Notas iniciais
Olá. Mais uma fic, yey! Espero que vocês realmente gostem.

PARTE I.

Ultraviolence.

''I'm sad girl. I'm bad girl.''

Quando o Sol raiou em pleno sábado não pude perceber o quão horrível seria meu dia. Meu turno no Starbucks começaria as seis, então rapidamente fui em rumo ao banheiro fazendo minha higiene matinal. Meus cabelos loiros batiam mais ou menos até minha cintura em cascatas douradas e enroladas enquanto eram lavados. Após algum tempo embaixo d’agua, fui em direção ao quarto/sala/cozinha.

Na verdade, eu não morava em uma casa propriamente dita. E sim, em um galpão. Eram dois únicos cômodos. A sala e o banheiro. Na sala, não havia sofá, este foi facilmente substituído por uma cama, uma televisão estava apoiada em um encosto com alguns livros da faculdade, ao lado direito tinha um guarda-roupa e no esquerdo; a geladeira, a cozinha e a pia. O banheiro era uma porta de vidro em um canto mais afastado com um chuveiro e um vaso sanitário. Como eu disse, não era uma casa propriamente dita.

Depois de vestir o uniforme escroto da Starbucks, fui ao trabalho. Pegando o metrô para ir para Manhattan, o lado rico de Nova York. Minha mochila estava em minhas costas, com os livros da faculdade de arquitetura e com roupas decentes. A estação não estava lotada por ainda ser bem cedo, então fiz o meu trajeto de sempre. Enquanto o metro não chegava, sentei-me em um daquelas lanchonetes e pedi um café puro e duas rosquinha repletas de açúcar. Eu me deliciava com o meu café da manhã nada nutritivo com uma esperança de sair do trabalho mais cedo ou ter até uma hora vaga para que pudesse ir a faculdade e estudar um pouco. Senti o celular vibrar na mochila. Apenas três pessoas me ligavam. Minha mãe, meu chefe e Luke Castellan. Ainda está muito cedo para minha mãe me ligar, meu chefe nem sequer acordou-se a esse horário. Só resta-me a última opção. Peguei o celular e desbloqueei a tela.

–Bom dia, Luke. –Falei enquanto bebia meu café.

–Oi, Annabeth. Liguei para te avisar que temos uma festa na casa de Zeus Grace. Vou mandar meu motorista te pegar as nove na faculdade, ok? Fique bonita e penteei os cabelos.

–Tudo bem. –Falei desligando o telefone sem nem sequer esperar uma resposta.

Luke Castellan era o cara que me sustentava, basicamente. O que? Acha que eu tenho como me sustentar em Nova Iorque com um salário medíocre no Starbucks, pagar faculdade, e o galpão? Não tem como. Ele é filho de um empresário famoso, Hermes Castellan. E era apaixonado pela filha de Zeus Grace, uma rebelde sem causa. Sabe aquelas pessoas que tem tudo, mas não se satisfaz? Então, Thalia Grace. O irmão ainda consegue ser pior, o Senhor Correto ou Jason Grace. Não importa, só vou para essas festas para Luke ficar com o ego inflado por ter uma loira com curvas tão sinuosas capazes de te causar um acidente e tomar champanhe chiquérrimo e porque com a ajuda dele, eu posso ao menos tentar dizer que minha mãe estava enganada.

Athena Parthenos, minha mãe. Ela mora com meu irmão mais velho, Malcolm, em San Francisco desde que o maldito do meu pai nos deixou. Meu irmão também é arquiteto, mas pode aproveitar os anos de glória de minha mãe, estudou em ótimos colégios, foi a Harvard e se formou. Trabalha para uma empresa na Califórnia. Já eu? Tudo que minha mãe tinha apostou em Malcolm, e me deixou. Era o sonho dela ver um filho bem-sucedido e acreditou só porque Malcolm era homem ele se formaria e teria mais chances de ser bem sucedido do que eu.

Machismo de merda.

–Annabeth, o metrô chegou. –Falou Tiffany a mulher que vende essas rosquinhas, eu sorri. Deixando na mesa sete dólares e sai correndo.

Depois de ficar seis horas anotando pedidos e servindo cafés, e aguentando a Circe sendo chata pude finalmente tomar um banho, me arrumar e ir para a faculdade, aguentar o Quíron e suas histórias, depois... Aguentar Luke e suas festas.

