Um Insuportável solitário

22 Capítulo 22 - Quem apagou a droga da luz? Odeio escuro!


Notas iniciais
Boa leitura

– Ok! O que foi aqui? — Pede Arthur quando entramos na galeria de Fabiana.

Não quero entrar no assunto do piti que Kaik dera algumas horas atrás!

– Olivia, Fabiana já está no galpão! — Diz sua secretaria.

– Fabiana no galpão? — Digo ao enrugar a testa e ignoro Arthur.

Assim que entro no galpão a vejo admirada em minhas elas que agora estão secando. Todas elas são enormes, algumas com cores misturadas que foram feitas quando estava brigada com Kaik, outra é o rosto do mesmo quando eu estava perdidamente apaixonada e me esquecera do mundo e de minhas dores. Outras eram apenas os olhos quando eu me imaginava me perder no profundo caramelados ao dize a verdade.

Muito raro eu pintar alguém, na verdade eu odeio pintar rosto, corpos. Gosto mesmo é de ficar fazendo uma mistura sem fim com as cores, onde as pessoas sem cultura os olham e dizem; nossa, que coisa mais sem sentido. E é isso realmente que gosto de passar para as pessoas, como algumas coisas não te sentido, porém tem uma pitada de sentimento.

Mas que sentimento tem algum sentido? Ele não nos serve para deixar confuso?

– Estão lindas suas pinturas! — Comenta Fabiana maravilhada e fecho a cara.

– No contrato dizia que ninguém podia ver minhas pinturas!

– E esse rosto? — Pede ela ao me olhar e apontar para o quatro onde há o rosto detalhado de Kaik. — Perfeito! Magnífico!

– Você já tem todas as pinturas que me pediu, e elas estão quase prontas. -Digo ao me aproximar e fico a sua frente entre ela e o quadro. Esses não irão a exposição.

– Como não? — Ela dá um passo para trás. — Mas eles estão tão intenso! Com tanto amor, recusa, sofrimento! Meu Deus! Nunca vi um quadro de um rosto expressando tantos sentimentos! Você precisa colocá-lo na exposição!

– Fabiana! digo curta e grossa. O Combinado foi...

– Estou pouco me lixando para a exposição! Quer esse quadro!

– Não!

– Esse então! — Ela corre de salto fino para o quadro onde estão pintados apenas os olhos de Kaik. — Eu sei que esse aqui não terá problema! E você também sabe!

– Não...

– Ah! Qual é! — Ela revira os olhos e fica ao lado do quadro e cruza os braços.

Olha os quadros desse cara que você pintou e nem precisou de um modelo! Eu sei que você não precisou! Ela lança um sorriso irônico.

– Não, e ponto final! — Imito seu sorriso e dou as coisas. — E não quero ninguém no galpão, se eu souber que estão entrando aqui. Você pagará uma muita enorme, pois você mesma disse que no contrato que ninguém poderia ver os quadros antes do evento!

– Eu sei, eu sei! — Ela faz uma careta e ascendo seu cigarro. — Mas eu sabia que você estava escondendo alguma coisa e tive que vir. E não estava enganada. Seus quadros são magníficos! — Ela sorri agora de verdade e nos deixa a sós.

– É! — Diz Arthur. — Vamos logo, te deixarei no restaurante e vou para o aeroporto. Volto depois de amanhã à noite!

Arthur me deixa em frente ao restaurante do hotel e respiro fundo ao fechar meus olhos brevemente e ajeito meus cabelos quando o vento o bagunça e o desisto. Preciso urgentemente cortar meus cabelos.

Estou vestida em uma bermuda jeans preta não muito curta, uma blusa social azul marinho e sapatilhas confortáveis e uma bolsa de couro da mesma cor da blusa e meus inseparáveis óculos ray-ban. Dona Giovana está sentada em uma mesa logo na frente, vestindo um delicado vestido floral que a deixa mais jovial e seus cabelos loiros estão no ombro.

Assim que chego ela logo se levanta e me abraça fortemente.

– Fico tão feliz que aceitou meu convite par o almoço! Ela diz sorridente.

– O Sr. Leonardo não vai...

– Que nada! — Ela diz e nos sentamos. Ele está almoçando com as crianças. Milena, Guilherme e Emanuel adoram quando o avô lhe dê atenção! — Ela ri. E como anda a exposição?

– Ande bem, acabei alguns quadros ontem à noite. Dou de ombros.

– Mais que bom, querida. Ela sorri. E quando que começa?

– Depois de amanhã! Dou um pequeno sorriso e o garçom anota nossos pedidos.

– Você não me parece animada! Observa ela.

– Preocupada. Digo ao olhar para os lados.

– Não se preocupe, Kaik não está aqui. Ela me observa ainda mais e evito em olhar em seus olhos. Saiu com Lúcia!

– Idiota! Deixo escapar.

