Um Conto de Nós Duas
13 Capitulo 12
Notas iniciais
Emma ficou em pé, naquela posição e não sabe exatamente por quanto tempo. Olhava para porta esperando acreditar que tudo aquilo aconteceu.
“Eu preciso de você”
Sorriu sem motivos – Emma, meu amor. Todos nós sabemos seus motivos e te entendemos.
David entrou correndo na delegacia e viu sua filha no mesmo lugar.
– Você está bem? – David vasculhava sua filha esperando encontrar algum problema. A salvadora não se moveu. – Ela machucou você?
– Não – a loira falou ainda com o olhar distante.
– Então, por favor me diga o que aconteceu?
Existe nível 7 de pais preocupados? Eu pensei que parasse no 5, me enganei.
Emma se virou e olhou no fundo dos olhos do seu pai.
– Ela me beijou.
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Regina estava trancada em seu escritório pensando na tarde, na sua ousadia, no seu atrevimento.
“Eu beijei a Emma”
Duas vezes, amor. Não esquece. Duas v....Desculpa, parei.
Sorriu com esse pensamento. Estava em uma poltrona apoiando o cotovelo em uns dos braços do móvel, sentindo o cheiro da loira que ainda estava em suas mãos.
“Eu perdi o juízo”
Balançou a cabeça tentando afastar o pensamento. Tentando afastar Emma Swan. Prometera que a esperaria e era isso que faria.
Foi para a cozinha, precisava começar o jantar. Passou pela sala e checou seu príncipe.
Fazer qualquer coisa seria um inferno hoje, seus pensamentos estavam verdes e dourados.
Henry viu sua mãe passar e decidiu ter uma conversa séria com ela. Foi para cozinha e se sentou em um banco.
– Mãe, nós podemos conversar como adultos.
Regina sorriu, parou o que estava fazendo e encarou seu filho.
– Claro, podemos conversar como adultos.
– O que aconteceu na lanchonete hoje? – Henry ouvir falar da briga das duas, queria saber o motivo.
– Como você ficou sabendo disso, meu filho? – Regina mudou a expressão.
– Todos só estão falando da briga de vocês? Você precisa contar a minha mãe que gosta dela.
A rainha paralisou, mas não deixou seu nervosismo transparecer em nenhum momento, seu filho queria ter uma conversa de adulto.
– Por que você acha que eu gosto dela?
– Por que você quase destruiu um prédio por ciúmes. Nós imaginávamos que ficaria nervosa mas.....
Henry percebeu que falou demais.
– Nós? – Regina ajeitou sua postura, estreitou os olhos encarando seu filho – Quem é “nós”, Henry?
– Promete que não vai brigar? Você é muito teimosa, precisávamos dar um empurrão.
– Quem é “nós”, Henry?
– Eu, a vovó e o vovô – o garoto falou sussurrando.
– Vocês..... – A prefeita ficou inquieta, começou a andar de um lado para o outro. — Vocês queriam que eu ficasse com ciúmes? Por que?
– Queríamos ter certeza que você gostava dela. Queríamos ajudar. Desculpa. – O garoto Mills falou se encolhendo, dando um sorriso sem graça.
– Henry Daniel Mills! – Regina estava pronta para dar um sermão épico em seu filho, mas não conseguiu, seu garoto estava tentando ajuda-la e isso só mostrava que ele se importava – Eu já contei pra ela e eu não precisava da ajuda de vocês pra isso, então, nunca mais tente ajudar, vocês são péssimos nisso – Sorriu e voltou ao seus afazeres.
Henry arregalou os olhos.
– Você falou para ela? – Ele parecia não acreditar.
– Falei e não vamos mais tocar nesse assunto. – A rainha respondeu olhando o armário, pensando o que faria para o jantar.
– Mãe!
– Não, Henry! – Virou encarando seu filho.
O garoto achou melhor não insistir, sua mãe estava feliz e ele radiante.
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3 dias depois dos pequenos espasmos que eu tive com aquele beijo.
Regina estava impaciente, Emma simplesmente sumiu. Ela cumpriu o prometido. Esperou e continuaria esperando.
Após dois meses de distrações, conseguiu trabalhar. – Finalmente, alguém precisa trabalhar nesta cidade.– Claro que estava ansiosa, mas se sentia leve. Seu coração sabia por quem batia e não sentia dúvida em relação a isso.
Batem na porta de seu gabinete e ela automaticamente autoriza a entrada.
Emma entra sem falar uma palavra e se senta de frente a ela. Regina se surpreendeu, estava ansiosa com aquele reencontro, mas se surpreendeu.
