Notas iniciais
Espero que gostem. Ainda estou esperando os comentários para saber se está tudo bem com vocês. Boa leitura Bjos

Emma chegou na delegacia cabisbaixa. Maltratou Killian e ela sabia bem disso. Ele não tinha culpa do mar de angustia que ela estava vivendo. Ele não tinha culpa por ela não ama-lo. Ele não tinha culpa dela só pensar em uma morena elegante. Sentou em sua cadeira desconfortável, colocou seus pés na mesa de madeira antiga, a fazendo ranger e besbiscou seu chocolate quase quente, começou a olhar para o nada. Aqueles olhos verdes estavam vazios.

David, que por sinal já havia chegado. Observou sua filha se adentrar sem ao menos perceber que ele já estava lá.

– Filha?

Emma deu um salto da cadeira, quase caindo no chão.

– Como você entrou sem eu ver? – Emma estava vermelha pelo susto.

– Eu já estava aqui, foi você quem não me viu.

– Desculpa, David. Eu estou um pouco distraída pela confusão de ontem – Emma tentava se explicar.

– É só isso que te incomoda?

– Só? Você acha o que aconteceu foi pouco?

– Você salvou a vida daquela mulher.

Srta. Swan estava cansada de ouvir aquela frase.

– Pai, não comece com isso. Eu sei que salvei a Marian – a esposa Zumbi. – E uma parte de mim está feliz por isso – Uma parte bem pequena por sinal. Desculpe, eu vou parar de interromper. – Mas eu não consigo ficar completamente feliz sabendo o que eu fiz com a Regina.

– Por que? – David só queria que sua filha entendesse.

– Porque....Porque....- a loira estava pensando o real motivo daquilo tudo. Tombava a cabeça para o lado pensando – Porque ela é a mãe do meu filho e eu não quero que ela sofra.

David estreitou seus olhos, não estava acreditando o que acabara de ouvir.

– Sério? – David sabia que sua filha estava cega demais pra entender. – Claro. E você pretende resolver isso?

– Eu vou resolver isso – falou com uma voz determinada, endireitando o corpo e estufando o peito. – Só não sei como – Se murchou toda.

– Posso te dar uma dica? – A loira arqueou uma sobrancelha. – Eu conheço a Regina a muitos anos. Acho que posso ajudar.

– E o que você sugere? – Largou se chocolate, se debruçou na mesa, mostrando que estava prestando atenção.

Sério que os dois bolariam um plano para Emma se reaproximar da Regina?

– Primeiro. Não procure a Regina por uns dias. Ela precisa se acalmar e te ver não ajuda muito – Emma já não estava gostando daquele plano. – Segundo. Depois desses dias, vá buscar o Henry. Bata na porta e espere que ela não te jogue uma bola de fogo.

– Excelente, David. Torcer pra Regina não me matar é um ótimo plano – Emma falou com seu tom mais sarcástico.

– Você tem um plano melhor?

– Tenho. Meu plano é começar a dormir na porta da casa dela até ela falar comigo.

Os dois soltaram uma gargalhada gostosa.

– Tudo bem. Vou dar o tempo que ela precisa. Agora vamos terminar esses relatórios. A prefeita já não está boa comigo, se eu atrasar com isso será bola de fogo na certa. – Ela voltou a tomar seu chocolate agora frio, mordeu um bom pedaço da rosquinha e começou a preencher a papelada.

Não conseguia se concentrar naquilo. Só pensava no seu pai.

“Me afastar. Até parece.”

Dois dias depois

Foi um dia nublado e frio. Um dia em que o sol apareceu tentando aquecer a pele dos moradores “fictícios” daquela pequena cidade. Eu não me enganei em dizer que foi um dia nublado. O sol estava lá, mas ninguém o estava sentindo. Todos sentiam um estranho frio na espinha a espera de algo ruim acontecer.

Este algo ruim tinha endereço, casa, rosto, pele, boca, olhos, filho, magoa. Henry não deixaria que a Devastadora de reinos voltasse, ele só queria sua mãe prefeita bem, sorrindo e linda.

PAUSA

Vamos falar sobre o sorriso da Regina. Aquilo não é um sorriso, é uma pintura do Leonardo da Vinci. O sorriso da Regina não para o trânsito, ele destrói pontes, barreiras, muralhas. Ele te desmonta, te derrete, te hipnotiza.

O sorriso da Regina faz você buscar uma montanha inteira só para ela poder plantar uma macieira no topo. Faz você pular em um lago no dia mais frio do ano.

E você faria qualquer coisa por este sorriso.

Fui clara?

Este é o sorriso dela.

FIM DA PAUSA

Regina ficou parada na entrada de sua sala observando seu filho jogar vídeo game. Um pequeno sorriso saltou do seu rosto – um pequeno sorriso. – Ter Henry ali a preenchia, a ajudava. Ter aberto a porta foi a decisão mais acertada que ela teve.

– Para de me olhar deste jeito, mãe. Estou ficando sem graça – seu filho não precisou olhar para o lado, sabia que sua mãe o estava fitando.

– Você sempre será meu bebê sabia?

Henry fez uma careta e sorriu.

