Ultraviolence
26 Summertime Sadness.
Notas iniciais
Kiss me hard before you go
Summertime sadness
–Onde ela está? –Pergunto para Nico, ele balança a cabeça revelando a quinta sala do segundo andar. Caminho até lá calmamente e mantenho minha respiração pesada, parece que carrego em minhas costas, o peso do mundo. Ao chegar no terceiro andar, ou comumente chamado de térreo, encontro com dois legionários de frente a enorme porta de aço, e ponho-me na frente e eles abre-as para mim.
–Senhor Jackson... –Eles cumprimentam-me. Balanço a cabeça respondendo o chamado deles e rapidamente adentro na sala escura e busco o interruptor, que está a esquerda da parede cinza. Aperto-o e instantaneamente as luzes acendem-se.
O cômodo é totalmente feito por blocos de concreto cinzas para dá um ar mais bruto aos locais. Eram chamado de Ala da tortura, ou Ala T, para os mais íntimos. Existem uma mesa de ferro com uma única gaveta que está repleta de objetos de tortura desde alicates a agulhas elétricas. Um verdadeiro arsenal.
A mesa encostada na parede ainda tinha uma cadeira de ferro, e rapidamente puxo-a para que possa-me acomodar melhor. Athena está sentada em uma outra cadeira de ferro, suas mãos estão amarradas e a boca imunda amordaçada, mas nem mesmo isso impede seu barulho irritante. Repudio os sons incômodos que vazam da boca de Athena e a cada vez que aqueles mungidos chegam aos meus ouvidos tenho vontade de soca-la. Nesse momento tiro o pano negro que cobre seu rosto.
Seus olhos enormes estão abertos e sinto vontade de arrancar cada um. Ela tenta se mexer, mas ninguém consegue se mover quando DiAngelo amarra-o. Ela está tão assustada que eu começo a sorrir, Annabeth não parece muito com ela. Athena tem os cabelos excessivamente cacheados, a boca fina demais e o nariz largo.
–Agora você está com medo, sogrinha? –Pergunto-a com um sorriso presunçoso no olhar, meus lábios se esticam para a esquerda. E tenho vontade de atiça-la ate que ela implore pela morte. Sinto a região onde guardo a arma próxima ao meu corpo pinicar, e como um reflexo para minha irritação. Atirar, matar. Resposta para todos os meus problemas. –Quero ver sua coragem para me ofender agora. Mas nada de ofensas sobre coisas que estão na bíblia, eu não acredito nessa besteirol toda e tenho certeza que você é mais inteligente do que isso... –Argumento e tiro a fita adesiva que cobre a boca dela. Vejo que ela irá cuspir na minha cara milésimo de segundos antes que ela possa agir, estendo minha mão na cara dela. Uma, duas e três vezes. E a cadeira se move devido aos fortes impacto e no momento em que ela levanta o olhar para mim, eu continuo com o sorriso presunçoso. Ela geme. –Eu não costumo bater em mulheres, Athena... Mas algumas me provocam o bastante para isso.
Ela me olha feroz e engole o choro. Um filete de sangue escorre de seu rosto e eu tenho vontade de deixar que aquilo torne-se um riacho sem fim. Nenhuma lágrima desce de seus olhos.
–Eu vou me sentar bem aqui e cada vez que você fizer algo que eu não gosto, eu vou esmurrar a sua cara... E eu não tenho pena de você e nem de ninguém. –Sento na cadeira e ela bufa. –Vamos conversar sobre Frederick. Eu espero que você não minta para mim, porque eu sei muito bem da história de vocês. O que te encantou nele? –Questiono. –O sotaque britânico? A cicatriz perto do queixo?
–Voce quer saber o que eu vi nele? -Ela rebate. -O que eu vi no maldito do Frederick? Eu vi tudo o que Annabeth ver em você. Um amor que a consumisse, paixão, perigo, medo, calor, poder... Frederick passou um ano comigo e os motivos da partida dele fora o nascimento de Annabeth, que causou remorso nele e a maldita da esposa dele. Ele tinha filhos com ela, ele tinha um império erguido da morte... E quando ele foi embora, deixou-me só, com duas crianças para cuidar.
