, pois Alícia tomba a cabeça para trás e fecha os olhos e Kaik a pega no colo e vejo o sangue jorrar pelos seus dois pulsos.

– Meninas peguem a documentação dela enquanto preparo o carro! — Ordeno e corro para a garagem me enfiando no carro e o levando até a frente da casa onde Kaik já está me esperando.

– Garota maluca! — Rosna Kaik. — Estúpida, minha vontade é de te dar uma surra! Olha pra mim querida, olha! — Ele Pede e Alícia não responde e tento me concentrar.

As meninas logo aparecem esvoaçante e entram na frentes apertadas enquanto Kaik tenta acordar Alícia atrás.

Quando dou por mim já estamos em frente ao hospital e Kaik grita aos quatro ventos que nossa filha está morrendo e é aquela confusão de médicos e enfermeiros para nos ajudar e em questão se segundos perco meu marido e minha filha.

Minhas meninas me agarra firmemente e começam a chorar e eu fecho meus olhos e oro a Deus para que ele esteja sempre com minha menina e que me dê forças caso algo aconteça, pois eu nunca me perdoaria se caso acontecesse alguma coisa ela. Sinto que eu deveria defendê-la mais, amá-la mais, ter feito muitas coisas a mais pois nunca saberemos o dia de amanhã.

– Calma meus amores, vai dar tudo certo. — Beijo seus cabelos. — Papai do Céu agora está tomando conta de nossa menina e seu pai durão está lá para dar força a ela.

As meninas me dão um forte abraço e sinto meu coração bater apertado.

Por favor, Deus. Não leve minha bolinha um!

Notas finais
Quem ai achou dramatico de mais? Me desculpem, mas sinto que meu coração estava batendo por esse jeito e assim saiu. E olha que escrevi tres vezes para chegar a iss, pois meu lindo e amado computador estava dando pani. Ou seja! Não tinha salvado e estava dificil de sair esse capítulo! ¬¬'' E agora a história vai ter um novo rumo, tive um choque de realidade ontem quando aluguem me disse que a vida a qual eu vido é uma realidade, então nada mais justo de transformar essa história (que tecnicamente é minha vida) se tornar um pouco mais real, com um pouco mais de defeito e infelicidade! Mas não se preocupem, claro que terá momentos legais e tretas por ai. Nem tudo está perdido, meus amores! Espero vocês em breve nos comentários para debater isso, ou caso queriam debater no face é só falar que eu coloco meu perfil aqui! ;) Bjs, bjs e até breve!