– Eu não sou mais um bebê, mãe. Já tenho quase 13 anos.

– Você é o meu bebê – se aproximou bagunçando seus cabelos.

Os dois sorriram, como era bom tê-lo ali.

Regina deslizou até seu escritório. Abandonou sua vida e agora precisava voltar a realidade. Doeu entrar lá, lembrava da noite que passara ali e o porquê de o tapete estar desgrenhado e fora do lugar. Pegou seu celular que estava jogado em um canto qualquer a dois dias.

37 ligações e um aviso de caixa de mensagem lotada.

“Swan”

Seus olhos escureceram.

“Nenhuma ligação do Robin”

Seus olhos ficaram negros novamente. Arremessou o celular contra a parede, o despedaçando. Henry ouviu e foi correndo para o escritório.

– Mãe?

Regina estava ofegante, bagunçada, seus olhos completamente negros e uma bola de fogo se formando em cada uma de suas mãos. A Rainha Má estava voltando.

– Mãe, eu estou aqui. Vai ficar tudo bem. Eu preciso que se acalme. – Ele se aproximava com cautela.

– Saia daqui, Henry – Foi uma ordem.

– Não, eu não vou sair. Vou esperar a senhora se acalmar. Depois podemos ir ao parque, o que acha? Você não sai a dois dias, está pálida, parece um vampiro do Crepúsculo.

Regina gargalhou. Seus olhos avelãs estavam ali, suas bolas de fogo não. Henry respirou fundo aliviado. Pensou:

“Essa foi por pouco”

– Eu não estou pálida. Só tem dois dias e o sol não está saindo tanto assim – Regina falou se acalmando dos risos.

– Eu sei, mas agora você está mais calma.

Regina sorriu com sinceridade. Seu pequeno príncipe havia crescido e estava cuidando dela.

– Vá trocar de roupa. Vamos ao parque.

Henry não respondeu, foi em direção ao seu quarto o mais rápido possível.

– Henry Daniel Mills! O que eu já falei sobre correr dentro de casa?

– Desculpe – sua felicidade era imensa, não conseguia se conter. Sua mãe estava ali e finalmente sairia de casa.

PREPATATIVOS PARA A IDA AO PARQUE

Henry entrou no quarto apressado. Pegou seu celular.

Mensagem para Mãe Emma.

– Mae. Eu e minha mãe vamos ao parque. N apareça por lá e pf, n deixe o Robin aparecer tb.

Bjos

Emma sorriu com aquilo.

Mensagem para Henry.

– Pode deixar, comandante. Ninguém chegará perto da sua rainha....rsrs

Bjs

Emma saiu da delegacia correndo, pegou a viatura e foi direto para o Granny’s.

– Ruby. Você viu o Robin por aí? – Emma estava nervosa.

– Aconteceu alguma coisa? A Regina fez alguma coisa?

– Não! Regina vai ao parque com o Henry. Ele pediu pra ninguém aparecer por lá. Estou só me certificando.

– Pode deixar. Se ele aparecer, aviso para ficar longe de lá.

Emma sorriu e saiu. Voltou à viatura e foi para o parque – claro que ela ia para o parque. Alguém ainda tinha dúvida? Teimosa. – Estacionou em uma rua ao lado e esperou.

Regina apareceu com uma calça jeans, uma camisa branca, um casaco preto, um cachecol azul claro e um meio sorriso.

“Regina usa calça jeans? ”

Foi a primeira coisa que ela pensou ao vê-los chegar. Estava escondida em atrás de uma arvore vendo seu Henry puxar uma Regina resistente. Os dois foram comprar pipoca, se sentaram em um dos bancos gelados. Emma viu Regina gargalhar com alguma piada sem nexo, enquanto Henry gesticulava como sua mãe morena.

“Ele é mesmo filho da Regina”

Mesmo trejeitos.

Emma sorriu como se estivesse ouvindo uma música gostosa – aquela música que quando toca, você sente o corpo relaxar e imediatamente pensa. “Adoro essa música”. Fecha os olhos e sorri. Sabe como é? – Foi assim que Emma sorriu ao ouvir a risada dos dois.

Nossa salvadora estava tão preocupada em ver Regina sorrindo – não podemos culpa-la. – Que ainda não havia percebido o que estava acontecendo.

A tarde foi tranquila e as duas por algumas poucas horas esqueceram de tudo. Robin, Marian, Killian, David, maldição, traição, dor, magoa, arrependimento, passado. Emma atrás daquela árvore e Regina naquele banco de praça, estavam sorrindo juntas sem realmente estarem. – Essa cena me fez lembrar de uma música. Um dos trechos é “Você me segura sem me tocar. ” Acho que cabe bem no que a Emma estava passando atrás daquela árvore. Regina não sabia o que estava acontecendo, mas prendia Emma apenas com uma tarde quente em um dia frio.

Pessoal, preciso beber uma água e tomar um banho. Não vou demorar. Vocês se importam em esperar um pouco?

Não?

Já volto.

Notas finais
É isso gente. Mais um capitulo e vou ficar esperando os comentários. Espero que eles venham...rsrs Bjos