Notas iniciais
Estou animada hoje hein....Até recebi comentários e fiquei muito feliz. Espero que gostem. Regininha linda está se acalmando. Boa leitura.

10 dias depois do ocorrido

16:02

O sino do Granny’s toca. Os saltos característicos ecoam no ambiente.

PAUSA

Desculpa a pausa, mas eu preciso contar isso.

Depois de uns 3 dias que Regina e Henry foram ao parque, ela estava mais calma e resolveu voltar a trabalhar. O dia estava bonito, blá, blá, blá, o sol estava brilhando, mas o dia estava frio, blá, blá, blá. Regina resolveu comprar um café no final da tarde.

Até aí tudo bem.

Ela entrou no Granny’s, quando a viram. Todos se levantaram desesperados, o pessoal correndo de um lado para o outro. Tropeçando, caindo. Na correria, empurraram o Leroy – é uns dos anões, não faz muita diferença. – Ele caiu de cara nos saltos da Regina.

Ele olhou para cima e viu Regina sorrindo daquela situação.

Ela não estava sorrindo, sorrindo, ela está repuxando um pouco os lábios para cima.

– Gostou dos meus sapatos? Posso te emprestar, só não sei se vão servir.

Regina falou isso séria, morrendo de rir por dentro.

Ruby soltou uma gargalhada. Leroy ficou vermelho de vergonha e todos perceberam que estava tudo bem.

A prefeita não ria, mas também não soltava bolas de fogo. Isso já é muita coisa.

FIM DA PAUSA

Voltando....

– Está atrasada prefeita – Ruby já estava com o café nas mãos.

– Está andando muito com a Xerife, Srta. Lucas. Está ficando petulante igual a ela — todos os dias Regina buscava seu café as 16hs. Poderia pedir sua secretária – Sra. Boyd – para buscar, mas esse era o momento em que andava e via as pessoas. Ela particularmente não gostava de ninguém. Só estava cansada de olhar as paredes brancas.

– Ao menos está tentando ficar eficiente, Lucas.

– Um elogio da prefeita?

Para tudo. Isso foi um elogio?

– Estou de bom humor.

A loba abriu um enorme sorriso. Ruby atualmente era a pessoa mais próxima de uma quase colega distante de Regina. A morena deixou o dinheiro do balcão, quando girou seus pés para voltar à prefeitura. Trombou com alguém, derramando todo seu café em sua blusa de seda lilás.

– Mas que diabos....... – Regina parou de falar.

Emma

Todos pararam de respirar – eu parei de respirar – Emma arregalou os olhos e pensou:

“Droga”

“Só pode ser carma”

– Regina, desculp.... – Foi interrompida.

– Não! Saia da minha frente, Srta. Swan- uma Regina furiosa foi em direção ao banheiro desviando graciosamente das mesas

–Me deixa ajudar. Eu não te vi – Emma foi atrás se desculpando e tropeçando em tudo que aparecia pela frente. – Regina....

A rainha entrou no banheiro, e antes que pudesse fechar a porta, viu uma salvadora se adentrando sem modos. Se apoiou na pia, olhou no espelho. Olhos escuros – isso não é bom. – Respirou fundo como se buscasse a calmaria em outra dimensão. Se virou encarando a loira. Viu os olhos verdes de Emma Swan.

Aqueles olhos esmeralda.

Olhos angustiados, carentes, tristes, desesperados, pedintes. Olhos de uma criança que acabara de quebrar um copo e suplicava pelo perdão.

Ruby e Granny se entreolharam. Regina e Emma estavam no banheiro e Regina não estava feliz. Ruby começou a ligar para todos. Mary, David, Killian, Archie, Bella, Papa, Obama – até para o Graham ela ligou, só que caiu na caixa postal. – Ela só não ligou para Robin. Ligar para Robin Hood não seria uma boa ideia — deixa Robin lá na floresta, Ruby. Deixa ele com a mulher zumbi e os homens “ boy magia” alegres.

Regina não conseguiu brigar com Emma, não com aqueles olhos verdes pedindo que ela a perdoasse. Olhos que estavam brilhando em uma suplica sem palavras.

– Tudo bem, Swan – Regina voltou a se olhar no espelho. Pegou um pedaço de papel e começou a limpar sua blusa lilás.

– Desculpa, Regina – as palavras quase não saíram.

– Por ter estragado minha blusa? Está tud.....

– Por tudo – a loira olhava a morena pelo reflexo do espelho e sentiu o ar ficar rarefeito.

Silêncio.

Voltar àquele assunto era arriscado. Regina estava tentando se comportar da melhor forma possível. Emma não podia perder essa oportunidade. Sentia a culpa a sufocar e precisava falar, se explicar.

