Um Insuportável solitário
31 Capítulo 31 - OLHA A COBRA... É MENTIRA
Notas iniciais
Traída pela minha barriga, abri a porta quando já estava imaginando a comida a minha frente. Estava com a boca seca, estômago eu não tinha mais, minha mente já estava muito mais do que danificada e meu corpo estava perdendo as forças.
Sim! Sem comida não sou ninguém.
– Olha ela ai! – Diz Kaik sorridente quando corta sua carne e a coloca na boca e fecho a cara pra ele. – Olha o que a fome faz com essa mulher. – Ele ri e dona Giovana me olha.
Maldito o seja!
Ele pisca pra mim e aponta com a cabeça para me sentar ao seu lado e vou andando lentamente e meus olhos estão nos dele.
– Coma, querida. – Diz vovô.
– Gosta de talharim de camarão? – Pede vovó e minha atenção é voltada para a comida.
– Sou alérgica a camarão. – Dou e ombros.
– Não se preocupe, sua comida está separada! – Diz Kaik ao se levantar e volta com um prato igual ao dele.
Carne, batata corada, arroz, feijão e... salada? Estou morta de fome e ele me vem com salada?
Mas sem pensar em mais nada, ataco minha comida e toda a mesa me olha e paro com o garfo no meio do caminho e fecho minha boca. Sorrio sem graça e dou de ombros levemente.
– Hãm... – Dona Giovana faz uma careta estranha apontando para seu dente.
Enrugo minha testa tentando entender o que ela quer dizer e ouço a risada de Kaik.
– Acho que alguém está com alguma coisa no dente! – Diz ele divertido e passo meus dedos.
– Essa é uma das nossas! – Vovô ri e volta sua atenção para a comida.
Depois do almoço, vovô chama eu e Kaik para ajudá-lo a dar uma organizada na fazenda. Ou seja. Dar comida aos animais e dar uma enganada no celeiro e assim fomos nós.
Confesso que gosto dessas coisas!
Eu e Kaik ficamos com a tarefa de alimentar os bichos enquanto vovô arrumava as palhas.
Vesti uma bermuda jeans preta e uma blusa quadriculada vermelha tom sobre tom com as mangas até meu pulso e um chapéu de cowboy e botinas de plásticos para entrar na área dos porquinhos. Que são umas gracinhas, porém fedem de mais.
A cada coisa que eu fazia, sentia os olhos de Kaik sobre mim e isso deixava meu corpo ainda mais com desejo.
Aquele sorriso sapeca, aqueles braços fortes, o olhar malicioso...
JESUS!
Já disse que sou apaixonada pelo olhar deste homem? Acho que não... pois então. EU ADORO O OLHAR DESSE CRETINO!
...
– OLHA A COBRAAAAA!
– AHHHHHHH!
– É MENTIRA!
Nunca gostei de festas do tipo roça, ou melhor, julina como Kaik insiste me corrigir. A única coisa que me encanta é que tudo é colorido agora me fazer dançar...
Confesso que está sendo bem divertido, eu apenas tinha visto pessoas dançando, mas eu interagir no meio desse povo...
Kaik é o mais animado, segundo sua mãe, ele sempre adorou essas coisas, desde pequeno ela o fantasiava e quando ele começou a achar que era dono do próprio nariz continuo se fantasiando com essas coisas e eu tive que entrar na onda. Não só eu como também a vovó, o vovô e a dona Giovana.
As meninas estavam com vestidos quadriculados de diversas cores, meia calça branca e chapéus fofos. A maquiagem era leve, os cabelos soltos.
Vovô e Kaik ambos estavam de camisas azuis e chapéus combinando.
Dona Giovana dançava com algum sobrinho seu que morava por perto, vovó e vovô sabiam de co a coreografia enquanto e Kaik...
– Olivia, é só de deixar levar! – ele diz rindo.
– Mas todo mundo está me olhando.
– Você é nova! É normal por aqui olharem os novatos. – Ele me dá um selinho e minhas bochechas coram. – Agora esqueçam eles e dança comigo. – Ele sorri lindamente e não resisto.
– OLHA O TUNIII! – Grita o cara no microfone outra vez.
Agora os casais ficam de frente pro outro com as mãos entrelaçadas no alto formando um túnel e todos passam.
Poha! Isso é divertido!
