Notas iniciais
Olá, sei que demorei, mas meu pc quebrou nas férias e fiquei sem ele desde então, comprei um hoje e corri para escrever essa mediocridade de capítulo, sinto muito se não agradou a todos, mas prometo que até sabado postarei um capítulo DIGNO.

Perseu Jackson.

You in the chaos feigning sane

You who has pushed beyond what's humane

Sinto o cheiro de limão tomar conta de minhas narinas, ao mesmo tempo em que invade todo o quarto. Os cabelos loiros de Annabeth se espalham pela cama e algumas mechas em meu peito. Ela ressona baixinho e eu fico imensamente satisfeito ao ver sua melhora gradativa com o passar das semanas após a perda de Aaron. Os remédios estão tendo o efeito esperado e ela está se recuperando cada vez mais, tanto fisicamente do parto como psicologicamente da perca do nosso filho.

–Não gosto quando voce fica me encarando, Jackson... Sinto-me incomodada. -Ela reclama baixinho, arrancando uma risada minha. Levo minhas mãos as suas costas nuas e esfrego o contato de sua pele com a dos meus dedos.

Não respondo o comentário dela, apenas fico ali embaixo de seu corpo. Ela aperta ainda mais a proximidade de nossos corpos e beija meus ombros com carinho.

–Eu quero ver Nicolas... -Ela diz erguendo o corpo aos poucos. Encaro-a já demostrando não gostar do rumo da conversa que ela iniciou. -Eu sei que voce não gostou da atitude dele. Ele errou, Perseu.. Mas ainda é meu amigo, é um bom amigo e eu não vou deixá-lo. -Ela termina. Seus lábios se comprimem, seu cenho se franzem e ela balança os dedos em sinal de nervosismo.

–Você está a quase quatro meses confinada nesse apartamento. Nicolas já foi operado, já está saindo do repouso indicado e agora que você quer ir vê-lo? Depois de semanas? Eu falei com você, disse o que houve com ele, perguntei se você queria ir vê-lo e você disse que não se sentia bem o suficiente para lidar com essa situação.

Ela remexeu-se desconfortável com minhas palavras e levantou-se da cama.

–Eu não estava bem, eu não queria ver Nicolas porque eu não estava bem o suficiente para ajudá-lo, mas agora eu quero ir. E eu vou, não estou pedindo para que você me leve ou algo do tipo.. Eu nem sequer estou pedindo sua opinião, eu vou ver Nicolas e ponto. Ele esteve ao meu lado quando eu precisei, ele ficou comigo quando você não estava, então é minha obrigação estar com ele, mesmo que eu esteja um pouco atrasada.

Ela disse com naturalidade, como se rebater comigo fosse uma coisa comum. Os ultimos meses trancafiada em um apartamento haviam modificado Annabeth e a perca de Aaron havia mudado-a para sempre. Eu não respondi, não levaria essa discussão para frente. Nicolas não seria uma pedra em meu relaciomento com Annabeth, ainda mais um Nicolas cheio de balas.

–Tudo bem. Vá vê-lo. Mas não fique por muito tempo, talvez não faça muito bem a voce. -Comento, ela sorri. Um sorriso singelo e calmo, ela coloca as mãos na cintura nua e suspira.

–Eu sei muito bem me cuidar sozinha, eu não preciso de uma babá, Jackson.

***

A Quinta Coorte está mais tensa do que eu gostaria. Depois que os legionários souberam do que houve com Nico e da fuga de Reyna as coisas só pioraram por aqui. Silena está segurando as pontas do seu jeito, o que quer dizer que está metendo bala em todos que estão ousando reclamar da nova gestão da 5C, mas é necessário. Algumas mortes tendem a servir de exemplos para acalmar multidões... Ou no caso, amedrontar.

Sally não aguentou a pressão da casa e decidiu tomar um ar bem longe de NY, talvez uma nova temporada na Europa tenha sido uma boa ideia para ela. Clarisse está incrivelmente nervosa depois da fuga de Reyna e está convocando cada vez mais legionários. Afinal, Shax está se erguendo debaixo de meus pés e eu não posso ser derrotado dentro de minha própria cada.

–Jackson, eu estou falando com voce. -Reclama Silena. Ela está impiedosa, cada dia mais fria e calculista, sua lista de assassinatos só aumentou nos ultimos quatro meses e seu nome somente sobe na lista de PROCURADOS do F.B.I. -Eu estou sacrificando tudo para manter essa porcaria em pé, eu espero que voce tenha um plano para derrotar Frederick Chase, porque foder com a filhinha dele não é o suficiente.

–Não venha descontar seus estresses em mim, se não lhe mandarei para o inferno mais cedo do que voce pensa. Eu não cometi nenhum erro e estou fazendo o possivel para detonar uma máfia que pendura desde a venda de ópio na Europa. As coisas não caem do céu, Silena e nem tudo se resolve com um tiro no meio da testa. Voce não quer dá esse exemplo para... Rebekah. -Jogo as palavras em cima dela que carrega nos olhos a vontade de me fuzilar. Silena e eu eramos tão parecidos como se nosso DNA fosse igual. Mesmo impulsos, mesmos medos e mesmas perdas.

–Se voce cair, eu caiu, Jackson. E eu tenho uma filha para criar, eu tenho Rebekah. Eu sacrifico a vida da minha filha por voce, então eu espero uma recompensa maior do que isso. -Ela respondo. Sinto a fisgada perto de mi, aproximo dela a ponto e ver o medo em seu olhar. Ela está surtanto, a animosidade nao está facil. Nada está facil. -Eu não sou voce. EU não luto para ter o poder, para ser melhor do que Poseidon ou Frederick Chase... Eu luto para que no final do dia, Rebekah esteja viva e se eu precisar explodir o mundo para deixá-la salvo, eu explodo.

Puxo-a para meus braços, em um gesto raro de afeto em nós. Ela descansa a cabeça em meu peito e eu aliso suas costas, sem saber muito o que fazer.

–Eu protejo Rebekah, eu protejo voce. Eu cuidarei de tudo isso, não se preocupe. Não vai ser hoje que a Quinta Coorte vai cair. -Traspareci confiança e a soltei. -Agora pegue-a e tire o resto da semana de folga, voce está exausta e sobre pressão. Eu cuido de tudo.

–E Annabeth? Quem cuidará dela? -Ela pergunta.

–Está na hora dela assumir algumas responsabilidades.

Notas finais
Novamente, sinto muito pela demora. E prometo, voltar logo, mas essa semana é prova e eu tenho que me dedicar bastante. Beijoooos e até.