Regina não conseguia se mexer. A raiva, o magoa, a tristeza estavam se debatendo dentro dela. Brigando para sair e destruir aquela cidade inteira. Controlar seus demônios era difícil, principalmente quando um deles está na sua frente pedindo perdão. Um demônio loiro, com doces orbes verdes.

Aquele silencio precisava ser quebrado, estavam se olhando a...não sei quantos segundos. O reflexo do encontro da floresta de aveleiras com o mar esmeralda.

Ouviram batidas na porta.

O transe fora quebrado.

– Está tudo bem aí – Granny só queria saber se Emma estava viva.

Regina se virou para Emma e com a voz mais triste do que queria demostrar, disse.

– É melhor você responder. É de você que eles querem saber.

Pegou sua bolsa e quase transpôs a loira. Emma pôde sentir o cheio da rainha.

Maçã.

Fechou seus olhos e sentiu falta de quando as duas brigavam. As brigas não tinham rancor, nem magoa. Emma até se divertia um pouco. Ver Regina daquele jeito a consumia.

A prefeita saiu apressada, atravessou a lanchonete sob os olhares desconfiados dos moradores. Ver Emma não podia ter deixado seu dia pior. Ao sair, se esbarrou na multidão que Ruby chamou. Todos foram correndo para o Granny’s.

A salvadora logo saiu do banheiro tranquilizando a todos. Mary foi correndo em sua direção.

– Você está bem?

– Não.

Novamente seca, fria.

*******************************************************

Regina parou de tomar seu café das 16hs. Ruby sentiu a sua quase colega se afastar.

Emma começou a aparecer no Granny’s as 16hs. Esperança em ver Regina. Esperança que foi esvaecendo com os dias.

– Ela não vai aparecer, Emma – Ruby avisou sua amiga quando a viu chegar.

A loira ficou pensativa. Não a via na lanchonete, nem em casa. Regina se recusava a atender a porta às sextas e segundas. – Dia em que Emma buscava e levava Henry. Sentiu um estalar na cabeça e sorriu.

– Um café para viagem, Ruby.

A morena de mechas vermelhas, estreitou os olhos. Sabia o que sua amiga estava pensando. Seu primeiro pensamento foi sacudir a loira e perguntar se ela estava louca, mas depois pensou bem. Emma não podia fazer nada pior do que já fez. Podia?

Preparou o café do jeito que Regina gostava. Forte e sem açúcar.

– Depois me conta, deu as costas e foi para cozinha.

Ao sair, viu Robin passeando feliz com sua família do outro lado da rua. Agradeceu por Regina não frequentar mais a lanchonete. Entrou em seu fusca e foi para prefeitura.

“Vamos trabalhar de entregadora”

Sra. Boyd quase enfartou quando viu uma loira sorridente, de jaqueta azul e distintivo na cintura entrar. Olhou para porta do gabinete e sussurrou.

– O que está fazendo aqui Srta. Swan.

Emma foi mesmo na prefeitura. Atrevida.

– Só vim entregar um café. Não vou entrar, nem bater, nem gritar – Emma sorria com o desespero da secretária.

– Se eu contar que foi você quem trouxe, ela vai jogar esse café quente na minha cara – a secretária trocava os olhares entre a xerife e a porta do gabinete.

– Diga que foi um entregador.

– Ela odeia mentiras, Emma.

– Não é mentira. Estou trabalhando de entregadora hoje – ela estava se divertindo. Que saudade sentia disso. – Melhor você entregar, vai começar a esfriar e ela tem cara que odeia café frio.

Sra. Boyd bufou e se rendeu. Emma logo deu as costas e foi embora.

Bateu duas vezes na porta.

– Pode entrar – a loira de óculos finos entrou devagar. – Espero que seja importante.

– O entregador veio trazer seu café.

Regina arqueou os olhos vendo a loira tremer.

– Entregador? Eu não pedi café – entregador? Estranho. – Pode deixar aí, obrigada.

A loira tremula saiu correndo da sala.

Regina se levantou, foi em direção ao aparador de vidro ao lado da porta. Pegou o copo de café e experimentou. — Divino.

Ruby.

Sentiu um cheiro diferente no copo, bebeu mais um pouco e sentiu um odor forte de canela e baunilha.

“Emma?”

“Não....por que a Emma me traria café?”

“E desde quando eu conheço o cheiro daquela loira insuportável, intrometida e petulante? ”

Balançou a cabeça em negativa, voltou a sua mesa e ao seus papeis com o copo na mão. Sorriu sem perceber.

Essa tarde foi diferente, ela tomou seu café forte, sem açúcar, com baunilha e canela.

Viram? Nem me intrometi muito dessa vez. Tive muita vontade. Na hora que elas estavam no banheiro se olhando eu pensei – Olhos nos olhos, quero ver o que você faz.... – Achei melhor ficar quieta.

Continuaremos a história amanhã. Boa noite a todos.

Notas finais
Comentem!!!!