Notas iniciais
Pessoas que eu amo, olha eu aqui. Eu estou tão feliz com os comentários, mas tão feliz, tão tão feliz. Acho que vocês entenderam....rsrs De todos os comentários que são muito importantes pra mim. Vocês não fazem ideia, quero falar de dois em especial. Primeiro para Divas, sua linda. Ela foi a primeira a comentar minha história e escreveu que tem vontade de comer minha fic. Isso foi lindo demais. Segundo para Jhulia. Eu tive um domingo horrível e decidi não escrever hoje. Até as 21:30 não estava nem no meio do capítulo. Aí está moça mais fofa escreve um comentário que me fez pensar – Preciso urgentemente escrever. E o capítulo ficou pronto. Espero que gostem. Não fiquem chateadas com os erros, escrevi muito rápido. Acho que exagerei de novo na intromissão. Preciso parar com essa mania...rsrs Bjossss a todos que acompanham

Nossa protagonista de cabelos dourados e braços musculosos estava estática. O motivo de seu isolamento estava a sua frente fazendo uma pergunta sem sentido. Seus olhos se encaravam saudosos.

Regina não sabia exatamente o que estava fazendo ali, não sabia como continuar aquela conversa. Como explicaria que foi cobrar um simples café que transformava seu dia ao algo mais que um dia? Como diria que estava sentindo falta da atenção que a loira irritante lhe dava? Como diria que sua semana foi infernal por não ter um liquido quente e escuro chegando em sua sala todos os dias às 16hs? Ela não sabia como explicar – eu não sei como explicar.

– Estou esperando, Swan.

David não se mexia, não respirava. Não queria que lembrassem da presença dele. Estava tenso – ele quase pegou um balde de pipoca para assistir o espetáculo.

Emma abriu a boca algumas vezes, não conseguia falar com a presença da rainha.

“Se concentra Emma”

“É só a prefeita”

A prefeita....

– Do.. do que você está falando? – Ela quase conseguiu formar uma frase completa sem gaguejar.

– Do seu trabalho de entregadora da Starbucks de Storybrooke.

– Mas do que você está fal..... – Muda, Emma ficou muda por alguns instantes e assustada. “Ela sabia”. – Você sabia?

– Sim, eu sabia – Regina estava furiosa com o descaso da Xerife.

– Espera, você sabia!

– Seu raciocínio está cada vez melhor, Swan. Está até formando frases complexas – sarcasmo. Regina estava ali.

– Você sabia – o espanto deixou lugar para a extrema e completa felicidade.

“Ela sabia. ”

Regina revirou os olhos.

– Você só sabe falar isso? – A morena estava impaciente.

Emma colocou o sorriso mais aberto que vocês possam imaginar.

Imaginem uma garotinha ganhando um pônei de aniversário. Aquelas menininhas que gostam de princesas e tudo rosa. Imaginaram? Emma estava com essa cara e com esse sorriso.

– Você sabia e ficou com saudade – a loira falava com o sorriso que insistia em se abrir cada vez mais.

– O que? Não seja ridícula, Swan. Eu só pensei que pudesse ter acontecido algo. Você simplesmente parou de ir. Você sabe como Henry ficaria se algo tivesse acontecido com você.

– Então você ficou preocupada comigo – o sorriso besta ainda estava lá, cada vez mais aberto.

A rainha respirou fundo, fechou os olhos, passou os dedos nas têmporas. Conversar com Emma era como conversar com uma criança de 7 anos.

– Por eu ainda perco meu tempo com você? – Girou seu corpo em direção à saída.

– Por que você sentiu minha falta, madame prefeita – se levantou e cruzou os braços encarando as costas da morena.

Me recuso a comentar sobre Regina de costas. Não tenho coração nem psicológico para isso.

A rainha voltou a encarar Emma com a expressão indignada. Bufou e continuou seu caminho até a porta.

– Estarei lá amanhã, Majestade – a loira provocou.

– Não se incomode, Alteza – a morena rebateu.

