Um Eterno Amanhã

4 Capítulo 4: Rompendo Laços


Notas iniciais
Obrigada aos leitores =D Ta ae mais um cap =D

E aquele dia sofrido, da mesma forma que veio, se foi. E o dia seguinte foi para a moça uma grande espera. Aguardara o momento em que iria confrontar seu pai, o momento em que lhe diria o que por hora era a realidade. Tinha que enfrenta-lo, tentar mudar sua mente, faze-lo ver o outro lado da questão. Foi com essa idéia que se levantou, seguindo para o aposento real tão conhecido dela após o almoço. Sabia que era aquele o momento exato em que poderia confrontá-lo. E o faria com tal garra que qualquer um orgulhar-se-ia dela.

Bateu na porta, educadamente, esperando alguma palavra do rei. Não ouvindo qualquer som, ela entrou pedindo licença. Fechou a porta atrás de si, aproximando-se da mesa aonde ele costumava estar. Ele estava lá, a cabeça baixa recostada na mesa.

- Pai? – Ela chamou receosa – Posso dar uma palavra com o senhor um minuto?

- Ahn... – Resmungou, levantando a cabeça – Ah! Mas é claro, Kikyou... Sente-se. – Replicou, olhando para ela – Espero que seja algo importante.

- Sim, é. – Começou ela, sentando-se educadamente na cadeira, sem indagar o porquê daquela posição “inusitada” na qual nunca pensara encontrar um rei – Perdão por incomodar o senhor, mas... Eu preciso conversar sobre algumas coisas... Digamos desagradáveis... Que andam acontecendo – Estava sendo bastante cortês, como uma verdadeira dama.

- Diga.

- Bem, agora que o senhor já se acalmou sobre aquele assunto, vou explicar-lhe de novo minha teoria: pai, caso você não tenha percebido, ao prender aquele Youkai você armou uma guerra e pôs em risco a segurança das pessoas que estão aqui em nosso reino. Você já pensou se ele é alguém importante? Se for, provavelmente, nosso reino na crise em que estamos não vai resistir ao ataque deles e perderemos nossas terras, que são tudo o que temos.

- Kikyou! Você de novo com essa história! Esqueça minha filha, não vai me fazer mudar de idéia – Foi sua resposta em tom irritado.

- Eu ainda não terminei – Sua voz mantinha-se calma – Peço apenas que me escute e tente ver pelo meu lado... Não bastando fazer isso, ao que fiquei sabendo, você estava... Como foi mesmo que disseram? Dando “uma lição nele”! Pai, você deve estar louco, não é?! Porque você vai espancá-lo? Acha mesmo que isso vai fazê-lo falar? Eu acho que isso vai fazer com que ele se feche mais! O senhor precisa mudar suas atitudes, não parece mais ser o mesmo de sempre...

- Kikyou eu não faço idéia do que tem em mente, nem nunca vou ouvir suas idéias tolas!

- Pai, eu acredito em várias coisas. Eu sou contra a tortura de qualquer tipo, em qualquer criatura... Se o senhor, que eu sempre admirei faz isso, então nunca foi como eu pensava. Pai, você está diferente! Porque eu nunca pensei que veria o senhor descer tão baixo. Confesso que depois de tudo o que aprendi com o senhor e o quanto eu o admirei, sinto-me decepcionada ao ver essa coisa ridícula que você se tornou. Eu te amava, mas é tão estranho... Após te ouvir começo a sentir que me enganei durante todos esses anos.

- Não me afronte! Saia antes que eu tenha que expulsá-la! Você não tem minha permissão para interferir em quaisquer assuntos do reino, e ponto-final! Vá já para o seu quarto!

- Irei depois que tiver uma resposta... Falo com você como filha, moradora do reino... Falo como uma humana, que se importa com os outros humanos do reino... E você não está respeitando meu direito de expressar minha opinião, está me tratando pior do que qualquer outro que pisa nessa sala... Me diga o porquê, pai! Quero saber o porquê de ouvir qualquer pessoa, menos a sua própria filha.