Depois do túnel o cara grita um tal de “serroti” e lá vamos nos serroteando as pessoas com o par e caio na gargalhada quando me choco com alguns casais que também riem. Depois uma grande roda, grande mesmo. Depois as mulheres para dentro e homens para fora e começamos a nos cruzar e rodar.
– AGORA A MINHOCA!
E fazemos a tal minhoca e é ai que esbarro em todo mundo e a crise de risos não me deixa. E logo depois voltamos ao início da coreografia.
– DANDO THAU! – Ele diz e obedecemos.
E a dança acaba, mas a música continua e uma pequena pista de dança fica lotada.
Voltamos para a mesa e apenas Kaik continua a dançar com as estranhas, e o ciúme me toma. Porém é divertido vê-lo dançar, ele dança engraçado fazendo palhaçada, arrancando gargalhadas de todos, e principalmente a minha.
Quando minha barriga ronca, levanto-me e vou até as barraquinhas e me delicio com as comidas típicas. Outra parte boa de uma festa é essa. A comida.
Sinto alguém me cutucar com braço e me viro e vejo kaik rir de minha cara e termino de dar a mordida no milho e sorrio com a boca suja.
– Mania de sorrir com a boca cheia. – Ele alisa meus cabelos. – Eles estão indo embora, quer ir ou ficar?
– Podemos ir se quiser. Já dancei, já coloquei essa roupa e já comi o suficiente. – Dou de ombros. – E você?
– Quero ficar onde você estiver. – Ele me dá um selinho e depois beija minha testa.
AI MEU DEUS! ELE PODE SER MAIS FOFO?
– Então vamos com eles, porque esse sapato está matando meus pés! – Resmungo e dou mais uma mordida no milho.
Fomos para o carro aonde vim quase dormindo e quando chegamos Kaik me carrega no colo e dona Giovana nos encara com um lindo sorriso.
– Às vezes me sinto como se tivesse a idade de vocês. – Ela deixa uma lagrima cair. – Oh meu Deus! Estou chorando!
E sai andando ao secar suas lagrimas e olho confusa para Kaik.
– Ela está sentindo a falta de papai. – Ele beija-me a testa. – Meu bisa me disse que aqui eles tiveram grandes momentos e quando descobriram que eu e Cael estávamos na barriga dela.
Agarro ao seu pescoço e deito minha cabeça em seu peito e ele beija-me os cabelos e entramos em casa.
Sentir o cheiro da pessoa amada é tão gostoso que chega a ser patético.
– Agora você é toda minha! – Ele diz e me joga na cama.
– Nossa, você é um doce de pessoa. – Reviro meus olhos ao me apoiar em meus cotovelos.
– Ual! Ainda nem me provou e já me achou doce? – Ele ri e fica sobre mim e ficamos nos olhando nos olhos.
– acho que...
– Não estrague o clima dizendo que finalmente vou te comer, que ai mesmo que nunca mais te encostarei! – ele me corta.
– Ok, não está mais aqui quem falou! – dou um sorrisinho e ele revira os olhos.
Ele começa a beijar meu pescoço lentamente, mas o suficiente para me deixar com desejo. Minhas mãos automaticamente vão para suas costas e a suas trabalham lenta e graciosamente em minhas roupas. Ele abre o zíper lateral de meu vestido e em seguida se abaixa e tira minha meia calça e vai beijando minhas pernas ao mesmo tempo em que as acaricia.
Fecho meus olhos e absorvo o momento, mas sou interrompida quando o sinto rasgar minha calcinha e automaticamente me levanto para protestar, mas o sinto em meu sexo e fecho meus olhos quando ele me dá um sugada que preciso morder meus lábios para não poder gritar e sinto uma de suas mãos em minha barriga dizendo para que eu me deite e o faço.
Suas mãos agora estão em ambas minhas pernas segurando-as com força quando ele me penetra com sua língua e fecho meus olhos com intensidade. Não demora muito e me despenco do abismo e ele se levanta rapidamente e tira sua roupa ficando nu a minha frente e é a visão que sempre imaginei. Ele lança um sorriso malicioso e tira minha roupa com impaciência e logo me penetra com força e não consigo segurar meu grito.
– Se gritar, terei que parar! – ele diz meio ofegante e aceno com a cabeça ao morder meus lábios. – Boa garota!
Minhas unhas estão cravando em suas costas e ele solta aquele som de sua garganta me deixando ainda mais louca e seus lábios atacam os meus e me rendo aos seus encantos.
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