– Você disse que precisávamos conversar. Vamos conversar – a loira estava séria.
– Você sumiu – Regina se preocupou.
– Estava resolvendo algumas coisas – Fria.
Flashback
Emma sentou em sua cama pensando em tudo que aconteceu naquela tarde, naquela delegacia......
Ai gente, odeio Flashback, deixa pra lá. Vocês vão entender mais tarde.
Fim do Flashback
– Você está diferente. – Regina não entendia o comportamento da loira.
– Por que ele estava lá? – Foi a única coisa que Emma perguntou
– Ele foi dizer que sente minha falta. – O semblante da prefeita agora estava sério.
Emma fechou as mãos com força.
– Você não está ajudando, Regina – A loira se sentia furiosa, pensar em Robin a deixava furiosa.
– Você me fez uma pergunta e eu estou te respondendo – se a salvadora queria conversar nesse tom, conversariam nesse tom.
– Vocês voltaram?
Regina se levantou.
– Você acha que eu voltaria com o Robin e depois de dois dias entraria naquela delegacia e beijaria você? Que tipo de mulher você pensa que eu sou, Swan? – A rainha se irritou com a pergunta da xerife. A resposta saiu quase aos gritos. – E tome muito cuidado com sua resposta. Eu posso estar apaixonada por você, mas minha paciência continua a mesma.
Emma se levantou encarando a prefeita.
– Que tipo de mulher você é? – A loira se aproximou o máximo que pôde e se afundou naqueles olhos – O tipo mais lindo dessa cidade.
Srta. Swan depositou um selinho na rainha irritada.
– Você perdeu completamente o medo não é, Swan? – Regina ainda estava irritada e deu um passo para trás.
Irritada não, estava furiosa.
– Eu gosto de irritar você. É tão lindo ver suas veias saltarem – Emma a puxou de volta.
– Muitos reinos discordariam de você. – A rainha tentou resistir.
Emma passou os dedos na cicatriz da prefeita – Regina tem uma cicatriz na boca, blá, blá, blá, não vou pausar por causa disso. O momento está legal. – Olhava cada detalhe daquele rosto, cada marca. Regina fechou os olhos sentindo a salvadora a desvendar, a enxergar com a ponta dos dedos.
– Eles não veem o que eu vejo.
Emma colocou sua mão no rosto rainha e a beijou com delicadeza. Sentiu aquela boca vermelha misturada com o inebriante cheiro de maça. Não havia pressa, não havia intensidade. Havia descoberta, entrega. Regina sentiu seu corpo se arrepiar, se sentiu em casa naquele beijo. Quente, acolhedor e desejado. Sentiu seu peito se inflar por algo que não sabia explicar. Sentiu Emma em cada pedaço dela e percebeu que não existia antes daquela loira.
A xerife interrompeu o beijo e a encarou com carinho.
– Eu preciso ir. Eu vou te buscar amanhã às 19:30.
– Emma, não. Nós não conversamos sobre o que aconteceu na delegacia.
Emma se soltou e falou indo em direção à porta.
– Nós acabamos de conversar. Te busco amanhã.
– Nós não conversamos. Emma! – A prefeita falou autoritária.
– 19:30. Esteja pronta.
A loira saiu deixando uma prefeita em pé encarando a porta.
Regina sorriu. Se sentia uma adolescente se apaixonando pela primeira vez.
“Atrevida”
Voltou a se sentar e continuou a trabalhar, estava sendo fácil trabalhar agora.
Sei! Estava sendo fácil? Claro que estava.
A Xerife voltou para a viatura estacionada em frente à prefeitura. Precisava resolver algumas coisas.
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No dia seguinte, Emma não apareceu. Não ligou, não a procurou e Regina resolveu esperar. Passou o dia encarando o relógio.
“19:30”
Estava ansiosa. Estava ansiosa como o primeiro baile. Estava ansiosa esperando seu príncipe chegar em seu cavalo branco – Sua princesa.
Chegou em casa e tomou um banho demorado. Não precisava mais lavar suas inseguranças, suas dúvidas. Tomou um banho sentindo apenas a agua deslizar pelo seu corpo. Sentindo apenas o calor e a ansiedade percorrer suas veias. Saiu do banho e se olhou no espelho, seu cabelo molhado, seus olhos brilhantes e seu sorriso bobo.
Foi para o quarto em câmera lenta, fazia tudo em câmera lenta, queria que o tempo passasse e 19:30 chegasse.
Escolheu um vestido marinho justo, um casaco preto, um cachecol azul e uma maquiagem leve.