- Porque sendo qualquer outra pessoa do reino já estaria no calabouço! Mas não sou capaz de fazer isso com você, Kikyou, não ainda! E tem mais. Se eu te pegar conversando sobre isso com qualquer pessoa, não vou ser piedoso. Vá para o seu quarto!

- Não vou permitir que me censure como faz com uma criança!

- Você é minha FILHA! Faço com você o que eu bem entender! – Segurou-a pelo braço, torcendo-o para trás, com força, enquanto ela mantinha o olhar de desafio, e os olhos dele flamejavam – É… Você cresceu mesmo, Kikyou! Agora é uma bela moça. Mas seu comportamento é da criança mimada que sempre foi! Você, em primeiro lugar, deve ser quem mais me trata como rei, para dar exemplo! Eu só espero não ter outra decepção com você, ou serei violento.

- Você jamais tornará a ser o que foi... Você não é mais o pai que eu amei e muito menos o rei que respeitei. Solte-me! Agora! – A última palavra era quase como um sibilar, pronunciado lenta e claramente. Haviam lágrimas de ódio presas em seus olhos. Sentia dor no braço, mas a dor em seu peito diante da realidade ofuscava a primeira.

- Seja uma boa menina. – Cochichou, soltando seu braço – Você nunca vai deixar de sentir amor por mim. Eu sou seu pai. Você vai continuar a gostar de mim pra sempre, amorzinho. – Acariciou-lhe o queixo, e ela desviou o rosto, sentindo o coração disparar ainda mais – Não, eu não sou um monstro! E você me ama, Kikyou-chan. – Sorriu um sorriso desprezível, o mais horrível sorriso que ela tivera o desprazer de ver em toda sua vida.

- Eu tenho nojo de você... Entendeu? Nojo! – A última palavra foi pronunciada lenta e enfaticamente, subindo levemente o anterior tom de voz.

Dito isso ela saiu, mantendo a mesma pose de quando entrou, exceto pelas lágrimas contidas nos olhos, a marca vermelha no braço e o olhar desiludido, de quem havia perdido uma parte importante de si. E o genitor apenas olhou para o local onde ela esteve, caindo de joelhos, uma das mãos no peito esquerdo. Murmurou, tolamente, olhando pro chão:

- Kikyou... Minha filha... Meu Deus! O que eu fiz…?

A princesa sentiu que suas pernas aceleravam os movimentos, logo após cruzar a porta do aposento. Não sabia pra onde os apressados membros a levavam. Seu coração estava despedaçado, destruído pelo sofrimento. Ela sentia o peito doer, a dor de perder um pai. A partir daquele momento ele morrera... Morrera dentro do coração dela, a fatia que o continha fora grosseiramente arrancada de seu músculo vital. A dor era tamanha que parecia física, obrigando-a a sentar-se, escondida, num dos quartos da enorme mansão, sentindo duas lágrimas solitárias rolarem pela sua face amargurada. Alguns empregados a observaram passar, sem coragem para reagir à estranha cena que era ver aquela garota disciplinada atravessando os corredores rapidamente, com a cabeça baixa. Perguntavam a si mesmos: o que fizera o rei para que Kikyou, a única pessoa em todo o castelo que jamais perdera sua inabalável compostura agir daquela forma?

Dentro do enorme aposento a nobre, sozinha, tentava controlar a vontade de debulhar-se em lágrimas. Era uma mulher forte, dizia a si mesma, não se permitiria o vexame de chorar feito uma criança. Enxugou o líquido que percorrera seu belo rosto. Fechou os olhos, recostando a testa na parede fria, desejando apenas que nada daquilo fosse real e que estivesse delirando desde o dia em que aquele estorvo fora posto no calabouço... Quem sabe assim não teria ela agora um pai, um homem de quem se orgulharia, que ainda a amaria com a mesma profundidade de quando era apenas um bebê? Quem sabe seu peito doesse menos se ele jamais tivesse entrado em sua vida?

