Notas iniciais
Eu sei que sumi, não briguem comigo. Vou explicar. Dia 1 não deu. Cheguei quase pela manhã e não consegui escrever. Dia 2 foi meu aniversário, não deu pra escrever no meu aniversário, me deem um desconto. Dia 3 eu viajei a trabalho e quando eu viajo a trabalho podem esquecer de mim. Voltei sexta-feira dia 8. Ontem, dia 9. Eu fui para um churrasco. Eu mereço, gente. Hoje eu escrevi....o/ e estou de bom humor. Li um livro de ontem pra hoje que eu simplesmente adorei. Chama Beleza Perdida. Indico a vocês. Lindo demais. Amei!!!!!!! Leiam. Gostaria de dedicar este capítulo a PatPinha. Ela recomendou minha história e a recomendação dela foi muito importante para mim. Ela não é Swen. As minhas leitoras que também são autoras podem imaginar o que isso significa. Uma " Não Swen" recomendou uma fic Swan Queen e isso me deixou no céu. Muito obrigada mesmo por isso Patpinha. Me emocionou demais. Desculpem os erros. Estava com saudades de vocês. Boa leitura.

Eu conversei com a menina do fusca. Ela realmente tem um fusca e é verde. Não precisa me olhar torto, seu fusca deve ser lindo...Mentira....lindo demais. Prometi que vou tentar me concentrar e não falar mal do carro da Emma. Só queria explicar isso.

Vamos começar.......

Regina se encostou na porta. Se sentia animada e amedrontada. Seu passado fora terrível e encontrar alguém que a fazia suspirar, a fazia desejar um olhar, a deixava preocupada. Tocou seus lábios vermelhos e carnudos com a ponta dos dedos e sorriu. Acordou dos seus devaneios, precisava de um banho. Subiu as escadas tocando as paredes lisas. Tentando sentir a realidade no mundinho dela. Uma realidade que não conseguia acreditar.

Entrou no banheiro e deixou o corpo relaxar na água confortante. A rainha tinha certeza dos seus sentimentos, estava apaixonada pela salvadora, só tinha medo deles. Já perdera tanto, não suportaria perder sua atrevida.

Emma estava deslizando pelas ruas com seu fusca amarelo. Não conseguia tirar o sorriso bobo do rosto. Estacionou na porta do seu novo prédio, olhou para o céu daquela noite fria e seus olhos brilharam. Queria mais tempo com a Rainha. Estava ansiosa por sentir mais daquela mulher.

A loira entrou em seu apartamento e pôde sentir o cheiro de maça impregnado nos cômodos.

“Quando ela se tornou uma necessidade?”

Pra mim ela sempre foi, amor. Você que só percebeu agora.

Entrou em seu quarto, não tão arrumado quanto queria. Jogou sua jaqueta caramelo de qualquer jeito na cama. Foi direto para o banheiro. Se olhou no espelho, seus cabelos desgrenhados pelos amassos que só ficaram em amassos. Sorriu com a cena. Entrou no box e sentiu a água percorrer seus músculos definidos e sua pele delicada e pálida.

Dormir seria difícil.

Regina Mills e Emma Swan tomaram banho juntas, em lugares diferentes, em banheiros diferentes, em casas diferentes. Uma distância incomoda que insistia em existir. Nossa rainha não deixaria a distância sumir com tanta facilidade. Emma sabia que precisava derrubar a muralha negra coberta de limo que cercava o coração da prefeita.

As duas tentaram adormecer se entrelaçando pelos mesmo pensamentos. Estavam relembrando o encontro como um livro bom. Regina respirou fundo tentando sentir o cheiro de canela de Emma que já não estava ali. Abraçou o travesseiro e tentou adormecer. Estava agitada demais pra isso, estava inquieta.

Olhou para o lado, percebeu e sentiu algo que nunca havia percebido ou sentido. Sua cama estava vazia e isso a incomodava. Passou a mão no vazio ao seu lado e sentiu uma saudade inédita.

Pegou seu celular ao lado da cama.

01:13

Fechou os olhos, suspirou. Olhou para o teto e destravou o celular.

Pensou em ligar, pensou em mandar uma mensagem. Olhou hipnotizada a tela de vidro brilhando. A tela que a alertava a hora. Precisa dormir, precisava trabalhar cedo. Largou o celular e se ajeitou, procurando um conforto que não encontraria, não sozinha.