Arqueio as sobrancelhas e levanto o olhar. Pego minha arma que está atrás do meu corpo e ponho-a no meu colo. E antes que milhares de pensamentos possam passar pela minha mente, questiono-a.
–Vamos fazer algumas suposições... Então, supondo que você tenha perdido um dessas crianças, e alguém ter feito com você, o que você ousou fazer com Annabeth, o que você acha que Frederick faria? O que você acha que se eu fosse Frederick faria com voce? –Questiono ríspido. Athena tenta contorcer o jogo, colocar como se a culpa de tudo fosse minha. Ninguém obrigou Annabeth a ficar comigo. Eu dei escolhas para Annabeth. Frederick deu escolhas para Athena.
–Ele mataria. Ele mataria qualquer pessoa a sangue frio. Ele enfiou um tronco de madeira em todos os orifícios de um homem que tentou aliciar Annabeth quando ela era menininha, imagine o que ele faria com alguém que a deixou louca?
No momento em que as palavras sai, ela sorri. Athena sorri, não soberbamente, não loucamente. Ela sorri apaixonadamente. Então, eu compreendo. Athena só fez aquilo com Annabeth para que pudesse ver Frederick, mesmo que isso cause sérios danos a ela.
–Pelo que visto, eu e meu arqui-inimigo não somos tão diferentes assim... –Comento levanta-me da sala. –Eu vou te contar um segredo, Athena. –Aproximo meu rosto do dela, e eu posso até mesmo sentir a respiração quente e ardosa dela no meu rosto. –Quando eu e Annabeth tomamos os Shaxs, iremos mandar Frederick para o mesmo lugar em que você estará... Quer saber aonde? No inferno.
–E depois nos encontraremos lá? –Ela pergunta.
–Quando eu e Annabeth morrermos, iremos fazer uma reunião familiar, e depois... Eu e meu sogrinho brigaremos pelo controle do inferno. Por que nos somos assim, Athena...
Vejo o músculo facial de Athena tremer e ela parece chocada. Solto o rosto dela e saiu dali, bufando e revirando os olhos.
Subo em direção a casa, pegando as escadas da direita e pisando firmemente, sei que Nico está atrás de mim, mas não estou afim de conversar com ele. Nico, no momento está como uma sombra em meu caminho, para falar a verdade no caminho de Annabeth. De quinze palavras ditas por ele, quarenta são sobre Annabeth.
–O que eu faço com ela? –Ele questiona sobre Athena, viro-me rapidamente e espero um segundo.
–Mate-a... –Respondo, Nico hesita por um instante e eu suspiro. –Não vai querer matá-la também? Já não basta você insistir em manter a vaca da Reyna ocupando cela no subsolo, você ainda quer deixar Athena viva?
–Annabeth não irá gostar de saber que você mandou matar a mãe dela. –Ele contra argumenta, tenho vontade de socar a cara dele por rebater uma ordem minha. Nico está fazendo isso com cada vez mais frequência, e não nego que as chances de ele amanhecer com a bala no cérebro aumentam a cada dia.
–Annabeth está a dezenas de quarteirões daqui, está em um momento nada agradável, está dopada e não precisa de uma mãe como Athena. –Pontuo pausadamente. Finalmente Nico percebe que não estou brincando e que ele deve me obedecer, mas o maldito é prepotente demais para isso.
–Annabeth chamou pela mãe quando estava em um momento crítico...Como vou matar Athena? E se Annabeth nunca mais me perdoar?
Pego meu celular e disco o número conhecido. Reviro os olhos para Nico e na quarta chamada ela atende.
–Estou na escada central, desça aqui. -Ordeno e desligo a chamada na mesma hora. Nico tenta sair da situação, mas digo para ele ficar, o que começa a deixa-lo irritado. Mas tenho certeza que ele não está mais irritado do que eu.