***

–Então, a festa é de Zeus Grace? –Perguntei, enquanto Luke dirigia seu conversível. Ele era realmente muito bonito, mas tinha uma beleza tímida e singela. Os cabelos eram lisos e dourados, um pouco mais escuro do que os meus, como se fosse da cor da areia da praia. Tinha músculo suficiente para um futuro empresário.

–Sim. –Ele falou enquanto entrava dentro da mansão. –Está muito bonita, Annabeth.

Eu sorri. E agradeci, sabia que realmente estava bonita, mas não suficiente para o nível daquela festa. Meu vestido era decotado demais como se Luke quisesse exibir o que exagero de Airbag ou seios, tanto faz. Meus cabelos dourados como ouro puro não tinha nenhum penteado além dos cachos habituais, e usava uma pequena quantidade de maquiagem comparado ao que o resto das mulheres usam.

Luke desceu do carro e abriu a porta para mim, ajudando-me a descer. Sentia o salto bater na superfície dura, e se não fosse a música relativamente alta, talvez teria escutado o barulho.

–Lembre-se Annabeth... –Ele começou, mas eu já estava farta daquilo.

–Eu sei, só falar com quem fala comigo. Não me intrometer em seus assuntos. E parecer feliz. –Completei com um deboche claro, o que eu fez Luke rolar os olhos.

–Parecer não é suficiente. Você é feliz. Vamos, ao menos finja que não tem uma vidinha medíocre. –Disse ele dando uma ênfase no ''é feliz’’. Pobre iludido, como se beber espumante caro com pessoas exibidas fosse minha meta de vida, pensei.

Caminhamos em rumo à enorme mansão dos Grace’s. Tinha uma arquitetura magnifica, o branco das paredes de entrada tinham um contraste com um jogo de luzes de três cores que levava a porta. O piso era negro e tão lustrado que talvez desse para servir de espelho.

Eu segurava no braço de Luke que me guiava por toda a extensão do salão. Dezenas de pessoas riam, conversavam e bebia. Eu já tinha visto Zeus Grace, era um homem com seus cinquenta anos, e comandava um dos maiores planos do governo contra máfias nacionais e internacionais. Era casado com a sobrinha do presidente, Hera. Logo Luke puxou meu braço para ir em direção dos pais dele. Hermes e May Castellan, sabia que o homem me odiava, achando que eu só queria usufruir do dinheiro do filho enquanto a mulher achava que eu era a salvação do filho.

–Olá, senhor e senhora Castellan. –Cumprimentei com um sorriso amigável. Acabei ganhando um abraço da mãe de Luke e um 'olá' seco do pai. Continuei ouvindo a conversa de Luke e dos pais até perceber que um par de olhos me observarem.

Eu rodei os olhos pelo salão e encontrei...

Eram verdes com cílios curvados, um olhar tão intenso capaz de fazer as minhas pernas ficarem bambas. Ele sorriu na minha direção, quer dizer apenas moveu os lábios, não exibiu nenhum dente. O smoking caia perfeitamente em seu corpo, usava uma gravata azul claro. E tinha cabelos negros. Era lindo, talvez eu passasse o dia o encarando, mas então, ele começou a me encarar. Corei. A taça da mão dele foi erguida na minha direção enquanto ele sorria como se estivesse achando aquilo a coisa mais divertida do mundo quando um garçom passou capturei um taça com o líquido, ergui para ele e levei aos lábios, sujando a borda com meu batom rosa claro. Ele riu e voltou a conversas com as pessoas ao seu lado, no qual eu não ousei prestar muita atenção com receio de voltar a se perder na imensidão azul.

–O que está fazendo, Annabeth? –Perguntou Luke no meu ouvido.

–Quem é aquele? – Questionei levando o olhar até o homem que me observava.

–Quem é ele? O inimigo número um de Zeus Grace, o dono de umas das maiores máfias mundiais.

–O traficante da Quinta Coorte? –Perguntei, interessada em não voltar a encará-lo.

–Tráfico é o de menos. Uso de armas, assaltos a bancos mundiais, drogas, sistema de corrupção em massa. Ele é Percy Jackson, Annabeth. O homem mais temido da América.

Notas finais
Quem topa mandar uma review? Rsrs.