Poseidon levantou o braço, chamando o garçom que atendeu-o prontamente.

-Por favor, a conta.

O senhor se retirou e voltou logo em seguida, entregando-a para o deus. Depois de pago, os dois se levantaram, se retirando do restaurante.

-Qual é o próximo passo? -ele perguntou.

-E você vai comigo?

-Já discutimos sobre o quão óbvia é essa pergunta.

Atena rolou os olhos.

-E pelo jeito você quer discutir de novo.

-Já conversamos demais sobre esse assunto. Nós deviamos fazer um tipo de acordo.

-Como assim um acordo?

-Espera um pouco. Pra onde nós estamos indo mesmo? -interrompeu ele, porque os dois estavam andando pelas ruas sem rumo nenhum.

Ela parou de andar, parando um pouco para pensar.

-Hum... Tenho que voltar amanhã pra ver os detalhes finais dos convites, então falta o lugar do casamento, as comidas e a minha roupa.

-Eu voto pela roupa.

Ela lançou um olhar frio para o sorrisinho dele.

-Eu estou brincando. Quer dizer -acrescentou- na verdade eu realmente prefiro a roupa, mas a escolha é toda sua.

-E é por isso que nós não vamos ver o meu vestido.

-Mas não era melhor você já ir procurar ele agora? Mulheres demoram horas pra se vestir em um dia normal, para o próprio casamento eu imagino que a sua demora deve ser de uma semana.

-Pra falar a verdade ignorando o seu exagero você está, hã, certo. Mas eu vou ver amanhã isso, sem você comigo porque não quero a sua opinião sobre o meu vestido.

-Estou desolado- ironizou ele.

Ela ergueu uma sobrancelha, sorrindo.

-Não que eu me importe.

Ele sorriu.

-Voltando ao assunto de antes, eu acho que nós deveríamos fazer um acordo.

-Sobre o que exatamente?

-Sobre essas briguinhas irritantes.

-E como seria esse tal acordo?

-Nós dois paramos de brigar durante essa semana inteira.

Ela riu.

-Vou fingir que acredito que isso vai dar certo.

Ele sorriu de lado.

-Então nós fazemos assim; toda vez que você me irritar você tem que me dar um beijo.

-Pra sua sorte eu estou disposta a fingir que eu não ouvi isso.

Poseidon riu.

-Hum, então toda vez que você me irritar você tem que gritar um "Me desculpe, Poseidon" pra todas as pessoas que estiverem no lugar.

-Na verdade eu acho uma boa ideia, só não entendi a parte que você disse "toda vez que você me irritar", porque na maioria das vezes é você quem começa.

Ele sorriu.

-Então eu grito "Me desculpe, Atena" e você "Me desculpe, Poseidon".

-Pode ser, mas sem o grito, só um "me desculpe".

-Não, com o grito.

-Sem gritos.

-Com gritos.

Eles se olharam, em uma disputa.

-Por que nós precisamos gritar?

-Porque é mais humilhante e assim nós pensaríamos mais antes de começarmos a brigar.

Ela ficou alguns instantes em silencio olhando para ele.

-Certo.

-Mesmo?

-Sim.

Ele sorriu.

-Estou surpreso.

-Cale a boca.

-Atena?

-Sim?

-Você não pode me xingar.

-Cale a boca não é um xingamento.

-Ta, mas não é uma coisa agradável de se ouvir.

-Eu não te irritei, então não importa se é agradável ou não.

Ele rolou os olhos, sorrindo.

-Qual é mesmo o lugar que nós vamos agora?

-Oh, é mesmo.... Vamos ver os lugares para o casamento.

Ele franziu as sobrancelhas, de repente parecendo não concordar com alguma coisa.

-Mas vocês não vão se casar no Olimpo?

-Não.

-E por que não?

-Porque... Ah.... -ela franziu o cenho- Na verdade não tinha pensado nisso.

-Todos os deuses se casam no Olimpo, é uma tradição. Mesmo que os dois noivos não se amem não significa que eles não tenham permissão para isso.

Ela olhou fixamente pra ele, seu olhar parecendo...

"Mecânico... Sim.... olhos de robô", pensou ele, incomodado por isso e arrependido pelo que tinha dito.

-Eu amo Apolo.

A expressão dela voltou ao normal, para depois ficar avermelhada.

-Poseidon!!!!

-Hã?

-Arght, qual é o seu problema?!

-Escapou, me desculpe.

O rosto vermelho dela foi voltando ao seu tom normal, quase branco de tão claro enquanto ela tentava se acalmar respirando fundo.

-Pra falar a verdade você tem que me pedir desculpas de outro jeito.

Ele estremeceu.

-É sério?

-Seríssimo.

Suspirando, Poseidon olhou a sua volta, onde pessoas iam e vinham pelas calçadas e carros se movimentavam nas ruas.

Com um ultimo olhar pra ela, ele gritou:

-Me desculpe, Atena!!!

As pessoas se viraram para ele, curiosas.

Atena sorriu.

-Oh, não tem problema! Não precisava ter gritado isso!

Ela piscou, fazendo-o sorrir enquanto rolava os olhos.

-Cara de pau. -murmurou.

Ela riu.

-Você deu a ideia de gritar, por mim você podia ter virado pra mim e pedido desculpas.

Poseidon sorriu.

-Ah, mas eu não me importo de gritar. Fiz essa proposta porque deve ser divertido ver você gritar isso e ficar completamente vermelha dois segundos depois.

Ela corou involuntariamente, castigando-se por isso enquanto rolava os olhos.

-Arght, vamos logo ver a comida.

Ele sorriu vendo-a corar, só depois raciocinando o que ela havia falado.

-Hummm, comida? -animou-se ele.

Ela riu, revirando os olhos novamente.

-Sim, criancinha, comida.

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N/A: Pergutaram pra mim

Se ainda gosto dela

Respondi tenho ódio

E morro de amor por ela

ASHAUHSUAHSUAHSUAHSA AI MEUS DEUSES, ESSA É A MÚSICA DELES! Ahsuahsuahsuhausa me desculpem, eu não me contive porque tocou essa música na tv enquanto eu tava escrevendo esse capítulo e eu fiquei tipo "Aaaaaaaah!!!!!" E ri muito! /risos.

Sério, vejam a letra dessa música :D

Ha, eu postei rapidinho até! *sorriso feliz* ou mais ou menos, mas foi bem mais rapido, hein?? *pula* O proximo sai até sexta, juro pelos meus deuses queridos :))

Thanks for your reviews *pisca e manda beijo*

Notas finais
ENTRE TAPAS E BEIJOS, É ÓDIO, É DESEJO, É SONHO, É TERNUURAAAA