Emma odiava quando a lembravam de sua herança real. Não hoje, hoje o mundo poderia acabar que aquele sorriso não sairia do seu rosto.

Se Emma continuar sorrindo desse jeito, vai deslocar a mandíbula.

Os passos se afastaram até os saltos desaparecerem. David estava boquiaberto.

“O que acabou de acontecer? ”

Sua filha encarava a porta com um sorriso que ele não vira a semanas. Ele também sorriu.

– Acho que ela deu um sinal – finalmente Emma lembrou que seu pai encantado estava na sala. – E foi um sinal em neon.

– David, você também viu isso? Não é uma alucinação minha?

Emma piscava várias vezes olhando seu pai e a porta. David também era só sorrisos, ver sua filha assim, feliz, era algo indescritível para um pai.

Regina voltou para seu carro com um sorriso simples. Não sabia exatamente o motivo.

“Abusada. Eu com saudade? ”

“Como se atreve? ”

Dirigiu até sua mansão da forma mais tranquila do mundo. Se sentia aliviada. Leve. Ver a Srta. Swan a irritava em vários níveis, mas a deixava com uma leveza que só uma loira insuportável conseguia.

“Petulante”

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Emma e David chegaram em casa felizes. A loira assobiava uma melodia que ninguém conhecia. Jogou sua jaqueta no sofá, ainda sorrindo.

– Boa noite, família — A loira abraçou sua mãe e seu filho, os beijou no rosto e subiu saltitante as escadas. A felicidade estava transbordando de seus poros.

Mary viu aquela cena desconfiada. Henry, que passou no apartamento para ver seu tio, olhava espantado.

– O que aconteceu, David? – Foi Branca quem se pronunciou.

– Regina foi na delegacia brigar com a Emma – David foi a cozinha pegar seu delicioso café com creme. Os dois ainda não entendia o porquê de isso deixar a loira e o encantado tão felizes.

– E isso foi bom por que....... – Henry ainda estava confuso

– Regina foi brigar por Emma não ter levado o café essa semana.

Pronto

Olhos arregalados de todos os lados. Se Neal tivesse idade para entender, também estaria com os olhos esbugalhados. O sorriso começou a crescer no rosto de Mary e Henry em câmera lenta e agora a sala estava repleta de felicidade – um arco-íris nauseante.

No andar de cima, Emma se jogou em sua cama, colocando as mãos embaixo da cabeça, olhando um teto rachado. “As rachaduras são tão bonitas”. Uma aranha tecendo sua teia em um canto. “Aranha é um ser tão fantástico”. – Se estivesse caindo uma tempestade de sapos hoje, ela falaria que o dia estava lindo.- A loira estava extasiada. Via uma possibilidade. Regina sentira sua falta. A quinta-feira demoraria a passar.

Nada, nada, absolutamente nada poderia estragar aquela quinta-feira no apartamento dos Charming’s.

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Regina estava de bom humor – isso é difícil.– Fingia não saber o motivo. Ela fingia não sabe que seu bom humor viera de uma loira de cabelos ondulados que a desafiava como ninguém. Andava pela casa e já não sentia suas pernas pesadas. Não sentia seu estomago revirar pela ansiedade. Estava bem.

“Foi um bom dia”

Eu poderia contar como aquela quinta-feira terminou para as duas. Poderia descrever como Emma estava abobalhada por uma certa rainha e como nossa prefeita dormiu como um anjo por ver sua atrevida favorita. Poderia dizer como a sexta-feira amanheceu mágica, mas acho que vocês querem mesmo é saber como foi a entrega de um certo café muito especial.

15:57

– Um café, Ruby — a morena de mechas vermelhas – que eu ainda odeio – olhou desconfiada. – Ruby!!! Ela odeia atrasos, se mexa mulher.

Emma era só sorrisos, olhou seu relógio. Não podia se atrasar. Batia os pés demostrando sua ansiedade. Ver Regina depois daquela visita era sua prioridade, seu dever cívico.

– Volta aqui depois e me conta tudo.

