Ultraviolence

27 Time Is Running Out


Notas iniciais
Oie, leiam lá embaixo.

I won't let you bury it
I won't let you smother it
I won't let you murder it

Nicolas DiAngelo.

Quando o Sol começou a sair por trás dos enormes prédios de Manhattan, iluminando o céu com inúmeras cores claras e solares, meu dia não tinha amanhecido tão bem. Primeiro, eu estava fora de casa há mais de horas e mesmo que eu me sentisse bem a noite, no meio da ausência do caos de NY — não tão ausente assim-, eu odiava perambular por aí, a procura de algo que eu nem sabia que poderia existir.

Uma vez, ao o que parece ter acontecido a milhões de anos atrás, eu tinha achado um local, afastado da Quinta Avenida, era um enorme galpão fedorento, repleto de animais roedores e cheio de propano. Meu nariz não suportava o cheiro, mas minha curiosidade adolescente falava mais alto. Praticamente gritava. O cômodo estava vazio, exceto pelos gradados e as turbinas. Mas o mais me chamara atenção naquele local fora a parede interna. Em um vermelho escarlate, arrisco dizer que era sangue, estava desenhado duas cobras. Duas enormes cobras, repleta de detalhes. Uma comendo o rabo da outra, em um tormento sem fim. Onde o começo era o fim... E o fim, vinha do próprio começo. Era o ciclo sem fim, da agonia do Submundo. Aquele desenho me atormentara por anos, mas não mais do que o nome que tinha embaixo do símbolo.

SHAX.

Naquele dia, eu corri. O símbolo arrepiou até meus pelos da nuca, fazendo com que o Nico adolescente corresse feito um louco desesperado e repleto de medo. Eu nunca mais achei esse galpão, mesmo tendo procurado durante anos e anos, eu nunca mais vi o desenho... Só quando Reyna voltou.

Maldita Reyna Ramírez. Ela fora sem dúvidas, uma das mulheres mais bonitas que meu olhos já viram, seus cabelos negros eram longos e batiam em sua cintura quase angelical. Ela tinha olhos negros como um abismo sem fim, um sorriso capaz de congelar qualquer pessoa, e uma astúcia capaz de driblar a pessoa mais poderosa do mundo e livrá-la de qualquer sentença de morte.

Reyna era a segunda voz nos Shax, quase como uma filha para o Inquisidor. Tinha pleno conhecimento de tudo o que rondava no submundo e o melhor, odiava holofotes. Seu nome não aparece em nenhum sistema de procura, não é procurada e ninguém que não seja mafiosos de alto escalão sabe sobre ela. E quando eu a vi, em frente ao portão de aço blindado da facção, eu sabia que aquilo era o começo de um inferno.

Mas Perseu é orgulho demais para perceber as minucidades nas atitudes da britânica, Reyna não dá um tiro sem pensar em cada uma das consequências de seu ato. Reyna não iria se submeter a humilhação de ser entrega a uma máfia inimiga...

Reyna estava ali por Annabeth.

Annabeth que encontra-se em um estágio psicológico entre a lucidez e a insanidade, vai virar uma peça no jogo entre Perseu Jackson e Frederick Shax. Eu disse uma vez, que Annabeth seria um péssimo agouro para nossa máfia, e isso está se cumprindo. Reyna chegou. Que vença a máfia mais poderosa.

***

Quando desço para o subsolo da Casa Grande, encontro o que, sem dúvidas, não nega ser o pior lugar da casa. O cheiro de podridão toma conta de toda a extensão do local, o chão é cheio de poças de agua encanada suja. Ratos, baratas, aranhas são alguns dos diversos visitantes que temos por aqui...

No centro da sala existem quatro fileiras de celas feitas de ferro enferrujado que a qualquer furo na pele humana, infecta a pessoa com tétano. E na última das celas, eu a encontro. Sua roupa está rasgada devido aos legionários loucos que tentaram estupra-la a umas semanas atrás, o cabelo assanhado e diversos cortes superficiais pelos rosto. Quando aproximo dela, um sorriso frio esbanja em seu rosto e ela morde o lábio interno.