–O que é? –Escuto Silena falar do topo da escada, ela me encara rapidamente e olha para o Nico. –O que vocês querem, animais?
–Silena, me diga quando pessoas como nós... –Articulo com as mãos, indicando nós três. –Poupam vida de gente miserável?
–Nunca. –Ela responde firme e um sorriso surge em meu rosto. –O planeta está lotado, devemos levar em consideração que estamos fazendo um favor para nossa adorável Terra. –Ela complementa. Sorrio na direção de Silena e ela corresponde. –O que foi, Nicolas está com choque de consciência? A loucura da Annabeth deve estar corrompendo seus miolos.
Reviro os olhos tentando superar o ultimo comentário de Silena, sua infantilidade em certo momentos consegue ser tão irritante quando a presença de Athena na minha casa.
–Nicolas, eu irei ver Annabeth e quando eu voltar, para seu bem estar é melhor que Athena esteja a sete palmos debaixo da terra. –Completo e quando passo por Silena, aviso: -E bom que você garanta isso, Silena. Não quero mais surpresas debaixo do meu nariz. -Subo as escadas deixando os dois lá embaixo.
Nico e eu sempre fomos melhores amigos. Ele sempre fora o estranho da rua, o que era evitado por todos os garotos fodões do Brooklyn, e eu era sempre o garoto problema. E devo dizer que esse fato não mudou muito com o passar dos anos. Eu nunca me imaginei nessa posição, nunca me imaginei em comandar a maior máfia americana, mas aqui estou eu...
–Percy, meu filho... –Escuto minha mãe chamar distante. Sally é minha ancora, por mais clichê e mocinha que isso possa parecer. Eu acho que sem essa mulher, eu seria uma criatura ainda pior. Apesar de suas tentativas falhas e inúteis de me converter a ética e o bom senso, ela é maravilhosa e simples. A Sally de quando eu tinha doze anos e a Sally de agora, não mudou em nada, apenas umas rugas e cabelos grisalhos.
Eu sei que ela odeia o submundo, sei que ela odeia o fato de que a destruição de milhares de vidas estão sobre minhas costas, mas o crime organizado é como uma teia de aranha. Eu não comecei a vender maconha para me tornar uma ameaça a segurança dos EUA, eu vendi maconha por necessidade. Porque se a porcaria da saúde pública americana prestasse, se existisse algum ser divino lá em cima que tende piedade por todos, eu não estaria nessa situação. Provavelmente eu estaria casado, brigando com uma adolescente de quinze anos e expulsando todos os namoradinhos dela do perímetro da casa.
Mas isso não acontece. A vida não é um conto de fada. E as coisas que fazemos para sobreviver, muitas vezes não dizem nada sobre nós.
–Sim, mãe...
–Ella ligou dizendo que Annabeth não está muito bem, querido... Eu acho que deveríamos começar a pensar em clinicas para ela, é um momento muito complicado, Perseu. Talvez seu pai...
Levantei a mão direita e Sally calou-se.
–Eu e Poseidon já tivemos nossa cota de paternidade para o ano inteiro. E não vou correr o risco de mandar Annabeth para uma clínica, porque isso desencadearia uma série de evento. Com certeza, a vadia fodida da Reyna, que apesar de estar presa e acorrentada, consegue mandar informações para o maldito do pai de Annabeth que está em outro continente. Eu tenho traidores debaixo do meu teto, mamãe... Eu não posso perder Annabeth, não nessa altura do campeonato.
Sally deu de ombros, sabia que insistir comigo era perca de tempo. Eu sempre acabo fazendo tudo que quer, na hora que quero. Impulso é meu sobrenome.
–Eu vou apenas tomar um banho e irei ficar com Annabeth. Nico e Silena tomarão as rédeas da casa e mande matar qualquer pessoa suspeita de traição, eu não me importo. Não podemos deixar isso tudo ruir, mãe... Existe inocentes aqui como você, como Rebekah, como Annabeth.
–Não existem inocentes, Percy. Rachel te ensinou isso. –Ela responde dando fim a conversa.