Pegou o copo e entrou em sua lata-velha amarela. Dirigiu o mais rápido que pôde – isso quer dizer 60km/h.. Vamos ser realistas.

16:00

Estacionou seu carro — estacionou não, ela jogou o carro de qualquer jeito. Meio na rua, meio na calçada. – Entrou na prefeitura ofegante, pegando uma secretária de surpresa.

Ashley Boyd não estava acreditando na audácia da Xerife.

– De novo, Emma?

A loira sorriu. Ela só sorriu.

Regina estava distraída com seus papéis. Ouviu duas batidas na porta. Imediatamente olhou para o relógio na parede...16:01. Sorriu sem querer. Se ajeitou na cadeira e disse com o tom mais rouco, sério e desinteressado que podia.

– Pode entrar – voltou a fingir concentração olhando para a mesa. Sentiu um cheiro forte de canela.

“ Ela não fez isso”

Estava com medo de olhar para porta e constatar sua certeza.

“Ela não capaz”

Sim, ela seria.

– Seu café, Majestade – as palavras saíram da boca da loira de uma forma provocativa.

Regina respirou fundo, não podia sorrir na frente da salvadora.

– Mas como você é atrevida.

Emma passeou pelo gabinete da prefeita com aquele copo, agora sem importância, na mão. Olhava fixamente aqueles olhos. Repousou o copo na frente da Rainha.

– Do jeito que a senhorita gosta. Forte e sem açúcar.

Um pensamento invadiu a mente da morena

“Com baunilha e canela. ”

– Obrigada – voltou seus olhos para os papeis, fingindo que aquele gesto não havia importância.

Emma não se moveu. Não consegui se afastar daquela mulher, daquele cheiro, daquela postura. Regina Mills era uma rainha, mesmo em uma cidade pequena sem o castelo que ela merecia.

Regina ainda sentia a presença da loira – e gostava – voltou seus olhos para o mar esmeralda, se ajeitou na cadeira cruzando seus braços.

– O que mais você quer, Swan?

PAUSA

Pessoal eu precisei pausar. Essa é uma pergunta que deveria ser proibida de sair da boca de Regina Mills. Ela deveria ser presa só por perguntar. Deveria ser considerado imoral.

Regina não pode proferir essas palavras juntas. Dá uma vontade de responder. E só não vou fazê-lo aqui, por que meu pudor me impede.

Só gostaria de pedir com imenso carinho que vocês imaginem essa mulher perguntado.

– O que mais você quer?

Isso não se faz Regina.

Não se faz.

FIM DA PAUSA

– Não vou receber nem uma gorjeta? – A loira não podia sair da prefeitura sem provocar aqueles olhos.

– Suma daqui, Swan!

Emma sorriu com aquela indignação.

– Até segunda, Srta. Mills – A salvadora saiu feliz, deixando uma Regina com uma falsa seriedade.

A morena gostava daquele atrevimento, gostava da coragem, gostava do enfrentamento. Bebeu seu café.

“Divino”

Sorriu e voltou a trabalhar.

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Emma dirigiu feliz até o Granny’s. Estava esperançosa, estava apaixonada. Entrou sem enxergar ninguém, sentou em seu banco vermelho e olhou para o nada. Estava em outra dimensão.

Foi sugada por uma mão a chacoalhando.

– Me conta agora o que aconteceu – Ruby queria saber. Alguma coisa aconteceu.

– Não aconteceu nada, só acordei de bom humor.

– Você passou a semana toda sem vir pegar café e agora do nada resolver voltar?

– Foi! – Emma não conseguia parar de sorrir.

– Você quer que eu me transforme? Por que se você não me contar, será isso que vai acontecer.

A Xerife achava graça na curiosidade da amiga. Se debruçou no balcão e falou em sussurros.

– Ela foi na delegacia ontem perguntar por que eu não estava mais indo.

Emma pôde jurar que os olhos de sua amiga saltariam nela em uma dança estranha de tão arregalados que estavam.

– Ela sentiu sua falta? — A loira sorriu mais. – Espera. Você está apaixonada pela prefeita.