–Garcia!! –Grito. Uma mulher negra, surge na minha frente instantes depois, um rifle automático toma conta de suas mãos e ela abaixa a cabeça para mim, levantando em seguida. –Retire a prisioneira daqui, preciso de algumas respostas... –Mando.

Ela não se move, sua feição é dura.

–Senhor Perseu disse que ninguém tira a vagabunda daqui, somente ele. –Ela responde. Seus dentes são brancos contrastando com a pele negra. Sorrio.

–Perseu está Deus sabe lá onde, cuidando da mulherzinha... Eu estou no comando e quero que você retire a prisioneira daqui e a deixe sobre minha responsabilidade. –Explico. Meu tom rude faz com que fagulhas de raiva passem por seu corpo e eu faço gesto, como se convidasse-a para retirar Reyna dali.

Ela abre-a a cela enferrujada e agarra Reyna pelos cabelos, mas a morena não esboça nenhuma reação. Logo em seguida, Garcia joga a prisioneira para mim, como se fosse um saco de batatas. Eu agarro seu corpo magro e ela se solta rapidamente do meu encalço. Suas mãos estão presas por um nó firme e eu puxo seu corpo para frente, saindo daquele manto de doenças.

Levo-a para a garagem, porem minha arma está sobre sua cabeça para evitar qualquer comentário ridículo dos legionários. Empurro seu corpo para dentro do carro e ela se senta melhor. Fecho a porta e entro no lado do motorista. Dou a ré no carro e saio desenfreado pelas ruas estreitas dos jardim e ao chegar no enorme portão da entrada. Buzino loucamente, afim de que eles agilizassem todo o trabalho. O portão se abre, arrastando-se pelo meio fio e eu suspiro olhando para Reyna que está quase como um caracol, toda enrolada devido a sua posição.

Arranco dali e parto em direção a Manhattan, o lado nobre da cidade de NY.

***

Reyna está no banho, levei-a para um local afastado, em um hotel. Precisava ter algumas respostas e a britânica não me daria do modo tradicional sobre Annabeth, Frederick e o dilema das máfias rivais. Ela saiu do banho enrolada em um toalha branca, seus olhos eram vivos e chamativos e mesmo nua, ela impunha uma postura de dá medo em qualquer um.

–Tem roupas limpas dentro dessa sacola preta. –Digo, ela não fala nada e vai buscar o objeto que está próximo a uma mesinha. Estou próximo ao parapeito da janela, e fico olhando para fora a cada instante, esperando alguém aparecer e atirar para todos os lados.

Reyna não tem pudor algum, ela joga a toalha em cima da cabeceira da cama, e veste-se com a maior calma do mundo, como se a minha presença não a preocupasse nenhum pouco. Encaro-a, se ela não liga de ficar nua em minha frente, ela não deve se importar em meus olhos comendo sua bunda incrivelmente grande.

Reyna chegou a Quinta Coorte com o corpo voluptuoso, cheio de curvas devido ao corpão bem cuidado. Mas depois de meses trancada em uma cela, ela emagreceu. Mas, ainda não estava raquítica – longe disso -, sua cintura mais fina, seus peitos e bundas enormes... Um pouco desproporcional, mas muito gostosa.

–Nunca viu uma bunda, Nicolas? –Ela pergunta enquanto veste uma calcinha. Seu sorriso é malicioso e eu aperto meus pulsos para não agarrá-la naquele momento e fode-la. Suspiro.

–Já vi muitas. Vista-se logo. Precisamos conversar, RARA.

Ela me encarou, sentou-se na cama, com as pernas dobradas e seus peitos brancos de bicos marrons a mostra. Suas mãos agarraram seus cabelos e ela os amarra.

–Converse, aproveite enquanto estou descansada, Nicolas. Voce não tem ideia do peso que esse banho tirou do meu corpo.

Eu poderia manda-la vestir-se. Mas eu estava gostando do que meus olhos viam.