***
Eu consigo escutar os gritos de Annabeth antes mesmo de entrar no apartamento. Gritos finos e assustados. Tenho vontade de esmurrar a porta devido à demora de Ella para abri-la. Por fim, quando aquele pequeno ser que mais parece um elfo surge na porta, invado o local sem nem sequer pestanejar.
Adentro no quarto com uma rapidez invejável. Sinto meu coração bater cada vez mais forte devido aos gritos agoniados de Annabeth, tenho vontade de estourar os miolos de todos. Encontro a loira no chão, espremida no canto. Seus cabelos espalhados, imundos e suados... Sua bochecha direita está sangrando, ela deve ter se arranhado.
–Amor? –A palavra sai quase sussurrada. Ela não ouve e sinto o arrepio na espinha. Abaixo e seguro as mãos delas firmemente, talvez um pouco demais já que ela geme a contragosto. –Annabeth, acalme-se. -Ela tem força furiosa suficiente para me derrubar no chão e passar para cima de mim.
Eu pensei que ela iria socar minha cara, partir-me em pedaços e arranhar meu rosto. Minha mente já estava pensando em jogá-la no chão para imobiliza-la... Então, ela me beijou.
Seus lábios estavam salgados devido ao choro constante, sua pele ressecada e mais pálida, seus olhos cabisbaixo e mortos, mas ela continuava com a mesma doçura. Sua língua não estava em uma batalha insana contra a minha, ela mexia suavemente os lábios, como se não conseguisse ir mais longe do que isso.
Sento-a em meu colo e ela encosta a cabeça em meu pescoço, deixando os beijos de lado. Sinto o calor emanar de seu corpo e tenho vontade de apertá-la cada vez mais. Ela suspira pertinho do meu ouvido e eu aperto-a ainda mais.
–Annabeth, por favor... Voce precisa se acalmar. Venha, vou te dá um banho.
Passo minhas mãos para as pernas dela e a coloco em meu colo. Annabeth não reclama, levo-a para o banheiro e a coloco em pé e ajudo a retirar a roupa dela. Ela nem sequer se mover para retirar uma peça de roupa. Passo meus dedos por sua pele, puxando cada tecido. Annabeth fica nua na minha frente e as bochechas dela ficam vermelhas como um tomate.
Annabeth estava corando.
Arrasto seu corpo para a banheira, e ajudo-a a entrar ali. Derramo os sais na agua e Annabeth suspira, afundando de uma vez na agua. Ela surge instantes depois, ofegando.
–Entre comigo, amor. –Ela pede. Eu a vejo sã e abro um sorriso enorme para ela. Deixo-a aproveitar o seu banho por alguns minutos até que eu tire minhas roupas e entre também.
A agua está morna e as bolhas estão sendo estouradas por uma Annabeth descontraída. Ficamos do lado oposto da banheira por dois minutos e ela fica encarando as próprias unhas. Os peitos rijos e cheio de leite de Annabeth causa uma repulsão momentânea, essa é uma das primeiras vezes em que eu não tenho a menor vontade de transar com ela.
Ela estica a mão esquerda para mim e eu a seguro, ela desliza pela superfície de porcelana da banheira e fica entre minhas pernas. Seus cabelos estão cheio de sabão e ela nem se importa. Annabeth Chase não se importa com nada, como diz Silena ela apertou o botão de foda-se e não quer mais desligar. Ela encosta a cabeça em meu ombro e a eleva. Eu vejo seu nariz afilado, sua boca macia e carnuda e seus cílios loiros.
–Como você está, Pers? Como você está lidando com o luto? –Ela pergunta, sua voz é controlada e me atinge como facas. Em nenhum momento dos últimos quinze anos fui tão atingido com palavras tão dolorosas como nesse último ano.
–Eu já perdi um filho antes... Não dói menos, mas é algo que sei que posso superar. –Eu confidencio, ela aperta meus dedos e beija-os. –E se eu posso, você também pode. –Tranquilizo-a.