Por Deus, Regina! Para de mostrar as pernas. É muito difícil se concentrar desse jeito.
Desceu as escadas como uma rainha. Estava sozinha em casa e não tinha ninguém para contempla-la. Não precisava de ninguém para contempla-la. Emma existia.
19:30
Batidas na porta
Regina girou a maçaneta e viu seu mundo sorrir.
Emma viu aquela mulher e sentiu toda sua confiança evaporar.
– Você está linda – a loira reuniu a pouca concentração que restou para falar essas três palavras sem gaguejar.
– Obrigada, você também.
Emma estendeu a mão para a Rainha e a encaminhou até seu carro.
– Você vai me levar em um encontro nisso? – Regina apontou para lata-velha amarela de Emma.
– Não fala assim do meu carro. Qual o problema? – Emma estava indignada.
– Eu não vou entrar nessa coisa.
– Vai sim.
– Não vou não – Regina jogou uma das mais em direção ao fusca e ela se tornou um conversível amarelo. – Bem melhor.
Emma arregalou os olhos.
– Regina! Traz meu carro de volta.
– Por que? Esse é muito melhor, mais confortável.
– Eu gosto do meu carro, Regina. Transforma ele de vota.
A prefeita sorriu e transformou o conversível em fusca.
– Estava apenas retribuindo por ontem à tarde. Não pensou que fosse esquecer não é mesmo?
Emma estreitou os olhos e sorriu.
– Nem por um segundo. Vamos?
A loira abriu a porta como um verdadeiro cavalheiro e a morena entrou.
PAUSA
Isso é um absurdo. Como assim a rainha andando de fusca?
Nada contra fuscas....Uma menina ali atrás me olhou estranho. Acho que ela tem um fusca...Desculpa aí.
Eu só acho que Regina Mills não pode andar, gente.
Deveria ter um mandamento assim:
Nunca farás Regina Mills andar em uma lata-velha.
É só uma opinião. É um desperdício Regina “Diva, Deusa, pedaço de mal caminho” Mills andar nesta coisa amarela.
Vamos continuar, a menina continua me olhando estranho. Vou parar.
FIM DA PAUSA
Srta. Swan dirigiu por Storybrooke vendo os corredores iluminados da cidade. Estava em um encontro com a prefeita, com a Rainha Má, com Regina Mills e estava nervosa por isso.
Eu também estaria. Se eu encontro ela em uma esquina, eu não dou nem oi. Vou direto desmaiando. Não tenho coração pra isso. Eu estou um pouco atacada hoje, eu sei. Tomei muito café.
Emma estacionou seu carro em frente a um prédio. Regina conhecia o prédio, mas não fazia sentido estarem ali.
– Onde estamos? – Perguntou curiosa.
– Você vai ver – a loira saiu do carro, deu a volta e abriu a porta para a prefeita. Pegou sua mão e novamente a encaminhou.
Subiram um lance de escadas. Emma tirou um molho de chaves do bolso e abriu.
Era um apartamento. Delicadamente decorado. Na sala havia uma mesa de quadrada com dois candelabros dourados e suas respectivas velas acessas. Uma toalha de mesa vinho com dois lugares já postos e uma taça a frente de cada um.
A xerife sorriu ao ver os olhos brilhantes da rainha. Deixou Regina apreciando o apartamento. Pegou o controle remoto e ligou um jazz baixo.
– Muito romântico da sua parte.
– Vi isso um filme.
– Bem menos romântico agora.
As duas riram. Emma puxou a cadeira conduzido a rainha.
Ruby apareceu na sala vestindo uma calça preta social, uma camisa branca de mangas compridas, uma gravata fina preta e colete preto. Seus cabelos estavam impecavelmente presos em um rabo de cavalo. Em suas mãos estava uma bandeja com uma garrafa de vinho.
Emma assente o olhar da loba e esta serve o vinho para as duas — sem dizer uma palavra. – Regina observa a cena e sorri.
– Excelente vinho, você quem escolheu? – A prefeita pergunta a loira ainda apreciando o liquido.
– Você acha que sou só uma loira com um rosto lindo e belos olhos verdes?
– Basicamente. – As provocações não poderiam faltar no jantar, era isso que as atraiam.
– Precisei sair da cidade para acha-lo. Aqui não tem muitas opções.
Ruby volta avisando.
– Servirei o jantar.
Regina não se conteve.
– Quem é essa?
A garçonete olha de canto de olho para a rainha.