Emma estava encantada e absorta demais. Olhou suas mãos e não pôde acreditar que teve a rainha ali, em suas mãos, em seus braços.

Uma rainha amargurada, fechada, travada pela dor, cega pela vingança. Uma rainha que atravessou a delegacia e a beijou sem pedir licença. Adormeceu lembrando do primeiro beijo único entre as duas e desejou mais daquela boca.

******************************************************

O dia amanheceu diferente. Estava lindo, ensolarado, calmo e comum.

Comum eram bom para Storybrooke.

Regina quase não dormiu e sentiu os efeitos por toda manhã. Não se atrasou para o trabalho, mesmo derrotada pela noite mal dormida. Regina Mills não se atrasa. – Gente, isso é quase um mantra na vida dela. – E mesmo com o cansaço da noite, estava bem, ainda estava amedrontada, mas estava bem.

Emma estava atrasada, quase sempre estava atrasada. Seus únicos momentos pontuais, eram os momentos que envolviam a prefeita. Nestes, ela era um lorde inglês.

Adentrou no Granny’s. Sim, estava atrasada, mas precisava de um café forte.

Ruby olhava a porta a cada minuto, estava curiosa em como a noite terminou. Viu sua amiga entrando na lanchonete com a cara de “Não dormi” e saltitou até onde sabia que a loira sentaria.

Emma sentou em seu já marcado banco vermelho. Srta. Lucas apoiou os cotovelos no balcão e abriu um sorriso safado.

– Oi, Emma! Sua cara está péssima, não dormiu direto? – A morena com mechas vermelhas tinha certeza dos motivos das olheiras.

– Eu dormi tarde e preciso de um café. – A xerife estava distraída pelo sono e não percebeu a cara satisfeita da amiga loba ao ouvir aquilo.

Ruby pegou a cafeteira e derramou o liquido em uma xicara vermelha.

– Eu quero os detalhes, Emma. – A garçonete não conseguia se segurar.

A xerife fixou os olhos na amiga e pôde entender o motivo daquela felicidade.

– Não aconteceu nada, Ruby. Ela foi embora para casa dela. — A garçonete arregalou os olhou e colocou a mão na boca em sinal de espanto. Emma começou a rir da reação da mulher em sua frente. – Mas rolou algumas coisas, só não tudo que eu queria.

– Você deixou Regina Mills, a Rainha Má, a prefeita da cidade ir embora? Como você conseguiu isso? Você é linda e gostosa. Pelo amor de Deus, Emma!!!!

Srta. Lucas estava indignada.

Tamu junto, Ruby!!!

– Ela simplesmente interrompeu o ..... – Ruby se aproximou mais para ouvir – e falou que queria ir embora.

– Ah não. Emma! “O....” o quê?

A xerife se aproximou o máximo que pôde e sussurrou para a amiga.

– O beijo. Estávamos nos beijando no sofá e estava tudo muito quente. – Emma falou baixo, muito baixo, muito baixo mesmo.

–VOCÊS SE PEGARAM NO SOFÁ????

Ruby gritou e toda a lanchonete olhou as duas, especulando quem tinha se pegado no sofá de quem. Emma colocou as mãos no rosto e a vermelhidão apareceu.

– Acho que você pode gritar mais alto, meus pais não ouviram, nem a Regina, já que ela não está aqui arrancando meu coração e o esmagando. – Emma falou entre os dentes. Quase rosnando.

–Desculpa – Ruby se encolheu constrangida. Olhou para os lado e sussurrou. – E como você deixou ela ir embora depois disso?

– O que você queria que eu fizesse? Obrigasse ela a ficar?

– Exatamente! Você devia ter jogado ela na parede, deixado ela sem fôlego, arrancado a roupa dela, algemado ela na cama, sei lá. Qualquer coisa, menos ter deixando ela ir embora.

Eu também acho.

Quem falou isso?

Ninguém?

Foi só o vulto? E olha que a janela nem está aberta.

Vulto fala agora. Sei!

Continuando.....

Emma riu da ideia absurda – nem tão absurda assim – de Ruby.

– Vou ter outra oportunidade. – A loira sorriu de um jeito travesso para amiga. – Agora eu preciso ir, conversamos depois.

– Claro. – Ruby começou a fazer círculos no chão com as pontas do pés e a olhar para baixo.

A xerife estreitou os olhos com o comportamento “menina inocente” da garçonete.

– O que você quer? – a loira conhecia bem aquela morena atrevida, e safada demais para aquilo.