– Olivia. — Ela me chama e olho para ela. — Eu sei o que aconteceu entre você quando você voltou e quando foi embora! — Ela cruza os braços na mesa e me olha intensamente nos olhos. — Sei que ele lhe deu o colar de esmeralda!

Rapidamente escondo o colar dentro da blusa e ela solta uma leve risada.

– Não precisa esconder desde que a vi você não o tira! Ela dá um gole em sua água. Ele fez muito bem em lhe dar, porque cá entre nós. Ela abaixa a voz e aproxima um pouco de mim e faço o mesmo. Eu arrancaria do pescoço de Lúcia se ele o desse para ela.

Sem poder me controlar, meus lábios se formam em um sorriso enorme.

– Ela já magoou de mais meu menino, e duas veze. Uma por ter partido sem dizer nada, e outra esconder que eles têm um filho. Isso eu já acho de mais.

– Olha, eu não vou com a cara dela. — Coço minha cabeça incomodada e levanto meus óculos. — Mas cada um tem seus motivos pra fazer suas escolhas, e talvez ela pensasse que fazendo aquilo era o certo, mas agora ela viu o tamanho da burrada que fez. — Dou de ombros e respiro fundo e pisco algumas vezes. — Sabe, às vezes nós tomamos atitudes que no momento nos parece certo. Talvez fosse isso que Lúcia pensou!

– Sabe, você pensa igual a mim. Ela sorri e ou um leve sorriso. Em algumas coisas, você é mais cara de pau do que eu em algumas coisas! Rimos.

Em seguida entramos em um silencio estranho e respiro fundo mais algumas vezes e nos olhamos nos olhos outra vez.

– Eu amo o cabeça oca do seu filho, Dona Giovana! — Sussurro e ela presta atenção em mim. — O amei desde quando nos trombamos quando sai do banheiro e ele ficou prendendo meu caderno naqueles dedos enormes e grossos, lindos... em fim! Ajeito meus cabelos e respiro fundo. Encontrei o amor da minha vida, e ele se quer disse alguma coisa quando me declarei.- Deixo meus ombros caírem.- Só quer saber de Lúcia! Come, sofre por Lucia, trabalha pensando e sofrendo por Lúcia, volta pra casa e se tranca no quarto sofrendo por Lúcia! Vive sofrendo por Lúcia! — Digo indignada. — Se fosse por ela ter morrido, ou ela ter sumido e isso tivesse apenas alguns meses ou no máximo um ano eu até entenderia, mas qual é! Quem sofreria esses anos todos por alguém que quando volta, não está nem ai? Que caga e anda para seu verdadeiro amor? — Faço aspas nas ultimas palavras e reviro meus olhos. Sabe, entendo que as pessoas tem seu momento de sofrer por amor, assim como eu sofri. Mas tem horas que devemos seguir em frente sabe...

– Olivia...

– Não, eu ainda não terminei! — Levanto uma mão e tomo um gole de meu suco que o garçom deixara para mim. — E quando percebemos que é hora de seguir em frente o que fazemos dona Giovana?

– Nós...

– Sim, seguimos em frente e é isso que eu fiz três meses atrás quando o idiota, o babaca do seu filho foi atrás de mim para me dar o colar de esmeralda. Eu idiota, boba, uma garota muito, mas muito idiota mesmo pensava que seu filho tinha caído na real de que deveria viver o feliz para sempre comigo e não com aquela lambisgoia loira! — Cruzo meus braços e fecho meus olhos tentando me acalmar.

– Acho que alguém deve lavar a boca suja!- Diz àquela voz que eu sonho em calar.

– Lúcia, por favor. Pede Dona Giovana. Sem brigas, estamos em um lugar público!

– Então...

Ela para de falar quando seus olhos estão em mim, primeiro ela me queima com os olhos depois abaixa o olhar e a vejo ficar vermelho tomate e fecha as mãos em punhos.

Será que ela está passando mal?

– Esse colar! ela aponta para mim. Esse colar é meu!

– Seu? Arqueio uma sobrancelha.

– Pare com isso Lúcia. Dona Giovana fecha a cara para ela.

– Esse colar é meu, Kaik me deu no dia em que parti!

– E você o deixou na escrivaninha do quarto dele quando foi falar com Kath! Revir meus olhos. Sim, todo mundo sabe desse sua coisa de retardado ai!

– Me devolva! Pede ela abrindo a mão para mim e rio sem humor.

– Então. — Coço minha cabeça teatralmente. — Acho que você... acho não. Você está atrapalhando um almoço no qual não foi convidada. Então se retire, por favor?

E a ultima coisa que lembro foi olhar para Dona Giovana com uma cara espantada antes de cair na escuridão.

Notas finais
Então, só pra matar a curiosidade, pois hoje ainda haverá mais um! Então segurem seus corações, porque lá vem confusão.. muuuita confusão! *0* bjs, bjs! S2''