Parou por um segundo... O que estava pensando?! Sacudiu a cabeça, levemente. Estava culpando o meio humano que jazia naquela cela imunda e nojenta pela loucura daquele homem?! Que tipo de egoísmo seria esse? Até ela começaria a vê-lo como um monstro e culpá-lo pelos inconseqüentes atos daquele que um dia chamara de pai? Não, concluiu, ele era inocente... O rei de Miko é que deveria pagar... E seria ela quem o castigaria, com suas próprias mãos, mais cedo ou mais tarde.

Com isso em mente, forçando-se a acreditar em seus próprios pensamentos, ela ergueu-se, forçando-se a deixar o aposento. Lembrar-se-ia disso, sem dúvidas. Nunca esqueceria o que seu pai fizera... Aquilo ficaria eternamente tatuado em sua alma ferida. O sangramento não estancaria até que ele provasse um pouco de seu próprio remédio! Até que ele aprendesse que nada justifica a tortura de um ser vivo. O faria pagar, dizia a si mesma, sentindo cada vez mais raiva.

Respirou fundo, acalmando-se. Tinha de encarar a vida de frente, andar de cabeça erguida, como tantas vezes lhe ensinaram. Iria provar que aprendera a lição. Sairia de lá, como se nada tivesse acontecido, com a expressão intacta, tal e qual estivera pela manhã. E assim o fez, erguendo os olhos para uma enorme janela. Notou que o sol começava a se pôr, tamanho o tempo que perdera submersa em suas próprias preocupações, perdida em infinitos devaneios. Sentiu um forte aperto no peito ao lembrar que havia acabado por esquecer-se do prisioneiro, que depositava suas esperanças na sua ida lá todos os dias. Correu em direção ao seu quarto, adentrando-o na maior velocidade possível. Alinhou-se ao notar que a irmãzinha estava sentada numa cadeira e a observava com os olhos cheios de perguntas mudas.

- Oneesan! O que aconteceu? Você sumiu durante a tarde toda... – Ela indagou, seriamente – Você está sempre correndo... O que é que ta acontecendo?!

- Querida, eu não posso mesmo te contar. – Ela disse, observando a irmã – Seria perigoso te envolver nisso. É um segredo só meu. Não fique preocupada, eu vou voltar. Eu sempre volto pra perto de você, está bem? – Ela falou, abraçando levemente a menina. Esta pareceu tranqüilizar-se – Agora tenho que ir. – Ela falou, pegando as frutas, enroladas em um pano, que antes separara para ele – Não conte nada a ninguém, Kaede-chan.

- Ta bem, Kikyou oneesan. – Ela murmurou, continuando sentada no quarto da irmã, tristemente. Sentia falta da atenção que ela lhe dispensava, mas era obrigada a acatar as vagas desculpas da irmã, sem discutir. Não queria prejudicá-la de nenhum modo.

A princesa, longe das vistas de Kaede, trocou-se e vestiu a capa negra, deixando o vestido escondido em um canto aonde não seria encontrado. Seguiu, o mais rapidamente possível, em direção às masmorras. Seu peito batia loucamente ante a perspectiva de vê-lo outra vez. Mesmo que por um breve espaço de tempo, adorava tê-lo perto de si. Balançou a cabeça, apagando os fúteis pensamentos da mente. Em que estava se transformando ela?

Adentrou o calabouço, correndo até a cela dele. Surpreendeu-se ao notar que ele dormia, recostado à parede. Não acordara nem mesmo com a aproximação de seus passos, pensava consigo mesma. Abriu as grades, amaldiçoando-as por serem tão barulhentas. As pequenas orelhas caninas moveram-se, captando o som. Ela ajoelhou próxima a ele, então, sabendo que estava despertando.