– Nada. Por que você acha que eu quero alguma coisa? – Ruby começou a enrolar a ponta do cabelo com os dedos.

– Por que você só se comporta como uma colegial quando quer alguma coisa.

Ruby gargalhou.

– Não é nada demais. Eu estou interessada em alguém e gostaria da sua opinião, mas eu entendo que você está atrasada e frustrada. Conversamos sobre isso outro dia – a garçonete estava vermelha como suas mechas. – Ruby estava sem graça? Isso é novo.

A xerife se engasgou com o café. Começou a tossir e a puxar o ar com força. Percebeu que nunca viu a amiga com ninguém, mesmo sendo uma das melhores pessoas que já conhecera.

– Eu já estou atrasada mesmo e Storybrooke não vai desabar em 10 minutos. Me conta agora!

– Promete que não vai rir, nem surtar?

– Prometo que vou tentar.

Ruby resmungou algumas palavras.

– O que? – Emma não conseguiu entender.

Novamente Ruby ronronou algumas palavras.

– Se você continuar falando para dentro, eu não vou entender. Fala logo.

A garçonete se aproximou e murmurou “A Tinker”.

– A TINKER!!!!! – Emma não conseguiu evitar o grito. Olhou para os lados percebeu que estavam sendo fuziladas por olhares curiosos.

Storybrooke é uma cidade bem diversificada, né? Só falta mesmo o David se separar da Branca pra ficar com Gancho.

Agora foi a vez de Ruby quase morrer de vergonha. Os moradores da cidade que ainda estava na lanchonete começaram a pensar se foi a Tinker pega no sofá de alguém.

– Isso foi vingança não é? Eu tenho certeza que você só queria se vingar de mim.

– A fada da Regina? – Emma agora sussurrava.

Ruby apenas acenou com a cabeça.

A xerife não conseguia falar direto estava abismada demais, assustada demais, feliz demais.

– Deixa comigo – Olhar travesso. A loira se levantou, deu as costas e foi em direção a porta.

– Não, Emma! – Ruby sentiu um desespero genuíno e viu a amiga sair da lanchonete como se ela não estivesse falando. Se arrependeu imediatamente por ter contado.

******************************************************

Regina estava distraída analisando o orçamento para a reforma da escola de Storybrooke. Se assustou ao ver um vulto loiro adentrando ferozmente em sua sala, com uma secretária assustada sendo arrastada como um saco de batatas ao tentar segura-la.

– Não bate mais, Srta. Swan – a prefeita fez um sinal de concordância para a Sra. Boyle.

A secretária, soltou a blusa da xerife, se endireitou, arrumou seus óculos e sentiu tranquilidade ao ver que não seria incinerada por uma bola de fogo voadora. Sorriu agradecida, virou e fechou a porta.

– Podemos conversar? – O ar sério como de dois dias atrás. E como dois dias atrás, Emma se sentou na cadeira a esquerda em frente à mesa do gabinete.

A prefeita apenas assentiu. Se ajeitou da forma mais confortável que pôde. Pensou em Henry. Pensou em Zelena, Marian, Robin, Killian, Branca de Neve, no filme novo do Star Wars. Pensou em tudo.

Duvido que ela pensou no apocalipse zumbi.

– Ruby gosta da Tinker. – Emma não queria enrolar, sabia como Regina era paranoica e preocupada. Provocar a morena tinha um limite, até para ela.

Olhos arregalados, como mais cedo.

– A Tinker Bell? – a rainha estava surpresa, assim como a xerife estava mais cedo.

– Essa mesma.

Regina gargalhou e Emma sorriu. Ouvir a morena sorrir era a mais bela música do mais belo outono.

A prefeita se levantou, caminhou até o lado da dona dos pares de olhos mais profundos e hipnotizantes que ela conhecia, encostou na mesa apoiada pelas mãos.

Emma acompanhou o desfilar da rainha e esqueceu onde estava. Sentiu a devastadora de reinos do seu lado, quase a sua frente e sua respiração ficou ofegante. Regina não a estava provocando. Só estava descontraída.

A xerife parou de ouvir e o chão mudou de forma. Via a boca da morena se movimentar, ela estava falando algo que Emma não entendia. Via ela gesticular, dando vida e sentido às palavras. Aquela cheiro, aquele sorriso. Ela ainda não conseguia se concentrar com esses fatores a atrapalhando. Lembrou na noite anterior e tudo ficou mais quente. A corrente de desejo percorreu seu corpo. Isso tudo apenas por ter Regina próxima a ela. A tempestade estava ali. A corrente vermelha.