– Pedi para ela se comportar – Emma respondeu sorrindo
– Nunca pensei que isso fosse possível.
A morena se direcionou a cozinha levemente irritada e voltou com os pratos.
– Salmão ao molho de maracujá e gergelim com legumes salteados.
Regina arregalou os olhos com a beleza do prato.
– Eu também não sou só um rosto bonito – a morena disse respondendo o olhar surpreso da prefeita. – Desejam mais alguma coisa?
A morena parou ao lado da mesa com os braços para trás.
– Não, Ruby. Muito obrigada. Conversamos amanhã.
– Com licença.
A morena pegou suas coisas e saiu do apartamento, deixando as duas sozinhas.
– De quem é este apartamento?
– Eu o aluguei.
– Você alugou um apartamento, saiu da cidade e ajeitou um jantar. Esteve muito ocupada, Srta. Swan.
– Desculpe por ter sumido. Eu precisava fazer isso tudo para o jantar. Queria que fosse especial. – Emma estendeu o braço sobre a mesa e pegou a mão da Rainha.
Viram, vocês entenderam o motivo do sumiço sem flashback. Eu disse.
Regina se lembrou do jantar na casa da Branca de Neve e em como ela queria sentir esse toque.
– Como chegamos a esse momento? – A rainha fez a pergunta que a incomodava a dias.
– Você me deu uma dica discreta quando entrou na delegacia e me beijou — a xerife zombou.
Regina sentiu sua face corar e Emma sorriu por nunca ter visto a prefeita envergonhada.
– Você me entendeu.
– Não sei. Eu passei noites em claro pensando nisso e percebi que saber “como” não era e não é importante. Percebi que nunca consegui ficar longe de você, mesmo te odiando ou achando que te odiava.
Regina suspirou e entendeu o que a loira falava, entender como não importava mais.
O jantar decorreu perfeitamente, conversaram sobre qualquer coisa. Estavam juntas e o resto não importavam. Trocaram olhares sem medo. Regina sorria tanto e não se lembrava quando foi a última vez que tivera uma noite tão especial. Se sentiam preenchidas e isso era reconfortante e tranquilizador. A música baixa ainda estava lá, mas elas estavam envolvidas se ouvindo e essa música era melhor que qualquer outra.
Acabaram o jantar, Emma se levantou conduzindo a prefeita até o sofá. Se sentaram o mais próximo que puderam.
– Eu não aguento mais.
Regina olhou confusa e sentiu as mãos de Emma emaranharem em seus cabelos, a trazendo para um beijo. Novamente aquela corrente, aquele calor, aquela língua macia, aquele cheiro de canela. Respiraram profundamente sem se soltar. A necessidade ainda estavam nelas, a vontade.
Emma colocou a mão na coxa da morena e a trouxe para mais perto. Apertou e ouviu Regina gemer em sua boca. A loira não pensou duas vezes. A puxou para seu colo, sentindo o vestido da prefeita subir, deixando suas coxas parcialmente amostra. Regina pegou os cabelos da loira a pressionando contra o sofá.
Ofegantes.
Regina cada vez mais a pressionava. A loira apertava a cintura daquela morena, suas coxas.
Calor.
Regina interrompeu bruscamente o beijo. Ainda ofegante falou.
– Eu preciso ir agora. Se eu não for, não vou conseguir sair daqui.
Emma a encarou incrédula.
– Então fique.
A prefeita levantou, respirou fundo, ajeitou seu vestido e seus cabelos.
– Eu não durmo com ninguém no primeiro encontro.
– Não faz isso comigo, Regina. – Emma falou com os olhos arregalados.
A prefeita estendeu a mão.
– Vamos?
Emma bufou e observou aquele braço estendido para ela.
Cedeu.
– Você é má sabia? – Pegou a mão da prefeita e se levantou toda descabelada.
– Pensei que você já soubesse – Regina sorriu com malícia.
Emma a acompanhou até o carro e novamente abriu a porta.
Dirigiu de volta a mansão e não estava acreditando que Regina estava indo embora. Ainda se sentia quente mesmo no frio da noite. Estacionou, saiu e abriu a porta do passageiro. Acompanhou a prefeita até a porta.
– Obrigada pelo jantar. Estava maravilhoso.
– Obrigada pela companhia.
Regina a beijou com serenidade. Um beijo curto. Não conseguiria resistir à loira por muito.
– Boa noite, Emma.
– Boa noite, Regina.
Nossa. Eu até fiquei quieta, foi intenso. Eu vou parar um pouco para conversar com a menina do fusca. Acho que ela guarda rancor. Já continuamos.
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