- Kikyou? – Ele murmurou, com os olhos fechados – É você?

- Sim... Me desculpe... Eu te acordei?

- Não se preocupe – Ele replicou, secamente.

- Eu trouxe sua comida. – Ela arriscou, notando que ele não estava muito receptivo.

- Deixe ai, não sinto fome. – Ele replicou, cruzando os braços e entreabrindo os olhos amarelos, fixando-os friamente nos olhos dela.

- Não está com fome? – Ela indagou, desconfiada – Mas eu estou tão atrasada, você não come desde ontem... Está tudo bem? – Tentava ser gentil, mas a indiferença dele a afligia. Será que ele também a trataria mal naquele dia? O que tinha ela feito para merecer isso?

- Estou ótimo! Feh! Deixe de ser chata, Kikyou! Me deixe em paz! – Ele estava sendo grosso, rude e agressivo.

Com as palavras dele, a mulher sentiu o coração disparar, pela primeira vez sentindo raiva dele. A atitude que tomava com ela lhe era extremamente ofensiva. Acalmou-se, sentindo o peito apertar de descontentamento. Teria de ser bem direta também. Acabaria com aquilo de uma vez por todas. Não permitiria que ninguém a tratasse de tal forma sem que ela tivesse feito nada.

- Não sei o que houve... – Ela respondeu, tentando manter a voz firme, mesmo que o olhar a abalasse – Mas estou vendo que não deseja minha companhia hoje. Estou indo embora então. Amanhã eu voltarei. – Ela disse, erguendo-se antes que se arrependesse da decisão.

Sabia que se ele a olhasse docemente seria incapaz de lhe negar qualquer coisa. Desviou os olhos dos dele, agindo bruscamente como nunca antes fizera. Queria sair logo dali, o cheiro de mofo parecia mais forte agora, e começava a sufocá-la. Parecia que aquele lugar e a presença dele haviam perdido o encanto.

O prisioneiro não respondeu, baixando os, olhos. Aquela humana era decidida, dizia a si mesmo. Ela já se virava para sair, abrindo a cela quando ele foi obrigado a vencer o próprio orgulho, dizendo-lhe, forçadamente:

- Não precisa ir se não quiser... – Parecia triste, embora não desse o braço a torcer.

- Eu sei entender quando não sou bem-vinda – Ela replicou, olhando nos olhos dele, ferozmente. Ele sentiu medo do olhar, sentindo que a ofendera de verdade – Ou eu estou enganada? Você quer que eu fique, InuYasha? – Ela reforçou a última frase, olhando-o seriamente. A voz abrandara tal qual o olhar, mas ainda aparentava tamanha decisão quanto antes.

- E-eu... – Ele balbuciou esquecido do anterior rancor. Baixou os olhos, sem encontrar resposta apropriada. Deixou o silêncio preencher o local e ela sentiu-se uma idiota por ainda ficar ali, esperando por qualquer palavra amável da parte dele. Sabia que perdia o tempo, mas queria que ele lhe dissesse que apreciava sua companhia, embora nem mesmo sua mais tola ilusão acreditasse nisso verdadeiramente.

- Foi o que pensei. – Ela replicou, notando que ele não responderia. Saiu, trancando-o lá dentro, e levando consigo a comida – Amanhã cedo eu volto com a comida, porque não posso deixá-la aqui.

- Espere Kikyou! – Ele chamou, agora havia uma muda súplica em seus olhos – Por que... Por que você está indo embora?

- Já lhe disse, não vou ficar num lugar aonde não desejam que eu esteja... Mas se é pela comida, fique tranqüilo eu voltarei amanhã cedo. Agora, se me der licença, estou indo.