– Emma? Você está me ouvindo? – Srta. Mills percebeu que a mente de Emma não estava ali.

A loira se levantou e ficou a centímetros da prefeita.

– Não. Não ouvi nada desde o momento que se levantou da cadeira. – Falou apontando para a cadeira preta de couro atrás da mesa.

Agora era a vez da rainha se perder no mar esmeralda.

Agora era a vez da rainha sentir sua respiração ofegante.

Agora era a vez da rainha ver o mundo sumir.

Emma tocou o rosto da rainha de forma carinhosa e a prefeita automaticamente fechou os olhos. Se deleitava com o toque suave daquelas mãos fortes. Se inebriava com aquele cheiro viciante e não resistia a nada disso.

A salvadora tocou seus lábios levemente. Regina abriu a boca devagar recebendo a língua macia da loira em uma dança interminável. A xerife apertou a cintura da prefeita do jeito mais doce que conseguiu, arrancando um gemido tímido entre o beijo.

O gemido.

O gemido atiçava a loira, a fazia explodir, a fazia desejar explorar cada detalhe de Regina. Emma perdeu a delicadeza. Se viu apertando aquela mulher mais forte a trazendo contra seu corpo.

“Uma necessidade” Ela pensava.

Regina sentia aquelas mãos em seu corpo. Agarrou os cabelos dourados e o emaranhou em suas mãos. A apertava de forma ardente. O beijo não estava mais tranquilo, não estava mais suave, nem ao menos doce. Estava feroz, necessitado, desejado. Como da primeira vez.

A rainha interrompeu o beijo e foi em direção ao pescoço da loira. Nova investida. Entre beijos e mordidas, Emma não aguentou. Agarrou a cintura da prefeita e a sentou na mesa se encaixando no meio daquelas pernas desconcertantes. Regina cruzou as pernas nas da loira a trazendo para mais perto. As bocas voltaram a se tocar. As mãos de Emma agora estavam naqueles cabelos negros. Respiravam no meio do beijo deixando tudo mais excitante. Tudo mais descontrolado.

Regina colocou as suas mãos sob o suéter creme da salvadora. Sentiu aquela pele suada e quente. Arranhou aquela imensidão alva e fez a loira quebrar o beijo gemer um pouco mais alto que deveria.

A rainha voltou a realidade, retomou a sanidade e a lucidez e antes que todo o controle fosse por água abaixo com o próximo beijo, disse:

– Precisamos parar. Eu preciso trabalhar e você também.

Não!!!!!!!!!!!! Ahhh nem, Regina!!!!!!!

Ódio!!!!

E em menos de 12hs, Regina deixou Emma em um estado vulcânico duas vezes.

– Não faz isso. Não de novo. – A xerife estava ofegante.

Regina fechou os olhos, abaixou sua cabeça e respirou fundo. Precisava de toda a concentração existente no universo para se afastar. Tocou o corpo atlético da loira e a fez dar um passo para trás. Saltou da mesa, se reformulou e tentou dar um sorrido tenro.

Nós estamos no meu escritório.

Novamente uma desculpa esfarrapada. Emma não entendia os motivos, apenas aceitava sem questionar. Tinham se beijado a primeira vez a poucos dias e esperar uma intimidade maior era prematuro e precipitado.

Emma respirou fundo. Assentiu com a cabeça. Fora derrotada e tinha que aceitar esse fato.

– Podemos almoçar juntas no Granny’s hoje? Assim podemos conversar sobre a Ruby.

Emma tentou dar um sorriso sincero. Saiu apenas um sorriso decepcionado e Regina percebeu isso. Suspirou e concordou.

A xerife deu um selinho rápido na prefeita e saiu.

Regina sentiu a decepção nos olhos da loira e isso fez seu coração se apertar. Ela estava com medo. Estava com medo da completa entrega, estava como medo da decepção. Estava com medo de magoar a segunda pessoa mais importante da sua vida e não se entregaria para Emma sem acreditar que poderia se entregar completamente.

Emma Swan não seria um divertimento, nem um sexo casual. A salvadora fez Regina Mills esquecer Daniel e não podia estragar tudo por um medo antigo.

“Não desista de mim, Swan”

Notas finais
Não briguem comigo. Eu tenho motivos para estar fazendo isso. Vocês precisam confiar em mim. Estarei esperando nos comentários. Estava com saudades disso.