–Eu sonho com Aaron todos os dias. Eu penso em Aaron a cada instante e é como se um pedaço de mim tivesse sido arrancando de dentro de mim. Como se uma mão tivesse rasgado meu útero e tirado nosso bebe a força de lá. –Ela diz, sinto meu coração se partir e nesse momento, penso em Rachel.
Rachel que morreu agonizando e perdendo a filha, Rachel que perdeu toda a carreira artística, Rachel que perdeu tudo, inclusive a vida.
–Por que você estava chorando, quando eu cheguei? –Pergunto, tentando evitar a imagem de Rachel da minha mente.
–Eu ouvi Aaron chorar, me levantei e rodei pelo quarto. Eu achei que eu teria que trocar a fralda dele ou amamenta-lo. Eu procurei pela casa toda... Então, eu percebi. Eu caí na real. Eu percebi que Aaron está morto e que eu não tenho filho.
A voz de Annabeth falha e eu aperto sua barriga cuidadosamente, ainda é possível sentir o inchaço em seu estomago.
–Annabeth, por favor... Voce precisa melhorar, todos estão preocupados com você. Annie, eu preciso que você fique boa, amor.
Annabeth volta a sorrir, era dona do sorriso mais lindo que eu já vi. E ela aperta ainda mais meus braços ao seu redor. Ela beija meu queixo e morde-o lentamente. Seus pés macios esfregam-se na minha perna e escuto-a ronronar, como uma gata manhosa.
Ela fica calada por um bom tempo, seus olhos estão fechados e eu me privo da conversa. Olhando para Annabeth assim, tenho vontade de prende-la em um quarto e protege-la de tudo. Protege-la de meus inimigos, protege-la de Athena, Frederick... Protege-la até mesmo de mim.
–No que você está pensando, Annie? –Pergunto, tirando-a de seus devaneios.
–Eu amo você, Percy. E eu estou me perguntando como eu consigo amar você, levando em consideração tudo o que eu passei. Suas crises, minhas crises, sua vida e minha vida, e mesmo assim eu continuo amando você. Eu ouvi todos os conselhos sobre você, que você era um rebelde sem causa, um cão perdido, um louco e um psicopata... Mas eu amo você. Eu amo você e dói achar que talvez você não me ame tanto quanto eu te amo.
Ela não volta o olhar para mim, mas sei que seus olhos estão fechados. E pior, sei que Annabeth não espera uma resposta minha. Durante esse tempo juntos, Annabeth já me conhece de todos os modos que uma mulher pode conhecer um homem. Fisicamente, sexualmente... Psicologicamente.
Minha respiração para por alguns instantes e processo a informação. Esse nunca fora o plano. Esse não era o combinado. Sinto o sangue ferver por todo o meu corpo e os suspiros baixinhos de Annie servirem de melodia para meus ouvidos. Viro o corpo dela para mim com cuidado e trago sua cabeça para meus ombros, encostando.
–Vem cá, princesa... –É única coisa que consigo dizer para ela naquele momento. Sinto o rosto dela se mover, acho que ela sorriu.
–Posso te pedir um favor, Percy? –Ela pergunta baixinho. Sentia que nós dois estávamos em uma redoma só nossa, pertencente a nós. Eu e Annabeth. Não há mais ninguém nessa equação. –Faz amor comigo, eu estou com tanta saudades de você. –Ela assume.
–Não vai complicar em algo, amor? –Pergunto a delicadeza das palavras entra em contraste com meu tom de voz rude. Annabeth nega com a cabeça e posiciona-se diretamente entre minhas pernas.
–É só não ir com muita força... –Ela explica. Sorriu, respiro e a beijo. Mesmo tentando evitar o inchaço na sua barriga e os seios rijos. Mesmo tentando ignorar o acumulo de olheiras debaixo dos seus olhos. Eu a beijo e ela corresponde. Ela dita o ritmo, afinal tanto Annabeth como eu, sabe como sou agressivo em relação a sexo... Ela dita, pela primeira vez, como as coisas serão.
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