Ante as duras palavras da moça ele não possuía mais argumento. Sentia-se um idiota por tê-la tratado daquela maneira. Sabia que ela não merecia que ele fosse tão grosso... Forçava-se a aceitar o fato de que fora abandonado ali, sem a presença dela, sem aqueles breves momentos que lhe aqueciam o peito. Seu coração não acreditava que fora idiota o suficiente para chatear a última pessoa a que desejaria que isso acontecesse no mundo.

Fechou os olhos, querendo dormir. Sentia ainda mais frio longe dela. As feridas demoravam mais que o normal para cicatrizar, e ele estava torcendo para que fosse apenas pelas más condições e má alimentação, e não por algo mais sério. Suspirou, cerrando os olhos. Queria ficar junto dela, somente sua presença lhe aquecia o peito naquele lugar fedorento, solitário e frio.

Refletia sobre a vida que tanto amaldiçoara: os dias em que passara necessidade, em que se sentira sozinho e com frio, com a essencialmente humana necessidade de ter alguém com quem conversar... Alguém que o abraçasse, como tantas vezes sua mãe fizera, e lhe dissesse que estava tudo bem, que não precisava temer nada, que não estava sozinho...

Por isso odiava a parte humana que possuía. Culpava sua metade humana pela sua fraqueza, sua repulsa à solidão, sua necessidade de um ombro amigo... Pela vontade de sentir alegria, conforto, tranqüilidade, como todos aqueles a sua volta sentiam, mas o privavam disso. Queria apenas ser como os outros, ter o direito de sorrir e chorar. Mas tudo isso lhe era negado. Tinha de deixar para trás os sentimentos para se tornar mais forte e se defender naquele mundo traiçoeiro, que jamais teria lugar para um mestiço como ele.

Fechou os olhos, conformado. Nenhuma pessoa no mundo inteiro seria capaz de compreendê-lo. Aceitava isso, já se habituara aos olhares, às mudas reprimendas. Mas porque aquela humana dar-lhe as costas lhe causava tamanha dor? Porque sua ausência era como um enorme buraco, a falta dela congelava seu peito e o fazia sentir vontade de humilhar-se, fazer qualquer coisa, até mesmo implorar para que ela retornasse e ficasse ali a seu lado? Porque feri-la com palavras o feria mais do que qualquer palavra carregada de ódio que humanos e youkais lhe diziam todos os dias?

Ela é diferente, ele concluiu, repetindo mentalmente seu nome: Kikyou... Sim, aquilo soava bem. Agora teria de ficar somente na expectativa de sua volta no dia seguinte. Sentiu a cabeça doer, murmurando um xingamento. Precisava descansar e esperar pelo dia seguinte. Sentiu o cansaço vence-lo, recostando a cabeça na parede. Amanhã ficaria tudo bem... Ele não estaria mais sozinho então.

Kikyou chegava a seu quarto, no mesmo momento que o rapaz adormecera em sua cela. Perguntava a si mesma porque aquele dia fora tão ruim... Fora desprezada até mesmo pelo meio youkai. Agora, em seu quarto, perguntava-se se não fora dura demais com ele... Afinal, ela mesma ficaria de mau humor se passasse um dia inteiro sozinha numa cela cheirando a mofo, com fome e aquelas pesadas algemas prendendo as mãos na mesma posição.

Prometeu a si mesma que no dia seguinte seria diferente. Manteria a calma com ele, por pior que pudesse estar. Agora queria tomar um banho e descansar até a hora do jantar. Merecia descansar um pouco. Sabia que depois de tudo o que passara não poderia jantar à mesa com todos os outros. Pediria que trouxessem tudo para seu quarto, alegando uma indisposição qualquer. Isso não seria o problema.

Deitou-se na cama, enfim dando a si mesma um merecido descanso. E quem sabe amanhã as coisas melhorassem... Quem sabe o que acontecerá no amanhã?

Notas finais
Gente, por favor, quem estiver lendo, me dá uma força mandando um review, ta bem? ^^ Eu gosto mto mesmo de receber comentários ^^ Críticas construtivas são sempre bem-vindas =]