–Onde está Frederick Shax? –Questiono aproximando-me da cama, mas não sou burro o suficiente de sentar-me ali. Reyna estica as pernas e resmunga baixinho.

–Isso é muito relativo, DiAngelo. Assim, como todos os Inquisidores que já comandaram a Grande Shax, ele ocupa todos os lugares. Quase um deus, onipresente, onipotente... Mas Frederick está em um lugar muito muito distante daqui, ele não é uma ameaça para você e sua máfia medíocre, não agora.

–E qual é minha maior ameaça?

–Deixe-me te contar uma história rápida. Helena de Tróia foi uma das mulheres mais safadas da história antiga. Tinha dezenas de pretendentes, mas seu pai não tomava a decisão... por fim, ela casou-se com Menelau, o rei da temida Esparta. Aconteceu que Helena reencontrou Páris depois de anos e anos, o fogo de Helena era grande demais e ela decidiu fugir com ele, abandonando a filha, seu povo e marido... Helena não foi raptada, Helena fugiu. Era viva demais, era livre demais... Mas então começa-se a guerra de Tróia. Claro que tinha o objetivo de resgatar a frágil rainha Helena, mas isso era fachada. Era a economia troiana que eles queriam: queriam matérias primas, homens, comercio. Então, veio o cavalo de Tróia... Perseu Jackson tomou algo que é de Frederick Shax por direito e nós iremos retoma-lo, mas não agora... Nossa Helena ainda não está preparada para isso e o Cavalo de Tróia já foi enviado. Falta pouco DiAngelo, falta pouco para a bosta da sua máfia cair.

Eu não vi o que aconteceu em seguida, não sei se a porta foi arrombada. Se havia alguém dentro do cômodo a nossa espera, se veio da janela... Nesse instante, só consigo sentir a queimação em meus ombros e na minha barriga. Sinto meu cérebro gritar na minha cabeça, meus olhos pesarem junto com meu corpo, eu caio no chão e sinto Reyna chutar meu corpo. Todas minhas células queimam, vejo Reyna de costa, saindo. Suas costas nuas com as duas enormes cobras atrás, uma comendo o rabo da outra. No Tormento sem fim, tenho vontade de gritar... Mas eu apago depois de uma pancada na cabeça.

Notas finais
PERGUNTA: MrsPassion pq vc nunca escreve nas notas iniciais? RESPOSTA: Ora, querido leitor(a), o Nyah sempre corta minhas notas iniciais o que me deixa brava pra caralho e com vontade de xingar até a tiazinha da cantina que me dá o salgado errado. 1)A música do capítulo não é da Lana, confere produção? nÃO TÁ FACIL PARA NGM 2)Vcs conhcem minha mozão? MrsDaddario? Pois é, gente. Mesmo morando em lugares mega distante, nós duas somos melhores amigas. Blair e Serena. Silena e Clarisse. Thalia e Annabeth. Enfim, ela postou um bonus da MELHOR fic de piratas e realeza britanica e sexo percabeth do mundo aqui tá o link, leiam: http://m.fanfiction.com.br/historia/625190/Closer_to_the_Edge_the_grand_finale/ 3)Então, sei que eu demorei pra caralho e GANHEI UMA RECOMENDAÇÃO NOVA. Confere? ENTÃO, Filha do Popo Amante da Pata me mandou uma recomendação destruidora e eu amei pra caralho. AMO VOCE, MULHER! 4) Sei que demorei, mas minha semana foi apertadissima. 5)Estou de férias!!! Mas isso não vai ser sinonimos de capitulos todos os dias, amorzinhos! Estou trabalhando em uma fic nova - Percabeth -, no qual eles cometem um grave erro durante o livro Sangue do Olimpo e isso os condenam para o resto de suas vidas mortais. Sendo expulso do mundo olimpianos e abandonado por todos. Ai eles vão ter que se erguer do nada e batalhar pelo mantimento do amor, a superação da realidade e principalmente, do trauma de perderem a... NADA DE SPOILERRR. perdi a contagem) O que acharam do Nico narrando? Particulamente, prefiro o Percy. Perdoe. Beijos e não esquecam de comentar.