Dias de revelações para a Srta. Lucas

– Não digo apaixonada. Apaixonada é uma palavra forte — Ruby colocou a mão na boca com os olhos ainda arregalados. – Para de me olhar desse jeito.

– Você e a prefeita? Por essa eu não esperava – soltou uma gargalhada gostosa, fazendo a lanchonete inteira olhar. – Desculpa o escândalo, mas presta atenção. A rainha má com a salvadora? Filha da Branca de Neve? A mulher que veio ao mundo quebrar a maldição dela?

Outra gargalhada.

– É muita ironia.

– Você quer que a cidade inteira saiba?

– Um dia eles vão saber. Quando vocês começarem a andar de mãos dadas pela rua – gargalhada – Desculpa, parei, parei.

Ruby continuou zombando da loira. Esse era o jeito dela demostrar aprovação. Estava feliz com sua amiga e com sua quase colega – e como aparentemente todos do universo Storybrooke – as apoia.

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– Querido, o que você acha de fazermos nossa noite especial? – Regina se encostou no portal na sala, vendo seu filho jogar vídeo game. – Vocês acham que nossa Rainha estava de bom humor no dia anterior? Hoje ela está transcendendo felicidade.

Henry sabia que esse convite para uma noite regada de pizza e sorvete tinha motivos. Sabia que um certo horário voltou a ser especial. Sorriu com a felicidade de suas mães. Só nunca imaginou que tal felicidade seria uma por causa da outra. Uma surpresa maravilhosa.

– Eu posso escolher o filme? – O garoto falou animado.

– Claro, me príncipe – as noites especiais sempre deixavam a morena feliz. Tais noites diminuíram pelo trabalho, quebra de maldições, sequestros, Peter Pan, Nova York, Zelena (Diva), Robin Hood (Preguiça). Agora as coisas estavam se ajeitando e tudo que ela queria era um tempo com seu filho. Ela e ele.

Batidas na porta.

– Vá tomar um banho e avisar sua mãe pra te buscar amanhã. Vou atender a porta.

Regina desfilou até a entrada. Colocou a mão na maçaneta e a girou.

“ Só pode ser brincadeira”

– Está adiantada, Srta. Swan? Espero que não chova canivete este final de semana.

Aqueles olhos verdes.

– O café estava do seu agrado, prefeita? – Provocou

– Um pouco frio.

Emma estava preparada para responder, quando viu seu filho aparecer junto à sua rainha – Sua? É isso mesmo produção?

– Já ia te ligar, mãe. Vou ter uma noite especial com minha mãe Regina. Pode me buscar amanhã?

A loira murchou, recolheu seus ombros. Amava estar com seu filho.

– Claro, garoto. Nos vemos amanhã – saiu uma salvadora não tão salvadora assim.

Henry teve uma ideia, era arriscada, Emma poderia ter algumas costelas quebradas, mas precisava tentar.

– Você quer comer pizza com a gente? – O garoto Swan Mills fechou os olhos a espera do apocalipse.

Regina parou de respirar, encarou seu filho o fuzilando. Emma virou radiante com a ideia.

O garoto pegou na mão de sua mãe morena, fez o olhar carente que só ele sabia fazer e falou.

– Não tem problema né, mãe?

– Tenho certeza que sua mãe já tem planos para hoje – olhou uma loira de sorriso aberto tentando convence-la a negar.

– Não, não tenho nada pra hoje. Nadinha.

Emma quase desviou quando viu uma rainha furiosa a encarando. Teve certeza que bolas de fogo voariam a qualquer instante.

Nada.

– Fique à vontade Srta. Swan — Regina cedeu espaço para Emma Swan entrar em sua casa. Pensou ao fechar a porta.

“Só pode mesmo ser brincadeira”

Intervalo para sua narradora beber uma água. A garganta está seca de tanto falar. Vocês estarão aqui quando eu voltar?

Notas finais
É isso. Espero mesmo que gostem. Fui intrometida, eu sei, mas estavam tão empolgada depois dos comentários...me perdoem. Bjossss até a próxima.