Notas iniciais
Coloquei logo o capitulo 2 pra vocês conseguirem enxergar minha estranha linha de raciocínio. As pausas vão parar com o tempo. No momento elas são necessárias pra eu poder introduzir o que está minha cabeça. Volto a dizer...estou nervosa..não sei se passou alguns erros. Me desculpem. Espero mesmo que gostem. Boa leitura

A noite foi difícil. Emma ligou várias vezes para Regina.

Nada.

A população da pequena Storybrooke se recolheu esperando o pior. Esperando sua Rainha Má voltar e reacender as trevas. A vingança sempre moveu a rainha e dessa vez poderia ser pior. Estava mudada, estava tranquila, estava feliz. Finalmente Regina estava feliz e essa felicidade escorreu pelos seus dedos novamente.

Vocês não entendem bem, mas Emma, fez uma grande merda.

A noite foi longa e difícil para as nossas protagonistas.

Os raios invadiram os espaços do escritório da prefeita. Regina abriu seus olhos inchados e incomodados pela claridade. Ela dormira ali. No chão. Se levantou passando as mãos nos cabelos negros e curtos, sentindo seu corpo doer – dormir no chão dá nisso.– Foi em direção ao seu quarto, se concentrando em cada passo, suas pernas estavam pesadas.

Entrou em seu banheiro e viu uma mulher derrotada, perdida refletida no espelho. Essa não era Regina Mills, não era a prefeita de Storybrooke, não era a temida Rainha Má. Essa era apenas uma adolescente sofrendo por ter um coração partido pelo garoto bonito de sua escola.

Precisava da solidão. Se trancou em casa. Não queria ver ninguém, não queria conversar com ninguém.

Emma estava triste, não se sentia mais tão determinada, empenhada. Só estava triste. Se arrastou até o banheiro, tomou um banho quente naquela manhã fria. Sentiu cada gota percorrer pelo seu corpo delicado e ainda sim bruto esperando que aquela tristeza passasse.

Estava triste.

Desceu as escadas do apartamento da sua mãe e encontrou sua família reunida na cozinha, tomando seu costumeiro café da manhã. As coisas estavam diferentes. Henry não estava animado contado suas aventuras em Nova York. Mary Margareth não estava enlouquecida com Neal chorando enquanto tentava preparar o café e David não estava rindo de toda aquela situação enquanto tentava ajudar sua esposa.

Estavam tristes.

Emma olhou aquela cena se sentindo culpada por tudo aquilo. Ficou hipnotizada tentando criar um plano para que todos voltassem a sorrir. Ela é a Salvadora. Ela é a responsável por trazer os Finais Felizes. A loira estava tão exausta da última noite, que não conseguia pensar em uma solução.

– Mae! – Henry a puxou de seu transe. – Podemos conversar?

– Claro, Garoto. Aconteceu alguma coisa?

– Eu vou voltar pra casa da minha outra mãe – Henry foi direto. Sabia que sua mãe loira precisava dele, mas sua mãe morena precisava mais. Esperou sua mãe o repreender, o impedir, o convencer a ficar. Ela apenas olhou para baixo aceitando a decisão do seu filho.

– Eu levo você.

Emma não pensou em nada.

Henry se sentiu satisfeito por não precisar ter uma conversa difícil e elaborada, expondo todos os motivos que o levaram a decidir isso. Passou horas de sua noite montando um discurso. Não precisou de nada, Emma entendia.

Mary e David ouviam os dois e também não conseguiram argumentar. Eles também entendiam.

Enquanto Henry se despedia de sua avó, prometendo visita-la todos os finais de semana. David chamou sua filha para uma curta conversa e direta.

– Querida, ela não precisa de uma conversa agora – Emma olhava seu pai com uma certa confusão. – Me prometa que não vai tentar se explicar, conversar ou qualquer coisa que está pensando em fazer.

Emma não podia prometer aquilo.

– Não seja egoísta. Ela não quer te ver e você tem que respeitar isso. Ela quer ficar sozinha. – David falava com uma voz acolhedora.

A salvadora abraça seu pai e diz em um sussurro.

– Eu não quero deixa-la sozinha.

David sorriu

– Eu sei, filha. Eu sei...

Emma e Henry entraram no fusca amarelo e foram em direção à rua Mufflin, número 108. A loira parou o carro e viu seu filho se despedir e bater na porta da mansão.

Uma, duas, três vezes.

– Mãe! Eu sei que você está aí. Sou eu, abre a porta......Eu sinto sua falta.

Nada.

– Mãe, está frio. Eu vou sentar no chão e ficar aqui até você abrir a porta.

Nada.

– Tudo bem então. Se eu pegar uma pneumonia, não diga que eu não avisei.

Regina finalmente abriu. Henry conhecia os pontos chaves de sua mãe. Emma sorriu ao perceber que a chantagem de seu filho funcionou. Regina não estava mais sozinha.

Colocou a mão na porta do carro. Regina estava ali a poucos metros dela. Seria rápido. Quando estava prestes a abrir, ela lembrou do seu pai.

“Ela quer ficar sozinha”

“Você tem que respeitar isso”

Tirou a mão da porta e abaixou a cabeça em sinal de derrota. Sentiu um par de olhos. Regina a olhava com os olhos marejados, seus olhos castanhos, novamente castanhos e isso acalmou Emma por alguns segundos.

– Quer dizer que eu criei um filho chantagista? – Regina se fazia de ofendida com um leve sorriso no rosto enquanto abria os braços para um abraço. Sentiu falta daquilo, sentiu falta do seu bebe de 12 anos, sentiu falta do seu príncipe.

– Você não me deixou escolha, mãe – Henry estava feliz, sua mãe abrira a porta. Precisou de uma forcinha, mas ela abrira.

– Vou preparar algo pra comermos – Falou ainda sentindo seu pequeno em seus braços.

– Podemos tomar sorvete hoje? – Henry precisava aproveitar a oportunidade.

– Meu príncipe, eu sou morena, não me confunda com sua outra mãe.

Os dois sorriram com saudades. Regina ainda queria ficar sozinha, mas ter Henry ali, fez seu coração bater.

Henry e Regina tiveram momentos turbulentos, principalmente quando a memória de todos voltou. Ele não conseguia perdoar sua mãe por ter lançado aquela maldição tão aterradora — temos que concordar que a Rainha Má só estava se comportando como Rainha Má. Mas isso é outra história, aquela da Branca de Neve. – Regina amava seu filho e por ele resolveu mudar, resolveu deixar de lado uma vingança de décadas. Isso os reaproximou. Ele era o único que conseguiu penetrar naquela muralha negra que a Rainha levantou em volta do seu coração. Corrigindo, o ladrão vestido de verde também conseguiu– Repetindo. Cara idiota. – Henry sabia que neste momento difícil, só ele conseguiria se aproximar dela.

Emma sorriu com a cena. Ficou mais calma. Ver Regina, a deixou mais calma.

Voltou para o Granny’s. Saiu do apartamento sem ao menos tomar um café. Não estava com fome, mas precisava trabalhar e não desmaiar. O sininho tocou sinalizando um novo consumidor na lanchonete. Todos se viraram para encarar Emma. Foi direto para o balcão e fez seu pedido para a morena de mechas vermelhas.

– Um chocolate quente e uma rosquinha com canela por favor, Ruby.

PAUSA

Ruby Lucas.

Descrever Ruby é fácil. Ruby é uma gata — Um pouco irônico, já que ela é o lobo. Sabe o lobo mal da história da Chapeuzinho Vermelho? Esse lobo mal. Voltando a Ruby. – Ela é uma gata. Ela é linda. Ela não é simplesmente linda. É daquelas lindas que você tem vontade de bater por ser tão linda. Para piorar, ela tem aquele par de olhos azuis que faz você se afogar em um lago calmo. – Odeio a Ruby. – Pra que aquelas mechas vermelhas? Só para deixar tudo mais confuso. Confuso por que você não sabe se joga ela na parede, na mesa ou no balcão.

Não se sintam confusos, eu ainda amo nossas protagonistas.

Regina Mills é minha deusa, minha diva, meu salmo 23, meu final feliz.

Emma Swan é meu anjo esmeralda de armadura, minha loira, minha salvadora – eu me afogaria só pra ela poder fazer um boca a boca.– Meu final de tarde em um dia tranquilo.

Mas Ruby....

Ruby é tentadora e ela sabe disso. Adora um short curto e uma blusa amarrada mostrando sua ausência de barriga só para esfregar na sua cara a frase: “Eu sou gostosa”.

Nós sabemos, Ruby.

Definitivamente, eu odeio Ruby Lucas.

FIM DA PAUSA

– Você está bem, Emma – Ruby tinha um tom carinhoso, preocupado.

– Estou bem, Ruby – Emma mentiu. – Preciso ir para a delegacia. Preciso pensar um pouco.

– Eu estou aqui – A loba colocou as mãos no braço de Emma. Elas eram amigas e Ruby estava ali para a salvadora.

Emma deu um sorriso triste se virou e deu de cara com Hook.

“Droga. Esqueci dele” – Emma praguejou pra sim.

Love. Fiquei te esperando ontem. O que aconteceu?

– Agora não é um bom momento, Killian. Conversamos depois, preciso trabalhar – Emma não queria vê-lo. Não entendia bem o porquê. Em sua cabecinha linda e loira só cabia uma pessoa. Regina.

– Posso acompanhar você?

– Não.

Emma foi fria, seca, direta. Saiu da lanchonete deixando um pirata, sozinho, atordoado e confuso.

Gente, eu vou até pegar um vinho. Simplesmente adorei quando a Emma falou “Não” na cara do pirata deixando ele com cara de bobo.

Vocês aceitam um vinho?

Branco? Tinto?

Notas finais
Comentem!!!! Preciso saber se está tudo bem com vocês. Bjoss